"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



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domingo, 12 de agosto de 2018

Uma reflexão "necessária" sobre editoras e journals predatórios

Ontem tive contato com o artigo "A sombra das revistas predatórias no Brasil Estudo mostra quantos pesquisadores do país publicam em periódicos com práticas suspeitas" e recomendo muito a leitura. E inclusive aqui destaco a imagem do próprio artigo publicado pela revista FAPESP, que fala por si:

Imagem: Suryara Bernardi
Posso afirmar, sem exagero, que recebo convites "todos os dias" de vários periódicos suspeitos/predatórios, e tenho certeza que muitos de vocês também. Existe até uma lista de periódicos suspeitos (algumas listagens elaboradas por bibliotecários confiáveis foram tiradas da internet como explica a matéria abaixo): PREDATORY JOURNALS

Temos que ter muito cuidado com o que o "produtivismo acadêmico" nos impele a praticar... Esse tipo de publicações, em vez de turbinar o currículo do pesquisador, prejudica muito o seu conceito.

Eles pegam nosso contato em anais de eventos, ou artigos que publicamos em journals internacionais. Não há problema nenhum nisso, eu mesma como editora de revista já convidei autores de eventos a publicar em edições especiais, isso é prática muito comum e já fui convidada por editoras, já publiquei capítulos de livros dessa forma.

Outro detalhe e muito importante! Temos que saber diferenciar "predatory journal" de "open access journal" (já vi pesquisadores super experientes confundirem isso). Os dois cobram para publicar, mas os primeiros não tem credibilidade nenhuma e prejudicam o currículo do pesquisador. No caso dos "open access" journals, o pagamento ocorre porque o journal não cobra para o leitor - o autor paga para que o acesso seja ilimitado por qualquer pessoa, independentemente de acessar de base de dados de universidades, como periódicos Capes ou de ter a assinatura do Journal ou Publisher.

Existem confusões de entendimento a esse respeito. No "Open Access", o artigo passa por avaliação rigorosa, por no mínimo 2 avaliadores normalmente, mas claro que o processo é mais rápido porque eles tem menos demanda, do que os journals de acesso fechado. Ao final do processo, se requer o pagamento para custear todas as taxas do journal (por artigo), esse valor varia de journal a journal, podendo ser cobrado em dólares/libras/euros, taxas aceitáveis giram em torno de 600 a 1500.

E... detalhe, a grande maioria dos journals de grandes publishers como Elsevier, Taylor & Francis, Sage, Emerald etc, possuem as duas opções, ou seja, quando o artigo é aceito eles te consultam se quer "open access" ou não. Embora existam alguns journals que são apenas "open access".

Há até editais abertos de universidades, como da qual eu faço parte  do DPI/UnB que financiam o pagamento da taxa para journals Open Access:  Acessar o edital

Qual a vantagem de publicar em "Open Access"? A vantagem é que quem desejar, em qualquer parte do mundo poderá ter acesso ao seu artigo, sem pagar por isso. O que significa que ele vai ser mais lido, mais acessado e, se for relevante, muito citado. Sabemos que os pesquisadores hoje, são avaliados pelo impacto de suas citações.  Editais de fomento à pesquisa já tem uma cláusula que recomenda que os resultados de pesquisas financiadas, devem prioritariamente, ser publicados em periódicos/journals "Open Access".

Por isso, antes de submeter seu artigo é muito importante ler com detalhes as diretrizes para autores "author guidelines" e identificar se o journal cobra ou não Charges ou Fees for publications.

Outro assunto correlato e não menos importante se refere às editoras predatórias. Também tenho recebido muitos convites para esse tipo de editora, inclusive já recebi da Lambert, e outras, as quais são citadas no artigo abaixo "Aquela editora que está tentando publicar minha dissertação de graça", que aliás é muito elucidativo também. Vale a pena ler os comentários da matéria ao final. Não estou afirmando aqui que toda editora que te convida para publicar de graça é predatória, mas devemos ter muito cuidado e pesquisar exaustivamente antes de fechar um acordo/contrato. Pesquise no Reclame Aqui, Páginas do Facebook, no Google... Enfim, temos muitos meios atualmente para obter informações. 

Nesse caso, as editoras exigem que o autor transfira os direitos autorais da monografia/TCC, dissertação ou tese para ela, e depois caso queira acessar o manuscrito, você deve pagar e perde o direito de usar seus dados para outro fim. 

Já tive acesso a relatos de contratos de cessão de direitos abusivos e de pessoas tendo que entrar com processos judiciais para tentar reverter. Tive um colega que publicou a dissertação e depois teve que pagar 300 euros para ter acesso ao livro impresso. 

Acho que muitos de vocês sabem, mas não custa repetir, que um artigo quando publicado em forma de capítulo de livro ou livro, não pode ser publicado em outro meio qualquer, nem evento e nem periódico/journal. Já um artigo publicado em evento, pode posteriormente ser publicado como capítulo ou artigo de journal, sempre atentando-se para as exigências e diretrizes de cada journal/periódico ou editor. Ou seja, se publicar sua dissertação completa como livro, outras publicações ficam inviabilizadas e, ainda pior, se por acaso esse detalhe não for percebido, você pode ser acusado de auto-plágio.

Enfim... minha intenção aqui é fazer um alerta, pois tod@s nós temos vivenciado essa pressão por produção e publicações, e temos que ter cuidado com o oportunismo.


Abraços e sucesso a tod@s!


Patricia Guarnieri, Dra
Professora Adjunta e Pesquisadora (FACE/UnB)
UnB - Universidade de Brasília
Grupo de Estudos e Pesquisas Avançadas em Logística e SCM
Grupo de Pesquisas em Gestão de Pessoas e Clientes
Grupo de Pesquisas em Operações, Logística e Métodos de Apoio à Decisão 

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Já está disponível a Pesquisa Akatu 2018 traça Panorama do Consumo Consciente no Brasil

