"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



Crédito da imagem: jscreationzs / FreeDigitalPhotos.net

terça-feira, 27 de setembro de 2016

CONMAS é totalmente ONLINE e GRATUITO - Inscreva-se!

 
O início do Congresso Nacional do Meio Ambiente e Sustentabilidade - CONMAS já está chegando. É dia 03 de Outubro. Já temos quase 4.000 inscritos.
 
O CONMAS é totalmente ONLINE e GRATUITO, ou seja, você poderá assistir todas as palestras do evento sem pagar nada, nos dias e horários marcados. São mais de 20 palestras, durante 06 dias. São palestras diárias em horários diferentes. Grandes nomes na área ambiental são palestrantes no Congresso.
 
Este é um grande momento para você que tem interesse, de algum modo, na área ambiental ou simplesmente gosta.
 
Faça parte deste grande evento que está chamando a atenção na internet.
 
 
Cordialmente,
Amarildo R. Ferrari
Organizador do CONMAS
CENED Cursos

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Divulgação do livro CAPACIDADES ADMINISTRATIVAS NA GESTÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS



Resultado da pesquisa dos professores Gisele Chaves e Jorge Luiz, da UFES, bem como do pesquisador Arthur Marino, o livro 'Capacidades administrativas na gestão dos resíduos sólidos urbanos nos municípios brasileiros' traz uma contribuição para um tema desafiador ao trazer informações relevantes sobre as equipes envolvidas com a gestão de resíduos sólidos urbanos nos municípios brasileiros, evidenciando as razões para inúmeras disfunções municipais em relação à elaboração e implantação de políticas públicas a nível local, neste caso, a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A maior contribuição desta obra é o levantamento de informações sobre a composição das equipes municipais envolvidas com a gestão de RSU por meio de uma extensiva pesquisa de campo, o que permitiu a elaboração de um panorama sobre como os municípios estão se organizando para enfrentar os desafios da PNRS.
No âmbito do trabalho que durou pouco mais de dois anos, foi verificado como essas equipes municipais estão se organizando para enfrentar os desafios propostos pela implantação da PNRS em todo o Brasil, avaliando sua capacidade técnica e a multidisciplinaridade por meio da formação acadêmica de seus membros e lideranças. Ao fim do prazo de quatro anos para a implantação da PNRS, o sucesso de sua estruturação enquanto uma das mais modernas leis que versa sobre resíduos ao redor do mundo, não se refletiu na implantação eficaz por parte dos municípios. Mesmo os municípios que demonstraram ser capazes de viabilizar equipes e encontrar soluções para implantar planos e ações não foram capazes de chegar a resultados satisfatórios a nível local, apresentando carências de recursos financeiros e de mão-de-obra especializada. A existência de equipes municipais para resíduos sólidos por si só não se mostrou suficiente, necessitando também do comprometimento da gestão pública nos municípios para tal.
Assim, esse livro é uma contribuição inicial para um tema ainda incipiente no Brasil, quais sejam, as Capacidades Administrativas Municipais, com o foco na gestão dos RSU.. 

O livro foi lançado pela Editora CRV na última semana de agosto e encontra-se disponível no sítio eletrônico da editora: CLIQUE AQUI

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Acesse grátis o MANUAL PARA A DESTINAÇÃO - Orientação ao consumidor sobre como e onde destinar os resíduos sólidos em Pernambuco

Sustentabilidade, palavra de ordem que remete à necessidade de balancear os impactos, buscando-se o equilíbrio entre ações de produção, consumo, exploração, reciclagem e desenvolvimento, frente a urgência da preservação, conservação, manutenção e recuperação dos ecossistemas ambientais. 

A partir de uma ação colaborativa para subsidiar os Sistemas de Logística Reversa em Pernambuco, a Fundaj, a UFPE e a Semas apresentam este e-book como resposta à necessidade de consolidar as informações básicas para a destinação ambientalmente adequada de produtos e materiais pós-consumo. 

Este trabalho se integra a um conjunto de ações direcionadas para as soluções para a gestão de resíduos, considerando as dimensões política, econômica, cultural e social, sob o prisma do desenvolvimento sustentável. Observando sempre a ordem estabelecida: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento e, por fim, a disposição final dos rejeitos. 

Assim, o objetivo desse manual é permitir que servidores, alunos, professores, colaboradores e a sociedade como um todo, atuem de forma pró-ativa na promoção da sustentabilidade a partir em seu dia-a-dia. 

O manual busca apresentar de forma simples e objetiva a caracterização, os riscos e pontos de destinação no estado de Pernambuco.


Para acessar o Manual para a Destinação gratuitamente CLIQUE AQUI

terça-feira, 5 de julho de 2016

Acesso gratuito do artigo: Logística Reversa: Sistematização de Medidas de Desempenho Para sua Avaliação

Logística Reversa: Sistematização de Medidas de Desempenho Para sua Avaliação por Naiara Tomazelli Giuriatto, Gisele de Lorena Diniz Chaves, Karine Araújo Ferreira

Resumo:  Poucas são as empresas e trabalhos que avaliam os reais benefícios da aplicação da logística reversa e que abordam as medidas de desempenho para avaliar esta atividade. Neste sentido, este artigo verificou quais são as medidas de desempenho apontadas na literatura para a avaliação da logística reversa. O estudo se baseou no modelo World Class Logistics (WCL) cuja perspectiva de mensuração envolve a avaliação das atividades logísticas nas dimensões de custos, gestão de ativos, serviço ao cliente e produtividade. A pesquisa realizada foi de natureza qualitativa, sendo alçado um extenso levantamento bibliográfico sobre o tema. Os resultados deste trabalho contribuem para o desenvolvimento da literatura por meio da identificação, sistematização e análise das medidas de desempenho para avaliação da logística reversa disponíveis na literatura. Portanto, além da contribuição teórica, este artigo propicia informações que podem dar suporte à tomada de decisão nos processos de controle e gestão das empresas.


