"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



Crédito da imagem: jscreationzs / FreeDigitalPhotos.net
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sábado, 8 de julho de 2017

Obsolescência programada ou planejada: Celulares que duram 1 ano? Europa quer acabar com obsolescência programada

O Parlamento Europeu engrossou o tom contra a obsolescência programada — produtos, como smartphones e tablets, que duram pouco na mão do usuário por causa de uma "programação da fabricante", tudo para você comprar outro um produto mais novo em menor tempo.

De acordo com o EUBusiness, os membros do parlamento alertaram aos fabricantes que eles precisam tomar medidas para garantir aos consumidores "produtos duráveis, de alta qualidade, e que possam ser reparados e atualizados".

É praticamente um padrão: smartphones duram 1 ano sem problemas, depois...

Segundo uma pesquisa chamada Eurobarometer, de 2014, 77% dos consumidores na Europa preferiam reparar/consertar itens que possuem do que comprar novos. Porém, a nova compra é realizada porque eles são "desencorajados ao reparo por causa do alto custo e do nível de serviço oferecido".

"Devemos restabelecer a reparabilidade de todos os produtos colocados no mercado", enfatizou Pascal Durand, relator do Parlamento. "Temos de garantir que as baterias não sejam mais coladas nos produtos, e sim, parafusadas, para que não tenhamos que jogar fora um telefone quando elas não funcionem mais. Precisamos garantir que os consumidores tenham conhecimento de quanto tempo duram os produtos e como eles podem ser consertados".

O Parlamento também divulgou algumas recomendações para a indústria — que você confere aqui embaixo. Além disso, os parlamentares sugeriram que alguma companhia da Europa seja voluntária na cobertura dos termos e que as empresas criem alguma "medição de uso" transparente ao usuário.
Produtos robustos, facilmente reparáveis e de boa qualidade: "critérios de resistência mínima" a serem estabelecidos para cada categoria de produto desde a fase de projeto 
Se um reparo demorar mais de um mês, a garantia deve ser estendida para corresponder ao tempo de reparo 
Os Estados membros devem incentivar a produção de produtos duráveis e reparáveis, impulsionando reparos e vendas em segunda mão — isso poderia ajudar a criar empregos e reduzir o desperdício 
Os consumidores devem ter a opção de ir a um reparador independente: soluções técnicas, de segurança ou de software que impedem a realização de reparos, além de empresas ou órgãos aprovados, devem ser desencorajadas 
Componentes essenciais, como baterias e LEDs, não devem ser parafusados em produtos, a menos que por razões de segurança 
As peças sobressalentes indispensáveis para o bom funcionamento dos bens devem ser disponibilizadas "a um preço proporcional à natureza e à vida útil do produto" 
Uma definição da "obsolescência planejada" em toda a UE e um sistema que poderia testar e detectar a "obsolescência interna", bem como "medidas dissuasivas apropriadas para os produtores" 

FONTE(S): EUBUSINESS
PUBLICADO POR: TECMUNDO
POR

terça-feira, 6 de junho de 2017

Green Eletron, criada pela Abinee, lança campanha para descarte de resíduos de eletrônicos - Descarte Green

A empresa Green Eletron, criada pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) para gerir a logística reversa de eletroeletrônicos, lançou nesta segunda-feira, 5, em São Paulo, um piloto para o descarte desse tipo de aparelho. Em comemoração à semana do meio ambiente, foi instalado um coletor no prédio da Fiesp, na Avenida Paulista. O projeto foi batizado de “Descarte Green”.


Também foi instalado um coletor no Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e em outras cidades como Vinhedo, Cotia e Votorantim. Na primeira fase do projeto serão 16 (dezesseis) pontos fixos, além de campanhas em parcerias com eventos ligados ao tema.

Além destas parcerias, a GREEN Eletron estuda parcerias com o SESC/SP, o Shopping Eldorado e os Correios. Na primeira fase do projeto serão 16 (dezesseis) pontos fixos, além de campanhas em parcerias com eventos ligados ao tema.

“A tendência é que mais entidades passem a aderir ao projeto”, diz João Carlos Redondo, diretor de sustentabilidade da Abinee. Segundo ele, as novas adesões e parcerias vão contribuir para dar capilaridade à iniciativa, oferecendo uma variedade de opções para que os usuários de eletroeletrônicos possam descartar seus produtos sem uso com segurança, a fim de que sejam destinados de maneira ambientalmente adequada.

Redondo destaca que o Projeto Descarte Green servirá como experiência e base para a assinatura do Acordo Setorial Federal para implantação de um sistema de logística reversa de eletroeletrônicos em âmbito nacional, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (12.305/2010).