                                Arte: Ale Kalko

Qual é o nível de consciência e de comportamento dos brasileiros rumo ao consumo consciente? Quais são as barreiras e motivações para as práticas mais sustentáveis? Qual é a percepção e a expectativa do brasileiro em relação à responsabilidade social e ambiental das empresas? Essas foram algumas das questões respondidas pela “Pesquisa Akatu 2018 – Panorama do Consumo Consciente no Brasil: desafios, barreiras e motivações”, lançada no dia 25 de julho no Sesc Consolação, em São Paulo.
A pesquisa está em sua quinta edição e investiga a evolução do grau de consciência dos brasileiros no comportamento de consumo, além de indicar os principais desafios, motivações e barreiras à prática do consumo consciente.
A partir do Teste do Consumo Consciente (TCC), que envolve 13 comportamentos, a pesquisa analisou o quanto algumas atitudes fazem parte da rotina dos entrevistados, além dos hábitos de compras deles. O grau de consciência dos consumidores brasileiros é dividido nos seguintes perfis: indiferente, iniciante, engajado e consciente. São avaliados 13 comportamentos de consumo consciente na pesquisa que servem de base para os resultados relativos à consciência no consumo. A partir deles, considera-se: “indiferentes” aqueles que aderiram a até 4 comportamentos, “iniciantes” de 5 a 7, “engajados” de 8 a 10 e “conscientes” de 11 a 13. Importante ressaltar que estes 13 comportamentos foram escolhidos com base estatística por representarem / se correlacionarem com um número enorme de outros comportamentos e por serem capazes de fazerem a segmentação dos consumidores nesses quatro perfis.
Para fazer a pesquisa, foram entrevistadas 1.090 pessoas, homens e mulheres, com mais de 16 anos, de todas as classes sociais e de 12 capitais e/ou regiões metropolitanas de todo o País, entre 9 de março e 2 de abril deste ano.
Uma das conclusões da pesquisa é que houve um crescimento significativo no segmento do consumidor “iniciante”, de 32%, em 2012, para 38%, em 2018 – o que mostra que o momento é de recrutamento dos consumidores indiferentes para hábitos mais sustentáveis de consumo.
A pesquisa aponta que são 76% os menos conscientes (“indiferentes” e “iniciantes”) em relação ao consumo e que o maior nível de consciência tem viés de idade, de qualificação social e educacional: 24% dos mais conscientes têm mais de 65 anos, 52% são da classe AB e 40% possuem ensino superior.
O segmento de consumidores mais conscientes (“engajados” e “conscientes”) é majoritariamente feminino e mais velho. Já o segmento dos “indiferentes”, o grupo menos consciente de todos, é majoritariamente mais jovem e masculino.

Comportamentos de consumo consciente

Foi feita também uma segunda análise considerando 19 comportamentos indicadores de consumo consciente, adicionando portanto 6 comportamentos à lista inicial. Em uma análise fatorial, os resultados da pesquisa mostraram um gradiente que vai da consciência dentro de casa, onde a adesão é mais forte, até a consciência de alcance público, onde é mais fraca. A consciência em casa, que inclui o comportamento de evitar deixar a lâmpada acesa à toa, por exemplo, é o estágio dos “indiferentes” e “iniciantes”, que estão no estágio “do bolso”, onde a questão financeira ainda é o principal fator a leva-los a aderir a comportamentos conscientes. Já os “engajados” estão no estágio do planejamento, uma vez que suas práticas sustentáveis incluem o planejamento de compra de roupas e de alimentos. Os conscientes, por sua vez, têm comportamentos mais ativos, que vão além da casa, incluindo por exemplo votar em um político que defende temas sociais ou ambientais.

No caminho da sustentabilidade 

O brasileiro prefere claramente o caminho da sustentabilidade ao do consumo. Em um conjunto de alternativas oferecidas aos entrevistados em 10 temas distintos, ao expressar os seus dez principais desejos dos brasileiros, estão entre os sete primeiros uma clara expressão de preferência por alternativas que caminham para a sustentabilidade. Enquanto o primeiro lugar é ocupado pelo desejo de “estilo de vida saudável”o segundo lugar indica o desejo pelo “carro próprio” (consumo). Os três itens seguintes indicam preferência por caminhos da sustentabilidade: “água limpa, preservando fontes”, “alimentos saudáveis, frescos e nutritivos” “tempo para pessoas que gosto”.
O aumento da preocupação por uma alimentação saudável e pela água limpa e preservada, apontado na Pesquisa Akatu 2018, provavelmente tem relação com o contexto socioambiental nos últimos anos. “A preocupação com a água, por exemplo, pode ser reflexo da crise hídrica que se propagou em diferentes áreas do país, justificando o desejo pela “água limpa” em terceira posição no ranking”, analisa Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu.
Por outro lado, ter o carro próprio surge como o principal obstáculo na liderança absoluta do caminho da sustentabilidade. Em cada um dos diferentes perfis de consumidor (indiferente, iniciante, engajado e consciente), o desejo por este bem está sempre entre os sete maiores desejos. Quando separado por regiões do país, o Sudeste é o único que apresenta o carro próprio como o primeiro desejo no ranking. A pesquisa também aponta que o desejo pelo carro próprio é o primeiro entre as classes C, D e E – justamente as que mais são impactadas pelos problemas do transporte público.

Barreiras e gatilhos para o consumo consciente 

O brasileiro deseja seguir pelo caminho da sustentabilidade, explicitando claramente seu desejo de bem-estar na forma de uma vida saudável. Se assim é, o percentual de consumidores “mais conscientes” não deveria ser muito maior que 24%? Por que não é? Para identificar a resposta a essa pergunta, a Pesquisa Akatu investigou o que as pessoas consideram como obstáculos para práticas de consumo consciente.
A principal barreira para hábitos mais sustentáveis é a necessidade de esforço, contemplando os seguintes itens: “exige muitas mudanças nos hábitos da família”, “exige muitas mudanças nos hábitos”, “custam caro”, “exige mais informação sobre as questões/impactos ambientais e sociais”, “é mais trabalhoso” e “são mais difíceis de encontrar para comprar”. Dentre os que concordam que o esforço é a maior barreira, a percepção de que os produtos sustentáveis são mais caros se destaca.
Quanto aos gatilhos que levariam à adoção de hábitos mais sustentáveis, os consumidores valorizam mais aqueles que impactam o mundo, a sociedade. Por isso, a pesquisa classificou os gatilhos em dois grupos: os emocionais (com benefício para os outros, o mundo, a sociedade) e os concretos (com benefícios para mim). O item mais votado da primeira categoria foi “contribui para um futuro melhor para filhos/netos”, enquanto na segunda categoria foi “traz benefícios à minha saúde”.
O Sudeste foi o mais sensibilizado pelos gatilhos emocionais (96,9%), o Nordeste pelos gatilhos concretos (89,8%) e o Norte e Centro-oeste pelos gatilhos concretos (85%).
De modo geral, o alto preço percebido dos produtos sustentáveis e a falta de informação e indisponibilidade de produtos são questões-chave que representam barreiras para o consumidor brasileiro. “Nota-se que o consumidor quer e precisa saber mais sobre tais produtos, para derrubar barreiras e para acionar gatilhos”, diz Mattar.

Responsabilidade social empresarial

Os consumidores valorizam, segundo a pesquisa, empresas que cuidam mais das pessoas. Entre as oito principais causas que mais mobilizam o consumidor a comprar um produto de determinada marca, cinco estão ligadas ao cuidado com pessoas: atuar no combate ao trabalho infantil; tratar funcionários da mesma forma, independentemente de raça, religião, sexo, identidade de gênero ou orientação sexual; investir em programas de contratação de pessoas com deficiência; contribuir para o bem-estar da comunidade onde está localizada; e oferecer boas condições de trabalho.
Por outro lado, existe uma força maior na desmobilização do que na mobilização, isto é, são mais presentes na população os fatores que diminuiriam muito a disposição de comprar um produto do que os fatores que levariam a aumentar muito ou nem aumentar nem diminuir essa disposição. Assim, provocar problemas de saúde ou ferimentos e denúncia de concorrência desleal são os principais detonadores de reputação dos produtos de uma empresa.
Em tempos de fakenews, a credibilidade da fonte da informação é tão relevante quanto a empresa que divulga suas ações. Segundo a pesquisa, 32% dos brasileiros confiam na informação divulgada pela própria empresa; 31% afirmam que a confiança depende de onde veio a notícia.
Já como posicionamento mais geral, 59% acreditam que as empresas deveriam fazer mais do que está nas leis e trazer mais benefícios para a sociedade.