Acesse o artigo completo CLIQUE AQUI

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Logística Reversa no Brasil: Avanços e Perspectivas - Entrevista com o Professor Paulo Roberto Leite

Confiram a Entrevista com o Professor Paulo Roberto Leite, autor do primeiro livro publicado sobre o tema na América Latina e Presidente do Conselho de Logística Reversa do Brasil, concedida à Profa. Patricia Guarnieri para a Revista em Gestão, Inovação e Sustentabilidade da Universidade de Brasília sobre "Logística Reversa no Brasil: Avanços e Perspectivas".


Dossiê "Logística Reversa: desafios e oportunidades no Brasil e no mundo" na REGIS - Acesso gratuito

É com grande satisfação que informo que  o dossiê sobre "Logística Reversa: desafios e oportunidades no Brasil e no mundo", número 1,  volume 2, da Revista em Gestão, Inovação e Sustentabilidade (REGIS), uma iniciativa do Centro de Gestão, Inovação e Sustentabilidade (CPGIS) da FACE, já foi publicado e está disponível para consulta no link: http://periodicos.unb.br/index.php/regis/issue/view/1342



"Apesar da sua vital importância para uma gestão mais sustentável, o tema logística reversa, eixo central do dossiê deste segundo número da ReGIS, é ainda  uma recente área de pesquisa. O assunto começou a ser formalmente estudado na Europa e Estados Unidos no final da década de 70. No Brasil, a logística reversa só alcançou maior visibilidade no final da década de 90.
Tendo em vista os desafios e também oportunidades criadas pela discussão dos problemas ambientais que se tornou evidente desde 1972 até os dias atuais, bem como das legislações ambientais decorrentes e também das legislações de defesa do consumidor, que influenciam a demanda pela  logística reversa, é que a ReGIS convidou pesquisadores e profissionais da área a debater essas questões. Esse convite resultou no presente dossiê que conta com onze artigos completos, bem como com três ensaios e uma entrevista, os quais visam debater todas as mudanças ocorridas, trazendo no mesmo espaço olhares de diversos segmentos envolvidos que contribuem de forma teórica, metodológica e prática sobre o assunto. Esperamos que este dossiê contribua com respostas atuais sobre o tema da logística reversa, e que também sirva como estímulo para gerar novas perguntas e pesquisas nesta área tão rica em potencialidades". 

Agradeço a colaboração de todos (as)  que contribuíram para chegarmos a esse resultado e os (as) convido a acessarem a revista. Boa leitura!

Cordialmente, 

Patricia Guarnieri, Dra
Editora do dossiê sobre Logística Reversa: desafios e oportunidades no Brasil e no mundo
Editora executiva da Revista em Gestão, Inovação e Sustentabilidade

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Acessem os trabalhos Científicos publicados nos Anais do 6FIRS - Forum Internacional de Resíduos Sólidos





ANAIS - 6º Forum Internacional de Resíduos Sólidos

Trabalhos Científicos publicados nos Anais do 6FIRS





A valorização da produção científica e tecnológica na área ambiental é fundamental para o desenvolvimento sustentável da nossa sociedade.

A publicação de trabalhos científicos nos Anais da sexta edição do Forum Internacional de Resíduos Sólidos consolida uma parceria iniciada em 2013 juntando o Instituto Venturi, idealizador do FIRS, e responsável por uma série de ações voltadas para a gestão e educação ambiental descentralizada, com as universidades UNISINOS, mais especificamente a Escola Politécnica e seus vários cursos voltados para soluções ambientais e a Universidade de Brasília - UnB, por meio do Lacis - Laboratório do Ambiente Construído, Inclusão e Sustentabilidade.

Os trabalhos científicos publicados nos Anais do 6FIRS podem ser acessados através dos links abaixo.

A GERAÇÃO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO MUNICÍPIO DE TOLEDO – PR – 2014 (autores: Tatiani Sobrinho Del Bianco, Camilo Freddy Mendoza Morejon, Jandir Ferrera De Lima)

A CASA DO FUNDO (PRIMEIRA ETAPA DE OBRA) UMA EXPERIENCA DE RECICLAGEM REPLICAVEL NA CONSTRUCÃO (autora: Rosanna Pacífico Pieri)

ANÁLISE DE INVENTÁRIO DE CICLO DE VIDA DA RECICLAGEM DE METAIS DE RESÍDUOS ELETROELETRÔNICOS (autores: Michele Friedrich Figueiró, Carlos Alberto Mendes Moraes, Nicole Martins, Pedro Gabriel Bueno César, Katia Ocanha, Tatiana Louise Rocha)

ANÁLISE DE MÉTODOS DE REAPROVEITAMENTO DE CAVACO METÁLICO CONTAMINADO CONSIDERANDO ABORDAGENS DE ECOEFICIÊNCIA E ECOEFETIVIDADE (autores: Luísa Simon, Mônica Vargas, Carlos Alberto Mendes Moraes)

APLICAÇÃO DE RESÍDUO CERÂMICO COMO POZOLANA: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA (autores: Débora Magali Hansen, Feliciane Andrade Brehm, Carlos Alberto Mendes Moraes, Marlova Piva Kulakowski)

