"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



Crédito da imagem: jscreationzs / FreeDigitalPhotos.net

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Propaganda eleitoral e seu impacto no meio ambiente


De dois em dois anos, alguns meses antes das eleições, os partidos são autorizados a começar a fazer propaganda eleitoral. Isso significa, na prática, alto-falantes, realização de comícios, e muitos panfletos nas ruas. Consequentemente, isso proporciona diversas fontes de poluição e um grande impacto no meio ambiente. É o que diz o estudo em direito ambiental de Karina Marcos Bedran, chamado “Processo Eleitoral Brasileiro: Impactos ambientais e o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado“.
“É possível verificar os impactos ambientais gerados pelo processo eleitoral na ocorrência de várias formas de poluição, decorrentes principalmente da propaganda eleitoral: poluição visual, sonora, atmosférica, eletrônica, geração de resíduos sólidos e poluição do solo, além do consumo de recursos naturais”, conta Bedran, mestre em direito ambiental e desenvolvimento sustentável.
A fonte de poluição do nosso processo eleitoral mais visível é, sem dúvida, o famoso “santinho”, aquele panfleto com o número dos candidatos que é amplamente reproduzido e distribuído nessa época. O seu destino, na maioria das vezes, é o chão, gerando uma grande quantidade de lixo, entupindo bueiros e causando enchentes, além do consumo de recursos naturais para a sua produção.
“Para cada tonelada de papel produzido, são consumidos aproximadamente 20 árvores e 100 mil litros de água. Segundo informações do TSE*, nas eleições municipais de 2012, foi necessária a derrubada de aproximadamente 600 mil árvores e o consumo de 3 bilhões de litros de água no país para a produção desse material”, diz Bedran.
Quanto à poluição atmosférica, as eleições também contribuem para o aumento de CO2 na atmosfera. “Nas Eleições de 2012, o valor declarado na prestação de contas dos candidatos referente ao consumo de combustível e lubrificante equivaleria a mais de 110 milhões de litros de gasolina, que, consumida, geraria cerca de 250 mil toneladas de CO2 equivalente”, acrescenta. 
Além da poluição atmosférica, do consumo de recursos naturais e produção de lixo, a propaganda eleitoral também corrobora para a poluição sonora, com os comícios fora do horário permitido por lei; e visual, com a fixação de propaganda eleitoral por toda a parte, até em locais não autorizados.

Mas o que fazer para minimizar os impactos?

Pouca gente para e reflete sobre o impacto ambiental causado pelas eleições. Entretanto, para Bedran, os nossos governantes deveriam fazer isso, pois há a necessidade de uma mudança na norma eleitoral para que esse impacto seja minimizado.
“A legislação eleitoral deve ser revista para que haja uma regulamentação mais adequada sobre a propaganda eleitoral, que limite o consumo de recursos naturais e exija medidas mitigadoras ou compensatórias, assim como está previsto na legislação ambiental para atividades potencialmente poluidoras ou degradadoras do meio ambiente. Dessa forma, deveria ser incluída dentre as obrigações dos candidatos e partidos políticos a comprovação de índices de reciclagem e de recomposição de vegetação nativa em áreas degradadas, de acordo com a quantidade de material gasto na campanha.”
Se houvesse uma regulamentação mais condizente com os danos causados, talvez poderíamos ter uma eleição mais limpa. Mas, pensando em atitudes mais práticas que candidatos e eleitores podem adotar nessas eleições, aqui estão algumas ideias:

Aos candidatos

• Se for fazer panfletagem, utilize papel reciclado ou papel semente. O papel semente é um tipo de papel que se regado e plantado em terra fértil, germina, pois tem sementes dentro dele. A utilização de papéis reciclado e semente agrega conceitos de sustentabilidade a sua campanha. Outra sugestão é usar os meios digitais, que não poluem;
• Utilizará camisetas em sua campanha? Por que não fazer camisetas ecológicas? Elas são criadas a partir da reutilização de garrafas PET. Além de contribuir com o meio ambiente, você estará sendo responsável socialmente, ajudando a gerar renda aos catadores e cooperativas;
• Que tal trocar "carro de som" por "bicicleta de som"? O apelo sustentável será visível, além de reduzir emissões de CO2.

Aos eleitores

• Aceite apenas panfletos que utilizará na sua votação. Caso pegue algum santinho de candidato que não lhe interessa, guarde-o até encontrar um lixo para descartá-lo. O ideal é procurar por lixeiras de coleta seletiva;
• Procure candidatos engajados em causas ambientais. Hoje, é impossível pensar em administração pública sem pensar em sustentabilidade.

Leve tudo isso em conta na hora do voto. O país e o meio ambiente agradecem.

*Os dados apresentados pela mestra em direito ambiental Karina Marcus Bedran estão de acordo com informações fornecidas pelo Dr. Paulo Tamburini, juiz auxiliar da Presidência do Tribunal Superior Eleitoral, no painel “Impacto ambiental da propaganda eleitoral”, apresentado no Congresso do TSE de 07 de dezembro de 2012.

Por: Débora Salassar

Fonte: eCycle

Processo de reciclagem do concreto


Entulho de construção
© Depositphotos.com / Inzyx
Sempre que fazemos uma construção ou quando fazemos uma reforma, na maioria das vezes acaba ficando aqueles entulhos, no qual muitas vezes não sabemos o que fazer com eles. A finalidade que podemos dar aos restos de uma construção ou de uma reforma, dependendo do material, pode ser mais ampla do que imaginamos. Materiais como o concreto aos nossos olhos não podem ser reciclados, mas diferente do que imaginamos, já existe uma solução que faz com que este resíduo possa ser reaproveitado para novas finalidades.