Clique aqui para acessar a apresentação da Pesquisa Akatu 2018.

sábado, 2 de junho de 2018

Economia circular e logística reversa – Quais as diferenças e similaridades?

Autora: Patricia Guarnieri

Aproveitei o feriado para ler alguns artigos de Economia Circular e fiquei pensando na ligação desse termo com a logística reversa, que é um dos temas que pesquiso. Sem dúvida, nas últimas décadas, o conceito de economia circular tem recebido crescente atenção, especialmente por legisladores, advogados, consultores e pesquisadores, sempre com foco em uma sociedade mais sustentável, em seus três pilares: econômico, social e ambiental.

Mas como todo assunto relativamente novo, tenho percebido algumas confusões conceituais, tanto por parte de profissionais praticantes, como também de acadêmicos, por isso resolvi escrever esse artigo para o blog. 

Crédito: ID 82020177 ©  | Dreamstime.com
Devemos considerar que o ciclo de vida de um bem ou serviço, representado pelos estágios do processo de produção e comercialização, desde a extração das matérias primas até a disposição final dos resíduos, também é conhecido pela expressão ‘do berço ao túmulo’, na língua inglesa ‘cradle to grave’, no qual, para Barbieri, Cajazeira e Branchini (2009) o berço é o meio ambiente, de onde são extraídos os recursos naturais e o túmulo, também o meio ambiente, mas com o papel de ser o destino final dos resíduos gerados. McDonough e Braungart (2002) estabeleceram o conceito ‘cradle to cradle’, que significa ‘do berço ao berço’ e vai além da visão de ciclo de vida que até então vigorava ‘do berço à cova’, incluindo os resíduos novamente no ciclo produtivo.

Apesar de o primeiro artigo sobre economia circular datar de 2007, este conceito parece estar implícito no conceito do ‘berço ao berço’, visto que neste o resíduo é entendido como o “alimento” para um novo produto, no mesmo processo produtivo ou em processos diferentes, o que torna o ciclo de vida do produto infinito (McDONOUGH e BRAUNGART, 2002. Adicionalmente, McDonough e Braungart (2002) afirmam que esse sistema reflete uma ideia em que os materiais são tratados como recursos e fluem em um metabolismo cíclico sem perder sua qualidade, ou seja, são suscetíveis de pleno reaproveitamento, seja como nutrientes biológicos em ciclos biológicos, ou materiais técnicos, postos em recirculação através de ciclos técnicos.

O Japão e a China foram os primeiros a introduzir formalmente políticas de economia circular em nível nacional. Na Comunidade Européia, vários países têm implementado iniciativas, políticas e diretrizes, dentre os quais podem ser citados: Dinamarca, Alemanha, Holanda e Reino Unido (REIKE, VERMEULEN e WITJESB, 2017).

Segundo Zhang et al. (2012) a economia circular se ocupa do ciclo produtivo, partindo do design do produto, seleção de fornecedores e matéria-prima, produção, distribuição, consumo e ao final, sua coleta para a reciclagem, remanufatura ou reuso, a fim de reduzir ao máximo, e não eliminar, no final do processo a geração de resíduos. Afinal, “eliminar” é algo quase impossível, tendo em vista a realidade em que vivemos. Essa abordagem se mostra voltada para a eficiência dos materiais, com o fornecimento de resíduos no mesmo nível de valor econômico, reduzindo o desperdício, os impactos ambientais e permitindo a fácil implementação nas estruturas de produção existentes (GREYSON, 2007).

Nesse sentido, percebe-se a integração do conceito de logística reversa ao conceito de economia circular e como parte do conceito de ciclo de vida ‘berço ao berço’, visto que para que este resíduo retorne como matéria-prima para o mesmo ou para outro ciclo produtivo, ele precisa ser coletado, transportado, triado, e então, remanufaturado, recondicionado ou ainda, reciclado, a fim de que tenha sua vida útil estendida e, sua disposição em aterros sanitários ou, simplesmente sua incineração sejam evitadas (BRAUNGART, MCDONOUGH e BOLLINGER, 2007; KALOGERAKIS et al., 2015). 
A figura abaixo demonstra esses passos, sob o ponto de vista da economia circular. 
Fonte: Bradley, Jawahir, Badurdeen e Rouch (2018) 

Com essa figura fica clara a diferença. A logística reversa atua na operacionalização do retorno dos bens de pós-uso ou pós-consumo (utilizando atividades logísticas como: transporte, gestão de estoques, armazenagem, manuseio (triagem), etc) para reinserí-los no ciclo produtivo ou de negócios (pelo reuso, remanufatura, recondicionamento, reciclagem, revenda ao mercado secundário, etc). Ela se preocupa com o resíduo após o final dos processos logísticos diretos, ou seja, após o consumo ou uso pelo consumidor. Somente a partir daí a logística reversa inicia a sua tarefa.

Já a economia circular prevê a "redução" na fonte, ou seja desde a extração dos recursos, design do produto, alinhada com o conceito de “cradle to cradle” que prevê um ciclo infinito para o produto, pois conforme entendimento do Ministério do Meio Ambiente (2018) é possível afirmar que as preocupações com a coleta, o tratamento e a destinação dos resíduos sólidos, que são funções da logística reversa, representam apenas uma parte do problema ambiental.

Nesse sentido, conforme o MMA (2018) a geração de resíduos é precedida por uma outra ação impactante sobre o meio ambiente - a extração de recursos naturais. E assim, a política dos cinco R's deve priorizar a redução do consumo e o reaproveitamento dos materiais em relação à sua própria reciclagem, abrangendo: 
- Reduzir 
- Repensar 
- Reaproveitar 
- Reciclar 
- Recusar consumir produtos que gerem impactos socioambientais significativo 

É importante ressaltar que os cinco R's fazem parte de um processo educativo que tem por objetivo uma mudança de hábitos no cotidiano dos cidadãos. A questão-chave é levar o cidadão a repensar seus valores e práticas, reduzindo o consumo exagerado e o desperdício (MMA, 2018).

A logística reversa não se atém à essa redução, apesar de causar impactos diretos na preservação ambiental, dentro outros efeitos, os resíduos precisam ter sido gerados para a logística reversa atuar. Outro detalhe é que na economia circular você já deve planejar quem vai reutilizar o seu resíduo, na logística reversa isso não está definido a princípio, mesmo quando ocorre um planejamento isso é mais aberto.