AVALIAÇÃO AMBIENTAL DO SETOR CALÇADISTA E A APLICAÇÃO DA ANÁLISE DE CICLO DE VIDA: UMA ABORDAGEM GERAL (autores: Adriana Hoenisch Da Silva, Carlos Alberto Mendes Moraes, Regina Célia Espinosa Modolo)

AVALIAÇÃO DE ASPECTOS E IMPACTOS AMBIENTAIS: ESTUDO DE CASO EM UMA INDÚSTRIA GRÁFICA (Tainá Thomassim Guimarães, Melina Cé Tombini, Matheus Pielechovski Ferro, Amanda Gonçalves Kieling, Carlos Alberto Mendes Moraes)

AVALIAÇÃO DE ASPECTOS E IMPACTOS AMBIENTAIS DA SUBSTITUIÇÃO DA GRAXA À BASE DE ÓLEO MINERAL POR TECIDO DE FIBRA DE VIDRO COM TEFLON® COMO DESMOLDANTE NO PROCESSO DE DUBLAGEM (autores: Carline Fabiane Stalter, Carlos Alberto Mendes Moraes)

AVALIAÇÃO DO GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS DE OFICINAS MECÂNICAS LOCALIZADAS NA CIDADE DE ESTEIO/RS (autores: Neli Erli Ramm, Cristine Santos De S. Da Silva, Claudia Adriana Kohl)

CARACTERIZAÇÃO DO RESÍDUO INDUSTRIAL CASCA DE ARROZ COM VISTAS A SUA UTILIZAÇÃO COMO BIOMASSA (autores: Iara J. Fernandes, Emanuele C. A. Dos Santos, Roxane Oliveira, Janaína M. Reis, Daiane Calheiro, Carlos A. M. Moraes, Regina C. E. Modolo)

CARACTERIZAÇÃO DE POLÍMEROS PRESENTES EM RESÍDUOS DE EQUIPAMENTOS ELETROELETRÔNICOS: ESTUDO DE CASO COM CARCAÇAS DE TELEFONES CELULARES (autores: Nicole Martins, Tatiana Louise Avila De Campos Rocha, Gabriela Olsson Schneider, Carlos A. M. Moraes)

CARACTERIZAÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS DO SETOR DE PAPEL E CELULOSE PARA USO EM MATERIAIS CIMENTÍCIOS (autores: Lisandro Simão, Nayadie Jorge Lóh, Dachamir Hotza, Fabiano Raupp Pereira, Joao António Labrincha, Oscar Rubem Klegues Montedo)

DIREITO AMBIENTAL: A GESTÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS E RESPONSABILIDADE AMBIENTAL (AUTORES: Simone Paschoal Nogueira, Iris Zimmer Manor)

ECONOMIA CRIATIVA E APROVEITAMENTO DE RESÍDUOS: UM ESTUDO DE CASO EM UMA INDÚSTRIA DE PISOS DE MADEIRA (autores: Adriana Maria Nolasco, Mariane Martins Rodrigues)

ESTUDO PARA INSTALAÇÃO DE CENTROS DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS DO RIO DE JANEIRO EM SEROPÉDICA (AUTORES: Hélio Fernandes Machado Júnior, Rui De Góes Casqueira, Fabíola Oliveira Da Cunha)

ESTIMATIVA DA GERAÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS (GRSU) NA MESORREGIÃO OESTE DO PARANÁ – 2005 – 2015 (AUTORES: Tatiani Sobrinho Del Bianco, Ricardo Rippel, Camilo Freddy Mendoza Morejon)

IMPACTOS NO SOLO ASSOCIADOS À UTILIZAÇÃO AGRÍCOLA DE LODO DE ESGOTO COMO CONDICIONADOR E FERTILIZANTE DE SOLO (AUTORES: Dominguez, D. X., Günther, W. M. R., Perez, D. V., Alcantara, S. M.)

PLANOS DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS: UM ESTUDO DE CASO SOBRE OS DESAFIOS DOS MUNICÍPIOS DA BACIA HIDROGRÁFICA DO PCJ, SÃO PAULO, BRASIL NA SUA ELABORAÇÃO (autores: Adriana Maria Nolasco, Aline De Fátima Rocha Meneses)

PERCEPÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO AMBIENTAL DAS ALUNAS DO CURSO DE CAPACITAÇÃO EM AGENTES DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO MUNICÍPIO DE ITABAIANA- PB (AUTORES: Andréa Amorim Leite, Miguel Leonardo Francisco Da Silva, Laércia Jamilly Duarte Diniz)

PRODUÇÃO DE TINTA COM RESÍDUOS DE CASCA DE LARANJA E POLIESTIRENO EXPANDIDO (EPS) (AUTORES: Gabriela Olsson Schneider, Paula Vieira Schwade, Cristiane Krause Santin, Tatiana Louise Avila De Campos Rocha)

PROPOSTA DE PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM UMA INDÚTRIA DO SETOR PLÁSTICO E METAL MECÂNICO (autores: Lisandro Simão, Patricia Darolt De Costa, Eduardo Schmitz Bongiolo, Luana Milak Furmanski)

RECICLAGEM INTERNA DO LODO DA ETE DE UMA INDÚSTRIA CERÂMICA (autores: Luana Milak Furmanski, Michael Peterson)

RECUPERAÇÃO DOS METAIS PRESENTES EM PLACAS DE CIRCUITO IMPRESSO (autores: Natália Rangel Greco, Rui De Góes Casqueira, Daiane Silva De Paula, Hélio Fernandes Machado Júnior)

