"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



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domingo, 3 de agosto de 2014

Lixões a céu aberto resistem, apesar do fim do prazo em 02/08/2014, para substituí-los por aterros sanitários


Lixão da Estrutural, em Brasília, o maior da América Latina
No entanto, a situação mudou em ritmo bem menos acelerado do que o exigido pela legislação. A Pesquisa Nacional de Saneamento Básico feita pelo IBGE em 2008 apontou que 2.810 cidades – ou seja, mais da metade dos municípios existentes no Brasil – ainda destinavam resíduos sólidos para vazadouros a céu aberto. Quatro anos depois, ao menos 3,5 mil lixões estavam ativos, segundo estimativa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).A vida real algumas vezes não anda no mesmo compasso das leis. Exemplo disso é a destinação do lixo nas cidades brasileiras. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) determinou que até 2 de agosto de 2014 (sábado) os gigantescos lixões a céu aberto, comuns em todo o país, deveriam ter sido completamente substituídos por aterros sanitários. De acordo com a ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o prazo não será prorrogado. Conforme as regras em vigor, os órgãos públicos que descumprirem a nova política de tratamento do lixo estão sujeitos ao pagamento de multas de até R$ 50 milhões.
Só no Nordeste essa é a prática de 1.598 cidades. Entre as capitais, as que mais ficam devendo no quesito manejo de resíduos sólidos são Porto Velho, Belém e Brasília. A situação mais crítica no país, aliás, é do Lixão da Estrutural, no Distrito Federal, o maior da América Latina. Do tamanho de 170 campos de futebol e uma montanha de lixo de 50 metros de altura, o local recebe cerca de 2 mil catadores de material reciclável trabalham 24 horas por dia.

Aterros

Um estudo da Associação Brasileira de Limpeza Públicas e Resíduos Especiais (Abrelpe) mostra que 40% de todo o lixo produzido no Brasil tem destinação inadequada. Já foi bem pior. Em 1989, mais de 88% das unidades de destinação de resíduos sólidos eram lixões a céu aberto e somente 1% eram aterros sanitários.
A relação, em 2008, foi de 50,8% de lixões contra 27,7% de aterros sanitários – o tipo mais indicado de tratamento. Os 22,5% restantes eram aterros controlados, que são o meio termo entre uma categoria e outra, porque o chorume ainda continua a ser lançado no solo, embora em menor proporção. Isso mostra que a melhora vem, mas em passos lentos.

"Regras muito rígidas"

Quem está de olho no futuro dos lixões no Senado é a Subcomissão Temporária de Resíduos Sólidos. Na quarta-feira (6), a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) pode apresentar seu relatório resumindo tudo o que foi dito por especialistas em seis audiências públicas relacionadas com o tema. Na avaliação da senadora, um conjunto de elementos levou os municípios a descumprir o prazo. No Amazonas, cita ela, todos eles apresentaram o planejamento de como desativar os lixões, mas não podem executar pela falta de dinheiro e de acesso dos municípios a verbas federais.
- As regras são muito rígidas para que os municípios consigam esse dinheiro - lamenta.
Na avaliação do presidente do colegiado, senador Cícero Lucena (PSDB-PB), que relatou o projeto que deu origem à lei de resíduos sólidos na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), os quatro anos foram suficientes para implantar as determinações da PNRS. No entanto, acredita ele, "faltou vontade política".

"Governo não cumpriu sua parte"

Como exemplo, ele conta que apresentou, em 2010, emenda da comissão ao Orçamento da União para viabilizar, com R$ 217 milhões, suporte financeiro e técnico do governo federal à implantação das medidas previstas na lei em cidades com até 50 mil habitantes. Entretanto, apenas R$ 9 milhões foram liberados. No ano seguinte, uma nova emenda de Cícero visava qualificar agentes ambientais, mas nada foi liberado.
- O governo federal não fez a sua parte para acabar com os lixões e lavou suas mãos quanto a isso. Os prefeitos também são responsáveis, embora muitos tenham esbarrado em condições técnicas.
Ele defende a prorrogação do prazo de quatro anos para acabar com os lixões, mas com regras que forcem a adequação das cidades à política nacional de resíduos sólidos. O governo federal, no entanto, deve partir para a briga e aplicar multas. A estratégia é criticada pela própria Vanessa Grazziotin, que considera a possibilidade de mudar a lei:
- Tenho muita dúvida sobre multar, porque os municípios tiveram vontade de fazer, mas faltaram os meios para isso - pondera a senadora.
A destinação do lixo nas cidades brasileiras será o tema do próximo número da revista Em Discussão, produzida pela Secretaria de Comunicação do Senado Federal. A publicação pode ser acessada na página do Jornal do Senado na internet.