“Com a nossa iniciativa, poderemos avaliar os custos envolvidos no processo e a complexidade operacional e fiscal, além de estabelecer um relacionamento com todos os atores envolvidos na cadeia de logística reversa, principalmente a adesão dos consumidores para descartar corretamente seus produtos sem uso”, afirma Redondo. Ele prevê que o documento deve ser assinado ainda este ano.

A GREEN Eletron nasceu com o desafio de contribuir para que as empresas atendam às legislações ambientais, com a destinação ambientalmente adequada dos produtos sem uso, descartados pelos consumidores. Com 1,5 milhão de toneladas de lixo eletrônico por ano, o Brasil é o país que mais gera este tipo de resíduo na América Latina, ocupando a 7ª colocação no mundo, junto com a França.

Já fazem parte da Green Eletron as empresas Apple, Asus, Dell, Embraco, Epson, Flextronics, HP, Lenovo, Microsoft, Motorola, Positivo e Samsung.

Mais detalhes sobre a proposta e pontos de coleta podem ser consultados no site: DESCARTE GREEN

Obs: A campanha não recebe pilhas e baterias e lâmpadas.

Fonte: Descarte Green

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Empresas brasileiras ainda não desenvolveram conceito de logística reversa

Apesar de existir regulamentação sobre o assunto, ela ainda é frouxa e fabricantes de eletrônicos não assumem a responsabilidade pelo destino de aparelhos que deixam de funcionar. Em vez de serem desmontados e reaproveitados de alguma maneira, muitos aparelhos com defeito são descartados de forma irregular.

Confira a entrevista na CBN CLIQUE AQUI

Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática da USP Foto: André Rangel / Divulgação






















Fonte: CBN

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terça-feira, 16 de maio de 2017

Como estão os acordos setoriais previstos na Política Nacional de Resíduos Sólidos?

O Grupo Técnico de Trabalho Meio Ambiente (GTT-MA) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) reuniu-se em 5 de maio, em Brasília, para debater avanços nos acordos setoriais previstos na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), bem como a proposta de acordo na área de resíduos de eletroeletrônicos.



O superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan, falou sobre o estágio do acordo setorial de embalagens. O principal entrave continua sendo a ação civil pública proposta pelo Ministério Público estadual de São Paulo e o federal, para quem as empresas e entidades que aderiram ao acordo não atendem ao Sistema Nacional de Gestão de Resíduos Sólidos e, portanto, não cumprem o previsto na PNRS.

De acordo com Milan, a ação traz insegurança jurídica para as empresas, tanto do comércio como da indústria. “Conseguimos sinalizar aos promotores e, posteriormente ao juiz, que hoje o processo está fortemente calcado nas demandas jurídicas quando o foco deveriam ser as questões operacionais. E propusemos que ambos os MPs desistissem da ação.”

A esse respeito, a chefe da Assessoria de Gestão das Representações (AGR), Wany Pasquarelli, explicou que, como a CNC está no polo passivo (ré) da ação junto com as empresas, a entidade está refletindo sobre a sua posição frente ao acordo setorial. “A Confederação entrou no acordo porque tem capilaridade para fazer articulação, disseminar informações, e não como uma entidade que executa a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Por isso, no acordo, a sua responsabilidade não pode ser a mesma das empresas”, argumentou.

“Em conversa com interlocutores do Ministério do Meio Ambiente (MMA), sugeriu-se que a Advocacia-Geral da União (AGU) fosse consultada para que informasse qual seria, contratualmente, a responsabilidade jurídica do interveniente anuente, função da CNC, nos acordos setoriais”, relatou a executiva. Se o entendimento da AGU for no mesmo sentido da ação civil pública, a CNC já anunciou a possibilidade de se retirar oficialmente dos acordos setoriais. A decisão da Confederação vai depender do argumento usado pela AGU, disse Wany.

Marcio Milan concluiu seu relato destacando que, pela primeira vez, se conseguiu finalizar, em 2016, os números sobre o volume de resíduos que as cooperativas conseguiram recolher e dar destinação final adequada. São 40 associações de catadores, que reúnem 1.126 profissionais com carteira assinada, que comercializaram cerca de 29 mil toneladas, com destaque para as quase 17 mil toneladas de papel e papelão.