RELAÇÕES DE SIMBIOSE INDUSTRIAL NO SETOR METAL-MECÂNICO DA BACIA DO RIO DOS SINOS (autores: Lisiane Kleinkauf Da Rocha, Carlos Alberto Mendes De Moraes, Karine Bastos)

USO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS NA PRODUÇÃO DE ISOLANTE TÉRMICO E ACÚSTICO PARA EDIFICAÇÕES SUSTENTÁVEIS: UMA RELAÇÃO SIMBIÓTICA ENTRE AS EMPRESAS ENVOLVIDAS (autores: Genyr Kappler, Juliana Damasio Waschevicz, Sueli Leandro De Sousa, Carlos A. M. Moraes, João Batista Dias, Paulo Roberto Wander)

UTILIZAÇÃO DE RESÍDUO CARBONOSO EM FORMULAÇÕES DE CERÂMICA VERMELHA (autores: Mariane Da Silva Pereira, Luana Milak Furmanski, Lisandro Simão, Rosimeri Venâncio Redivo)

Veja também as apresentações dos painelistas do 6FIRS.

Atenciosamente,

Equipe de Apoio 

quarta-feira, 22 de abril de 2015

DIVULGAÇÃO DO LIVRO: MARKETING DE RELACIONAMENTO & COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR

Estimados seguidores do Blog Logística Reversa e Sustentabilidade, 

Gostaria de divulgar o livro: "MARKETING DE RELACIONAMENTO & COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR: Estado da Arte, Produção Nacional, Novas Medidas e Estudos Empíricos". 

A logística, sob um enfoque abrangente, trabalha aliada ao marketing, visando uma prestação de serviço adequada, desenvolvendo vantagens competitivas, disponibilidade, confiabilidade e bom desempenho operacional. Além disso, entende-se que o trabalho do profissional de marketing não termina com a compra do produto, mas ele deve ainda monitorar a satisfação, as ações e a utilização em relação ao produto depois de efetuada a compra, ou seja, acompanhando o produto em todo o seu ciclo de vida (KOTLER e KELLER, 2012). Assim, constata-se que marketing e logística, mais especificamente a logística reversa, devem atuar conjuntamente a fim de atender os anseios do consumidor.

O livro foi organizado pela querida amiga e excelente profissional, a professora e pesquisadora da Universidade de Brasília, Dra.Gisela Demo, e publicado pela Editora Atlas. Participei de dois capítulos: "A Importância do Sistema Logístico e da Experiência de Compra: proposição e validação de uma escala de avaliação no E-commerce (EAE)" e "Logística reversa e comportamento do consumidor no pós-compra". 
Caso se interesse CLIQUE AQUI para acessar o livro, que está sendo comercializado em formato impresso e digital pela Editora Atlas. 
Sinopse: A maneira pela qual os consumidores efetuam suas tomadas de decisão quanto à compra influencia a intenção de se permanecer leal e estabelecer uma relação de longo prazo com uma organização ou marca. Similarmente, o relacionamento dos consumidores com marcas e empresas é influenciado pela sua experiência de compra em ambientes físicos e no e-commerce, a qual também prediz o comportamento pós-compra, em que a logística reversa assume conotação especial.
Nessa perspectiva, o conhecimento da área de comportamento do consumidor serve como meio pelo qual se testam qualificações do relacionamento entre organização e consumidor. Por sua vez, o marketing de relacionamento ou CRM (Customer Relationship Management), que alia as estratégias do marketing do relacionamento ao potencial das tecnologias de informação e comunicação, introduz uma perspectiva gerencial nas pesquisas com consumidores, contextualizando o papel organizacional como insumo para que eles comparem valores de uso e de troca dos produtos e serviços. Destarte, este livro contribui por ser pioneiro em mostrar a pertinência e a relevância de se estudarem as duas áreas conjuntamente, sob uma perspectiva científica, a fim de otimizar estratégias e resultados organizacionais.
Ademais, como grande parte dos estudos em CRM e em comportamento do consumidor foi originalmente desenvolvida em países como os Estados Unidos e o Reino Unido, desvela-se um importante diferencial deste livro em apresentar várias formas de estudo desses campos e suas aplicações no Brasil, o que o torna inovador no país.
Obra de relevante interesse para um público tanto acadêmico, quanto de gestores e consultores em marketing e comportamento do consumidor. Leitura complementar para as disciplinas Marketing de Relacionamento e Comportamento do Consumidor dos cursos de pós-graduação em Administração e Marketing. 

Ficarei imensamente grata se puderem divulgar aos seus contatos. 
Abraços.
Profa. Dra. Patricia Guarnieri - Autora do Blog Logística Reversa e Sustentabilidade

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Propaganda eleitoral e seu impacto no meio ambiente