Ou seja, a economia circular é um conceito holístico que pensa no resíduo antes de ele ter sido gerado, na extração, redução na fonte, abrangendo essa ideia no design do produto. A logística reversa visa operacionalizar apenas o retorno do resíduo ao ciclo produtivo e de negócios. 
Algo muito abordado também na economia circular é o conceito de ecoparque industrial, onde na mesma planta (localização industrial), você já destina o resíduo para outra indústria, reduzindo custos e emissões derivadas do transporte. 
Enfim... acho que com esse artigo é possível que entendamos a diferença entre os dois conceitos não é? 
Vamos compartilhar essa ideia! 😉 


Referências: 


BARBIERI, J. C.; CAJAZEIRA, J. E. R.; BRANCHINI, O.. Cadeia de suprimento e avaliação do ciclo de vida do produto: revisão teórica e exemplo de aplicação. Revista o Papel, v. 70, n. 09, 2009. 

BRADLEY, Ryan et al. A total life cycle cost model (TLCCM) for the circular economy and its application to post-recovery resource allocation. Resources, Conservation and Recycling, v. 135, p. 141-149, 2018. 

BRAUNGART, M., MCDONOUGH, W., BOLLINGER, A. Cradle-to-cradle design: creating healthy emissions – a strategy for eco-effective product and system design. Journal of Cleaner Production 15 (13–14). pp. 1337-1348. 2007. 

GREYSON, J. An economic instrument for zero waste, economic growth and sustainability. Journal of Cleaner Production, v. 15, n. 13–14, p. 1382–1390, 2007. 

GUARNIERI, P.; CERQUEIRA STREIT, J. A.; BATISTA, L. C. O acordo setorial de logística reversa de embalagens em geral no brasil sob a perspectiva da economia circular. In: Anais do XXI Simpósio de Administração da Produção. Logística e Operações Internacionais - SIMPOI 2018. São Paulo – SP, 31-08 e 01-09, 2018. 

KALOGERAKIS, K, DRABE, V, PARAMASIVAM, M, HERSTATT, C. Closed-Loop Supply Chains for Cradle to Cradle Products. (C. Kersten, W, Blecker, T, Ringle, Ed.). Sustainability in Logistics and Supply Chain Management. Hamburg: epubli, 2015. 

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE – MMA. A política dos 5 R's. Disponível em: http://www.mma.gov.br/informma/item/9410-a-pol%C3%ADtica-dos-5-r-s Acesso em 02-06-2018. 

REIKE, D.; VERMEULEN, W. JV; WITJES, S. The circular economy: New or Refurbished as CE 3.0?—Exploring Controversies in the Conceptualization of the Circular Economy through a Focus on History and Resource Value Retention Options. Resources, Conservation and Recycling, 2017. 

ZHANG, K. SCHNOOR, J.L.; ZENG, E.Y. E-waste recycling: where does it go from here? Environmental Science & Technololy, v. 46, n. 20, p. 10861-10867, 2012.

Obs: se utilizar parte ou a íntegra desse texto, não esqueça de citar a fonte, para não incorrer em crime de plágio! 

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Projeto pioneiro da OnG Programando o Futuro no Centro-Oeste recicla plástico de eletrônicos

Projeto pioneiro no Centro-Oeste recicla plástico de eletrônicosRealizado em Valparaíso (GO), com apoio da Fundação BB, projeto passa a reciclar material que seria descartado ou enviado para São Paulo
Sobras de plástico retiradas de lixo eletrônico, que antes eram descartadas em aterros sanitários ou enviadas a São Paulo para reciclagem, agora são transformadas em brinquedos, copos, canetas e brindes em geral, em Valparaíso (GO), cidade a 60 quilômetros de Brasília.

A transformação é realizada em uma impressora 3D, a partir de material plástico de lixo eletrônico, como televisões e impressoras descartadas. O projeto em fase experimental e pioneiro na região Centro-Oeste é resultado de uma nova parceria entre a Fundação Banco do Brasil e a Ong Programando o Futuro, com o apoio da Universidade de Brasília.

Com o investimento social de R$ 197 mil, foi possível estruturar o laboratório de tratamento e destinação correta do que é conhecido como refugo eletrônico (material extraído de equipamentos eletroeletrônicos e de difícil tratamento e destinação). A Programando o Futuro adquiriu um conjunto de máquinas que ajudam na triagem, separação e descaracterização dos rejeitos de plástico, cobre, borracha e fibras de papelão. A experiência está sendo executada dentro da Estação de Metarreciclagem (EMR), um projeto que a entidade desenvolve desde 2010.

Além de ajudar a preservar o meio ambiente, a iniciativa gera trabalho e renda para os colaboradores da Ong e trabalhadores das cooperativas da região. Para esse trabalho, 14 colaboradores - funcionários e bolsistas - foram capacitados. É o caso de Glauber Lima, ex-aluno do curso de montagem e configuração de computadores, oferecido pela Estação de Metarreciclagem. Hoje ele é parceiro da Ong e faz uso de peças e outros materiais reciclados na fabricação de aeromodelos.

"Essa nova parceria com a Fundação Banco do Brasil possibilitou o início imediato das operações com a aquisição do maquinário. Agora podemos reaproveitar aquilo que não tinha condições de reciclagem para a fabricação de novos produtos. Estamos felizes e o meio ambiente agradece", declara Vilmar Simion, coordenador executivo da Programando o Futuro.

O coordenador do projeto, Adalberto Vale, explica que o processo é feito por meio de um sistema de aglutinação em que é usado 60 por cento de refugo e 40 por cento de plástico de primeira linha retirado dos aparelhos. O resultado é uma matéria-prima de boa qualidade. O produto desse processamento é repassado para as FabLabs - espaços que reúnem pessoas de diversas áreas para fabricação digital de forma colaborativa -, universidades, empresas de impressão 3D e, futuramente, para condomínios habitacionais de baixa renda que priorizem materiais reciclados. Com as sobras também podem ser fabricados bancos de praças, bloquetes, tijolos ecológicos, tachões ou redutores de velocidade e placas de trânsitos.

Com esse projeto, o lixo eletrônico pode ter uma extensão da vida útil, por meio do reuso, permitindo a comunidades menos favorecidas o acesso a computadores recondicionados , explica Rosângela Brandão, assessora da Fundação BB. "Além disso, substâncias que seriam poluidoras, se descartadas, voltam ao mercado produtivo como matéria-prima, contribuindo em uma enorme economia de recursos naturais. Assim, a Fundação BB observa as dimensões social, econômica e ambiental, ao apoiar um empreendimento social autogerido", destacou.

Sobre a Metarreciclagem
O projeto Estação de Metarreciclagem capacita jovens de comunidades carentes, com idades de 15 a 28 anos, ao oferecer oficinas de formação técnica para recondicionar equipamentos de informática. Os computadores, impressoras e monitores são doados para iniciativas de inclusão digital, bibliotecas, telecentros e laboratórios de escolas públicas e creches. A capacidade de tratamento de lixo eletrônico da Estação é de 500 toneladas ao ano. A Fundação Banco do Brasil é parceira da Ong desde a criação e já investiu R$ 5,2 milhões em 54 projetos.