Estima-se que até 10% de todo o material entregue no canteiro de obras é desperdiçado devido deficiência no processo de construção, imprecisões ou omissões na elaboração e execução dos projetos, perdas no transporte e armazenamento. Mais de 90% desses resíduos podem ser reciclados e reutilizados. Apenas os concretos com substâncias contaminantes, como sulfato de cálcio, cloretos e óleos podem trazer prejuízo às propriedades do concreto no estado endurecido, e não devem ser utilizados no processo de reciclagem.
Com a reciclagem de concretos é possível obter agregados com características semelhantes ao produto original. A contribuição para o meio ambiente é grande, pois deixa de extrair recursos naturais, assim reduzindo o impacto ambiental. Só no município de São Paulo são extraídos, em media, 1560 mil m³ de matéria-prima do meio ambiente por ano. E o descarte de resíduo de construção também ocorre em grande quantidade, onde a maioria desses materiais constituídos por produtos inertes possíveis de serem reciclados.

O processo de reciclagem do concreto

Processo de quebra inicial

O concreto é primeiramente quebrado através de técnicas tradicionais de demolição, incluindo britadeiras, bolas de demolição e explosivos. Ele é reduzido em pedaços que variam de 75 a 120 cm. Esses pedaços devem estar livres de contaminantes maiores como lixo, madeira, vidro e outros materiais. Este concreto já quebrado é levado às centrais de reciclagem em caminhões grandes ou até mesmo máquinas portáteis são trazidas à área de demolição para realizar o processo de reciclagem no local.

Trituração

Após passar pelo processo de quebra inicial o concreto passa por outro processo no qual os resíduos são triturados em um equipamento com várias facas, onde o resultado é uma mistura que parece com areia, mas é um pouco mais grossa, que será empregada na produção do um novo concreto. Neta etapa, nós da Fragmaq dispomos de um equipamento (triturador de entulho) sob medida, fabricado de acordo com a necessidade de sua empresa, que é uma solução sustentável, pois proporciona a eliminação de resíduo combinada com a reciclagem.

Reutilização

O agregado de concreto reciclado é misturado com o agregado de concreto virgem, areia, água e cimento para fazer concreto fresco. O concreto com material reciclado é geralmente usado como camada de base para projetos de construção, contudo, não existem especificações dizendo onde o concreto reciclado pode ou não ser usado. O agregado de concreto reciclado é mais leve e forte do que o agregado virgem e ajuda a minimizar os custos e o impacto ambiental da construção.


© Depositphotos.com / Cebas1Entulho de construção.
Em algumas situações, os resultados alcançados pelos concretos reciclados chegaram até mesmo a superar os resultados obtidos pelo concreto convencional. Estudos dizem que o uso do entulho de concreto como agregado é perfeitamente viável, desde que ele passe por um processo de beneficiamento e seleção, para que seja retirada a parte não desejada, melhorando a qualidade do material.

A reciclagem pode ser uma das formas mais eficientes para a redução da poluição ambiental nas grandes cidades, vindo contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população. Além das vantagens econômicas e ecológicas, o reaproveitamento do concreto garante benefício técnico, onde pode substituir até 25% dos agregados convencionais por reciclados sem alterar as propriedades mecânicas.

Fonte: Pensamento Verde - publicado por Fraqmaq Ind. e Com.

O meio ambiente na decisão de compra

A maioria dos consumidores pesquisados gostaria que as empresas oferecessem mais opções de produtos ecológicos.
9 de cada 10 brasileiros afirmam que se preocupam com o respeito dos fabricantes e distribuidores pelo meio ambiente e que isso influi na decisão de compra, de acordo com pesquisa realizada com mais de 500 usuários deTiendeo.com.br . Na verdade, mais de 80% dos entrevistados responderam que pensam no meio-ambiente, e que consideram que é um dos critérios que ajuda a decidir a compra.
A maioria dos consumidores pesquisados prestam atenção se os produtos têm uma embalagem sustentável, mas apenas 10% considera importante que o produto seja orgânico na hora de comprar. Por outro lado, a segurança alimentar e o valor nutricional são os dois fatores mais influentes no momento da escolha.
1O consumidor ecológico presta atenção ao meio ambiente por diversos motivos, mas através da pesquisa realizada por Tiendeo fica claro que querer contribuir com uma parte na preservação dos recursos naturais é o fator mais importante. 14% opinam que o sabor dos produtos orgânicos é melhor e que isso influencia de maneira decisiva na hora de comprar no supermercado.
2
Embora alguns consumidores optam por comprar produtos que respeitam o meio ambiente para apoiar as empresas que fazem as coisas direito, menos de um quarto dos entrevistados respondeu que confia na informação que as empresas dão sobre a sustentabilidade dos seus produtos . A grande parte dos entrevistados, mais especificamente 41%, gostaría ter mais opções de produtos que respeitem o meio ambiente.
3
Sobre essa pesquisa:

De acordo com o IPEA, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, são gerados ao dia no Brasil 240 mil toneladas de lixo e 70% desse volume é destinado aos lixões. Esse foi um dos motivos pelo qual App e site Tiendeo realizaram uma pesquisa entre usuários brasileiros que estavam procurando ofertas de supermercados. O objetivo desta pesquisa é entender o nível de preocupação dos brasileiros pelo meio-ambiente quando estão comprando um produto e se tal preocupação realmente influencia no processo de compra.

info-eco-tiendeo-Brasil
Fonte: Tiendeo

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Encontro na UnB discute inclusão social de catadores de materiais recicláveis - 20 a 22/08/2014

Unir o conhecimento acadêmico com as experiências de catadores de materiais recicláveis, visando a inclusão social, o combate à pobreza e o tratamento correto de resíduos urbanos é o objetivo de encontro iniciado nesta quarta-feira (20) com exposição de 150 trabalhos sobre a inclusão socioeconômica dos catadores. Os debates e apresentações começaram desde cedo, na Universidade de Brasília (UnB), mas a abertura oficial ocorreu só no fim da tarde, no Palácio do Planalto.


