"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



Crédito da imagem: jscreationzs / FreeDigitalPhotos.net

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Antigo aterro de Gramacho passa a produzir gás verde que abastecerá uma refinaria de petróleo

Crédito: André Trigueiro - Coluna Sustentável - Jornal da Globo
Em boa parte do mundo, o problema do lixo se transformou em solução energética. Existem hoje 1.483 usinas térmicas que queimam resíduos para produzir energia. O Japão lidera o ranking com 800 oitocentas usinas, seguido do bloco europeu (452), China (100), e Estados Unidos (86). 
No Brasil, há apenas um protótipo com tecnologia 100% nacional operando no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Ilha do Fundão. É a Usina Verde. A plena carga, uma usina como essa é capaz de produzir energia suficiente para abastecer 15 mil residências, mas o custo ainda é elevado. Só o protótipo ficou em aproximadamente R$ 50 milhões. 
Mais do que produzir energia, o grande beneficio da Usina Verde é transformar lixo em cinzas. Para cada tonelada de resíduo que entra no forno, saem 120 kg de material carbonizado. É menos volume e menos peso.
“Essas cinzas podem ser aproveitadas em calçamento ou base asfáltica para pavimentação de cidades, ou pode ir para aterros, ocupando 12% da área que seria ocupada normalmente com todos os resíduos sendo destinados”, diz Mário Amato Neto, presidente da Usina Verde.
A outra forma de produzir energia a partir do lixo já começa a ganhar escala no Brasil. É o biogás. A parte orgânica do lixo, que é aquela composta principalmente de restos de comida, podas de árvore ou qualquer resíduo de origem animal ou vegetal, leva aproximadamente seis meses para se decompor e virar gás metano, um gás de efeito estufa, de fácil combustão. 
São Paulo foi a primeira cidade do Brasil a aproveitar o biogás como fonte de energia. Vinte e quatro geradores de alta potência queimam todo o gás do lixo. As máquinas transformam o biogás do aterro em energia elétrica suficiente para abastecer 35 mil domicílios da cidade de São Paulo.
São dois aterros: juntos, o Bandeirantes e o São João respondem por mais de 2% de toda a energia elétrica consumida na maior cidade do país. A queima do biogás ainda gera receitas extras para o município. São os créditos de carbono.
Até junho do ano passado, era o maior aterro de lixo da América Latina. A partir deste ano, Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, passará a ser o único fornecedor de biogás do mundo para uma refinaria de petróleo (leia mais). É um negócio sem precedentes, que dará um destino mais nobre e lucrativo para milhões de metros cúbicos de gás. 
“Estamos estimando que isso vai gerar 70 milhões de m³ de metano quase que puros, que vão ser fornecidos à Reduc após processamento”, afirma Eduardo Levenhagen, diretor da Novo Gramacho e da Gás Verde. Até julho, o gás de lixo já estará sendo bombeado até a refinaria Para isso, foram instalados 300 pontos de captação.
Do aterro, o biogás será levado até uma estação de tratamento para a retirada de impurezas. Dali, seguirá por um gasoduto de seis quilômetros de extensão até a refinaria Duque de Caxias. O volume de biogás bombeado a cada dia para a Reduc vai equivaler a 10% de todo o consumo da refinaria.
Em um país que gera 182.728 toneladas de lixo por dia, dá para imaginar o que isso significa em termos de energia? Pelas contas do Ministério do Meio Ambiente, considerando os 56 maiores aterros do país, a estimativa é que o biogás acumulado seria suficiente para abastecer de energia elétrica uma população equivalente à do município do Rio de Janeiro.
O cenário para 2020 aponta uma produção ainda maior de energia, suficiente para abastecer 8,8 milhões de pessoas, a população de Pernambuco. Nesta quinta-feira (28), a Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública divulgou que a produção nos 22 aterros onde a captação de biogás é uma realidade já é suficiente para abastecer de energia 1,67 milhão de pessoas.
Especialistas garantem que o biogás pode ser um bom negócio. “Pode ser rentável, mas tem que ser feito com muita cautela. O governo tem que fazer a parte dele também, investir em incentivos”, diz Cintia Philippi Salles, gerente de gestão e sustentabilidade da Arcadis Logos.
Tanto o lixo urbano quanto os resíduos agrícolas têm potencial para turbinar a matriz energética brasileira. Para um país que tem fome de energia, não dá mais para abrir mão do que ainda insistimos em chamar de lixo.
CLIQUE NA IMAGEM PARA ASSISTIR O VÍDEO

Por: André Trigueiro
Fonte: Jornal da Globo

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Diferença entre resíduos e rejeitos


A distinção está relacionada principalmente à possibilidade de aproveitamento. 
Resíduo sólido é uma expressão que está presente no dia-a-dia de todos. Quando compramos um produto com embalagem, descascamos uma fruta ou simplesmente utilizamos um item até o fim da sua vida útil, geramos resíduo. Mas existe uma distinção que será cada vez mais importante, principalmente a partir de 2014: qual é a diferença entre rejeito e resíduo?
A partir do que sobra de determinado produto (embalagem, casca) ou processo (uso do produto) é que o resíduo sólido é gerado, mas ele pode ser consertado, servir para outra finalidade (reutilização) ou até ser reciclado. Já o rejeito é um tipo específico de resíduo sólido - quando todas as possibilidades de reaproveitamento ou reciclagem já tiverem sido esgotadas e não houver solução final para o item ou parte dele, trata-se de um rejeito, e as únicas destinações plausíveis são encaminhá-lo para um aterro sanitário licenciado ambientalmente ou incineração.
Essa diferenciação é importante devido à implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que entrará em vigor a partir de 2014. De acordo com o diretor daInteração Ambiental, Fernando Altino, a fiscalização tende a ser rígida com relação à distinção. “A partir de agosto de 2014, o operador do aterro sanitário deverá receber apenas rejeitos. Caso contrário, (a empresa) estará sujeito às penalizações do Ministério Público”, afirmou, durante Encontro Técnico promovido pela Revista Meio Ambiente Industrial, pela Interação Ambiental e pela Ambientepress Comunicação, em abril último. Lembrando que, com a PNRS, todos os lixões devem ser eliminados para darem lugar a aterros sanitários.
O que fazer?
Para se adaptar à nova lei e preservar o meio ambiente, é recomendável, portanto, explorar ao máximo o ciclo de vida do produto, reaproveitando sempre que for possível e dando preferência para itens que, posteriormente, possam ser reciclados. Para isso, a eCycle tem algumas dicas:

-Reduza ao máximo o lixo da sua casa (veja mais aqui);
-Reaproveite restos de alimentos para outras funções ou para produzir novas receitas (veja mais aqui);
-Recicle itens que perderam totalmente a vida útil ou doe objetos que não te interessam mais (veja mais aqui).