Lâmpadas fluorescentes e similares

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Material Elétrico e Aparelhos Eletrodomésticos de São Paulo (SincoElétrico) e diretor tesoureiro da CNC, Marco Aurélio Sprovieri, revelou que o acordo setorial na área de lâmpadas fluorescentes e similares está evoluindo. Mas admitiu que “se trata de um processo complicado”, com um aprendizado muito grande por parte da entidade gestora, a Reciclus, no sentido de estabelecer um modelo de coletor adequado para os estabelecimentos. Revelou que, em São Paulo, já existem 16 pontos de coleta.

Os coletores estão sendo dimensionados para 200 lâmpadas (apenas para o consumidor residencial), o que atende a demanda atual. A previsão, afirmou, é ampliar o número de pontos de coleta, à medida que a entidade gestora for evoluindo, não só no processo do estabelecimento do coletor, mas também no modelo operacional dos operadores logísticos, até a homologação das empresas responsáveis pela descontaminação do produto.

“A presunção básica para o sucesso do projeto é de que o consumidor vá ao Ponto de Entrega Voluntária (PEV) em lojas atacadistas e varejistas e deixe o produto usado. Mas ele não é obrigado a fazer isso. Portanto, é um processo de conscientização.”

Embalagens de óleos lubrificantes

O consultor jurídico para Meio Ambiente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) Bernardo Souto fez palestra sobre o andamento do acordo setorial de embalagens de óleos lubrificantes. Disse que, apesar dos avanços, há um impasse delicado, no modelo de expansão da 2ª etapa, à espera de solução: a responsabilidade de quem prestar conta na devolução do resíduo, cuja definição está nas mãos do Ministério do Meio Ambiente.

O comerciante recebe o produto usado em sua loja e lá o disponibiliza para ser retirado. Os fabricantes, entretanto, querem que o comércio emita recibo pelos resíduos recebidos e os entregues nos pontos concentradores que podem ficar em outro município. As negociações com o governo e com os fabricantes têm evoluído, com o comércio mostrando os pontos com os quais não concorda, “porque extrapolam as obrigações estipuladas em lei e podem onerar o setor”. O principal deles, explicou Souto, é a impossibilidade de criar uma logística do caminho de volta do resíduo.

“Se, na resposta à consulta, o ministério disser que o comércio é o responsável e pode responder por eventuais falhas no processo, provavelmente o acordo entrará num impasse, porque as entidades sindicais sairão e aí o governo terá que definir como vai obrigar os comerciantes”, alertou.

Acordo setorial de eletroeletrônicos

A proposta para o acordo setorial de resíduos eletroeletrônicos foi o tema da palestra do gerente do Departamento de Sustentabilidade da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Ademir Brescansin. Segundo ele, ainda há muitos entraves a serem superados. Os quatro principais são os seguintes:

1 – reconhecimento da não periculosidade dos produtos descartados, durante as fases de coleta, triagem e transporte. Ainda depende de ajustes com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama);

2 – regulamentação para que os não signatários do acordo setorial tenham as mesmas responsabilidades dos signatários. A proposta não passou pelo Comitê Orientador para a Implantação de Sistemas de Logística Reversa (Cori), mas está próximo de aprovação no MMA;

3 – criação de documento autodeclaratório para o transporte dos produtos descartados, com validade nacional. A solução está sendo buscada via secretarias de Fazenda; e

4 – regulamentação da Participação Pecuniária do Consumidor no custeio da logística reversa, o chamado EcoValor. Nada mais é do que na Europa é chamado de visible fee, uma taxa visível para o consumidor final de um determinado valor, variável de acordo com o produto. Brescansin explicou que, na compra de uma mercadoria nova, seria pago esse ecovalor, que custearia todo o sistema de logística reversa de produtos usados. Uma das formas seria embutir no preço final, ou seja, o consumidor paga, mas não fica sabendo, ou aparecer destacado na nota fiscal, o eco valor.

O problema é que para se colocar um item a mais numa nota fiscal, seria necessário criar uma série de leis pelo Ministério da Fazenda, que não abre negociação. “E mesmo dentro da indústria não há consenso. Então, estamos tentando definir quais as linhas de produto nas quais seria imprescindível ter o ecovalor e, por parte do governo, ter uma resposta se vai ou não ser possível.”

Uma nova minuta de acordo foi encaminhada em fevereiro ao MMA, que não deu qualquer retorno. Na semana passada, a Abinee protocolou um pedido de explicação no ministério.