A realização deste projeto contempla um Objetivo do Desenvolvimento Sustentável, que faz parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

Disponível em: FBB - Fundação Banco do Brasil
Escrito por: Dalva de Oliveira

sábado, 8 de julho de 2017

Obsolescência programada ou planejada: Celulares que duram 1 ano? Europa quer acabar com obsolescência programada

O Parlamento Europeu engrossou o tom contra a obsolescência programada — produtos, como smartphones e tablets, que duram pouco na mão do usuário por causa de uma "programação da fabricante", tudo para você comprar outro um produto mais novo em menor tempo.

De acordo com o EUBusiness, os membros do parlamento alertaram aos fabricantes que eles precisam tomar medidas para garantir aos consumidores "produtos duráveis, de alta qualidade, e que possam ser reparados e atualizados".

É praticamente um padrão: smartphones duram 1 ano sem problemas, depois...

Segundo uma pesquisa chamada Eurobarometer, de 2014, 77% dos consumidores na Europa preferiam reparar/consertar itens que possuem do que comprar novos. Porém, a nova compra é realizada porque eles são "desencorajados ao reparo por causa do alto custo e do nível de serviço oferecido".

"Devemos restabelecer a reparabilidade de todos os produtos colocados no mercado", enfatizou Pascal Durand, relator do Parlamento. "Temos de garantir que as baterias não sejam mais coladas nos produtos, e sim, parafusadas, para que não tenhamos que jogar fora um telefone quando elas não funcionem mais. Precisamos garantir que os consumidores tenham conhecimento de quanto tempo duram os produtos e como eles podem ser consertados".

O Parlamento também divulgou algumas recomendações para a indústria — que você confere aqui embaixo. Além disso, os parlamentares sugeriram que alguma companhia da Europa seja voluntária na cobertura dos termos e que as empresas criem alguma "medição de uso" transparente ao usuário.
Produtos robustos, facilmente reparáveis e de boa qualidade: "critérios de resistência mínima" a serem estabelecidos para cada categoria de produto desde a fase de projeto 
Se um reparo demorar mais de um mês, a garantia deve ser estendida para corresponder ao tempo de reparo 
Os Estados membros devem incentivar a produção de produtos duráveis e reparáveis, impulsionando reparos e vendas em segunda mão — isso poderia ajudar a criar empregos e reduzir o desperdício 
Os consumidores devem ter a opção de ir a um reparador independente: soluções técnicas, de segurança ou de software que impedem a realização de reparos, além de empresas ou órgãos aprovados, devem ser desencorajadas 
Componentes essenciais, como baterias e LEDs, não devem ser parafusados em produtos, a menos que por razões de segurança 
As peças sobressalentes indispensáveis para o bom funcionamento dos bens devem ser disponibilizadas "a um preço proporcional à natureza e à vida útil do produto" 
Uma definição da "obsolescência planejada" em toda a UE e um sistema que poderia testar e detectar a "obsolescência interna", bem como "medidas dissuasivas apropriadas para os produtores" 

FONTE(S): EUBUSINESS
PUBLICADO POR: TECMUNDO
POR

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Download gratuito do e-book: Política nacional de resíduos sólidos: implementação e monitoramento de resíduos urbanos

O livro: Política nacional de resíduos sólidos: implementação e monitoramento de resíduos urbanos / Organizadores: Gina Rizpah Besen; Luciana Freitas; Pedro Roberto Jacobi. -- São Paulo: IEE USP: OPNRS, 2017. está disponível para download gratuito CLIQUE AQUI

A publicação é uma iniciativa conjunta do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da Universidade de São Paulo e do Observatório da Política Nacional de Resíduos Sólidos (OPNRS) no âmbito do Acordo de Cooperação Técnica e Acadêmica frmado, em 31 de janeiro de 2017, por meio da Divisão de Ciência, Gestão e Tecnologia Ambiental (DCGCTA) e do Instituto BVRio, representando o OPNRS. 

O conjunto de artigos apresentados na obra proporciona ao leitor um panorama nacional sobre os avanços, desafios e oportunidades para a implementação mais efetiva da Política Nacional de Resíduos Sólidos, em seus múltiplos aspectos e, em especial, no que se refere aos resíduos urbanos. Contribui também para o aprimoramento de políticas públicas e a disseminação de instrumentos de monitoramento (Gina Rizpah Besen, Pedro Roberto Jacobi e Luciana Freitas).



terça-feira, 6 de junho de 2017

Green Eletron, criada pela Abinee, lança campanha para descarte de resíduos de eletrônicos - Descarte Green

A empresa Green Eletron, criada pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) para gerir a logística reversa de eletroeletrônicos, lançou nesta segunda-feira, 5, em São Paulo, um piloto para o descarte desse tipo de aparelho. Em comemoração à semana do meio ambiente, foi instalado um coletor no prédio da Fiesp, na Avenida Paulista. O projeto foi batizado de “Descarte Green”.


Também foi instalado um coletor no Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e em outras cidades como Vinhedo, Cotia e Votorantim. Na primeira fase do projeto serão 16 (dezesseis) pontos fixos, além de campanhas em parcerias com eventos ligados ao tema.

Além destas parcerias, a GREEN Eletron estuda parcerias com o SESC/SP, o Shopping Eldorado e os Correios. Na primeira fase do projeto serão 16 (dezesseis) pontos fixos, além de campanhas em parcerias com eventos ligados ao tema.

“A tendência é que mais entidades passem a aderir ao projeto”, diz João Carlos Redondo, diretor de sustentabilidade da Abinee. Segundo ele, as novas adesões e parcerias vão contribuir para dar capilaridade à iniciativa, oferecendo uma variedade de opções para que os usuários de eletroeletrônicos possam descartar seus produtos sem uso com segurança, a fim de que sejam destinados de maneira ambientalmente adequada.

Redondo destaca que o Projeto Descarte Green servirá como experiência e base para a assinatura do Acordo Setorial Federal para implantação de um sistema de logística reversa de eletroeletrônicos em âmbito nacional, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (12.305/2010).

“Com a nossa iniciativa, poderemos avaliar os custos envolvidos no processo e a complexidade operacional e fiscal, além de estabelecer um relacionamento com todos os atores envolvidos na cadeia de logística reversa, principalmente a adesão dos consumidores para descartar corretamente seus produtos sem uso”, afirma Redondo. Ele prevê que o documento deve ser assinado ainda este ano.

A GREEN Eletron nasceu com o desafio de contribuir para que as empresas atendam às legislações ambientais, com a destinação ambientalmente adequada dos produtos sem uso, descartados pelos consumidores. Com 1,5 milhão de toneladas de lixo eletrônico por ano, o Brasil é o país que mais gera este tipo de resíduo na América Latina, ocupando a 7ª colocação no mundo, junto com a França.

Já fazem parte da Green Eletron as empresas Apple, Asus, Dell, Embraco, Epson, Flextronics, HP, Lenovo, Microsoft, Motorola, Positivo e Samsung.