Fonte: Revista Meio Ambiente Industrial

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Participe do XII Encontro Verde das Américas - GREENMEETING Brasilia 2013 - 21 e 22 de maio de 2013 Brasília DF. Brasil

Um ano apos a Rio + 20, acontecerá em Brasília nos dias 21 e 22 de maio de 2013, o XII Encontro Verde das Américas, o Greenmeeting , que se projeta para ser um importante observatório sobre a ótica positivista referente ao alcance do resultado final da Conferencia das Nações Unidas no Rio de Janeiro em 2012.

O Encontro reunirá importantes lideranças nacionais e internacionais sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, tanto governamentais, quanto não governamentais, que entre outros acontecimentos se dará a entrega do Prêmio Verde das Américas 2013.

Inscrições e certificação

Participação gratuita com inscrição no Link Credenciamento do site www.greenmeeting.org

Os participantes receberão certificado com carga horária

Objetivos do evento

O objetivo do XII Encontro Verde das Américas, também chamado de Greenmeeting, é buscar soluções para os problemas ambientais locais e globais, com discussões concretas e objetivas, envolvendo o maior número de instituições e segmentos da sociedade, do Brasil e do exterior. Ampliar o seu alcance e democratizar as discussões para além dos segmentos governamentais, técnicos e acadêmicos, trazendo à luz as experiências bem sucedidas que permitam a sua aplicação em áreas com problemas similares.
O Encontro apresentará uma dinâmica objetiva, com palestras sobre assuntos atuais, polêmicos e necessários, ministradas por nomes com grande projeção nos assuntos propostos. A prioridade será para projetos, nacionais e internacionais, bem sucedidos e inovadores, que possam contribuir direta e indiretamente para o desenvolvimento e a solução dos problemas sócio-ambientais e econômicos do planeta.
Despertar a consciência ecológica e sócio-ambiental continua sendo um importante objetivo focalizado a partir dos temas expostos, debates e troca de informações e experiências, favorecida pelo encontro com pessoas de vários setores da vida pública e privada, envolvidas de uma forma ou de outra com as questões ambientais.
Queremos que este Encontro, além de contribuir nas discussões atuais sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, possa congregar esforços na busca de soluções para os diversos problemas sócio-ambientais, em prol de uma melhor qualidade de vida, para as gerações presentes e futuras.

Programação

Local: Museu Nacional da República – Esplanada dos Ministérios, Brasília DF.

21/05/2013 – Terça-feira / Tuesday

08:00 h 
Credenciamento e entrega de material do Encontro / Accreditation and releasing of material of the Meeting.

09:30 h
Abertura solene do XII Encontro Verde das Américas e entrega do Prêmio Verde das Américas 2013, com a presença de autoridades nacionais e internacionais.

10:20 h 
Embaixador Robby Dewnarain Ramlakhan, Secretário Geral da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica – OTCA. Tema: A importância das ações de cooperação da OTCA na integração Amazônica.

10:40 h 
Jose Carlos Carvalho, Ex-Ministro de Estado de Meio Ambiente do Governo Brasileiro – Tema:Metas de sustentabilidade na Rio + 20 - Um passo histórico em direção a um mundo mais justo, equânime e próspero.

11:00 h 
Embaixadora Ana Paula Zacarias, Chefe da Delegação da União Européia. Tema: A Política de Cooperação Brasil – União Européia no contexto da Sustentabilidade Global.

11:20 h 
Debate: Participação dos palestrantes e convidados especiais / Participation of speakers and special quests.

12:30 h 
Intervalo / Break

Presidente da mesa / President of the Table: André Rodrigues Oliveira – Advogado e especialista em Direito Ambiental.

14:00 h 
Luciana Imaculada de Paula, Promotora de Justiça, Coordenadora do Grupo Especial de Defesa da Fauna – GEDEF. Tema: A importância das ações do Ministério Público, pactuadas nos termos de ajustamento de conduta com o poder público e iniciativa privada, viabilizando soluções para problemas ambientais.

14:20 h 
Embaixador Sudaryomo Hartosudarmo, Indonésia - Especialista em Ciências das Relações Internacionais e mestre em Direito Empresarial pela Universidade Gadjah Mada, em Yogyakarta.Tema: O compromisso da Indonésia com o Desenvolvimento Sustentável.

14:40 h 
Danilo Vieira Júnior, Secretário de Estado Adjunto de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais. Tema: As normatizações e a importância do licenciamento ambiental para o desenvolvimento sustentável.

15:00 h 
Diana Pomar, Diretora do Conselho de Promoção Turistica do México. - Tema: A sustentabilidade da indústria turística do México no contexto Global.

15:20 h 
Paulo Celso dos Reis Gomes, Subsecretário de Políticas de Resíduos Sólidos do Distrito Federal,Professor da Universidade de Brasilia, Doutor em Desenvolvimento Sustentável, Mestre em Tecnologia Ambiental e Recursos Hídricos e Especialista em Gestão Ambiental e Ordenamento Territorial - Tema: O desafio da gestão dos resíduos sólidos nas grandes cidades em consonância com a Rio+20.

15:40 h 
Embaixador Peter Kirimi, Kenya – Tema: A política ambiental do Quênia no contexto da sustentabilidade global.

17:30 h 
Debate: Participação dos palestrantes e convidados especiais / Participation of speakers and special quests. Vilmar Berna, Jornalista e Escritor, Prêmio 500 das Nações Unidas, com mais de 30 livros publicados.

22/05/2013 – Quarta-feira / Wednesday

Presidente da mesa / President of the Table: Newton Lins, Advogado, Engenheiro florestal e Secretário de Estado de Assuntos Estratégicos do Distrito Federal.

09:00 h 
Embaixador Francisco Ribeiro Telles, Portugal. Ex-assessor diplomático do Primeiro-Ministro e do Presidente da República de Portugal – Tema: A gestão ambiental e a sustentabilidade do Turismo em Portugal.

09:20 h 
Embaixadora Dato`Sudha Devi, Malásia – Tema: Agenda da Malásia para a harmonização do Desenvolvimento Sustentável e Mudanças Climáticas / Malaysia's agenda towards the harmonization of sustainable Development and Climate Change. 