O maior ganho do evento, segundo a organização do encontro, é a participação dos próprios catadores na discussão com estudiosos e pesquisadores da área. “O que a gente vê na prática é que as experiências que unem esses saberes são muito mais efetivas. O conhecimento gerado na universidade é muito valioso, mas tem que ser articulado com a prática dos catadores, porque são eles que entendem da vida”, avalia Daniela Metello, coordenadora do Comitê Interministerial de Inclusão de Catadores.


Cerca de 300 pessoas, sendo 70 catadores, participam do encontro, segundo Daniela. A coordenadora, que faz parte da Secretaria-Geral da Presidência da República, diz que durante o evento serão compartilhadas experiências de encerramento de lixão, que envolvem o uso de tecnologias sociais como o processamento de vidros e de garrafas PET. “A gente quer lidar com essa questão de maneira ampla, não só com a gestão de resíduos, mas com a inclusão também dessas pessoas”, avaliou.


“O problema maior é o da inserção no mundo do trabalho, como inserir bem as pessoas de forma que não tenham, por exemplo, periculosidade no trabalho”, acredita Hérton Araújo, diretor de Estudos de Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que também coordena o evento. Segundo uma pesquisa do Ipea de 2013, o Brasil tem 400 mil catadores de materiais recicláveis que, somados às suas famílias, correspondem a 1,4 milhão de brasileiros que sobrevivem do lixo.

Citando a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que previa prazo para o fim dos lixões, Hérton destacou a necessidade de uma política de inclusão social para o setor. “Tem que acabar com os lixões, e vai ter que ter uma mudança estrutural nesse segmento, que pode gerar algum desemprego, e a gente tem que ficar de olho nisso e ver como esses catadores podem, utilizando as tecnologias sociais mais modernas, se inserir melhor na sociedade”, avaliou.

O Encontro Nacional Conhecimento e Tecnologia: Inclusão Socioeconômica de Catadores de Materiais Recicláveis ocorre até a próxima sexta-feira (22), no Campus Universitário Darcy Ribeiro, da UnB. Durante as sessões temáticas, serão apresentados artigos acadêmicos, relatos de experiências e equipamentos relacionados ao reaproveitamento de material reciclado, terminando com uma sistematização dos debates.

Autor: Paulo Victor Chagas - Agência Brasil
Editor Stênio Ribeiro
Direitos autorais: Creative Commons - CC BY 3.0

Fonte: EBC

Download grátis da amostra do livro: Global Supply Chain Management no iTunes - Henrique Luiz Corrêa

Leia ou efetue o download gratuito de uma amostra do livro: Global Supply Chain Management do autor Henrique Luiz Corrêa 
Trata-se de um livro virtual, lançado no iTunes, muito acessível e interativo, com exercícios, vídeos, jogos. Vale a pena conferir!


Sobre o autor: 


Henrique Luiz Corrêa
Formação Acadêmica: 

Ph.D. em Operations Management pela Warwick Business School (Inglaterra), Mestre e Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP, Ph.D. em Industrial and Business pela Warwick Business School (Inglaterra)



Experiência Profissional: 

  • Ex-professor da Escola Politécnica da USP, da Fundação Dom Cabral, da FIA/USP e da EAESP/Fundação Getulio Vargas
  • Professor de Operations Management e Global Supply Chain Management da Crummer Graduate School of Business, Rollins College, EUA
  • Professor Adjunto da Universidade do Porto (Portugal) e da IE Business School (Espanha)
  • Professor do Rollins College
  • É autor e coautor de outros sete livros e de dezenas de artigos em periódicos e anais de congressos nacionais e internacionais na área de gestão de manufatura, serviços e gestão de redes de suprimento
  • Consultor em empresas como Unilever, Brasil Foods, General Motors do Brasil, Embraer, Johnson & Johnson, Natura, Whirlpool, HP, entre outras.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

ATENÇÃO! Recall de lote de Toddynho contaminado por bactéria no RS

A Pepsico, fabricante do achocolatado Toddynho, confirmou, nesta terça-feira, que oito mil unidades do produto, fabricadas no dia 2 de junho e com validade até 29 de novembro, estavam contaminadas com a bactéria Bacillus Cereus que provoca intoxicação alimentar. A informação foi repassada ao serviço de Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde de Porto Alegre no início da tarde.
Segundo o comunicado, análises químicas realizadas pela companhia identificaram a presença da bactéria. O bacilo surge, em geral, devido ao resfriamento inadequado de alimentos e pode causar enjoos, vômitos e diarreia. Segundo a Pepsi, duasmil unidades do produto contaminado já haviam sido localizadas e recolhidas na rede de estabelecimentos comerciais de Porto Alegre e da região metropolitana abastecidas pela companhia.

Em comunicado distribuído à imprensa na segunda-feira, a Pepsi reconhecia alteração nos padrões de controle de qualidade e erro na distribuição do lote, que estava bloqueado no centro de distribuição. Também admitia ter havido falha no descarte do produto, que estava fora de especificação bacteriológica.

As unidades do lote GRU L 15 não devem ser consumidas, frisou a empresa. A decisão de recolher a bebida foi tomada após dois consumidores relatarem, há duas semanas, alterações no sabor do achocolatado e problemas de saúde após o consumo. A Secretaria Estadual da Saúde gaúcha recolheu amostras do produto para análises químicas, que ainda não foram concluídas.

A Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), que havia orientado os supermercados a retirarem das gôndolas apenas o lote com final 23:23, fabricados das 23h04 às 23h46 do dia 2 de junho, comunicou nesta manhã que vai recomendar que toda a produção do Toddynho desse dia seja retirada dos pontos de venda.

Conforme a entidade, as principais redes de supermercados do Rio Grande do Sul já não dispõem mais do produto à venda, mas os pequenos comércios ainda não foram alertados sobre o problema.

Segundo a empresa, o lote que começou a ser recolhido representa menos de 0,5% do que é comercializado mensalmente no Rio Grande do Sul.