Fonte: CNC
Disponível em RMAI

terça-feira, 11 de outubro de 2016

11 fabricantes de eletroeletrônicos criam a entidade gestora da logística reversa de eletroeletrônicos "Green Eletron" para atender a PNRS


Em fevereiro de 2013 foi lançado pelo Ministério do Meio Ambiente - MMA um edital de chamamento para implementação da logística reversa de resíduos eletroeletrônicos. Os acordos setoriais, bem como a logística reversa são previstos e reconhecidos como instrumentos da Lei 12.305/2010 que trata da Política Nacional dos Resíduos Sólidos (artigo 8 da Lei 12.305/10). É papel dos acordos setoriais integrar os membros da cadeia de suprimentos de dado resíduo a fim de cumprir o princípio da responsabilidade compartilhada na gestão de resíduos sólidos, que inclui a implementação de sistemas de logística reversa (artigo 30 da Lei 12.305/2010). 

Dentre as cadeias produtivas abrangidas pela PNRS em seu artigo 33, a de equipamentos eletroeletrônicos é citada. O artigo 33 estabelece que: "São obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de:I - agrotóxicos, seus resíduos e embalagens; II - pilhas e baterias; III - pneus; IV - óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; V - lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; VI - produtos eletroeletrônicos e seus componentes e embalagens em geral".

A cadeia produtiva de agrotóxicos tem se organizado desde a década de 80 e hoje é considerada exemplo mundial na logística reversa de agrotóxicos.  Foi criado o Instituto Nacional de Embalagens Vazias - INPEV, o qual é responsável por coordenar os processos de logística reversa que abrangem a responsabilidade compartilhada e que hoje resulta em um percentual de reciclagem de cerca de 96% das embalagens comercializadas. Esta cadeia é tida como modelo para a implementação da logística reversa dos outros resíduos citados pela PNRS. Cabe citar também aqui o exemplo dos pneus inservíveis, cuja cadeia produtiva também criou uma organização específica que coordena os processos de logística reversa, a RECICLANIP.  Esta iniciativa também obtém resultados satisfatórios, resultando em um percentual aproximado de 70% de reciclagem dos pneus inservíveis (INPEV, 2016; RECICLANIP, 2016).

Em uma iniciativa similar à cadeia produtiva de agrotóxicos e de pneus, com o intuito de atender à Política Nacional de Resíduos Sólidos, regulamentada pelo Decreto 7.404/2010, e baseada no Acordo Setorial, prestes a ser assinado, e que vai estabelecer metas de recolhimento e destinação dos produtos descartados.  é que 11 fabricantes de produtos eletrônicos com atuação no Brasil se juntaram e criaram a Green Eletron, uma empresa especializada na logística reversa de equipamentos eletroeletrônicos. A Green Eletron é uma entidade Gestora para Logística Reversa de Produtos Eletroeletrônicos, idealizada pela Abinee (VALOR SÃO PAULO, 2016; ABINEE, 2016).

A partir de 2018, a indústria terá que coletar, por ano, 17% do peso de todos os produtos vendidos no ano anterior. O Brasil produz, anualmente, 1,5 milhão de toneladas de lixo eletrônico. Entre 60% e 65% desse material está na região Sudeste. Os equipamentos têm um ciclo de vida que pode durar entre três e dez anos. A estimativa é que, quando o percentual estiver em vigor, o custo para as companhias será de R$ 25 milhões por ano. (VALOR SÃO PAULO, 2016).

Segundo João Carlos Redondo, diretor da área de sustentabilidade da associação das empresas do setor, a Abinee: o atendimento do Acordo Setorial poderia ser feito individualmente ou de forma coletiva, opção esta que se mostrou a mais adequada após análise detalhada de riscos, oportunidades e custos elaborada pela Abinee. “Identificamos que a criação de uma gestora para harmonizar todas as atividades e setores era a opção mais viável técnica e economicamente para as empresas”, diz Redondo. A Gestora, já aprovada pela Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), é fruto de um longo trabalho (ABINEE, 2016)

João Carlos Redondo, ainda afirma que o primeiro teste do modelo será feito ao longo deste mês, com a instalação de pontos de coleta nas zonas norte e sul da cidade de São Paulo. A ideia é usar a experiência para entender questões fiscais e tributárias relacionadas à operação. O aprendizado será levado ao governo e servirá para balizar a assinatura de um acordo setorial a ser assinado em março de 2017 (VALOR SÃO PAULO, 2016)

O ex-diretor da área de Sustentabilidade da Abinee e atual vice-presidente do Sinaees-SP, André Luís Saraiva, afirma que sua criação faz parte de um processo de amadurecimento da indústria ao tratar o tema. “Há dez anos, tivemos a percepção da necessidade de se discutir o assunto e incorporar a concepção de sustentabilidade na atividade das empresas”, ressalta (ABINEE, 2016).