Mais detalhes sobre a proposta e pontos de coleta podem ser consultados no site: DESCARTE GREEN

Obs: A campanha não recebe pilhas e baterias e lâmpadas.

Fonte: Descarte Green

segunda-feira, 29 de maio de 2017

LIVRO LOGÍSTICA REVERSA: Em busca do equilíbrio econômico e ambiental agora em E-BOOK

Boa tarde seguidores do Blog Logística Reversa e Sustentabilidade,

Informo que atendendo a pedidos o livro: LOGÍSTICA REVERSA: EM BUSCA DO EQUILÍBRIO ECONÔMICO E AMBIENTAL, agora está disponível em formato EBOOK.

Continuamos com a versão impressa, sob demanda, cuja capa tem 3 opções (capa dura, espiral e brochura), mas a versão e-book tornará o livro mais acessível. Além disso, se em sua cidade existir uma gráfica conveniada com o Clube de Autores, você pode optar por retirar o livro direto na gráfica. 

O livro continua à venda na editora Clube de Autores e agora em formato e-book também nas livrarias parceiras Amazon, Livraria Cultura, Apple. Google Play, Kobo, Wook.



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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Economia circular: o modelo que propõe um reaproveitamento sistemático de tudo o que é produzido

Você já parou para pensar em como funciona a inteligência do planeta? Esse grande organismo vivo se gere e autorregula em um processo cíclico. A energia é provida pelo Sol em abundância e todo o ”lixo” de uma espécie é alimento de outra; tudo nasce para depois morrer e se transformar em energia para o ambiente novamente. O ciclo funciona em harmonia, ou deveria. O ser humano cada vez mais desequilibra essa balança e torna difícil para os serviços ecossistêmicos suportarem ou se recuperarem. No entanto, certos estudiosos apontam que a economia circular pode ser uma solução para minimizar o impacto humano no meio ambiente.

O sistema de economia circular agregou diversos conceitos criados no ultimo século, como: design regenerativo, economia de performance, cradle to cradle – do berço ao berço, ecologia industrial, biomimética, blue economy e biologia sintética para desenvolver um modelo estrutural para a regeneração da sociedade.

A economia circular é um conceito baseado na inteligência da natureza, indo em contrapartida ao processo produtivo linear a partir do processo circular, onde os resíduos são insumos para produção de novos produtos. No meio ambiente, restos de frutas consumidas por animais se decompõem e viram adubo para plantas. Esse conceito também é chamado de “cradle to cradle” (do berço ao berço), onde não existe a ideia de resíduo, e tudo é continuamente nutriente para um novo ciclo. 

Transportando essa dimensão para a industria de produtos, a cadeia produtiva seria repensada para que peças de eletrodomésticos usadas, por exemplo, pudessem ser reprocessadas e reintegradas à cadeia de produção como componentes ou materiais de outros.

Frente a isso, a economia circular é a ciência que repensa as práticas econômicas, indo além daqueles famosos três "R"s – reduzir, reutilizar e reciclar – pois ela une, pelo menos na teoria, o modelo sustentável com o ritmo tecnológico e comercial do mundo moderno, que não pode ser ignorado.
Atualmente, nosso sistema produtivo funciona de forma linear, o que não é sustentável devido ao grande acúmulo de resíduos, exploração excessiva de recursos, etc. Nós exploramos a matéria-prima, produzimos bens e depois os descartamos. A obsolescência programada gera resíduos que não recebem novos usos e se acumulam exponencialmente. Para se ter noção, no Brasil, temos hoje mais de 190 milhões de habitantes gerando resíduos. De acordo com dados do IBGE, cada brasileiro produz quase um quilo de lixo por dia, ou seja, 183 mil toneladas diárias (saiba mais sobre resíduos sólidos urbanos).
Tipos de processo

Além dos resíduos, o esgotamento de matérias-primas também é uma grande preocupação. De acordo com relatório da Ellen MacArthur Foundation – organização que estuda e estimula a adoção da economia circular -, 65 bilhões de toneladas de matéria-prima foram inseridas no sistema produtivo mundial em 2010. O instituto projeta que, até 2020, essa quantidade terá subido para 82 bilhões de toneladas por ano.

Como seria possível mudar esse paradigma?

E se, em vez do modelo em que se descartam os materiais não biodegradáveis, como máquinas de lavar roupa, smartphones, televisores, existisse outro em que esses materiais retornassem ao ciclo? Se eles fossem levados de volta a suas respectivas fábricas, desmontados, otimizados e trazidos de volta para nós? A economia lucra com a ausência de desperdício, e o planeta também! Em vez de uma reta final para os produtos, um novo ciclo: transformando resíduos em insumos, em nova matéria-prima. São novos “R”s que entram: de economia restaurativa e regenerativa. O que era fim é só um novo começo.
Exemplificação do processo



Para o desenvolvimento sustentável, deve-se controlar estoques finitos e equilibrar os recursos renováveis. Um primeiro passo é desmaterializar produtos e serviços (sistema que valoriza a função, a utilidade e nem tanto o produto em si). Além disso, há a necessidade de aprimorar a eficiência na criação de produtos e no reaproveitamento de resíduos sólidos. Já na concepção, os produtos devem ser pensados com a utilização de materiais facilmente recicláveis e não perigosos (substâncias puras, não tóxicas e segregáveis). É fundamental reduzir a contaminação para maximizar a circulação dos materiais. Os objetos devem ser concebidos para a remanufatura, a reforma e a reciclagem. Artigos com componentes e materiais no mais alto nível de utilidade, tanto no ciclo técnico quanto no biológico, otimizam a produção de recursos. Desse modo, componentes e materiais continuam circulando e contribuindo para a economia.

A economia circular segue uma utilização racional dos recursos. Com o uso em cascata dos materiais, eles permanecem o maior tempo possível na economia. Após um produto chegar ao fim de seu ciclo para o primeiro consumidor, ele pode ser compartilhado e ter sua utilização ampliada. Posteriormente ao esgotamento de reúso do artefato, ele pode ser material de upcycling (reaproveitamento), reformado, remanufaturado e, como última etapa, reciclado. As alternativas de reciclagem atuais operam sobre bens de consumo que não foram projetados com este cuidado. A economia circular parte da proposta de desconstruir o conceito de resíduo com a evolução de projetos e sistemas que privilegiam materiais naturais que possam ser totalmente recuperados. 

Fundação Ellen MacArthur

A fundação Ellen MacArthur é especializada em difundir e apoiar a mudança das empresas para esse novo modelo, que é capaz de gerar mais de um trilhão de dólares de lucro para a economia global. Foi criada uma rede de parceria entre empresas (líderes e emergentes) para colaborarem no salto coletivo para essa nova estrutura, essa união foi chamada “CE100” (Circular Economy Hundred). Nomes como Coca-Cola, Unilever, Philips e Renault estão na lista.

Além da óbvia vantagem comercial, a parceria também cria uma rede de solução de problemas em coletivo, a construção de uma biblioteca com guias práticos para os respectivos negócios alcançarem sucesso com rapidez, e também proporcionar mecanismos para integrar a economia circular dentro de cada empresa.