Os clientes que adquiriram produtos do lote contaminado foram orientados a entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor da Pepsi para a substituição da bebida, sem custo. O contato também pode ser feito pelo telefone 0800 703 2222 ou pelo e-mail sactoddynho@pepsico.com.

O horário de atendimento telefônico do SAC é das 8h às 20h, de segunda a sexta, e das 8h às 14h aos sábados.

Em 2011, a Pepsi já havia feito recall de 80 mil unidades do mesmo produto devido à presença de detergente na composição da bebida, fabricada em Guarulhos (SP) e distribuída no Rio Grande do Sul. Na época, 32 ocorrências de intoxicação foram notificadas junto à Vigilância Sanitária estadual antes do recolhimento do produto.

Fonte: O GLOBO

domingo, 3 de agosto de 2014

Lixões a céu aberto resistem, apesar do fim do prazo em 02/08/2014, para substituí-los por aterros sanitários


Lixão da Estrutural, em Brasília, o maior da América Latina
No entanto, a situação mudou em ritmo bem menos acelerado do que o exigido pela legislação. A Pesquisa Nacional de Saneamento Básico feita pelo IBGE em 2008 apontou que 2.810 cidades – ou seja, mais da metade dos municípios existentes no Brasil – ainda destinavam resíduos sólidos para vazadouros a céu aberto. Quatro anos depois, ao menos 3,5 mil lixões estavam ativos, segundo estimativa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).A vida real algumas vezes não anda no mesmo compasso das leis. Exemplo disso é a destinação do lixo nas cidades brasileiras. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) determinou que até 2 de agosto de 2014 (sábado) os gigantescos lixões a céu aberto, comuns em todo o país, deveriam ter sido completamente substituídos por aterros sanitários. De acordo com a ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o prazo não será prorrogado. Conforme as regras em vigor, os órgãos públicos que descumprirem a nova política de tratamento do lixo estão sujeitos ao pagamento de multas de até R$ 50 milhões.
Só no Nordeste essa é a prática de 1.598 cidades. Entre as capitais, as que mais ficam devendo no quesito manejo de resíduos sólidos são Porto Velho, Belém e Brasília. A situação mais crítica no país, aliás, é do Lixão da Estrutural, no Distrito Federal, o maior da América Latina. Do tamanho de 170 campos de futebol e uma montanha de lixo de 50 metros de altura, o local recebe cerca de 2 mil catadores de material reciclável trabalham 24 horas por dia.

Aterros

Um estudo da Associação Brasileira de Limpeza Públicas e Resíduos Especiais (Abrelpe) mostra que 40% de todo o lixo produzido no Brasil tem destinação inadequada. Já foi bem pior. Em 1989, mais de 88% das unidades de destinação de resíduos sólidos eram lixões a céu aberto e somente 1% eram aterros sanitários.
A relação, em 2008, foi de 50,8% de lixões contra 27,7% de aterros sanitários – o tipo mais indicado de tratamento. Os 22,5% restantes eram aterros controlados, que são o meio termo entre uma categoria e outra, porque o chorume ainda continua a ser lançado no solo, embora em menor proporção. Isso mostra que a melhora vem, mas em passos lentos.

"Regras muito rígidas"

Quem está de olho no futuro dos lixões no Senado é a Subcomissão Temporária de Resíduos Sólidos. Na quarta-feira (6), a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) pode apresentar seu relatório resumindo tudo o que foi dito por especialistas em seis audiências públicas relacionadas com o tema. Na avaliação da senadora, um conjunto de elementos levou os municípios a descumprir o prazo. No Amazonas, cita ela, todos eles apresentaram o planejamento de como desativar os lixões, mas não podem executar pela falta de dinheiro e de acesso dos municípios a verbas federais.
- As regras são muito rígidas para que os municípios consigam esse dinheiro - lamenta.
Na avaliação do presidente do colegiado, senador Cícero Lucena (PSDB-PB), que relatou o projeto que deu origem à lei de resíduos sólidos na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), os quatro anos foram suficientes para implantar as determinações da PNRS. No entanto, acredita ele, "faltou vontade política".

"Governo não cumpriu sua parte"

Como exemplo, ele conta que apresentou, em 2010, emenda da comissão ao Orçamento da União para viabilizar, com R$ 217 milhões, suporte financeiro e técnico do governo federal à implantação das medidas previstas na lei em cidades com até 50 mil habitantes. Entretanto, apenas R$ 9 milhões foram liberados. No ano seguinte, uma nova emenda de Cícero visava qualificar agentes ambientais, mas nada foi liberado.
- O governo federal não fez a sua parte para acabar com os lixões e lavou suas mãos quanto a isso. Os prefeitos também são responsáveis, embora muitos tenham esbarrado em condições técnicas.
Ele defende a prorrogação do prazo de quatro anos para acabar com os lixões, mas com regras que forcem a adequação das cidades à política nacional de resíduos sólidos. O governo federal, no entanto, deve partir para a briga e aplicar multas. A estratégia é criticada pela própria Vanessa Grazziotin, que considera a possibilidade de mudar a lei:
- Tenho muita dúvida sobre multar, porque os municípios tiveram vontade de fazer, mas faltaram os meios para isso - pondera a senadora.
A destinação do lixo nas cidades brasileiras será o tema do próximo número da revista Em Discussão, produzida pela Secretaria de Comunicação do Senado Federal. A publicação pode ser acessada na página do Jornal do Senado na internet.


(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Submeta um científico baseado em sua monografia para o II Congresso Científico do CONPRA, organizado pelo CRA/DF e concorra a prêmios (em dinheiro e publicações)!




O CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL – CRA-DF, com a finalidade de incentivar a expansão do conhecimento científico e tecnológico dos cursos de administração do DF, estabelece as normas para a realização e a participação no Concurso de Produção Científica dos Profissionais, Estudantes e Professores de Administração do Distrito Federal.

Os trabalhos científicos submetidos deverão abordar temas relacionados ao Crescimento Sustentável na gestão das empresas, organizações governamentais ou organizações do terceiro setor.