09:40 h 
Painel - Felipe Santos de Miranda Nunes, Gerente da área de Energia e Mudanças Climáticas na Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas Gerais – Tema: Pegada de carbono da Copa do mundo Fifa 2014 e Copa das Confederações 2013 para Minas Gerais.

10:00 h 
Dr. Alon Lavi, Israel – Tema: Tecnologia e Inovação – o caminho à sustentabilidade.

10:20 h 
Mariana Ferreira, Analista de Conservação do Programa Amazônia do WWF. - Tema: Unidade de Conservação na Amazônia brasileira: desafios e oportunidades.

10:40 h 
Embaixador Carlos Rafael Zamora, Cuba – Tema: A Política Ambiental de Cuba no contextoda sustentabilidade global.

11:00 h 
Debate: Participação dos palestrantes e convidados especiais / Participation of speakers and special quests. Paulo Coelho, Jornalista e Editor do Jornal Nova Imprensa.

12:30 h 
Intervalo / Break
Presidente da mesa / President of the Table: Carlos Eduardo Valadares, Secretário de Sustentabilidade do Distrito Federal. 

14:00 h 
Adriano Santhiago de Oliveira, Diretor de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente Brasileiro e integrante da Delegação Brasileira nas Conferências das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática. Tema: A política de mudanças climáticas brasileira no contexto da sustentabilidade global.

14:20 h 
Denise Hamú – Representative of PNUMA-United Nations Environment Programme. Theme: As ações do PNUMA para a proteção e conservação do meio ambiente no contexto do desenvolvimento sustentável.

14:40 h 
Embaixadora Aud Marit Wiig, Noruega – Diplomata e Ex-diretora executiva do Banco Africano de Desenvolvimento. - Tema: A política ambiental da Noruega no contexto da sustentabilidade global.

15:00 h 
Embaixador Victor Monge Chacón, Costa Rica. Tema: Costa Rica e sua Política Ambiental em relação aos parâmetros da Rio+20.

15:20 h 
Cosete Ramos Gebrim, Doutora em Educação pela Florida State University – EUA e Mestre em Administração da Educação, Califórnia State University - EUA. Tema: Educação Ambiental – O pilar da sustentabilidade planetária.

15:40 h 
Painel: Apresentação de projeto com experiência inovadora e bem sucedida, em prol do desenvolvimento socioambiental e econômico.

17:00 h 
Debate: Participação dos palestrantes e convidados especiais / Participation of speakers and special quests.

17:00 h a 17:30 h 
Apresentação da Carta Verde das Américas 2013 - Solenidade de encerramento. Presentation of the Green Letter of the Americas 2013 - Closing Solemnity.

Logo após entrega dos Certificados de Participação/After, releasing of the Certificates of Participation.

Ademar Leal, Coordenador Geral do Greenmeeting 2013

Informações

Coordenação Geral do Encontro
E-mail: secretaria@greenmeeting.org

sexta-feira, 10 de maio de 2013

PepsiCo leva ao mercado mais de 85 mil displays 100% reciclado


Mais da metade dos expositores de snacks da PepsiCo nos pontos de vendas são feitos de embalagens. Mais de 56 milhões de unidades foram reutilizadas
A PepsiCo, fabricante das marcas Ruffles,Quaker, Gatorade, dentre outras, levou ao mercado mais de 85 mil displays 100% reciclados para expor seus produtos em supermercados e pontos de vendas nos últimos dois anos.
O projeto pioneiro confecciona displays a partir de BOPP (película de polipropileno biorientada) utilizada na fabricação das embalagens de snacks da própria empresa.
Em 2011, foram produzidos cerca de 90 mil displays, sendo 42 mil reciclados. Para cada display BOPP, são reutilizadas em média 675 embalagens, chegando a 56 milhões de unidades no total.
“Quando o projeto foi desenvolvido pela PepsiCo Brasil em 2010, a meta era produzir 20 mil displays reciclados por ano, e hoje, já estão nos pontos de vendas mais do que o dobro da estimativa inicial. A nova empregabilidade do BOPP ajuda a desmistificar a crença de que as embalagens de snacks não são recicláveis” – explica Marcos Freire, Diretor de Assuntos Corporativos da PepsiCo Brasil.
Para mudar essa cultura, a PepsiCo utiliza as embalagens de seus produtos para comunicar os consumidores a forma correta de descartá-las, isto é, em pontos de coleta de materiais plásticos. Para tanto, foram lançadas as Brigadas PepsiCo, que têm o objetivo de engajar os consumidores no processo de destinação correta destas embalagens. Hoje, cerca de 138 mil pessoas estão envolvidas no processo de coletiva seletiva por meio das brigadas.
Essa iniciativa faz parte da visão de negócios da PepsiCo chamada Performance com Propósito, que significa alcançar crescimento sustentável ao investir em um futuro mais saudável para as pessoas e para o planeta. Dentro dessa estratégia, a
PepsiCo tem o compromisso de descobrir formas inovadoras para minimizar seu impacto no meio ambiente.

Fonte: Assessoria de Comunicação da PepsiCo
Disponível em: ABRAS

Acordo setorial para embalagens em geral: proposta já está em análise pelo MMA

Depois da conclusão da missão do GTT Embalagem, com o lançamento do edital e finalização de estudo de viabilidade técnica (patrocinado pelo governo), em 2013 começa a fase de discussão do acordo setorial propriamente dito. A proposta de acordo do varejo e indústria, apoiada pela Abras, foi entregue à ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, no dia 19 de dezembro. A meta inicial, presente no edital, é reduzir em 22% os resíduos recicláveis dispostos em aterros até 2015.
A proposta entregue pelo Grupo Coalizão, coordenado pelo Compromisso Empresarial para a Reciclagem (CEMPRE), que reúne mais de 20 entidades da indústria (produção de matérias-primas e produtos de consumo) e do comércio (ABRAS, ABAD, e CNC), está calcada em projetos principalmente nas regiões metropolitanas das 12 cidades sedes da Copa do Mundo de 2014, com pontos de entrega voluntária (PEVs) e apoio a cooperativas de catadores.
No caso dos PEVs , é importante observar que os PEVs do comércio têm apenas função educativa e de promoção dos benefícios da reciclagem, sendo a coleta seletiva obrigação dos municípios. Na verdade, os PEVs ou ecopontos municipais são os mais adequados, porque otimizam a logística reversa com a coleta seletiva.
Pela PNRS, todos os municípios devem implementar sistemas de coleta seletiva até 2014, marco em que seriam eliminados os lixões (ainda falta muito para que este objetivo seja cumprido, até mesmo nas capitais e grandes cidades, mesmo com linhas de financiamento abertas pelo governo federal).
O processo de assinatura do acordo de embalagens pode levar boa parte do primeiro semestre do ano e, portanto, estima-se para o segundo semestre uma definição mais efetiva de qual modelo de LR será praticado.
Pontos de atenção do varejo:
- Criação de PEVs e melhor logística de operação (com divisão de custos e modelos de ações coordenados com a indústria e incluindo serviços de cooperativas de catadores);
- Divulgação de ações de LRs e de conscientização do consumidor (Plano de Comunicação);
- Leis municipais e estaduais que podem obrigar a LR de Embalagens sem levar em conta o trabalho organizado pelo governo federal em Brasília;
- Taxas que poderão suscitar do processo de coleta seletiva dos municípios, independentemente da LR.
Representaram a Abras na entrega da proposta do Grupo Coalizão à ministra, o vice-presidente da área Institucional Marcio Milan e o diretor de Relações Institucionais, Alexandre Seabra.