(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Antigo aterro de Gramacho passa a produzir gás verde que abastecerá uma refinaria de petróleo

Crédito: André Trigueiro - Coluna Sustentável - Jornal da Globo
Em boa parte do mundo, o problema do lixo se transformou em solução energética. Existem hoje 1.483 usinas térmicas que queimam resíduos para produzir energia. O Japão lidera o ranking com 800 oitocentas usinas, seguido do bloco europeu (452), China (100), e Estados Unidos (86). 
No Brasil, há apenas um protótipo com tecnologia 100% nacional operando no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Ilha do Fundão. É a Usina Verde. A plena carga, uma usina como essa é capaz de produzir energia suficiente para abastecer 15 mil residências, mas o custo ainda é elevado. Só o protótipo ficou em aproximadamente R$ 50 milhões. 
Mais do que produzir energia, o grande beneficio da Usina Verde é transformar lixo em cinzas. Para cada tonelada de resíduo que entra no forno, saem 120 kg de material carbonizado. É menos volume e menos peso.
“Essas cinzas podem ser aproveitadas em calçamento ou base asfáltica para pavimentação de cidades, ou pode ir para aterros, ocupando 12% da área que seria ocupada normalmente com todos os resíduos sendo destinados”, diz Mário Amato Neto, presidente da Usina Verde.
A outra forma de produzir energia a partir do lixo já começa a ganhar escala no Brasil. É o biogás. A parte orgânica do lixo, que é aquela composta principalmente de restos de comida, podas de árvore ou qualquer resíduo de origem animal ou vegetal, leva aproximadamente seis meses para se decompor e virar gás metano, um gás de efeito estufa, de fácil combustão. 
São Paulo foi a primeira cidade do Brasil a aproveitar o biogás como fonte de energia. Vinte e quatro geradores de alta potência queimam todo o gás do lixo. As máquinas transformam o biogás do aterro em energia elétrica suficiente para abastecer 35 mil domicílios da cidade de São Paulo.
São dois aterros: juntos, o Bandeirantes e o São João respondem por mais de 2% de toda a energia elétrica consumida na maior cidade do país. A queima do biogás ainda gera receitas extras para o município. São os créditos de carbono.
Até junho do ano passado, era o maior aterro de lixo da América Latina. A partir deste ano, Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, passará a ser o único fornecedor de biogás do mundo para uma refinaria de petróleo (leia mais). É um negócio sem precedentes, que dará um destino mais nobre e lucrativo para milhões de metros cúbicos de gás. 
“Estamos estimando que isso vai gerar 70 milhões de m³ de metano quase que puros, que vão ser fornecidos à Reduc após processamento”, afirma Eduardo Levenhagen, diretor da Novo Gramacho e da Gás Verde. Até julho, o gás de lixo já estará sendo bombeado até a refinaria Para isso, foram instalados 300 pontos de captação.
Do aterro, o biogás será levado até uma estação de tratamento para a retirada de impurezas. Dali, seguirá por um gasoduto de seis quilômetros de extensão até a refinaria Duque de Caxias. O volume de biogás bombeado a cada dia para a Reduc vai equivaler a 10% de todo o consumo da refinaria.
Em um país que gera 182.728 toneladas de lixo por dia, dá para imaginar o que isso significa em termos de energia? Pelas contas do Ministério do Meio Ambiente, considerando os 56 maiores aterros do país, a estimativa é que o biogás acumulado seria suficiente para abastecer de energia elétrica uma população equivalente à do município do Rio de Janeiro.
O cenário para 2020 aponta uma produção ainda maior de energia, suficiente para abastecer 8,8 milhões de pessoas, a população de Pernambuco. Nesta quinta-feira (28), a Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública divulgou que a produção nos 22 aterros onde a captação de biogás é uma realidade já é suficiente para abastecer de energia 1,67 milhão de pessoas.
Especialistas garantem que o biogás pode ser um bom negócio. “Pode ser rentável, mas tem que ser feito com muita cautela. O governo tem que fazer a parte dele também, investir em incentivos”, diz Cintia Philippi Salles, gerente de gestão e sustentabilidade da Arcadis Logos.
Tanto o lixo urbano quanto os resíduos agrícolas têm potencial para turbinar a matriz energética brasileira. Para um país que tem fome de energia, não dá mais para abrir mão do que ainda insistimos em chamar de lixo.
CLIQUE NA IMAGEM PARA ASSISTIR O VÍDEO