Serão aceitos apenas os trabalhos com a data de postagem até o dia 30 de julho de 2014, às 17h.

Os trabalhos devem ser enviados em uma das seguintes áreas temáticas da Administração:
  • Capital humano 
  • Comunicação e marketing
  • Empreendedorismo e franquias
  • Estratégia, inovação, competitividade e C & T
  • Gestão do conhecimento e gestão de projetos
  • Gestão pública
  • Negócios internacionais
  • Operações e logística

Os autores devem indicar, nas Considerações Finais, a sua relação com o tema do CONPRA 2014, Crescimento Sustentável na gestão de empresas.

Confiram as datas e regulamento! CLIQUE AQUI

Segue o cartaz com informações do evento. Por favor divulguem e participem!

Confiram mais informações e as premiações no site: CLIQUE AQUI

INSCRIÇÕES GRATUITAS: CLIQUE AQUI



sábado, 5 de julho de 2014

Chamada pública do edital para o Cataforte III - contratação de Bases de Serviços de Apoio às Redes de Cooperação de Empreendimentos Econômicos Solidários


Informamos que foi publicado  em 04/07/2014, no Diário Oficial da União, o aviso de chamada pública do edital para seleção pública de propostas para a contratação de Bases de Serviços de Apoio às Redes de Cooperação de Empreendimentos Econômicos Solidários - Cataforte III - Negócios Sustentáveis em Redes Solidárias.

O Edital está disponível no site da Fundação Banco do Brasil - FBB (http://www.fbb.org.br/quem-somos/licitacoes/)


​Comitê Interministerial para Inclusão Social e Econômica dos Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis - CIISC
Secretaria-Geral da Presidência da República
___________________________________________________
Palácio do Planalto | Anexo II, Ala A, sala 114 | CEP 70150-900
Tel.: (61) 3411-2049
ciisc@presidencia.gov.br

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Governo federal aprova duas propostas de acordos setoriais de logística reversa (lâmpadas e embalagens em geral)

Comitê aprova propostas para lâmpadas e embalagens
Foto: Giba/MMA
O Comitê Orientador para a Implantação da Logística Reversa (CORI) aprovou, na última terça-feira (01/07), duas propostas de acordos setoriais: de embalagens em geral e de lâmpadas. Os acordos prevêem responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e propicia que esses materiais, depois de usados, possam ser reaproveitados. As propostas passarão por consultas públicas.

O Comitê é composto por representantes dos ministérios do Meio Ambiente, Saúde, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Agricultura e Abastecimento e Fazenda. Seu objetivo é definir as regras para a implantação da logística reversa, que garantirá retorno dos resíduos (aquilo que tem valor econômico e pode ser reciclado ou reutilizado) à indústria, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, abriu a reunião traçando um panorama sobre este momento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que tem como um dos seus instrumentos o sistema de logística reversa. “Temos um desafio, enquanto governo, no desenvolvimento desta pauta”, afirmou. Os acordos foram aprovados após extensas negociações com representantes dos setores de embalagens e lâmpadas, desde a elaboração do edital em 2012.

AVANÇOS

No caso de lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista, as duas propostas inicialmente apresentadas foram unificadas e adequadas aos termos do edital. No acordo setorial das embalagens em geral (vale lembrar que para as embalagens de agrotóxicos e óleos lubrificantes já existem acordos específicos), a proposta da Coalizão, que conta com 20 entidades representativas de comerciantes e fabricantes, além da participação dos catadores de material reciclável, foi aprovada. As outras duas propostas seguem em negociação com o objetivo de, também, se transformar em acordo de embalagens.

A reunião também debateu outros itens da logística reversa, como a instalação de locais de entrega voluntária de resíduos. “É importante dar ao consumidor uma condição de fazer a entrega do material para a logística reversa e dar também aos comerciantes uma condição simplificada para entrega, sem que isso envolva violação das regras ambientais”, explicou o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Ney Maranhão. Ficou acertado que será definida uma padronização mínima de procedimentos de entrega, manuseio, armazenamento e transporte dos resíduos.

Os acordos são válidos por dois anos contados a partir da sua assinatura. Ao final desse período, deverão ser revisados a fim de incorporar os ajustes que se fizerem necessários para o seu bom funcionamento e a sua ampliação para o restante do País.

Fonte: INFORMMA

Autores: TINNA OLIVEIRA e RAFAELA RIBEIRO

terça-feira, 24 de junho de 2014

Palestra online gratuita (10/07) - Potencial da Simulação como Ferramenta de Suporte à Decisão em Logística e na Cadeia de Suprimentos

Junte-se a nós nesta palestra online gratuita - Quinta-feira (10/7) às 11h (horário de Brasília)
Inscreva-se. Vagas limitadas!
O objetivo do webinar é apresentar a potencialidade da aplicação da simulação como uma ferramenta para criar sistemas eficientes de suporte à decisão para projetos logísticos e na cadeia de suprimentos.
Através de uma revisão dos seus principais conceitos e de diversos estudos de caso que serão apresentados, objetiva-se expor a flexibilidade e o potencial de desempenho da metodologia em expandir a compreensão de sistemas complexos.

Palestrante: Thiago Brito (Diretor Executivo da Genoa Logística & Supply Chain)

Os participantes do webinar poderão interagir com o palestrante, enviando suas perguntas através do chat.

Webinar: Simulação em Logística e na Cadeia de Suprimentos
Data: 10 de Julho de 2014
Horário: 11h às 12h (horário de Brasília)

Após registrar-se gratuitamente, você receberá um email de confirmação com o link de acesso a este seminário online.