Fonte: ABRAS

Resultado dos programas de reciclagem de embalagens da Tetra Pak em 2012


A Tetra Pak reciclou mais de 65 mil toneladas de embalagens em 2012. O volume representa um incremento de quase 10%, se comparado a 2011. Segundo Fernando von Zuben, diretor de Meio Ambiente da Tetra Pak, com os avanços da implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a expectativa é que este número aumente ainda mais. “Atualmente 29% de toda produção segue para a reciclagem, sendo que o gargalo da cadeia está na coleta seletiva. Com o aumento da conscientização ambiental e a destinação correta dos resíduos, nossa previsão é que até 2015, a porcentagem atinja pelo menos 35% do total”, completa Fernando.
Atualmente o Brasil é referência mundial no desenvolvimento de tecnologias de reciclagem e 33 indústrias trabalham com as embalagens longa vida da Tetra Pak, somando R$80 milhões em negócios anualmente. Até o final do ano, mais cinco empresas recicladoras devem iniciar os trabalhos, aumentando ainda mais a geração de emprego e renda na cadeia.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Tetra Pak
Disponível em: ABRAS

Resultados dos programas de gestão de resíduos e reciclagem de 2012 do Grupo Pão de Açúcar

Há mais de doze anos investindo em projetos de reciclagem, as iniciativas do Grupo Pão de Açúcar se tornaram referência em sustentabilidade no Brasil. Por meio de programas que compõem um modelo completo e pioneiro, que buscam gerar benefícios ambientais e sociais a todos os seus públicos de interesse, a empresa alcançou em 2012 resultados expressivos, com ganhos de até 400%, se comparado a 2011. Destaque para Estações de Reciclagem, Caixa Verde, Alô Recicle, Descarte Correto de Medicamentos e Coleta de Pilhas e Baterias, programas diretamente ligados ao consumidor.
“A natureza dos nossos negócios tem grande potencial de transformação e engajamento da sociedade, já que somos a ponta das relações de consumo, conectando clientes, produtos e serviços”, conta Vitor Fagá, diretor executivo de Relações Corporativas do Grupo Pão de Açúcar. O GPA é uma empresa com operações em todas as regiões do país e que busca atuar respeitando os valores e culturas de cada praça. A empresa desenvolve projetos de grande capilaridade e que, em sua maioria, tenham força mobilizadora em causas valorizadas pela comunidade, como é o caso dos programas de sustentabilidade. “Muitos dos projetos funcionam sob o conceito de responsabilidade compartilhada em que buscamos envolver toda cadeia de valor”, completa o executivo. .
Presentes em 123 lojas do Pão de Açúcar desde 2001, em parceria com a Unilever, e em 216 unidades do Extra, com outro parceiro, desde 2007, as Estações de Reciclagem disponibilizam para os clientes pontos de entrega voluntária de materiais recicláveis (papel, plástico, metal, vidro e óleo de cozinha usado) nos estacionamentos das lojas de todo o Brasil. Já são mais de 73 mil toneladas arrecadadas e doadas para cooperativas de reciclagem parceiras do programa, promovendo a educação ambiental e a geração de renda para as comunidades. Apenas em 2012, os consumidores descartaram mais de 16 mil toneladas de materiais recicláveis, cerca de 20% a mais do registrado em 2011. Além disso, desde 2010, as Estações de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever também arrecadam embalagens de desodorantes aerossóis, em 16 unidades da rede na cidade de São Paulo. A iniciativa já coletou mais de 6,5 toneladas desse tipo de embalagem, que deve ter destinação diferenciada.
O Grupo também desenvolve um programa de descarte “pré-consumo”, chamado de Caixa Verde, que possibilita aos clientes destinarem para reciclagem, em urnas instaladas ao lado dos caixas, embalagens de produtos que não precisam levar para casa, como as caixas de pasta de dente, por exemplo. Presente em 121 lojas Pão de Açúcar desde 2008, o Caixa Verde, já arrecadou mais de 4,4 milhões de embalagens (papel e plástico), sendo mais de 1,4 milhão apenas em 2012. 
Com os materiais arrecadados nos Caixas Verdes, a marca exclusiva do Grupo, Taeq, desenvolveu em 2009 um programa de logística reversa, chamado Ciclo Verde Taeq. Resumidamente, a empresa fornecedora das embalagens Taeq compra o papel de cooperativas de reciclagem, parcerias do Programa Caixa Verde, e o transforma em novas embalagens que irão acondicionar os produtos da marca. Essa ação representa 4,5% do volume das embalagens produzidas.