Por: André Trigueiro
Fonte: Jornal da Globo

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Prefeituras correm contra o tempo para cumprir a Lei de Resíduos Sólidos

FreeDigitalPhotos.net
Os prefeitos que assumirem seus mandatos em 2013 terão grandes desafios para cumprir a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10), que, entre outras coisas, torna obrigatório o fim dos lixões até 2014. Além disso, a partir de agora, para receber recursos do governo federal para as ações de saneamento, os municípios precisam apresentar um plano de gestão de resíduos. Entretanto, apenas 10% deles terminaram ou estão finalizando seus planos.
Para que os municípios cumpram os prazos da lei, o deputado Alberto Mourão (PSDB-SP) defende que o governo federal e os estados homologuem os equipamentos e as tecnologias autorizadas na área de tratamento de resíduos. Ele argumenta que alguns municípios apresentam planos que depois são barrados nos órgãos ambientais estaduais e federais.
Mourão acrescenta que um outro ponto que precisa de envolvimento municipal: o retorno dos resíduos para as indústrias. “Sem os municípios, não vai se conseguir implantar a política da logística reversa, pois a indústria vai ter dificuldade de buscar esse material”, observou.
Convênios - O gerente de projetos do Ministério do Meio Ambiente, Ronaldo Hipólito, reforça a importância do plano de gestão. “Quando as prefeituras entrarem no sistema de convênios, solicitarem um recurso para comprar um caminhão, para montar um aterro sanitário, para fazer uma intervenção na área de resíduos sólidos, terão que apresentar o plano junto com o pleito”, disse.
O presidente da ANAMMA, Mauro Buarque, avalia que os municípios precisam de mais tempo para finalizar seus planos de gestão. Mesmo aqueles que já começaram e estão trabalhando em conjunto com cidades vizinhas precisam correr para cumprir a meta de acabar com os lixões.
“Eventualmente, haverá consórcios para desenvolver infraestrutura para atender a mais de um município, e isso tudo leva muito tempo, porque depende de autorização legislativa, tem que tramitar em todas as câmaras dos municípios envolvidos”, disse Buarque.


Clique no link abaixo e escute também o depoimento do presidente da ANAMMA, Mauro Buarque, para a Rádio Câmara:


Fonte: Anamma

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Secretaria do Meio Ambiente do PR Convoca os setores empresariais a apresentar propostas de logística reversa

A SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE E RECURSOS HÍDRICOS (SEMA) torna público que sua Coordenadoria de Resíduos Sólidos receberá propostas de Termos de Compromisso para implementação da Logística Reversa, oriundas dos setores empresariais, em especial de fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de produtos de significativo impacto ambiental, compromissados em implantar programa de responsabilidade pós-consumo para fins de recolhimento, tratamento e destinação final de resíduos sólidos, indicando conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outro ciclo produtivo, ou outra destinação final ambientalmente adequada.

Entre as iniciativas que podem ser implementadas, pode-se citar: 

I - implantar procedimentos de compra de produtos ou embalagens usados;

II - disponibilizar postos de entrega de resíduos reutilizáveis e recicláveis;

III - atuar em parceria com cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis, nos casos de que trata o § 1o da PNRS.

Ficam convocados a apresentar propostas em alinhamento aos requisitos mínimos estabelecidos, os seguintes setores empresariais:

I – Produtos que após o consumo resultam em resíduos considerados de significativo impacto ambiental:

a) Filtro de óleo e óleo lubrificante automotivo;

b) Óleo Comestível;

c) Baterias automotivas;

d) Pilhas e Baterias;

e) Produtos eletroeletrônicos e seus componentes;

f) Lâmpadas Fluorescente, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;

g) Pneus;

h) Cigarros;

i) Resíduos da indústria automotiva;

j) Resíduos da construção civil e demolição.