De dois em dois anos, alguns meses antes das eleições, os partidos são autorizados a começar a fazer propaganda eleitoral. Isso significa, na prática, alto-falantes, realização de comícios, e muitos panfletos nas ruas. Consequentemente, isso proporciona diversas fontes de poluição e um grande impacto no meio ambiente. É o que diz o estudo em direito ambiental de Karina Marcos Bedran, chamado “Processo Eleitoral Brasileiro: Impactos ambientais e o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado“.
“É possível verificar os impactos ambientais gerados pelo processo eleitoral na ocorrência de várias formas de poluição, decorrentes principalmente da propaganda eleitoral: poluição visual, sonora, atmosférica, eletrônica, geração de resíduos sólidos e poluição do solo, além do consumo de recursos naturais”, conta Bedran, mestre em direito ambiental e desenvolvimento sustentável.
A fonte de poluição do nosso processo eleitoral mais visível é, sem dúvida, o famoso “santinho”, aquele panfleto com o número dos candidatos que é amplamente reproduzido e distribuído nessa época. O seu destino, na maioria das vezes, é o chão, gerando uma grande quantidade de lixo, entupindo bueiros e causando enchentes, além do consumo de recursos naturais para a sua produção.
“Para cada tonelada de papel produzido, são consumidos aproximadamente 20 árvores e 100 mil litros de água. Segundo informações do TSE*, nas eleições municipais de 2012, foi necessária a derrubada de aproximadamente 600 mil árvores e o consumo de 3 bilhões de litros de água no país para a produção desse material”, diz Bedran.
Quanto à poluição atmosférica, as eleições também contribuem para o aumento de CO2 na atmosfera. “Nas Eleições de 2012, o valor declarado na prestação de contas dos candidatos referente ao consumo de combustível e lubrificante equivaleria a mais de 110 milhões de litros de gasolina, que, consumida, geraria cerca de 250 mil toneladas de CO2 equivalente”, acrescenta. 
Além da poluição atmosférica, do consumo de recursos naturais e produção de lixo, a propaganda eleitoral também corrobora para a poluição sonora, com os comícios fora do horário permitido por lei; e visual, com a fixação de propaganda eleitoral por toda a parte, até em locais não autorizados.

Mas o que fazer para minimizar os impactos?

Pouca gente para e reflete sobre o impacto ambiental causado pelas eleições. Entretanto, para Bedran, os nossos governantes deveriam fazer isso, pois há a necessidade de uma mudança na norma eleitoral para que esse impacto seja minimizado.
“A legislação eleitoral deve ser revista para que haja uma regulamentação mais adequada sobre a propaganda eleitoral, que limite o consumo de recursos naturais e exija medidas mitigadoras ou compensatórias, assim como está previsto na legislação ambiental para atividades potencialmente poluidoras ou degradadoras do meio ambiente. Dessa forma, deveria ser incluída dentre as obrigações dos candidatos e partidos políticos a comprovação de índices de reciclagem e de recomposição de vegetação nativa em áreas degradadas, de acordo com a quantidade de material gasto na campanha.”
Se houvesse uma regulamentação mais condizente com os danos causados, talvez poderíamos ter uma eleição mais limpa. Mas, pensando em atitudes mais práticas que candidatos e eleitores podem adotar nessas eleições, aqui estão algumas ideias:

Aos candidatos

• Se for fazer panfletagem, utilize papel reciclado ou papel semente. O papel semente é um tipo de papel que se regado e plantado em terra fértil, germina, pois tem sementes dentro dele. A utilização de papéis reciclado e semente agrega conceitos de sustentabilidade a sua campanha. Outra sugestão é usar os meios digitais, que não poluem;
• Utilizará camisetas em sua campanha? Por que não fazer camisetas ecológicas? Elas são criadas a partir da reutilização de garrafas PET. Além de contribuir com o meio ambiente, você estará sendo responsável socialmente, ajudando a gerar renda aos catadores e cooperativas;
• Que tal trocar "carro de som" por "bicicleta de som"? O apelo sustentável será visível, além de reduzir emissões de CO2.

Aos eleitores

• Aceite apenas panfletos que utilizará na sua votação. Caso pegue algum santinho de candidato que não lhe interessa, guarde-o até encontrar um lixo para descartá-lo. O ideal é procurar por lixeiras de coleta seletiva;
• Procure candidatos engajados em causas ambientais. Hoje, é impossível pensar em administração pública sem pensar em sustentabilidade.

Leve tudo isso em conta na hora do voto. O país e o meio ambiente agradecem.

*Os dados apresentados pela mestra em direito ambiental Karina Marcus Bedran estão de acordo com informações fornecidas pelo Dr. Paulo Tamburini, juiz auxiliar da Presidência do Tribunal Superior Eleitoral, no painel “Impacto ambiental da propaganda eleitoral”, apresentado no Congresso do TSE de 07 de dezembro de 2012.

Por: Débora Salassar

Fonte: eCycle

Processo de reciclagem do concreto


Entulho de construção
© Depositphotos.com / Inzyx
Sempre que fazemos uma construção ou quando fazemos uma reforma, na maioria das vezes acaba ficando aqueles entulhos, no qual muitas vezes não sabemos o que fazer com eles. A finalidade que podemos dar aos restos de uma construção ou de uma reforma, dependendo do material, pode ser mais ampla do que imaginamos. Materiais como o concreto aos nossos olhos não podem ser reciclados, mas diferente do que imaginamos, já existe uma solução que faz com que este resíduo possa ser reaproveitado para novas finalidades.

Estima-se que até 10% de todo o material entregue no canteiro de obras é desperdiçado devido deficiência no processo de construção, imprecisões ou omissões na elaboração e execução dos projetos, perdas no transporte e armazenamento. Mais de 90% desses resíduos podem ser reciclados e reutilizados. Apenas os concretos com substâncias contaminantes, como sulfato de cálcio, cloretos e óleos podem trazer prejuízo às propriedades do concreto no estado endurecido, e não devem ser utilizados no processo de reciclagem.
Com a reciclagem de concretos é possível obter agregados com características semelhantes ao produto original. A contribuição para o meio ambiente é grande, pois deixa de extrair recursos naturais, assim reduzindo o impacto ambiental. Só no município de São Paulo são extraídos, em media, 1560 mil m³ de matéria-prima do meio ambiente por ano. E o descarte de resíduo de construção também ocorre em grande quantidade, onde a maioria desses materiais constituídos por produtos inertes possíveis de serem reciclados.