Outro programa que apresentou resultado expressivo é o Alô Recicle, que tem como objetivo coletar celulares, acessórios e baterias, em urnas disponibilizadas nas lojas e encaminhar para reciclagem. Lançado em agosto de 2010 em uma parceria com a Nokia do Brasil, o programa já arrecadou mais de 2,6 toneladas de materiais, sendo 2,1 toneladas apenas em 2012, mais de 300% a mais que o registrado em 2011. Cerca de 281 lojas Pão de Açúcar e Extra de todo o Brasil participam do Alô Recicle. “Resultados como esse nos motivam a continuar investindo nos projetos e mostram que cada vez mais as pessoas estão aderindo ao consumo e descarte consciente, por meio dos programas disponíveis nas lojas do GPA”, comemora Fagá.
Em outra iniciativa pioneira para a gestão de resíduos, lançada em novembro de 2010, em parceria com a EuroFarma, o programa Descarte Correto de Medicamentos também apresentou um resultado expressivo em 2012. A iniciativa, que visa despertar o consumidor para importância do destino adequado de medicamentos vencidos e/ou fora de uso, embalagens primárias como cartelas de comprimidos e, ainda, materiais perfurocortantes como agulhas, ampolas, vidros de xarope, entre outros, registrou mais 4,5 toneladas de materiais arrecadados, cerca de 150% a mais que em 2011. As urnas estão disponíveis em 31 drogarias do Extra e do Pão de Açúcar nas cidades de S. Paulo, Araraquara (SP), Piracicaba (SP) e Volta Redonda (RJ). Os pontos de coleta são confeccionadas especialmente para o recebimento desses resíduos.
O Grupo Pão de Açúcar comemora também os resultados do Programa de Coleta de Pilhas e Baterias, realizado em parceria com a ABINEE e em cumprimento da legislação CONAMA 401/08, que dá a correta destinação para estes tipos de resíduos. Todas as lojas do Grupo no Brasil possuem coletores específicos onde os clientes podem fazer o descarte de pilhas e baterias. Desde seu inicio, em 2010, os clientes das lojas do Extra e do Pão de Açúcar depositaram mais de 43,8 toneladas de pilhas e baterias, sendo 33 toneladas apenas em 2012, mais de 200% que o registrado em 2011. 
A Companhia investe em várias frentes e além de todos os projetos já apresentados, também possui na cidade de São Paulo quatro pontos (Extra Anhanguera, Extra Itaim, Extra Morumbi e Extra Anchieta) de coleta de lixo eletrônico (televisores, videocassetes, computadores, aparelhos de DVD e microondas), em parceria com a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais). Outra iniciativa implementada foi a campanha para descarte de lâmpadas na loja Pão de Açúcar Cerro Corá, na cidade de São Paulo.
Alinhado às tendências da Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em 2010, que procura organizar a forma como o país trata os resíduos, incentivando a reciclagem e a sustentabilidade, a empresa possui iniciativas de Gestão Integrada de Resíduos, desde 2008, em 38 lojas das bandeiras Pão de Açúcar e Extra, buscando minimizar o impacto da sua operação no meio ambiente. A ação consiste em um sistema de gestão integrada de resíduos orgânicos e recicláveis, que são separados diariamente e destinados de maneira adequada. Para que esse processo aconteça, todos os colaboradores que atuam nas áreas internas da loja recebem treinamento especial sobre reciclagem e gerenciamento de resíduos. Além disso, estes estabelecimentos dispõem de coletores específicos, que separam os resíduos de maneira eficiente.
Além dessa iniciativa, o GPA implementou um novo modelo de gestão de resíduos que contempla o acondicionamento, coleta, transporte e destinação final dos resíduos de 262 lojas, 6 Centros de Distribuição e 38 drogarias dentro do Estado de SP.
Ainda em 2012, as redes Pão de Açúcar e Extra lançaram novos modelos de sacolas reutilizáveis, disponíveis a partir de outubro em todas as lojas do Brasil. Produzidas em ráfia, as novas embalagens trazem estampas voltadas ao conceito de cada marca. O Pão de Açúcar, que desde 2005 disponibiliza sacolas reutilizáveis em suas lojas, dá continuidade a uma linha temática Para 2012/2013, o mote utilizado será Transparência, que além de novas imagens, conta também com dois modelos a mais, totalizando seis estampas diferentes. Já o Extra, apresenta em dois modelos desenhos que remetem a campanha da bandeira, “Extra por uma Vida mais Família”, e traz outros três voltados ao público masculino com desenhos que ressaltam o patrocínio à Confederação Brasileira de Futebol e a brasilidade presente na marca. Além desses modelos, as bandeiras continuam comercializando sacolas com parte revertida para entidades sociais como é o caso da parceria com a Hope na bandeira Extra e com a SOS Mata Atlântica com a bandeira Pão de Açúcar. Ao longo de 2012 foram vendidas mais de 16,4 milhões de sacolas reutilizáveis no Brasil.