II – Produtos cujas embalagens plásticas, metálicas ou de vidro, após o consumo, são consideradas resíduos de significativo impacto ambiental:

a) Alimentos;

b) Bebidas;

c) Medicamentos e produtos de uso humano;

d) Medicamentos e produtos de uso veterinário;

e) Produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos;

f) Produtos de limpeza e afins;

g) Agrotóxicos; seus resíduos e embalagens;

h) Embalagens que após o uso constituam resíduos perigosos, conforme NBR 10004;

PRAZO

As propostas deverão ser protocoladas, dentro do prazo de 60 (sessenta) dias a contar a data de publicação do presente Edital de Chamamento (09/08/2012), para a SEMA/Coordenadoria de Resíduos Sólidos, à Rua Desembargador Motta, 3384 - Bairro Mercês, Curitiba - PR, CEP 80.430-200 e através do endereço eletrônico: cres@sema.pr.gov.br.

Os setores empresariais que não apresentarem suas propostas terão que observar os programas de responsabilidade pós-consumo estipulados pela Secretaria supramencionada. 

Para acessar o edital CLIQUE AQUI

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Baixe gratuitamente o Manual de Orientação para os Planos de Gestão de Resíduos Sólidos para atendimento à PNRS

O Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o ICLEI Brasil e apoio da Embaixada Britânica, lançou durante o I Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, evento organizado pela Frente Nacional de Prefeitos em Brasília, a publicação Planos de Gestão de Resíduos Sólidos: Manual de Orientação e um curso de ensino à distância, baseado no Manual.
A publicação “Planos de Gestão de Resíduos Sólidos: Manual de Orientação” sugere passos metodológicos que garantem a participação e o controle social e que busquem o cumprimento das metas estabelecidas no Plano Nacional de Resíduos Sólidos; ela faz parte da coleção “Apoiando a Implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos: do Nacional ao Local”. O Curso de Ensino à Distância, que já está com as inscrições para a 1ª turma abertas, abordará todo o conteúdo do Manual.
CLIQUE NA IMAGEM PARA BAIXAR O MANUAL GRATUITAMENTE

Essas ferramentas fazem parte do programa de capacitação do Projeto GeRes – Gestão de Resíduos Sólidos, uma iniciativa do MMA em parceria com o ICLEI – Brasil e apoio da Embaixada Britânica, que vem contribuindo com governos locais brasileiros, estados e municípios, na implementação da PNRS, promovendo o fortalecimento institucional através da capacitação técnica dos tomadores de decisão e gestores públicos envolvidos, na elaboração dos planos.

Acesse a versão digital do Manual aqui.
Clique aqui para mais informações sobre o curso.


terça-feira, 15 de novembro de 2011

O problema dos agrotóxicos vai muito mais além do que imaginamos - Assista o vídeo da usina de triagem de Quixeré-CE

Em Setembro de 2011 o cineasta Sílvio Tendler lançou em Fortaleza-CE,  seu documentário “O veneno está na mesa”, o qual  traz à tona a discussão sobre o modelo de produção de alimentos no Brasil.
O filme mostra os danos gerados pelo uso de agrotóxicos à saúde da população e ao meio ambiente. Alertando para o fato de que o Brasil é o maior consumir de agrotóxicos no mundo, discute como o modelo de desenvolvimento que tem sido adotado no país beneficia grandes empresas transnacionais, como a Monsanto, Syngenta, Bayer, Dow, DuPont, dentre outras, em detrimento da agricultura familiar.
A problemática dos  agrotóxicos no Ceará, vai muito mais além quando tomamos conhecimento do caso da  Chapada do Apodi, onde grandes empresas de fruticultura usam intensamente esses químicos, inclusive através da pulverização aérea, contaminando o meio ambiente e até a água usada para consumo humano.
Através de um curta a produtora Nigéria Filmes, retrata a realidade local, nos mostrando a prática diária dos trabalhadores de uma usina de reciclagem em Quixeré, interior do Ceará, que manejam material contaminado por agrotóxicos.
Acabei de assistir a esse vídeo e é chocante verificar a falta de condições dos trabalhadores manuseando um material totalmente tóxico, que com certeza, causará danos sérios à saúde a médio e longo prazos. Além disso, a falta de EPIs (equipamentos de proteção individual) também é evidente, o que pode causar sérios acidentes de trabalho.
Assistindo vídeos como estes é que podemos começar a perceber qual a consequência de nossas atitudes, pois consumindo os produtos que utilizam estes agrotóxicos estamos contribuindo para o aumento destes resíduos, e consequentemente, aumentando a sucata de plástico que vai para este tipo de usina de triagem, nas quais devido à quantidade manuseada o valor pago aos catadores é ínfimo.
Temos que cobrar melhores condições de trabalho para os cidadãos brasileiros que trabalham com os recicláveis, isto não é só um problema relativo ao meio ambiente, é um problema de saúde pública. Isso precisa acabar...