Requisitos de Sistema
PC - Windows 7, Vista, XP ou 2003 Server
Macintosh - Mac OS X 10.4.11 (Tiger) ou mais recente
Mobile iPhone/iPad/Android

As inscrições são gratuitas!




quinta-feira, 12 de junho de 2014

Faber-Castell divulga resultados da segunda edição do “Faxina nos Armários” - Programa de reciclagem de material escolar


Pioneira em ações de sustentabilidade e preocupada com a destinação correta dos resíduos de instrumentos de escrita, a Faber-Castell, em parceria com a TerraCycle, acaba de promover pelo segundo ano consecutivo a ação “Faxina nos Armários” – um projeto que colabora com a redução de lixo através da reciclagem. O Colégio Cenecista Pedro Antônio Fayal, de Itajaí (SC), foi o grande vencedor desta segunda edição, com a coleta de 65.922 unidades – um resultado 85% maior em relação ao mesmo período do ano passado.
Com o programa, estudantes de todo o Brasil podem enviar seu material escolar de qualquer marca, gratuitamente, para reciclagem. O “Faxina nos Armários” faz parte da Brigada de Instrumentos de Escrita Faber-Castell, onde todo o material coletado é transformado em matéria-prima novamente e vendida para fornecedores diversos – não somente de materiais de escrita. Essa matéria-prima é introduzida na cadeia produtiva novamente e pode ser transformada em produtos variados, como por exemplo, uma lixeira. A TerraCycle transforma resíduos difíceis de reciclar em uma grande variedade de produtos de consumo. Estes novos produtos desviam os resíduos de aterros e contribuem para um mundo mais limpo.
Participar é fácil: basta algum responsável pela escola cadastrá-la na Brigada de Instrumentos de Escrita Faber-Castell no site da TerraCycle (http://www.terracycle.com.br/pt-BR/brigades/brigada-de-instrumentos-de-escrita-faber-castell.html). Os alunos e professores devem juntar os materiais de escrita para serem descartados e levá-los para as suas escolas. Podem ser enviados todos os instrumentos de escrita tais como lápis, lápis de cor, lapiseiras, canetas, canetinhas, borrachas, apontadores, destaca texto, marcadores permanentes e marcadores para quadro branco, de qualquer marca, que não funcionam mais ou estejam quebrados. Entre os diversos prêmios estão 55 mil pontos bônus que podem ser revertidos em doações (cada ponto equivale a R$ 0, 01) para uma escola ou fundação sem fins lucrativos. 
O programa também é estendido a empresas e organizações com interesse em enviar materiais para reciclagem. Além de colaborar com a redução de lixo por meio da reciclagem, o participante dos times de coleta da Brigada de Instrumentos de Escrita Faber-Castell junta pontos, que são convertidos em uma doação em dinheiro para as próprias escolas ou entidades sem fins lucrativos escolhidas pelos times.

As Brigadas

Qualquer pessoa pode montar um time de coleta de instrumentos de escrita para serem reciclados. Basta se cadastrar gratuitamente no site da TerraCycle, juntar os produtos e enviar sem custo pelo correio. Quem se cadastra pode formar um time de coleta com outras pessoas em casa, na empresa, na escola ou mesmo um grupo de amigos. Para cada 12g de resíduos (o que equivale ao peso de um lápis ou uma caneta), são doados R$ 0,02 para uma escola ou organização sem fins lucrativos, escolhida pelo próprio time de coleta. Além do programa gratuito, as brigadas são uma excelente oportunidade para arrecadar fundos para as escolas, incentivar a coleta de resíduos, e é uma maneira eficaz de inserir a educação ambiental na sala de aula. No sitewww.terracycle.com.br e nas redes sociais, os professores podem encontrar o passo-a-passo de objetos feitos a partir daquilo que viraria lixo.

Sobre a Faber-Castell

Líder mundial na produção de EcoLápis de madeira plantada, a história da Faber-Castell se confunde com a própria criação do lápis. Fundada em 1761 na Alemanha, hoje a empresa possui escritórios em mais de 100 países. No Brasil, onde está presente desde 1930, três fábricas (São Carlos-SP, Prata-MG e Manaus-AM) e 9.600 hectares de floresta cultivada (também em Prata-MG) são as responsáveis pela produção de 1,9 bilhão de EcoLápis por ano. Com mais de 69 mil postos de venda no Brasil, exporta também para mais de 70 países. Seu portfolio inclui: EcoLápis de cor e de grafite, giz de cera, tintas escolares, canetinhas hidrográficas, apontadores, borrachas, canetas, lapiseiras, kits criativos, produtos artísticos, e instrumentos e acessórios de luxo para escrita. Seu projeto de plantio e seus EcoLápis são certificados pelo FSC (Forest Stewardship Council). Em 2004, o processo produtivo da Faber-Castell também recebeu o certificado ISO 14001, conquistando a recertificação em 2010.

Em 2012, a Faber-Castell estabeleceu uma parceria com a TerraCycle e lançou um programa de coleta que permite a transformação de instrumentos de escrita em matéria prima reciclada, que substitui o material virgem que seria utilizado e evita o descarte de resíduos no meio ambiente. O consumidor pode ajudar se inscrevendo no Programa de Coleta e na Brigada de Instrumentos de Escrita Faber-Castell, gratuitamente, por meio do site (http://www.terracycle.com.br/pt-BR/brigades/brigada-de-instrumentos-de-escrita-faber-castell.html).

Fonte: Faber Castell

O perigo oculto das lâmpadas fluorescentes - Case da descontaminação da Apliquim Brasil Recicle


A edição sustentabilidade da NOI (que circula na Serra Gaúcha e Porto Alegre/RS) apresenta o case de descontaminação de lâmpadas fluorescentes e recuperação de mercúrio da Apliquim Brasil Recicle. 
Até 2020 devem ser proibidas a produção e o comércio internacional de itens que carreguem mercúrio pelo Programa Ambiental das Nações Unidas. “Se o Brasil tratasse os seus resíduos, e recuperasse todo o mercúrio que já manipula, nos tornaríamos autossuficientes no consumo do metal” explica o engenheiro Eduardo Sebben, na matéria publicada na página 20 da NOI. 
A edição online pode ser lida em: http://www.revistanoi.com.br/ed/24/index.html#p=20

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Fabricante de bebidas terá de recolher garrafas PET jogadas no ambiente

A logística reversa ganha força com uma recente decisão do STJ. Um caso parecido já havia ocorrido no estado do Paraná em 2010, quando o IAP autuou empresas de refrigerantes e bebidas em 14 milhões por descumprirem o plano estadual de resíduos sólidos. Veja a matéria na íntegra abaixo.