Desde então, a entidade tem realizado ações como o Programa Abinee Recebe Pilhas e integrado as discussões da Política Nacional de Resíduos Sólidos, participando dos grupos técnicos, ao lado de representantes do governo, para delinear a logística reversa dos resíduos eletroeletrônicos. “A Green Eletron consolida o entendimento amplo da Abinee sobre todo o ciclo de vida dos produtos, desde sua concepção e design até o final da sua vida útil”, afirma Saraiva (ABINEE, 2016).

A coordenadora-geral de Energia e Desenvolvimento Sustentável do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Beatriz Carneiro, uma das principais interlocutoras da Abinee durante o processo de criação da Gestora, comemora a iniciativa. “Parabenizo a Abinee pela criação de uma entidade gestora que pode catalisar as iniciativas do setor na coleta e reciclagem dos resíduos eletroeletrônicos, tornando os processos mais transparentes e racionalizando os custos”, ressalta. Em sua opinião, a partir da celebração do Acordo Setorial, muitos serão os desafios para a implementação da logística reversa. “Nesse cenário, a Gestora terá papel fundamental de articulação entre os diversos atores do sistema – postos de recebimento e coleta, transportes e recicladores.” (ABINEE, 2016).

A diretora de Ambiente Urbano da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Zilda Veloso, considera a iniciativa louvável e de suma importância para a materialização de um importante instrumento da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Ela lembra que a implantação de um sistema de logística reversa requer elevados investimentos para sua viabilização. “A adoção de um modelo onde se utilizam gestoras, semelhante ao adotado pela Europa, por exemplo, permite que haja uma maior eficiência e sinergia de esforços com um menor custo, onde as empresas, por meio da gestora, poderão compartilhar toda a infraestrutura criada para o recolhimento dos equipamentos, adotar estratégias conjuntas de comunicação e educação ambiental, padronizar e otimizar procedimentos, permitindo uma maior eficiência operacional”, ressalta. (ABINEE, 2016).

Atuação e quadro de associados

A atuação da futura entidade abrange todos os produtos e subprodutos eletroeletrônicos que se encontram descartados nos pontos de coleta após o uso pelos consumidores. Sua responsabilidade, porém, não contempla, de maneira direta, o manejo, destinação e disposição final ambientalmente adequada desses resíduos, que serão feitos por empresas contratadas. João Carlos Redondo afirma que o papel da entidade não será apenas o de uma prestadora de serviço de Logística Reversa. “A Gestora contribuirá para integrar a logística reversa nas ações de política industrial da Abinee, além de promover a economia circular, visando à geração de valor e à redução de custos”, afirma Redondo. (ABINEE, 2016)

Com 48 empresas já interessadas em aderir à iniciativa, o quadro social da Gestora não está limitado às associadas da Abinee. Conforme critérios estabelecidos, poderá ser integrado por pessoas jurídicas, em número ilimitado, com ou sem fins lucrativos, sediadas no País, e que representem o setor de elétricos e eletrônicos ou que atuem na produção e comercialização, inclusive na integração de sistemas e de desenvolvimento de software dedicado. A abrangência e formato da Gestora serão delineados a partir das adesões e participação das empresas do setor eletroeletrônico. “Mesmo as indústrias que ainda não precisam implementar, neste momento, um sistema de logística reversa por acordo setorial podem participar a fim de se preparar para quando a aplicação for obrigatória”, explica Redondo. (ABINEE, 2016).
Mais informações: Ademir Brescansin - Gerente de Sustentabilidade ABINEE - 11 2175-0015

Autoria de: Patricia Guarnieri - Editora do Blog Logística Reversa e Sustentabilidade 


Adaptado de: ABINEE 14/04/2016 (Green Eletron: Uma realidade).  Trechos são parte de conteúdo que pode ser compartilhado CLIQUE AQUI

sexta-feira, 21 de março de 2014

SORTEIO DO LIVRO: GESTÃO DE RESÍDUOS ELETROELETRÔNICOS - PARTICIPEM ATÉ 20/04/2014

O blog 'Logística Reversa e Sustentabilidade', em parceria com a Editora Elsevier, está sorteando um exemplar do livro: Gestão de Resíduos Eletroeletrônicos, organizado pelas professoras e pesquisadoras Dra. Tereza Cristina de Mello Brito Carvalho (USP) e Dra Lúcia Helena Xavier (FUNDAJ). 