ASSISTA O VÍDEO DA NIGÉRIA FILMES E CONHEÇA O COTIDIANO DA USINA DE TRIAGEM DE QUIXERÉ NO CEARÁ (CLIQUE SOBRE O VÍDEO).


Crédito do vídeo: Nigéria Produtora
Por: Patricia Guarnieri para o Blog Logística Reversa e Sustentabilidade

Rio de Janeiro lança "Contador Regressivo de Lixões"

A Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) acaba de lançar o “Contador Regressivo de Lixões” – nome dado ao sistema que irá monitorar a meta de erradicar todos os lixões dos municípios fluminenses até 2014. O contador deverá viabilizar o registro detalhado dos lixões que estão sendo ou serão desativados no Rio de Janeiro, dos aterros sanitários implantados e do cronograma de conclusão do programa Lixão Zero.
Já para o final do próximo ano, a Secretaria prevê que 86% do lixo do estado deixará de ser encaminhado a lixões, passando a ter destinação final correta em aterros sanitários. De acordo com o titular da SEA, Carlos Minc, entre 2008 e 2010, apenas 12% dos resíduos do estado eram descartados em aterros sanitários. Em 2011, o número mais que triplicou, chegando a quase 40%. Hoje, o Rio de Janeiro conta com 19 aterros em operação. A previsão é que, até o final de 2012, estejam em funcionamento outros 11, atingindo a marca de 30 aterros em atividade.
“Conforme a Constituição Federal, a gestão do lixo é atribuição das prefeituras, mas o caso estava preocupante e decidimos chamar a responsabilidade para nós: desde 2007, estamos interditando lixões, realizando audiências públicas sobre o tema, licenciando aterros sanitários e destinando recursos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam) para construir aterros sanitários”, conta Minc. Segundo a SEA, só em 2011 foram desativados 16 lixões.
A função do contador é justamente detalhar as ações de desativação e fazer com que a sociedade possa acompanhar de perto o que vem sendo feito no programa Lixão Zero. Em cada caso citado, serão divulgadas a data da desativação, as toneladas de lixo retiradas e a destinação correta para aterros sanitários em diversos municípios.
Atualmente, 43 das 92 cidades do Rio de Janeiro despejam seu lixo em aterros sanitários. O objetivo é, em 2012, ter 71 municípios nessa situação. Uma das medidas do estado para atingir sua meta é a ajuda financeira às prefeituras. No lançamento do contador, no dia 24 de outubro, a presidente do Inea, Marilene Ramos, falou sobre o Programa de Compra de Lixo Tratado, que se destina a fornecer apoio técnico e financeiro ao município que se dispuser a encaminhar o lixo urbano para locais de tratamento e destinação sanitária com licenças ambientais aprovadas. Marilena destacou que, muitas vezes mesmo quando se dispõem a resolver o problema do lixo em suas cidades, os prefeitos encontram obstáculos técnicos e financeiros. “Pelo programa, o governo estadual firma convênios com os municípios a fim de apoiá-los financeiramente, por um período máximo de cinco anos, na transferência imediata do envio de lixo para os aterros sanitários licenciados, no próprio município ou em cidade vizinha.”
Para Sebastião Carlos dos Santos, líder do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) no Rio de Janeiro e presidente da Associação dos Catadores do Jardim Gramacho, a iniciativa do governo estadual é bem-vinda. “Mas deve ser acompanhada de um ‘Contador Regressivo de Exclusão Social’. Ou seja, ela deve prever a implantação da coleta seletiva e da inclusão social dos catadores, com incentivo à formação de cooperativas e pagamento pelos serviços ambientais prestados, conforme estabelecido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos.”
“Nos dados a serem apresentados, de forma transparente, constarão os lixões desativados de 2009 a 2010, o lixões já desativados em 2011 e os que serão interrompidos nos próximos anos”, informou a Secretaria do Ambiente, em nota. Ainda segundo a secretaria, o objetivo do detalhamento das ações de desativação dos lixões é fazer com que a sociedade acompanhe de perto o que vem sendo feito com o programa Lixão Zero, que visa a desativar todos os lixões do Rio. “Em cada caso citado, serão detalhadas a data da desativação, as toneladas de lixo retiradas e a destinação correta para aterros sanitários em diversos municípios”.