O processo de reciclagem do concreto

Processo de quebra inicial

O concreto é primeiramente quebrado através de técnicas tradicionais de demolição, incluindo britadeiras, bolas de demolição e explosivos. Ele é reduzido em pedaços que variam de 75 a 120 cm. Esses pedaços devem estar livres de contaminantes maiores como lixo, madeira, vidro e outros materiais. Este concreto já quebrado é levado às centrais de reciclagem em caminhões grandes ou até mesmo máquinas portáteis são trazidas à área de demolição para realizar o processo de reciclagem no local.

Trituração

Após passar pelo processo de quebra inicial o concreto passa por outro processo no qual os resíduos são triturados em um equipamento com várias facas, onde o resultado é uma mistura que parece com areia, mas é um pouco mais grossa, que será empregada na produção do um novo concreto. Neta etapa, nós da Fragmaq dispomos de um equipamento (triturador de entulho) sob medida, fabricado de acordo com a necessidade de sua empresa, que é uma solução sustentável, pois proporciona a eliminação de resíduo combinada com a reciclagem.

Reutilização

O agregado de concreto reciclado é misturado com o agregado de concreto virgem, areia, água e cimento para fazer concreto fresco. O concreto com material reciclado é geralmente usado como camada de base para projetos de construção, contudo, não existem especificações dizendo onde o concreto reciclado pode ou não ser usado. O agregado de concreto reciclado é mais leve e forte do que o agregado virgem e ajuda a minimizar os custos e o impacto ambiental da construção.


© Depositphotos.com / Cebas1Entulho de construção.
Em algumas situações, os resultados alcançados pelos concretos reciclados chegaram até mesmo a superar os resultados obtidos pelo concreto convencional. Estudos dizem que o uso do entulho de concreto como agregado é perfeitamente viável, desde que ele passe por um processo de beneficiamento e seleção, para que seja retirada a parte não desejada, melhorando a qualidade do material.

A reciclagem pode ser uma das formas mais eficientes para a redução da poluição ambiental nas grandes cidades, vindo contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população. Além das vantagens econômicas e ecológicas, o reaproveitamento do concreto garante benefício técnico, onde pode substituir até 25% dos agregados convencionais por reciclados sem alterar as propriedades mecânicas.

Fonte: Pensamento Verde - publicado por Fraqmaq Ind. e Com.

O meio ambiente na decisão de compra

A maioria dos consumidores pesquisados gostaria que as empresas oferecessem mais opções de produtos ecológicos.
9 de cada 10 brasileiros afirmam que se preocupam com o respeito dos fabricantes e distribuidores pelo meio ambiente e que isso influi na decisão de compra, de acordo com pesquisa realizada com mais de 500 usuários deTiendeo.com.br . Na verdade, mais de 80% dos entrevistados responderam que pensam no meio-ambiente, e que consideram que é um dos critérios que ajuda a decidir a compra.
A maioria dos consumidores pesquisados prestam atenção se os produtos têm uma embalagem sustentável, mas apenas 10% considera importante que o produto seja orgânico na hora de comprar. Por outro lado, a segurança alimentar e o valor nutricional são os dois fatores mais influentes no momento da escolha.
1O consumidor ecológico presta atenção ao meio ambiente por diversos motivos, mas através da pesquisa realizada por Tiendeo fica claro que querer contribuir com uma parte na preservação dos recursos naturais é o fator mais importante. 14% opinam que o sabor dos produtos orgânicos é melhor e que isso influencia de maneira decisiva na hora de comprar no supermercado.
2
Embora alguns consumidores optam por comprar produtos que respeitam o meio ambiente para apoiar as empresas que fazem as coisas direito, menos de um quarto dos entrevistados respondeu que confia na informação que as empresas dão sobre a sustentabilidade dos seus produtos . A grande parte dos entrevistados, mais especificamente 41%, gostaría ter mais opções de produtos que respeitem o meio ambiente.
3
Sobre essa pesquisa:

De acordo com o IPEA, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, são gerados ao dia no Brasil 240 mil toneladas de lixo e 70% desse volume é destinado aos lixões. Esse foi um dos motivos pelo qual App e site Tiendeo realizaram uma pesquisa entre usuários brasileiros que estavam procurando ofertas de supermercados. O objetivo desta pesquisa é entender o nível de preocupação dos brasileiros pelo meio-ambiente quando estão comprando um produto e se tal preocupação realmente influencia no processo de compra.

info-eco-tiendeo-Brasil
Fonte: Tiendeo

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Encontro na UnB discute inclusão social de catadores de materiais recicláveis - 20 a 22/08/2014

Unir o conhecimento acadêmico com as experiências de catadores de materiais recicláveis, visando a inclusão social, o combate à pobreza e o tratamento correto de resíduos urbanos é o objetivo de encontro iniciado nesta quarta-feira (20) com exposição de 150 trabalhos sobre a inclusão socioeconômica dos catadores. Os debates e apresentações começaram desde cedo, na Universidade de Brasília (UnB), mas a abertura oficial ocorreu só no fim da tarde, no Palácio do Planalto.