Parece utopia para você? Pois saiba que diversas empresas já adotam essa abordagem. Em parceria com a Fundação Ellen MacArthur, o Google quer incorporar o conceito de economia circular na infraestrutura, na operação e na cultura da empresa.
Como funciona a implantação?

Para esse sistema funcionar, não depende apenas das empresas, todos os envolvidos no ciclo de vida de um produto devem entender seu papel nesse novo modelo. O consumo deve ser desacelerado e consciente. Vivemos em um mundo com relações de produção e comércio globalizadas, por isso há necessidade de disseminar o conceito de economia circular mundialmente.

Diversos países sabem da importância e estão progressivamente implantando os conceitos. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), lei implantada no Brasil em 2010, visa garantir a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, operação reversa e o acordo setorial. Assim, todos os agentes do ciclo produtivo, os consumidores e os serviços públicos devem minimizar o volume de resíduos sólidos e adotar práticas que assegurem que os produtos sejam reintegrados ao ciclo produtivo. Na China, a economia circular faz parte da Lei de Promoção da Produção Limpa, promulgada em 2002. Medidas como a rotulagem ecológica de produtos, difusão de informações sobre questões ambientais na mídia e cursos oferecidos pelas instituições de ensino são importantes para familiarizar a sociedade com a economia circular.


Confira o vídeo da Ellen MacArthur Foundation que ilustra de maneira simples o que é economia circular.




Disponível em: e-Cycle.com

Empresas brasileiras ainda não desenvolveram conceito de logística reversa

Apesar de existir regulamentação sobre o assunto, ela ainda é frouxa e fabricantes de eletrônicos não assumem a responsabilidade pelo destino de aparelhos que deixam de funcionar. Em vez de serem desmontados e reaproveitados de alguma maneira, muitos aparelhos com defeito são descartados de forma irregular.

Confira a entrevista na CBN CLIQUE AQUI

Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática da USP Foto: André Rangel / Divulgação






















Fonte: CBN

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terça-feira, 16 de maio de 2017

Como estão os acordos setoriais previstos na Política Nacional de Resíduos Sólidos?

O Grupo Técnico de Trabalho Meio Ambiente (GTT-MA) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) reuniu-se em 5 de maio, em Brasília, para debater avanços nos acordos setoriais previstos na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), bem como a proposta de acordo na área de resíduos de eletroeletrônicos.



O superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan, falou sobre o estágio do acordo setorial de embalagens. O principal entrave continua sendo a ação civil pública proposta pelo Ministério Público estadual de São Paulo e o federal, para quem as empresas e entidades que aderiram ao acordo não atendem ao Sistema Nacional de Gestão de Resíduos Sólidos e, portanto, não cumprem o previsto na PNRS.

De acordo com Milan, a ação traz insegurança jurídica para as empresas, tanto do comércio como da indústria. “Conseguimos sinalizar aos promotores e, posteriormente ao juiz, que hoje o processo está fortemente calcado nas demandas jurídicas quando o foco deveriam ser as questões operacionais. E propusemos que ambos os MPs desistissem da ação.”

A esse respeito, a chefe da Assessoria de Gestão das Representações (AGR), Wany Pasquarelli, explicou que, como a CNC está no polo passivo (ré) da ação junto com as empresas, a entidade está refletindo sobre a sua posição frente ao acordo setorial. “A Confederação entrou no acordo porque tem capilaridade para fazer articulação, disseminar informações, e não como uma entidade que executa a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Por isso, no acordo, a sua responsabilidade não pode ser a mesma das empresas”, argumentou.

“Em conversa com interlocutores do Ministério do Meio Ambiente (MMA), sugeriu-se que a Advocacia-Geral da União (AGU) fosse consultada para que informasse qual seria, contratualmente, a responsabilidade jurídica do interveniente anuente, função da CNC, nos acordos setoriais”, relatou a executiva. Se o entendimento da AGU for no mesmo sentido da ação civil pública, a CNC já anunciou a possibilidade de se retirar oficialmente dos acordos setoriais. A decisão da Confederação vai depender do argumento usado pela AGU, disse Wany.

Marcio Milan concluiu seu relato destacando que, pela primeira vez, se conseguiu finalizar, em 2016, os números sobre o volume de resíduos que as cooperativas conseguiram recolher e dar destinação final adequada. São 40 associações de catadores, que reúnem 1.126 profissionais com carteira assinada, que comercializaram cerca de 29 mil toneladas, com destaque para as quase 17 mil toneladas de papel e papelão.

Lâmpadas fluorescentes e similares

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Material Elétrico e Aparelhos Eletrodomésticos de São Paulo (SincoElétrico) e diretor tesoureiro da CNC, Marco Aurélio Sprovieri, revelou que o acordo setorial na área de lâmpadas fluorescentes e similares está evoluindo. Mas admitiu que “se trata de um processo complicado”, com um aprendizado muito grande por parte da entidade gestora, a Reciclus, no sentido de estabelecer um modelo de coletor adequado para os estabelecimentos. Revelou que, em São Paulo, já existem 16 pontos de coleta.

Os coletores estão sendo dimensionados para 200 lâmpadas (apenas para o consumidor residencial), o que atende a demanda atual. A previsão, afirmou, é ampliar o número de pontos de coleta, à medida que a entidade gestora for evoluindo, não só no processo do estabelecimento do coletor, mas também no modelo operacional dos operadores logísticos, até a homologação das empresas responsáveis pela descontaminação do produto.

“A presunção básica para o sucesso do projeto é de que o consumidor vá ao Ponto de Entrega Voluntária (PEV) em lojas atacadistas e varejistas e deixe o produto usado. Mas ele não é obrigado a fazer isso. Portanto, é um processo de conscientização.”

Embalagens de óleos lubrificantes

O consultor jurídico para Meio Ambiente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) Bernardo Souto fez palestra sobre o andamento do acordo setorial de embalagens de óleos lubrificantes. Disse que, apesar dos avanços, há um impasse delicado, no modelo de expansão da 2ª etapa, à espera de solução: a responsabilidade de quem prestar conta na devolução do resíduo, cuja definição está nas mãos do Ministério do Meio Ambiente.

O comerciante recebe o produto usado em sua loja e lá o disponibiliza para ser retirado. Os fabricantes, entretanto, querem que o comércio emita recibo pelos resíduos recebidos e os entregues nos pontos concentradores que podem ficar em outro município. As negociações com o governo e com os fabricantes têm evoluído, com o comércio mostrando os pontos com os quais não concorda, “porque extrapolam as obrigações estipuladas em lei e podem onerar o setor”. O principal deles, explicou Souto, é a impossibilidade de criar uma logística do caminho de volta do resíduo.

“Se, na resposta à consulta, o ministério disser que o comércio é o responsável e pode responder por eventuais falhas no processo, provavelmente o acordo entrará num impasse, porque as entidades sindicais sairão e aí o governo terá que definir como vai obrigar os comerciantes”, alertou.