Fonte: CEMPRE

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O fim dos lixões

Finalmente estamos observando um grande movimento a favor do Meio Ambiente o fim dos “lixões” ou “Aterros a céu Aberto”.  Com a Lei 12.305/10 que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, o País está caminhando em um Rumo certo e consciente. 
Até 2014 todos os Prefeitos terão que dar uma solução técnica viável para os Lixões, com risco de perda de mandato.  O Ministério Público eficiente e eficazmente tem cobrado soluções. Falta agora a população com mais afinco, entender e cobrar os órgãos e Autoridades competentes. 
Os Lixões atualmente trazem um risco enorme à população que ali trabalha, que mora próximo ou mesmo distante destes locais.  São centros cultivadores de doenças, de pestes, propagadores de contaminação e que só trazem atualmente malefícios a quem quer que seja e ao Planeta como um todo.  Não há mais espaço para a constituição de novos Lixões e existe uma pressão Mundial enorme para seu fim. 
Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que 50,8% dos municípios destinam seu lixo para lixões a céu aberto, sendo que destes 40,8% dos municípios sofrem com alagamentos e conseqüente dissipação de doenças. 
Estes Lixões ou Aterros através da água contida nos resíduos sólidos, aumentada quando do transporte dos mesmos e pela água das chuvas gera um líquido chamado Chorume.  O Chorume é originado da decomposição das bactérias contidas no lixo através de processos biológicos, químicos e físicos.  Como está diretamente em contato com o solo e com excesso de água, ele penetra a terra atingindo os lençóis freáticos e contaminando lagos, rios e mares propagando Contaminações e doenças. 
Dentre os malefícios estão a poluição eminente no ar; o acúmulo de pragas como moscas, insetos, ratos, aves como urubus; a destinação incorreta de vários itens como pilhas, lixo eletrônico, materiais radioativos, lixos hospitalares não controlados; a geração de metano um gás produzido pelo lixo com forte odor e alto fator explosivo. 
Em muitos Aterros não há controle público sobre resíduos especiais, como embalagens de agrotóxicos, lâmpadas fluorescentes, pilhas e baterias e resíduos industriais.  A má gestão dos resíduos, a falta de educação ambiental e em alguns casos o não comprometimento do Poder Público faz com que, além de todos os problemas gerados, hoje enterremos ouro. Isto devido ao fato de enterrarmos recicláveis, tirarmos empregos de muitos e não termos estes bens como fonte de renda. 
Apesar de sermos conceituados pelo grande aproveitamento dos recicláveis, ainda muito jogamos fora; sendo que muitas vezes o Brasil ainda compra matérias primas recicláveis de outros Países.  Hoje existem tecnologias limpas chegando ao nosso País e que darão fim aos lixões e tratarão dos resíduos sólidos Urbanos de maneira justa e correta. 
O único cuidado que ainda temos que ter é que estas tecnologias sejam muito bem acompanhadas para não utilizarem recicláveis, para gerarem empregos diretos e indiretos e principalmente cuidarem do Meio Ambiente fazendo com que tenhamos um Planeta mais limpo e melhor. 

Por: Carlos Alberto de Albuquerque Prado
Fonte: Konvenios



Carlos Alberto de Albuquerque Prado é engenheiro Mecânico pela FAAP e Pós Graduado em Marketing pela ESPM.
Diretor Executivo da WTE Brasil – representante exclusiva ICC Group Canadá 
www.wtebrasil.com.br 
Diretor Executivo da Re9 Recicle. 
www.re9recicle.com.br 





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