O maior ganho do evento, segundo a organização do encontro, é a participação dos próprios catadores na discussão com estudiosos e pesquisadores da área. “O que a gente vê na prática é que as experiências que unem esses saberes são muito mais efetivas. O conhecimento gerado na universidade é muito valioso, mas tem que ser articulado com a prática dos catadores, porque são eles que entendem da vida”, avalia Daniela Metello, coordenadora do Comitê Interministerial de Inclusão de Catadores.


Cerca de 300 pessoas, sendo 70 catadores, participam do encontro, segundo Daniela. A coordenadora, que faz parte da Secretaria-Geral da Presidência da República, diz que durante o evento serão compartilhadas experiências de encerramento de lixão, que envolvem o uso de tecnologias sociais como o processamento de vidros e de garrafas PET. “A gente quer lidar com essa questão de maneira ampla, não só com a gestão de resíduos, mas com a inclusão também dessas pessoas”, avaliou.


“O problema maior é o da inserção no mundo do trabalho, como inserir bem as pessoas de forma que não tenham, por exemplo, periculosidade no trabalho”, acredita Hérton Araújo, diretor de Estudos de Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que também coordena o evento. Segundo uma pesquisa do Ipea de 2013, o Brasil tem 400 mil catadores de materiais recicláveis que, somados às suas famílias, correspondem a 1,4 milhão de brasileiros que sobrevivem do lixo.

Citando a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que previa prazo para o fim dos lixões, Hérton destacou a necessidade de uma política de inclusão social para o setor. “Tem que acabar com os lixões, e vai ter que ter uma mudança estrutural nesse segmento, que pode gerar algum desemprego, e a gente tem que ficar de olho nisso e ver como esses catadores podem, utilizando as tecnologias sociais mais modernas, se inserir melhor na sociedade”, avaliou.

O Encontro Nacional Conhecimento e Tecnologia: Inclusão Socioeconômica de Catadores de Materiais Recicláveis ocorre até a próxima sexta-feira (22), no Campus Universitário Darcy Ribeiro, da UnB. Durante as sessões temáticas, serão apresentados artigos acadêmicos, relatos de experiências e equipamentos relacionados ao reaproveitamento de material reciclado, terminando com uma sistematização dos debates.

Autor: Paulo Victor Chagas - Agência Brasil
Editor Stênio Ribeiro
Direitos autorais: Creative Commons - CC BY 3.0

Fonte: EBC

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Trata-se de um livro virtual, lançado no iTunes, muito acessível e interativo, com exercícios, vídeos, jogos. Vale a pena conferir!


Sobre o autor: 


Henrique Luiz Corrêa
Formação Acadêmica: 

Ph.D. em Operations Management pela Warwick Business School (Inglaterra), Mestre e Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP, Ph.D. em Industrial and Business pela Warwick Business School (Inglaterra)



Experiência Profissional: 

  • Ex-professor da Escola Politécnica da USP, da Fundação Dom Cabral, da FIA/USP e da EAESP/Fundação Getulio Vargas
  • Professor de Operations Management e Global Supply Chain Management da Crummer Graduate School of Business, Rollins College, EUA
  • Professor Adjunto da Universidade do Porto (Portugal) e da IE Business School (Espanha)
  • Professor do Rollins College
  • É autor e coautor de outros sete livros e de dezenas de artigos em periódicos e anais de congressos nacionais e internacionais na área de gestão de manufatura, serviços e gestão de redes de suprimento
  • Consultor em empresas como Unilever, Brasil Foods, General Motors do Brasil, Embraer, Johnson & Johnson, Natura, Whirlpool, HP, entre outras.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

ATENÇÃO! Recall de lote de Toddynho contaminado por bactéria no RS

A Pepsico, fabricante do achocolatado Toddynho, confirmou, nesta terça-feira, que oito mil unidades do produto, fabricadas no dia 2 de junho e com validade até 29 de novembro, estavam contaminadas com a bactéria Bacillus Cereus que provoca intoxicação alimentar. A informação foi repassada ao serviço de Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde de Porto Alegre no início da tarde.
Segundo o comunicado, análises químicas realizadas pela companhia identificaram a presença da bactéria. O bacilo surge, em geral, devido ao resfriamento inadequado de alimentos e pode causar enjoos, vômitos e diarreia. Segundo a Pepsi, duasmil unidades do produto contaminado já haviam sido localizadas e recolhidas na rede de estabelecimentos comerciais de Porto Alegre e da região metropolitana abastecidas pela companhia.

Em comunicado distribuído à imprensa na segunda-feira, a Pepsi reconhecia alteração nos padrões de controle de qualidade e erro na distribuição do lote, que estava bloqueado no centro de distribuição. Também admitia ter havido falha no descarte do produto, que estava fora de especificação bacteriológica.

As unidades do lote GRU L 15 não devem ser consumidas, frisou a empresa. A decisão de recolher a bebida foi tomada após dois consumidores relatarem, há duas semanas, alterações no sabor do achocolatado e problemas de saúde após o consumo. A Secretaria Estadual da Saúde gaúcha recolheu amostras do produto para análises químicas, que ainda não foram concluídas.

A Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), que havia orientado os supermercados a retirarem das gôndolas apenas o lote com final 23:23, fabricados das 23h04 às 23h46 do dia 2 de junho, comunicou nesta manhã que vai recomendar que toda a produção do Toddynho desse dia seja retirada dos pontos de venda.

Conforme a entidade, as principais redes de supermercados do Rio Grande do Sul já não dispõem mais do produto à venda, mas os pequenos comércios ainda não foram alertados sobre o problema.