Sinopse: A Política Nacional de Resíduos Sólidos - Lei 12.305, de agosto de 2010 - institui a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos abrangendo os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, os consumidores e os responsáveis pelos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos. Entre as obrigações dessa responsabilidade compartilhada está a estruturação e a implantação de sistemas de recolhimento, reuso, reciclagem e descarte dos produtos eletroeletrônicos após o uso pelo consumidor. E o prazo estipulado para adequação à Lei é agosto de 2014. Este livro tem por objetivo discutir os aspectos técnicos, sociais, ambientais, de saúde, ocupacionais e econômicos da gestão dos resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (REEE) no país, aliando os conceitos técnicos às orientações práticas de como gerir a logística reversa destes resíduos. Consolidação, até o momento, inexistente dos principais assuntos que interessam ao mercado, à indústria, às associações representativas da sociedade, à academia e ao governo.

O livro é composto por 13 capítulos de autores renomados na área, conforme a seguir:

1 Introdução à Gestão de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos
2 A Prevenção e a Análise do Ciclo de Vida na Gestão de Resíduos
3 Design e Sustentabilidade na Cadeia de REEE
4 Resíduos eletroeletrônicos e seus aspectos jurídicos no Brasil
5 Elementos Econômicos da Gestão de Resíduos Eletroeletrônicos
6 Catadores: uma reflexão sobre os aspectos socioambientais
da gestão de Resíduos dos Equipamentos Eletroeletrônicos
7 Os impactos dos resíduos de equipamentos eletroeletrônicos na saúde
8 Tecnologias de tratamento para resíduos de equipamentos eletroeletrônicos
9 Normalização para a cadeia reversa de eletroeletrônicos
10 Aspectos operacionais da Gestão de REEE
11 Desafios na gestão de REEE: panorama atual e perspectivas futuras
12 Estudo de Caso CEDIR
13 Estudo de Caso do RECICL@TESC

Tive o prazer de participar com um capítulo sobre Elementos Econômicos da Gestão de Resíduos Eletroeletrônicos juntamente com Sonia Séger,

Para baixar o sumário detalhado do livro CLIQUE AQUI

Para adquirir o livro CLIQUE AQUI

Para participar do sorteio de um exemplar é necessário:

1)compartilhar a postagem do facebook CLIQUE AQUI

2)clicar em participar desta promoção no sorteieme CLIQUE AQUI

3)curtir a fan page do blog Logística Reversa e Sustentabilidade CLIQUE AQUI



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Piloto para a implantação da logística reversa de eletroeletrônicos e lançado em alguns bairros de SP.

Com a POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS – PNRS começam uma série de mudanças que muito tem a ver com nossos hábitos e com a maneira de percebermos os resíduos que geramos em função deles. O INRE – INSTITUTO NACIONAL DE RESÍDUOS foi criado em função dessa demanda. Tendo no seu DNA a vocação para trazer alternativas viáveis à sociedade, tanto em termos físicos, socioambientais, estruturais como econômicos.

Para os Resíduos Eletroeletrônicos (REEE) o INRE desenvolveu parcerias e criou um Sistema para Gestão de Resíduos, que vai desde a captação dos Resíduos à destinação ambientalmente correta. Certificando os participantes do processo, desde o CONSUMIDOR, que cumprindo com sua obrigação, retornará corretamente seus resíduos, passando pelos que farão parte da Logística e Manufatura Reversa, ou seja, os caminhos de volta dos Resíduos e destino ambientalmente adequado dos mesmos, através de reciclagem ou destinação dentro das melhores práticas socioambientais, até os fabricantes, responsáveis pela etapa final e que terá metas de produtos destinados corretamente para cumprir.

Para testar o SISTEMA para os REEE, pondo em prática o que estava pré-operacional, o INRE iniciou o PILOTO. Começou na cidade de São Paulo, com as Assistências Técnicas através da ABRASA (Associação Brasileira das Entidades Representativas e Empresas de Serviço Autorizado em Eletroeletrônicos) e Recicladores, através da RECICLO METAIS e a GEREE.

O PILOTO funciona da seguinte maneira: o CONSUMIDOR leva seus resíduos para uma das Assistências Técnicas participantes, que por sua vez entregarão os REEE coletados para os recicladores, a quem caberá a melhor destinação do que receber. Seja reciclando ou destinando corretamente. Como todas as etapas são acompanhadas e apontadas, todo o processo é rastreado, o que permite no final a certificação de todos os participantes.