Fonte: ABRAS

Compra de produtos com marcas próprias pode auxiliar as grandes redes de supermercados a realizar a logística reversa


Crédito da imagem: ABRAS
O impulso de compra de produtos com marcas próprias - geralmente bem mais baratos do que os de marcas famosas - deve se mostrar como uma saída a ser utilizada por empresas do setor varejista, tanto para incrementar o faturamento, como para tentar resolver certas questões como a aproximação do consumidor à marca e a diminuição da dependência de produtos importados. Desta maneira, deve ajudar, aliás, a questão da logística reversa - a ser analisada em 2014 -, com a nova Lei dos Resíduos, que deverá entrar em vigor, mas ainda causa desconforto entre as empresas por falta de regras claras. 
A perspectiva é de que várias categorias tenham, nos próximos anos, um leque grande de marcas próprias disputando as gôndolas. Desta maneira, a dependência dos produtos importados poderá ser menor e, assim que for aprovada a norma para a logística reversa de resíduos, uma das maiores preocupações do varejo - o que fazer com os itens importados - possa ser até algo minimizado. Isso, claro, se houver realmente a ampliação de itens marca própria nas lojas. Afinal, esses produtos são produzidos por fornecedores locais, e a divisão da responsabilidade do descarte correto desses produtos poderia mesmo ficar mais prática, pois caberá ao comércio receber, em postos de coleta, as embalagens e demais produtos usados descartados pelos clientes. A indústria fará a separação dos materiais retornados para encaminhá-los à reciclagem ou aterros sanitários, dependendo da natureza do "lixo". 
Responsável por fornecer cookies e biscoitos a players como as redes Dia e Pão de Açúcar, a Dauper registra crescimento médio de 35% ao ano e, segundo o diretor Comercial da empresa, Raul Matos, o uso das marcas próprias pode contribuir ainda mais com o setor varejista e proporcionar menor dependência aos bens de consumo estrangeiros. "A marca própria pode ajudar no sentido de suprir a inovação, que as empresas buscavam antes com os importados", comentou ele. 
Com os negócios aquecidos, a previsão é da Dauper crescer 30% em 2013, com novos produtos e expansão da rede própria de lojas. Para o executivo da marca, o papel do segmento tem mudado no Brasil. "O desenvolvimento da marca própria hoje no Brasil já segue um pouco a Europa, onde os varejistas lançam tendências. Aqui, eles pegavam o que já existia, descobriam qual o preço, a embalagem e não queriam nada diferente, só ofereciam uma redução de uns 20% no preço." 
Matos ainda argumenta que produtos com o nome do supermercado ou lojas podem auxiliar até na negociação com marcas nacionais. "Lançamos o cookie Dia com 30% de chocolate premium, que já vende mais do que qualquer outro produto na loja. Quando uma empresa tem um produto forte, com a marca dela, ele fica menos dependente de líder, como Unilever ou Kraft, no nosso caso." 
A empresa gaúcha tem fábrica em Gramado (RS) e acumula 25 anos de expertise como fornecedora de biscoitos e mix de cereais. Hoje começa uma rede de lojas próprias e pretende abrir a segunda biscoiteria em São Paulo. 
Alcance 
O crescimento das marcas próprias no Brasil também se evidencia no tipo de cliente que consome os produtos. Estudo da empresa Kantar Worldpanel, diz que as classes A e B são atualmente as maiores consumidoras desses itens: cerca de 60% das famílias nessa faixa econômica adquiriram algum item com marcas próprias. A classe C registrou 52%, enquanto D e E registraram 49%. Mas a participação da classe média deve aumentar nesse quesito. Em entrevista ao DCI, o presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), João Galassi, afirmou ontem, durante a feira Apas 2013, que as marcas próprias permitem maior fidelidade deste tipo de clientes a determinada rede varejista. "Quando se coloca um produto com marca própria, a confiança da classe C naquele mercado ou naquela empresa aumenta. Tem um peso maior, principalmente para essa faixa de consumidores", apontou. 
Outro ponto no mercado é que segundo dados apresentados ontem pela Nielsen, o faturamento das marcas próprias atingiu no ano passado cerca de R$ 2,8 bilhões, ou seja, um aumento de 56% em relação ao ano de 2008. A pesquisa mostra ainda que o segmento ainda não está consolidado no País, quando comparado a outros mercados como o europeu. Logo, abre-se um grande leque de oportunidades para as empresas do comércio varejista. 
Nas redes Extra e Pão de Açúcar, por exemplo, esses artigos foram inseridos em 2006 e hoje se dividem em quatro marcas diferentes: Taeq, Qualitá, Club des Sommeliers, e Casino. A Taeq é composta por produtos saudáveis; já a linha Qualitá é de itens de primeira necessidade ou de cesta básica, além de artigos para limpeza e higiene pessoal. A produção desses artigos é feita por mais de 500 fornecedores.

Por: Igor Utsumi

Comissão de Defesa do Consumidor aprova mudança em rótulo de produtos com logística reversa

Medida estabelece que embalagens deverão informar sobre a obrigatoriedade de destinar o lixo decorrente daquele material para reaproveitamento e a importância ambiental de sua entrega em postos de coleta.

A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou, em 08/05/2013, o Projeto de Lei 2433/11, do deputado Jhonatan de Jesus (PRB-RR), que obriga os fabricantes e importadores de produtos geradores de resíduos sólidos sujeitos ao sistema de logística reversa a colocarem nos rótulos ou embalagens informações sobre a obrigatoriedade e importância ambiental de sua entrega em postos de coleta.
O sistema de logística reversa é caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação.
O relator na comissão, deputado Ricardo Izar (PSD-SP), defendeu a aprovação da proposta argumentando que ela “preenche uma lacuna” da Lei dos Resíduos Sólidos (12.305/10), regulamentada pelo Decreto 7404/10.
Segundo Izar, o projeto de lei permite “ao consumidor conhecer suas obrigações ambientais e colaborar efetivamente com a Política Nacional de Resíduos Sólidos”.
Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:

Reportagem – Rodrigo Bittar
Edição – Rachel Librelon
Fonte: ‘Agência Câmara Notícias‘ (09.05.13)

Logística reversa de etiquetas antifurto - Sustentabilidade cria mercado aos fornecedores do comércio

Novas tecnologias e inovações podem contribuir com o corte de gastos pelas redes varejistas, em meio ao debate sobre a sustentabilidade e o descarte correto de resíduos entre consumidores, varejo e indústria no País. Em um período no qual a preocupação em diminuir o impacto ambiental e reduzir o custo com logística reversa aumenta, empresas do setor buscam opções que permitam facilitar o processo de descarte e devolução de embalagens e produtos. 
A preocupação é intensificada pela implantação - cada vez mais próxima - da Lei 12.035/2010, que divide entre a cadeia produtiva, governos e consumidores a responsabilidade pela destinação correta dos resíduos sólidos gerados após o consumo. Algumas soluções já são oferecidas aos varejistas, ainda que em menor escala. 