A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) que responsabilizou a empresa Refrigerantes Imperial S/A pelos danos ambientais decorrentes do descarte de garrafas PET. A Turma não entrou na discussão sobre a existência ou não de responsabilidade da empresa, como ela pretendia, pois o recurso não contestou os fundamentos legais da decisão de segunda instância.
A fabricante foi condenada pela Justiça do Paraná a recolher os vasilhames deixados pelos consumidores em ruas, córregos e qualquer outro lugar impróprio, e também a informar procedimento de recompra no rótulo dos produtos e aplicar 20% de sua verba publicitária em campanhas educativas.
O acórdão do STJ que negou provimento ao recurso da empresa deve ser publicado nos próximos dias.

Responsabilidade objetiva

O tribunal paranaense entendeu que a fabricante tem responsabilidade objetiva por dano causado pelo descarte de embalagens, nos termos das Leis 7.347/85 e 6.938/81 (artigos 3º e 14) e da Lei Estadual 12.943/99 (artigos 1º e 4º).
Ajuizada pela Habitat – Associação de Defesa e Educação Ambiental, a ação foi julgada improcedente em primeira instância, apesar de o juízo singular reconhecer a existência do dano. O TJPR reformou essa decisão ao argumento de que a responsabilidade pelo lixo resultante é da ré e não poderia ser transferida para o governo ou para a população.
Segundo o tribunal estadual, se o uso das garrafas PET permite que os fabricantes de bebidas reduzam custos e aumentem lucros, nada mais justo do que responsabilizá-los por isso. A empresa, portanto, deveria retirar as garrafas das ruas ou recomprá-las, além de investir na conscientização de consumidores.
Créditoda imagem: Folha Uol

Fora do pedido

No recurso ao STJ, a empresa afirmou que as provas relativas ao dano ambiental eram frágeis e que o reconhecimento de responsabilidade exigia a demonstração de nexo de causalidade, não presente no caso. Disse que não se enquadrava como agente poluidor e que o material utilizado para envasar os produtos não poderia ser entendido como resíduo industrial. O possível dano ambiental, acrescentou, seria decorrente da atitude dos consumidores ou da omissão da administração pública.
A fabricante alegou ainda que o TJPR teria feito julgamento extra ou ultra petita (fora ou além do pedido) quando determinou que fossem adotados procedimentos de recompra e reutilização das garrafas, com informações sobre isso nos rótulos, e também quando a obrigou a investir 20% dos recursos de publicidade na conscientização dos consumidores sobre o destino das embalagens 

Condenação alternativa

Para o relator, ministro Antonio Carlos Ferreira, a responsabilidade atribuída ao fabricante em relação aos resíduos gerados pelo consumo de seus produtos decorre de preceitos constitucionais, inseridos principalmente nos artigos 170, inciso VI, e 225 da Constituição Federal.
Ao negar o recurso, o relator concluiu que não houve julgamento fora do pedido no acórdão do TJPR. Os procedimentos de recompra e reutilização determinados pelo TJPR realmente não foram pedidos na ação, que pleiteava apenas a condenação da empresa a recolher os vasilhames espalhados no meio ambiente e a promover campanha publicitária para incentivar o recolhimento, sem definição de valor a ser investido.
No entanto, segundo o ministro Antonio Carlos, a recompra dos vasilhames foi uma condenação alternativa imposta pelo TJPR, cabendo à empresa aceitá-la, se preferir, ou cumprir a determinação para recolher diretamente as garrafas. Quanto à fixação do percentual dos gastos com campanha publicitária, o ministro afirmou que o TJPR apenas definiu uma forma eficaz de cumprimento da condenação, evitando discussões na fase executória.

Pós-consumo

Além disso, o relator observou que alguns dos dispositivos de lei citados pela empresa como supostamente violados não foram debatidos no tribunal de origem, o que leva, nesse ponto, ao não conhecimento do recurso por falta de prequestionamento.
Por outro lado, a recorrente não questionou a incidência de normas legais nas quais o TJPR se baseou para concluir que, em se tratando de responsabilidade pós-consumo de “produtos de alto poder poluente”, não se poderia poupar quem se beneficiou economicamente com a degradação ambiental resultante.
“Em tais circunstâncias, sendo incontroversos os fatos da causa e entendendo o tribunal de origem, com base em normas legais específicas sobre o mérito, haver responsabilidade e culpabilidade por parte da ré, que lucra com o uso das garrafas PET, caberia à recorrente apresentar normais legais igualmente meritórias em seu favor”, afirmou o ministro.

Esta notícia se refere ao processo: REsp 684753

Fonte: ICNews
Fonte da imagem: Folha de São Paulo


Paraná – Governo autua empresas de refrigerantes e bebidas não alcoólicas em 14 milhões
Publicado em 31 de março de 2010