Acordo setorial de eletroeletrônicos

A proposta para o acordo setorial de resíduos eletroeletrônicos foi o tema da palestra do gerente do Departamento de Sustentabilidade da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Ademir Brescansin. Segundo ele, ainda há muitos entraves a serem superados. Os quatro principais são os seguintes:

1 – reconhecimento da não periculosidade dos produtos descartados, durante as fases de coleta, triagem e transporte. Ainda depende de ajustes com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama);

2 – regulamentação para que os não signatários do acordo setorial tenham as mesmas responsabilidades dos signatários. A proposta não passou pelo Comitê Orientador para a Implantação de Sistemas de Logística Reversa (Cori), mas está próximo de aprovação no MMA;

3 – criação de documento autodeclaratório para o transporte dos produtos descartados, com validade nacional. A solução está sendo buscada via secretarias de Fazenda; e

4 – regulamentação da Participação Pecuniária do Consumidor no custeio da logística reversa, o chamado EcoValor. Nada mais é do que na Europa é chamado de visible fee, uma taxa visível para o consumidor final de um determinado valor, variável de acordo com o produto. Brescansin explicou que, na compra de uma mercadoria nova, seria pago esse ecovalor, que custearia todo o sistema de logística reversa de produtos usados. Uma das formas seria embutir no preço final, ou seja, o consumidor paga, mas não fica sabendo, ou aparecer destacado na nota fiscal, o eco valor.

O problema é que para se colocar um item a mais numa nota fiscal, seria necessário criar uma série de leis pelo Ministério da Fazenda, que não abre negociação. “E mesmo dentro da indústria não há consenso. Então, estamos tentando definir quais as linhas de produto nas quais seria imprescindível ter o ecovalor e, por parte do governo, ter uma resposta se vai ou não ser possível.”

Uma nova minuta de acordo foi encaminhada em fevereiro ao MMA, que não deu qualquer retorno. Na semana passada, a Abinee protocolou um pedido de explicação no ministério.

Fonte: CNC
Disponível em RMAI

quarta-feira, 12 de abril de 2017

PARTICIPE DA PESQUISA E CONCORRA NO SORTEIO DE LIVROS DE LOGÍSTICA REVERSA

Por favor nos auxiliem respondendo esse questionário, tomará cerca de 5 minutos do seu tempo e é direcionado para todos os usuários de celulares. 

A pesquisa tem por objetivo analisar os impactos da obsolescência programada e/ou percebida na logística reversa de aparelhos celulares


Ao responder, você também concorre ao sorteio de 2 livros sobre o tema, que serão entregues na residência do vencedor.

Agradecemos desde já sua colaboração!

OBS: Divulgaremos os resultados da pesquisa aqui no blog.


quinta-feira, 23 de março de 2017

Começa revisão do Plano de Resíduos Sólidos


Comitê discutirá novas metas e corrigirá distorções verificadas desde a vigência da lei. Documento abordará, também, alternativas de gestão.
O Ministério do Meio Ambiente deu início em 24/01, ao trabalho de revisão do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que se estenderá por 20 meses. Nesse período serão discutidas as novas metas e corrigidas as distorções verificadas desde a vigência da lei. O consórcio que ficará responsável pelo trabalho é integrado por especialistas brasileiros e estrangeiros. As discussões contarão com representantes do governo federal, da sociedade civil e do setor empresarial.


O Plano Nacional de Resíduos Sólidos contempla a problemática dos diversos tipos de resíduos gerados, as alternativas de gestão e gerenciamento passíveis de implementação, planos de metas, programas, projetos e ações correspondentes.

O contrato com o consórcio responsável pela condução da revisão foi assinado pelo secretário de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, Jair Tannús. Ele destacou que as ações na área de resíduos sólidos são prioridade do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.

“Como coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista no Congresso Nacional, o ministro esteve à frente das discussões e da aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei nº 12.305/10, e também lutou por recursos para esta área pelo governo e por meio de emendas parlamentares.

ENTRAVES

Na apresentação das metas de revisão, os responsáveis pelo projeto na diretoria de Ambiente Urbano do MMA destacaram os principais entraves identificados na aplicação do PNRS. Foi citada a existência de bases de dados descontínuas, com periodicidade irregular e, muitas vezes, não disponibilizadas. Além disso, no diagnóstico preliminar, foi registrado um número muito grande de diretrizes e estratégias, e, ainda, a falta de priorização das ações e programas, além de metas descolada do diagnóstico e cenários.

Nos trabalhos, um dos objetivos do comitê será mensurar os custos da degradação ambiental por disposição inadequada de resíduos e os recursos necessários para a gestão adequada desses resíduos. Entre os objetivos principais estão: integrar a gestão dos diferentes tipos de resíduos, bem como identificar as fontes de acesso a recursos para resíduos; aprofundar questões inerentes à educação ambiental; e criar mecanismos de estímulo à implantação da PNRS.

O secretário Jair Tannús destacou, ainda, como prioridade no processo de revisão do Plano, definir o papel da União, estados e municípios na gestão da política de resíduos sólidos.


Por:  ELIANA LUCENA
Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): (61) 2028-1227

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Recall e programa de troca do SANSUNG GALAXY NOTE 7 - ATENÇÃO!!

A Samsung está trabalhando com a Consumer Product Safety Commission (CPSC) para investigar os casos relatados recentemente envolvendo o Galaxy Note7. Enquanto a investigação está ocorrendo, a Samsung está pedindo a todos os parceiros de operadoras e de varejo  em todo o mundo para parar com as vendas e trocas do Galaxy Note7. 


O processo de logística reversa foi desencadeado, uma vez que os dispositivos afetados podem superaquecer e representam um risco de segurança, estamos pedindo aos consumidores com um Galaxy Note7 original ou uma substituição Galaxy Note7 para entrar  em contato com a transportadora ou o ponto de venda onde adquiriu o seu Galaxy Note7. Se você comprou o seu Galaxy Note7 diretamente da Samsung.com ou tiver dúvidas, deve contactar-nos em 1-844-365-6197 e nós podemos ajudá-lo.

O Galaxy Note 7, um smartphone de bordas curvas com lápis óptico e que tem como sua principal novidade a resistência total à água, começou a ser comercializado no mundo todo no dia 19 de agosto. O aparelho tinha previsão chegar às lojas no Brasil em setembro. Segundo a Samsung, o lançamento será adiado (G1 Notícias).

Os proprietários do Galaxy Note7 devem seguir os seguintes procedimentos:

1) Trocar o seu atual Galaxy Note7 ou quaisquer acessórios específicos Galaxy Note7 com um reembolso da diferença de preço entre os dispositivos Galaxy S7 ou Galaxy S7;

2) Contactar o local de compra para obter um reembolso total;

3) Os Clientes que devolverem o dispositivo Note7 também receberão um crédito de US$25 em forma de cartão de presente, de crédito na loja, na loja onde comprou o dispositivo ou acessório ou nos pontos de venda de seleção de operadoras.


Fonte e mais informações: http://www.samsung.com/us/note7recall/