Um exemplo vem das etiquetas encapsuladas, por exemplo, que podem eliminar os custos de logística reversa com os sensores antifurto, utilizadas por varejistas e lojas do segmento têxtil. Nessa perspectiva de negócios, empresas como a Plastrom Sensormatic já oferecem a tecnologia que pode substituir as etiquetas rígidas, mais comuns atualmente. 
Segundo o diretor de Marketing, Soluções e Operações de Lojas da Plastrom Sensormatic, essas pequenas inovações devem ter um impacto expressivo na cadeia varejista brasileira. Afinal, elas podem contribuir com redução de custos de transporte. "Hoje, no varejo, o caixa retira a etiqueta de segurança e tem que mandá-la de volta para uma empresa. Uma solução para isso é a etiquetagem na origem, em que o cliente leva embora a etiqueta junto com o produto, após desativá-la e o varejista não tem custo nenhum com logística reversa", declarou. 
O executivo ainda argumenta que algumas redes brasileiras já adotaram a medida, mas a difusão ainda é muito pequena se comparada com outros mercados, como os Estados Unidos. A empresa ainda oferece outras soluções para as redes varejistas, como etiquetas RFid, que permitem um melhor controle sobre peças nos estoques e sobre saídas de produtos dos inventários. 
Sustentabilidade 
Durante o Congresso de Gestão na Apas 2013 - 29º Congresso e Feira de Negócios em Supermercados, um dos maiores empresários do País, o filho do fundador do império que envolve hoje o Grupo Pão de Açúcar (GPA), Abílio Diniz, fez palestra sobre a evolução dos modelos de gestão em que o cruzamento dos benefícios socioambientais com os benefícios econômicos resulta em um valor compartilhado pela cadeia do abastecimento. 
Entre várias reuniões e eventos paralelos na feira, João Galassi, presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas) comentou sobre o tema da palestra de Diniz. "Esse novo conceito nasceu para elevar o valor humano dentro das empresas. Ele é uma evolução dos modelos de gestão, em que o cruzamento dos benefícios socioambientais com os benefícios econômicos resulta em um valor compartilhado por toda a cadeia do abastecimento, gerando relações de valor com harmonia e transparência", declarou o especialista. 
Defensor 
Como um dos defensores de práticas sustentáveis nos pontos de venda, como um exercício de business e preocupação com o futuro, ontem, durante o evento do setor, Diniz defendeu a prática do "capitalismo consciente" pelas empresas. "Por que nós não podemos ser capitalistas e geradores de riqueza, não só para nós, mas para todos? É isso que nós consideramos capitalismo consciente. Aquele que gera riqueza para todos, move as economias, faz com que as pessoas tenham mais emprego, mais capacidade de trabalho, e sejam melhores, mais ricas, e com uma vida melhor", afirmou. 
Para Diniz, as empresas que seguem esse conceito são mais eficientes. Hoje como presidente dos conselhos de administração do Pão de Açúcar e da BRF, Abilio Diniz tem um papel expressivo como quase um guru do mercado. Na visão dele, apesar de fundamental o lucro não deve ser o único foco. "Lucro é bom, mas precisamos ir além disso. Eu realmente sou um daqueles que procura difundir o capitalismo consciente. As empresas que seguem a ideia do capitalismo consciente são mais eficientes", disse, em palestra na Feira Apas. 
Conforme Diniz, o capitalismo consciente é algo atual. "Após a crise dos mercados em 2008 o assunto foi mais bem tratado. Muitas empresas que visavam apenas o lucro foram as mais impactadas." Ainda segundo o empresário, é possível identificar quais empresas atuam no capitalismo consciente pela forma com que tratam seus colaboradores e fornecedores. O ex-controlador do GPA acredita ainda que remunerar colaboradores que atingem metas é a melhor maneira de alcançar objetivos, "mas os planos de incentivo devem ser claros".

quarta-feira, 8 de maio de 2013

ATENÇÃO CONSUMIDORES DE LEITE DOS ESTADOS RS, PR e SP - Recall de leite adulterado com produto cancerigeno

CLIQUE NA IMAGEM PARA ASSISTIR O VÍDEO
Cem milhões de litros de leite podem ter sido misturados com água não tratada e um produto químico cancerígeno para aumentar o lucro de seis empresas de transporte. É o que descobriu uma investigação do Ministério Público no Rio Grande do Sul. O leite adulterado era vendido também no Paraná e em São Paulo. Oito dos nove suspeitos estão presos.
O galpão onde o leite era adulterado fica em Ibirubá, interior do Rio Grande do Sul. No local, caminhões-tanque sem qualquer refrigeração armazenam água e ureia que, segundo a investigação, são misturados com o leite. A ureia é um fertilizante muito usado no campo e contém formol, substância cancerígena condenada pela Organização Mundial da Saúde.
O engenheiro químico Jerônimo Luiz Menezes Friedrch explica porque os suspeitos precisavam adicionar ureia no leite: “O formol, que está dentro da ureia, é usado para maquiar a adição de água, que era colocada dentro do leite. Eles queriam ganhar no volume. Só que o formol é um produto cancerígeno e cumulativo no organismo, então eles estavam usando a ureia, desconhecendo que dentro havia o formol”.
No final de fevereiro, o Ministério da Saúde identificou a presença do formol. Os promotores começaram a investigar e descobriram que os suspeitos compraram mais de 98 toneladas de ureia, o suficiente para adulterar os 100 milhões de litros de leite que os envolvidos vendem no Rio Grande do Sul, no Paraná e em São Paulo em um ano.
“Nós apuramos que alguns empresários do setor de transporte de leite cru, que realizam o transporte do produtor para os postos de resfriamento, estavam lucrando com a adição de 10% de água ao volume trabalhado. Como essa adição de água faz uma diminuição do poder nutricional do leite, estavam adicionando ureia”, relata o promotor Mauro Rockenbach.
O leite era comprado do produtor por intermediadores, que antes de vender para a indústria adulteravam o produto nos chamados postos de resfriamento. Para o promotor, os fraudadores sabiam do risco à saúde da população. “Eles agiam até com um certo deboche. Houve um diálogo captado em determinada ocasião em que um dos empresários fraudadores pedia ao seu motorista que antes de fazer a mistura e levar o leite adulterado, deixasse o leite bom, cru, para ser usado pela sua família. Usando a expressão: ‘deixa para minha guachaiada’”, conta. 
Pela manhã, os promotores cumpriram 13 mandados de busca e nove de prisão em quatro cidades gaúchas. Eles estiveram no depósito visitado pela equipe do Jornal Hoje e descobriram que nem a água adicionada ao leite era tratada e vinha deste poço artesiano.
Após a descoberta da fraude, o Ministério da Agricultura determinou o recolhimento de lotes de quatro marcas nas prateleiras dos supermercados: Latvida, Italac, Líder e Mu-mu. “É possível que alguma coisa ainda esteja no mercado. Tem que se evitar o consumo desses lotes que foram identificados”, alerta o promotor Alcindo Luz Bastos Filho.
A investigação não apontou o envolvimento das indústrias na fraude, mas Mauro Rockenbach criticou a análise do produto nas fábricas: “Eles falharam no controle de qualidade, uma vez que recebem leite com ureia e formol e não detectam antes da linha de industrialização. Falharam no controle de qualidade”.
A Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul afirma que a indústria Latvida não pode mais produzir leite, derivados e doces, pois havia formol em algumas amostras coletadas. A empresa alega que os problemas aconteceram durante o transporte e se referem a apenas um lote.

A empresa que fabrica a marca Mu-Mu afirma que atende os requisitos exigidos pelo Ministério da Agricultura e está à disposição da investigação e dos consumidores para esclarecer dúvidas. A equipe do Jornal Hoje tentou falar com os fabricantes das marcas Italac e Líder, mas ainda não conseguiu resposta.