Segundo a empresa, o lote que começou a ser recolhido representa menos de 0,5% do que é comercializado mensalmente no Rio Grande do Sul.

Os clientes que adquiriram produtos do lote contaminado foram orientados a entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor da Pepsi para a substituição da bebida, sem custo. O contato também pode ser feito pelo telefone 0800 703 2222 ou pelo e-mail sactoddynho@pepsico.com.

O horário de atendimento telefônico do SAC é das 8h às 20h, de segunda a sexta, e das 8h às 14h aos sábados.

Em 2011, a Pepsi já havia feito recall de 80 mil unidades do mesmo produto devido à presença de detergente na composição da bebida, fabricada em Guarulhos (SP) e distribuída no Rio Grande do Sul. Na época, 32 ocorrências de intoxicação foram notificadas junto à Vigilância Sanitária estadual antes do recolhimento do produto.

Fonte: O GLOBO

domingo, 3 de agosto de 2014

Lixões a céu aberto resistem, apesar do fim do prazo em 02/08/2014, para substituí-los por aterros sanitários


Lixão da Estrutural, em Brasília, o maior da América Latina
No entanto, a situação mudou em ritmo bem menos acelerado do que o exigido pela legislação. A Pesquisa Nacional de Saneamento Básico feita pelo IBGE em 2008 apontou que 2.810 cidades – ou seja, mais da metade dos municípios existentes no Brasil – ainda destinavam resíduos sólidos para vazadouros a céu aberto. Quatro anos depois, ao menos 3,5 mil lixões estavam ativos, segundo estimativa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).A vida real algumas vezes não anda no mesmo compasso das leis. Exemplo disso é a destinação do lixo nas cidades brasileiras. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) determinou que até 2 de agosto de 2014 (sábado) os gigantescos lixões a céu aberto, comuns em todo o país, deveriam ter sido completamente substituídos por aterros sanitários. De acordo com a ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o prazo não será prorrogado. Conforme as regras em vigor, os órgãos públicos que descumprirem a nova política de tratamento do lixo estão sujeitos ao pagamento de multas de até R$ 50 milhões.
Só no Nordeste essa é a prática de 1.598 cidades. Entre as capitais, as que mais ficam devendo no quesito manejo de resíduos sólidos são Porto Velho, Belém e Brasília. A situação mais crítica no país, aliás, é do Lixão da Estrutural, no Distrito Federal, o maior da América Latina. Do tamanho de 170 campos de futebol e uma montanha de lixo de 50 metros de altura, o local recebe cerca de 2 mil catadores de material reciclável trabalham 24 horas por dia.

Aterros

Um estudo da Associação Brasileira de Limpeza Públicas e Resíduos Especiais (Abrelpe) mostra que 40% de todo o lixo produzido no Brasil tem destinação inadequada. Já foi bem pior. Em 1989, mais de 88% das unidades de destinação de resíduos sólidos eram lixões a céu aberto e somente 1% eram aterros sanitários.
A relação, em 2008, foi de 50,8% de lixões contra 27,7% de aterros sanitários – o tipo mais indicado de tratamento. Os 22,5% restantes eram aterros controlados, que são o meio termo entre uma categoria e outra, porque o chorume ainda continua a ser lançado no solo, embora em menor proporção. Isso mostra que a melhora vem, mas em passos lentos.

"Regras muito rígidas"

Quem está de olho no futuro dos lixões no Senado é a Subcomissão Temporária de Resíduos Sólidos. Na quarta-feira (6), a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) pode apresentar seu relatório resumindo tudo o que foi dito por especialistas em seis audiências públicas relacionadas com o tema. Na avaliação da senadora, um conjunto de elementos levou os municípios a descumprir o prazo. No Amazonas, cita ela, todos eles apresentaram o planejamento de como desativar os lixões, mas não podem executar pela falta de dinheiro e de acesso dos municípios a verbas federais.
- As regras são muito rígidas para que os municípios consigam esse dinheiro - lamenta.
Na avaliação do presidente do colegiado, senador Cícero Lucena (PSDB-PB), que relatou o projeto que deu origem à lei de resíduos sólidos na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), os quatro anos foram suficientes para implantar as determinações da PNRS. No entanto, acredita ele, "faltou vontade política".

"Governo não cumpriu sua parte"

Como exemplo, ele conta que apresentou, em 2010, emenda da comissão ao Orçamento da União para viabilizar, com R$ 217 milhões, suporte financeiro e técnico do governo federal à implantação das medidas previstas na lei em cidades com até 50 mil habitantes. Entretanto, apenas R$ 9 milhões foram liberados. No ano seguinte, uma nova emenda de Cícero visava qualificar agentes ambientais, mas nada foi liberado.
- O governo federal não fez a sua parte para acabar com os lixões e lavou suas mãos quanto a isso. Os prefeitos também são responsáveis, embora muitos tenham esbarrado em condições técnicas.
Ele defende a prorrogação do prazo de quatro anos para acabar com os lixões, mas com regras que forcem a adequação das cidades à política nacional de resíduos sólidos. O governo federal, no entanto, deve partir para a briga e aplicar multas. A estratégia é criticada pela própria Vanessa Grazziotin, que considera a possibilidade de mudar a lei:
- Tenho muita dúvida sobre multar, porque os municípios tiveram vontade de fazer, mas faltaram os meios para isso - pondera a senadora.
A destinação do lixo nas cidades brasileiras será o tema do próximo número da revista Em Discussão, produzida pela Secretaria de Comunicação do Senado Federal. A publicação pode ser acessada na página do Jornal do Senado na internet.


(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)