A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos autuou nesta quarta-feira (31) fabricantes de refrigerantes e bebidas não-alcoólicas em R$ 14 milhões – cada uma foi multada em R$ 1 milhão – pelo descumprimento da legislação ambiental no que se refere à destinação dos resíduos de embalagens que disponibilizam no mercado. As empresas multadas foram Alflash, Brasfrigo, Chocoleite, Ambev, Danone, Nestlé, Pepsi-Cola, Schincariol, Red Bull, Refrigerantes Pakera, SIG Combibloc, Coca-cola, Ultrapan, Yoki.
Para o secretário do Meio Ambiente, Rasca Rodrigues, os fabricantes não cumpriram com o planejamento previamente acordado – com a Secretaria e o Ministério Publico – para a logística reversa de suas embalagens. “O nosso entendimento foi que estas empresas não estão assumindo os passivos ambientais produzidos por suas práticas comerciais no Estado”, disse.
Desde maio de 2009 técnicos da Secretaria, por meio do Programa Desperdício Zero, mantiveram conversas e negociações com a Associação Brasileira de Refrigerantes e Bebidas Não-Alcoólicas (ABIR), instituição que foi eleita pelas empresas para mediar as discussões e elaborar um Plano de logística reversa, que deveria ser apresentado à Secretaria.
Rasca Rodrigues comentou ainda que esta atitude dos fabricantes acaba onerando os municípios, e ignora toda a cadeia de reciclagem que se inicia com os catadores até os recicladores que trabalham sem subsídios dos responsáveis pelas embalagens.
As empresas foram enquadradas no artigo 80 do decreto federal 6514/2008, por desrespeito a autoridade ambiental, falta do Plano de Gerenciamento de Resíduos, que se referem às embalagens pós-consumo dos seus produtos, entre outros dispositivos da Legislação Ambiental. Além da autuação, as empresas terão ainda que apresentar um novo Plano de Gerenciamento.

Histórico

Em maio de 2009, os fabricantes foram informados pela Secretaria e pelo Ministério Público do Paraná sobre as exigências ambientais quanto à geração de passivos ambientais, e da necessidade da formação de um Plano de logística reversa – que consiste no recolhimento das embalagens dos produtos por meio do fabricante. Somente no dia 21 de outubro a Abir apresentou projeto denominado “Multiplicadores ambientais e inclusão social no estado do Paraná” o qual recebeu parecer favorável do corpo técnico da Coordenadoria de Resíduos Sólidos.
Após esta data a Associação alterou unilateralmente o cronograma apresentado pelo projeto e tendo em vista que o termo não teve adesão de todas as empresas desta Associação, a multa foi aplicada.
O coordenador de resíduos sólidos da Secretaria, Laerty Dudas, declarou que ao analisar o histórico das negociações fica clara a postura adotada pelas empresas. “Elas optaram pela política do não fazer e de como ganhar tempo para não assumir suas responsabilidades como fabricante”, destacou.

Logística Reversa

Em 2003, a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos lançou o programa Desperdício Zero para reduzir em 30% o volume de resíduos depositados nos aterros sanitários paranaenses – cerca de 20 mil toneladas a cada dia. Uma de suas primeiras ações foi a identificação dos materiais que chegavam, desnecessariamente, em grandes quantidades nos aterros sanitários para colocar em prática a logística reversa.
Sacolas plásticas, embalagens longa vida, pilhas e baterias, papel, materiais de construção civil, pneus, lâmpadas, metais, orgânicos, vidros, óleo lubrificante eram alguns destes resíduos.

Resultados

Os primeiros resultados já estão aparecendo. A maioria dos supermercados instalados no Paraná já aderiu a sacolas ecologicamente corretas – como as feitas de plástico oxibiodegradável, tecido ou retornáveis. A Tetra Pak, por exemplo, fabricante exclusiva das embalagens longa vida cartonadas, também acatou a solicitação da Secretaria e desenvolveu, em parceria com o Desperdício Zero, um programa chamado “Paraná e Tetra Pak em ação” para o recolhimento dos seus produtos.
Já os postos de combustíveis, um dos principais distribuidores de óleo lubrificante, lançaram o programa Jogue Limpo, para recolhimento e reciclagem destas embalagens – elaborado de maneira inédita pelo Desperdício Zero em parceria com Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) e o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Derivados de Petróleo e Lojas de Conveniência do Paraná (Sindicombustíveis-PR).

Fonte – Agência Estadual de Notícias de 31 de março de 2010

Foto - angelmaramot

Abaixo a carta de autuação constante no site da FunVerde

Curitiba, 30 de março de 2010.
Ofício nº 189/10 – SEMA/GS

Prezado Senhor:
Determino que sejam autuadas as empresa abaixo relacionadas, tendo em vista, que as mesmas até a presente data não apresentaram, a esta SEMA e ao Ministério Público, proposta para a implementação da logística reversa que permita o recolhimento das embalagens pós-consumo geradas no Estado do Paraná.
A morosidade com que essas empresas, através da Associação Brasileira de Refrigerantes e Bebidas Não Alcóolicas – ABIR, tratam o assunto, fica perfeitamente demonstrado no histórico em anexo, pois o mesmo reflete a estratégia aplicada pela ABIR de como “não fazer e de como ganhar tempo e não assumir suas responsabilidades pós-consumo de suas embalagens”.
Sendo assim, estas empresas deverão ser enquadradas, quanto ao aspecto de desrespeito a autoridade ambiental, falta do Plano de Gerenciamento de Resíduos que contemplem as embalagens pós-consumo, pelo passivo ambiental gerado pelas embalagens pós-consumo de seus produtos, entre outros dispositivos que ferem à Legislação Ambiental.
Empresas a serem autuadas:
1.Alflash Comércio de Bebidas
2. Brasfrigo S/A Alimentos
3. Chocoleite Indústria de Alimentos LTDA
4. Cia de Bebidas das Américas – AmBev
5. Danone LTDA
6. Nestlé Waters Brasil Bebidas e Alimentos LTDA
7. Pepsi-Cola Industrial da Amazônia
8. Primo Schincariol – Ind de Cervejas e Refrigerante
9. Red Bull do Brasil
10. Refrigerantes Pakera
11. SIG COMBIBLOC
12. SPAIPA S/A – Indústria Brasileira de Bebidas
13. ULTRAPAN Ind. Comércio LTDA
14. YOKI Alimentos S/A.
Cumpra-se
Lindsley da Silva RASCA RODRIGUES
Secretário de Estado

Ilustríssimo Senhor
Vitor Hugo Ribeiro Burko
Instituto Ambiental do Paraná – IAP

Fonte: Funverde