Nesta etapa, que tem dois meses de duração (20/01/2014 a 20/03/2014), os equipamentos recolhidos são: aparelhos de TV, som, vídeos (videocassete/DVD), microondas, microcomputadores, notebooks e impressoras. Os postos de entrega não receberão os seguintes tipos de equipamentos: geladeiras, fogões, máquinas de lavar (roupas ou louças), freezers, condicionadores de ar, lâmpadas, pilhas e baterias (exceto as que fazem parte do equipamento). Será disponibilizado material informativo ao consumidor que for retornar seu equipamento bem como banners de marketing da campanha nos pontos de coleta. No momento da entrega do(s) aparelho(s), o consumidor deverá preencher e assinar o termo de doação do equipamento direto para o reciclador.

Assistências técnicas participantes do piloto:


- Canal Certo Eletros & Informática - Av.Pedroso de Moraes, 653 - Pinheiros - (11) 3815-2599

- Panafax Videoeletrônicos Ltda - Rua Celso Garcia, 2874 - Mooca - (11) 2612-1466

- Servicompo Eletronica Ltda - Rua Itapura, 999 - Tatuapé - (11) 2942-8982

- Longtec Eletrônica Comercial Ltda - Av. Moema, 391 - Moema – (11) 5096-1133


Na sequencia o PILOTO começará em mais sete municípios, entre capitais e cidades do interior. Para saber mais detalhes do PILOTO, assim como outras ações do INRE, solicitamos que entre em contato através do e-mail: retorne@inre.eco.br

Fonte: INRE

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Empresas dobram as operações de logística reversa em 1 ano e já obtém resultados

As empresas que investiram em logística reversa antes do fechamento dos acordos setoriais já colhem os frutos das aplicações.
O Grupo TPC Logística, por exemplo, teve um crescimento de 100% na demanda por esse tipo de serviço entre 2011 e 2012. "Por ser um serviço relativamente novo, a logística reversa ainda não representa fatia representativa no nosso crescimento total, que foi de 48% no ano passado, mas estamos muito atentos ao crescimento da demanda por essas soluções, já que dobrou de tamanho em um ano", afirmou o vice-presidente do Grupo TPC, Luís Eduardo Chamadoiro.
Até agora, o foco do Grupo TPC tem sido a logística reversa pós-consumo, para empresas de e-commerce e telecomunicações, as que mais registram prejuízos em caso de devolução de produtos ou desistência do consumidor. Chamadoiro explicou que principal objetivo desse serviço é impedir que os produtos percam o valor, evitando prejuízos. "Um produto devolvido, por exemplo, ficava aberto, num canto do Centro de Distribuição (CD), até que fosse avaliado. Quando isso acontecia, a mercadoria já não tinha o mesmo valor. ", disse. 
"A logística reversa dá tratamento imediato a esse produto para que não perca valor de venda", detalhou.
Clientes
Um dos principais clientes do Grupo TPC, uma grande operadora de telefonia celular, cujo nome não foi informado devido a um contrato de confidencialidade, reduziu os prejuízos em até 80% depois de implantar a política de logística reversa. "O material retorna fora de garantia, com a embalagem danificada ou com um pequeno defeito, por exemplo. Assim que essa mercadoria é devolvida, é rapidamente repassada ao fabricante. É muito importante que isso aconteça com rapidez para que o produto não perca o valor", explicou ao DCI o gerente do segmento de Telecom do Grupo TPC, Ciro Costa. "A partir daí, o fabricante faz uma triagem e verifica prazo de validade, uso, defeitos. Então, pode até recusar a devolução. Até 2010, 7 entre 10 aparelhos eram rejeitados. A TPC acelerou o processo fazendo a triagem antes do fabricante, evitando a rejeição", disse.
Reciclagem
Outro foco da logística reversa é a reciclagem. A JadLog, por exemplo, já vê nesse segmento uma oportunidade de negócio maior do que a de qualquer cliente individual da empresa, que entrega em todo o Brasil e possui rede de 500 lojas franqueadas. Hoje, a logística reversa representa 12% do negócio da empresa, que movimentou, ao todo, R$ 293 milhões em 2012, e já prevê R$ 325 milhões para este ano. "Atendemos principalmente empresas de eletroeletrônicos, como Sony, Lexmark e Positivo. Trazemos o produto estragado para consertar e levamos consertado. Ou trazemos o cartucho de impressora vazio e devolvemos cheio, atendendo à legislação ambiental", explicou o diretor comercial da empresa, Ronan Hudson.
A empresa solucionou, inclusive, o problema logístico relacionado aos postos de reciclagem. Como a maior parte desses pontos está localizada nas Regiões Sul e Sudeste, o custo da logística reversa no Nordeste, por exemplo, ficava muito mais caro. "Resolvemos isso planejando as viagens. Como mais de 60% da carga sai do Sul e Sudeste para outras regiões e temos uma ociosidade no retorno desses veículos, aproveitamos para trazer resíduos para reciclagem", concluiu Hudson.
Em outros casos, é preciso buscar alternativas, como a da Wise Waste, empresa recém-criada, que cresceu 300% no último ano. A entrante investiu em novas cooperativas de reciclagem no Nordeste para viabilizar a reciclagem de alguns materiais. "Praticamente 70% dos resíduos plásticos e de papel são produzidos no Nordeste", explicou Chicko Sousa, sócio da empresa, que desenvolve produtos a partir de resíduos. "A logística inviabilizava a reciclagem. O quilo do papel é vendido a R$ 0,20 e o transporte do Nordeste ao Sul custa R$ 0,30", concluiu.
"Por isso temos a aplicação da economia circular. Nós utilizamos estruturas já existentes, que estão subutilizadas, fazemos um link da cooperativa a um reciclador local e desse reciclador a um revendedor local. Eliminamos a capacidade ociosa de estruturas já existentes e viabilizamos a venda", arrematou Sousa.
Hoje, a Wise Waste proporciona economia de até 15% à principal cliente, a gigante P&G, com a compra de novos displays, fabricados com resíduos de pós-consumo da própria empresa.
"Nós desenvolvemos os produtos com resíduos de pós consumo da empresa e vendemos de volta para a própria P&G com um preço abaixo do de um produto comum. Isso é possível porque a resina que reciclamos, por exemplo, é 40% mais barata que a resina virgem", contou Sousa.