Confira a lista dos lotes de leite retirados do mercado pelo Ministério da Agricultura:

Fábrica BOM GOSTO – TAPEJARA/RS – SIF 4182

Leite UHT integral
- Marca Líder
Lote: TAP 1 MB

Fábrica GOIASMINAS – PASSO FUNDO/RS – SIF 1369

Leite UHT integral
- Marca Italac
Lote: L 05 KM3

Leite UHT semidesnatado
- Marca Italac
Lote: L 12 KM1

Leite UHT integral
- Marca Italac
Lote: L 13 KM3

Leite UHT integral
- Marca Italac
Lote: L 18 KM3

Leite UHT integral
- Marca Italac
Lote: L 22 KM4

Leite UHT integral
- Marca Italac
Lote: L 23 KM1

Fábrica VONPAR – VIAMÃO/RS – SIF 1792

Leite UHT integral
Marca Mumu

Fonte: Jornal Hoje

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Empresas da indústria e varejo debatem sustentabilidade no Brasil

Encontro promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos e Serviços para o Varejo (Abiesv) nesta terça-feira (30), em São Paulo, reuniu empresários da indústria e do varejo para discutir formas rentáveis de se empregar o conceito de sustentabilidade em suas operações.
Segundo Julio Takano, presidente da entidade, está na hora dos empresários que medidas nesse sentido, podem sim, ampliar suas vendas. “Se analisarmos o mercado, empresários que não investirem em sustentabilidade, reformulação de mix e experiência de compra, não terão chance em um mercado competitivo”, disse ele.
Ainda segundo o especialista, uma das estratégias das empresas de varejo que querem se enquadrar na Lei de Resíduos Sólidos, que entrará em vigor em 2014, é se unir as indústrias e juntas procurarem uma solução viável para o descarte dos lixos produzidos. “Juntos é mais fácil criar soluções que ajudem as duas cadeias no País”, disse ele.

Gargalo no escoamento afeta logística reversa de embalagens de agrotóxicos

O gargalo que o País vive em sua rede de escoamento atingiu mais uma atividade da economia no primeiro trimestre: a logística reversa de embalagens de agrotóxicos. Pela primeira vez em 11 anos houve queda na quantidade de embalagens que foram destinadas para as recicladoras e incineradoras, localizadas em estados litorâneos.
De acordo com o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inPEV), 9,3 mil toneladas de recipientes tiveram algum fim, enquanto no mesmo trimestre do ano passado o volume superou as 9,4 mil toneladas, uma redução de 2,1%.
Apesar da queda no trimestre, o movimento de entrega final dos materiais tem crescido mês a mês. Enquanto em janeiro foram destinadas 2,688 mil toneladas de embalagens de agrotóxicos, em fevereiro esse número subiu para 3,279 mil toneladas e, em março, para 3,311 mil toneladas.
Dos 25 estados, além do Distrito Federal, em que há coleta dos vasilhames, Santa Catarina teve a maior retração em sua destinação. No primeiro trimestre foram destinadas 58 toneladas, contra 101 toneladas no mesmo período de 2012, queda de 43%. Outro estado em que a destinação também caiu fortemente neste começo de ano foi Minas Gerais, onde 680 toneladas de embalagens foram encaminhadas ao destino final, ante 945 toneladas entregues no primeiro trimestre do ano passado, o que representa um recuo de 28%.
O diretor-presidente do inpEV, João Cesar Rando, afirma que a redução da entrega dos recipientes usados aos pontos de reciclagem e incineração é resultado das dificuldades de escoamento de produtos pela qual passa o País. "Tanto que, nas unidades de recebimento, a entrada aumentou em comparação ao ano passado. O agricultor está devolvendo mais embalagens.
O problema é pontual, de logística", afirma. Segundo Rando, as unidades de coleta dos vasilhames receberam 8% a mais de volume neste primeiro trimestre, na comparação anual.
A Coletti, que recicla esse tipo de material para usar como matéria-prima para a siderurgia, confirmou que percebeu uma redução no volume de embalagens recebidas desde o começo do ano.
"[O nó logístico] faz com que a frota ande menos, fique mais tempo parada ou tenha que se movimentar mais por falta de capacidade de armazenamento. Isso faz com que tenhamos dificuldade de movimentar volumes maiores e o custo também sobe", critica Rando.
Com relação às diferenças regionais, o diretor-presidente do inpEV afirma que só será possível fazer um exame do que ocorreu com o balanço do ano inteiro, mas indica que fatores relativos aos próprios cultivos, como o clima, podem causar distorções, já que podem demandar mais ou menos agrotóxicos.
Apesar da redução observada nos destinos finais, a logística reversa de embalagens vazias de defensivos no Brasil alcança 80% de todas as embalagens comercializadas. Consideradas as embalagens primárias, que entram em contato direto com o produto, o retorno chega a 94%. As embalagens são entregues nas 112 centrais de recebimento ou nos caminhões de coleta itinerante e levadas para os nove recicladores e cinco incineradores do sistema.
Para este ano, Rando prevê que o Sistema Campo Limpo, programa que realiza a coleta de embalagens usadas, destine um volume 5% maior do que no ano passado, podendo passar de 37,3 mil toneladas em 2012 para até 40 mil toneladas. Em 2012, o avanço foi de 9%, ante uma coleta de 31,2 mil toneladas em 2011.

Por: Camila Souza Ramos

terça-feira, 30 de abril de 2013

4º Forum Internacional de Resíduos Sólidos - Inscreva seu trabalho!


13 Visitas Técnicas a Portugal: Usinas de Reciclagem - 21 a 27 de Julho de 2013

Venha a Portugal conhecer as mais avançadas e certificadas usinas de reciclagem do país, 13 exemplos de sucesso para o tratamento de resíduos específicos, práticos e viáveis para o Brasil:
  • vidro
  • plásticos mistos
  • veículos em fim de vida
  • pneus usados
  • resíduos de produtos eletroeletrônicos e seus componentes
  • embalagens de plástico (PEAD, PEBD e PP)
  • embalagens de papel e cartão
  • solventes
  • óleos alimentares usados
  • óleos lubrificantes usados e resíduos marítimos/MARPOL
  • metais
  • baterias de veículos usadas
  • resíduos de construção civil
  • lâmpadas
Serão 13 Visitas Técnicas que pretendem dar a conhecer detalhadamente a forma de funcionamento de usinas de reciclagem, a solução adotada em função das necessidades, a tecnologia escolhida, os principais equipamentos e aspetos operacionais e de manutenção.

Agenda: de 21 a 27 de Julho de 2013. Aproveite ainda para conhecer cidades históricas de Portugal.

MANIFESTE JÁ O SEU INTERESSE - CLIQUE AQUI

Para mais informações: CLIQUE AQUI

Organização: Aboutmediabrasil

Apoios institucionais: ABREE. ABINEE, ABIPLAST, ABIVIDRO, SESCOOP/RJ, SINDIVERDE.