Por: Luiza Silvestrini

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Proposta de acordo setorial de eletroeletrônicos é entregue ao MMA - Descarte de celulares, computadores, geladeiras e televisões terão normas

O descarte de equipamentos como celulares, computadores, geladeiras e televisões seguirá normas ambientais. Quatro propostas para o estabelecimento do sistema de logística reversa de produtos eletroeletrônicos foram entregues, nesta quarta-feira (12/06), ao Ministério do Meio Ambiente (MMA). As sugestões serão analisadas e a previsão é que, até o fim do ano, seja assinado o acordo setorial entre governo e empresários, ação que regulamentará a destinação correta do lixo eletrônico. 
As propostas fazem parte do processo de desenvolvimento da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos eletroeletronicos, com o objetivo de promover o descarte correto após o uso destes produtos e a destinação adequada dos seus resíduos. Após a análise, as sugestões terão de ser aprovadas pelo Comitê Orientador (CORI), coordenado pelo MMA e integrado por outros quatro ministérios (Fazenda, Saúde, Agricultura e Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior) e submetidas a consulta pública. 
DIÁLOGO
Maranhão (E) e Brescansin, da Abinee: acordo até o 
final do ano
Crédito: Martim Garcia/MMA
O acordo setorial, que sairá com base nas propostas encaminhadas, contemplará as especificidades no descarte de cada categoria de produtos, desde os celulares até os eletrodomésticos de grande porte. “Estamos entrando em um território novo e o diálogo é muito importante para a construção do acordo”, afirmou o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Ney Maranhão. “Quanto mais transparentes forem as propostas, mais rápido será o processo”.
Dentre as propostas apresentadas, há soluções para informática e celulares, eletrodomésticos e eletrônicos. A intenção é estabelecer um acordo que contemple as especificidades de cada um desses tipos de produtos. “O CORI definiu as regras mínimas como metas, localização geográfica dos pontos de coleta e a destinação dos resíduos”, explicou a gerente de Resíduos Perigosos do MMA, Sabrina Andrade. 
As quatro propostas foram entregues ao MMA no último dia previsto pelo edital de chamamento. A negociação com a iniciativa privada, no entanto, ocorre há mais de um ano. Para Sabrina, a recepção das empresas e indústrias para a implantação da logística reversa dos eletroeltrônicos tem sido positiva. “Há um sentimento comum de mudança na mentalidade do setor”, avaliou. “A sustentabilidade é algo que já faz parte do setor”.
O gerente de Responsabilidade Socioambiental da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Ademir Brescansin, reiterou a importância de um trabalho conjunto na construção do acordo. “Queremos unir os esforços de todos os setores envolvidos, como a indústria, os fabricantes, os importadores e o comércio em geral, de forma a trazer menos impacto para todos”, explicou.
SAIBA MAIS
Logística reversa é um instrumento de desenvolvimento econômico e social, caracterizado pelo conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento e reciclagem, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada. Acordo setorial é um ato contratual, firmado entre o poder público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, tendo em vista a implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto.

Por: Lucas Tolentino

Fonte: InforMMA
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