"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



Crédito da imagem: jscreationzs / FreeDigitalPhotos.net

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Submeta um científico baseado em sua monografia para o II Congresso Científico do CONPRA, organizado pelo CRA/DF e concorra a prêmios (em dinheiro e publicações)!




O CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL – CRA-DF, com a finalidade de incentivar a expansão do conhecimento científico e tecnológico dos cursos de administração do DF, estabelece as normas para a realização e a participação no Concurso de Produção Científica dos Profissionais, Estudantes e Professores de Administração do Distrito Federal.

Os trabalhos científicos submetidos deverão abordar temas relacionados ao Crescimento Sustentável na gestão das empresas, organizações governamentais ou organizações do terceiro setor.

Serão aceitos apenas os trabalhos com a data de postagem até o dia 30 de julho de 2014, às 17h.

Os trabalhos devem ser enviados em uma das seguintes áreas temáticas da Administração:
  • Capital humano 
  • Comunicação e marketing
  • Empreendedorismo e franquias
  • Estratégia, inovação, competitividade e C & T
  • Gestão do conhecimento e gestão de projetos
  • Gestão pública
  • Negócios internacionais
  • Operações e logística

Os autores devem indicar, nas Considerações Finais, a sua relação com o tema do CONPRA 2014, Crescimento Sustentável na gestão de empresas.

Confiram as datas e regulamento! CLIQUE AQUI

Segue o cartaz com informações do evento. Por favor divulguem e participem!

Confiram mais informações e as premiações no site: CLIQUE AQUI

INSCRIÇÕES GRATUITAS: CLIQUE AQUI



sábado, 5 de julho de 2014

Chamada pública do edital para o Cataforte III - contratação de Bases de Serviços de Apoio às Redes de Cooperação de Empreendimentos Econômicos Solidários


Informamos que foi publicado  em 04/07/2014, no Diário Oficial da União, o aviso de chamada pública do edital para seleção pública de propostas para a contratação de Bases de Serviços de Apoio às Redes de Cooperação de Empreendimentos Econômicos Solidários - Cataforte III - Negócios Sustentáveis em Redes Solidárias.

O Edital está disponível no site da Fundação Banco do Brasil - FBB (http://www.fbb.org.br/quem-somos/licitacoes/)


​Comitê Interministerial para Inclusão Social e Econômica dos Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis - CIISC
Secretaria-Geral da Presidência da República
___________________________________________________
Palácio do Planalto | Anexo II, Ala A, sala 114 | CEP 70150-900
Tel.: (61) 3411-2049
ciisc@presidencia.gov.br

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Governo federal aprova duas propostas de acordos setoriais de logística reversa (lâmpadas e embalagens em geral)

Comitê aprova propostas para lâmpadas e embalagens
Foto: Giba/MMA
O Comitê Orientador para a Implantação da Logística Reversa (CORI) aprovou, na última terça-feira (01/07), duas propostas de acordos setoriais: de embalagens em geral e de lâmpadas. Os acordos prevêem responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e propicia que esses materiais, depois de usados, possam ser reaproveitados. As propostas passarão por consultas públicas.

O Comitê é composto por representantes dos ministérios do Meio Ambiente, Saúde, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Agricultura e Abastecimento e Fazenda. Seu objetivo é definir as regras para a implantação da logística reversa, que garantirá retorno dos resíduos (aquilo que tem valor econômico e pode ser reciclado ou reutilizado) à indústria, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, abriu a reunião traçando um panorama sobre este momento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que tem como um dos seus instrumentos o sistema de logística reversa. “Temos um desafio, enquanto governo, no desenvolvimento desta pauta”, afirmou. Os acordos foram aprovados após extensas negociações com representantes dos setores de embalagens e lâmpadas, desde a elaboração do edital em 2012.

AVANÇOS

No caso de lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista, as duas propostas inicialmente apresentadas foram unificadas e adequadas aos termos do edital. No acordo setorial das embalagens em geral (vale lembrar que para as embalagens de agrotóxicos e óleos lubrificantes já existem acordos específicos), a proposta da Coalizão, que conta com 20 entidades representativas de comerciantes e fabricantes, além da participação dos catadores de material reciclável, foi aprovada. As outras duas propostas seguem em negociação com o objetivo de, também, se transformar em acordo de embalagens.

A reunião também debateu outros itens da logística reversa, como a instalação de locais de entrega voluntária de resíduos. “É importante dar ao consumidor uma condição de fazer a entrega do material para a logística reversa e dar também aos comerciantes uma condição simplificada para entrega, sem que isso envolva violação das regras ambientais”, explicou o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Ney Maranhão. Ficou acertado que será definida uma padronização mínima de procedimentos de entrega, manuseio, armazenamento e transporte dos resíduos.

Os acordos são válidos por dois anos contados a partir da sua assinatura. Ao final desse período, deverão ser revisados a fim de incorporar os ajustes que se fizerem necessários para o seu bom funcionamento e a sua ampliação para o restante do País.

Fonte: INFORMMA

Autores: TINNA OLIVEIRA e RAFAELA RIBEIRO

terça-feira, 24 de junho de 2014

Palestra online gratuita (10/07) - Potencial da Simulação como Ferramenta de Suporte à Decisão em Logística e na Cadeia de Suprimentos

Junte-se a nós nesta palestra online gratuita - Quinta-feira (10/7) às 11h (horário de Brasília)
Inscreva-se. Vagas limitadas!
O objetivo do webinar é apresentar a potencialidade da aplicação da simulação como uma ferramenta para criar sistemas eficientes de suporte à decisão para projetos logísticos e na cadeia de suprimentos.
Através de uma revisão dos seus principais conceitos e de diversos estudos de caso que serão apresentados, objetiva-se expor a flexibilidade e o potencial de desempenho da metodologia em expandir a compreensão de sistemas complexos.

Palestrante: Thiago Brito (Diretor Executivo da Genoa Logística & Supply Chain)

Os participantes do webinar poderão interagir com o palestrante, enviando suas perguntas através do chat.

Webinar: Simulação em Logística e na Cadeia de Suprimentos
Data: 10 de Julho de 2014
Horário: 11h às 12h (horário de Brasília)

Após registrar-se gratuitamente, você receberá um email de confirmação com o link de acesso a este seminário online.

Requisitos de Sistema
PC - Windows 7, Vista, XP ou 2003 Server
Macintosh - Mac OS X 10.4.11 (Tiger) ou mais recente
Mobile iPhone/iPad/Android

As inscrições são gratuitas!




quinta-feira, 12 de junho de 2014

Faber-Castell divulga resultados da segunda edição do “Faxina nos Armários” - Programa de reciclagem de material escolar


Pioneira em ações de sustentabilidade e preocupada com a destinação correta dos resíduos de instrumentos de escrita, a Faber-Castell, em parceria com a TerraCycle, acaba de promover pelo segundo ano consecutivo a ação “Faxina nos Armários” – um projeto que colabora com a redução de lixo através da reciclagem. O Colégio Cenecista Pedro Antônio Fayal, de Itajaí (SC), foi o grande vencedor desta segunda edição, com a coleta de 65.922 unidades – um resultado 85% maior em relação ao mesmo período do ano passado.
Com o programa, estudantes de todo o Brasil podem enviar seu material escolar de qualquer marca, gratuitamente, para reciclagem. O “Faxina nos Armários” faz parte da Brigada de Instrumentos de Escrita Faber-Castell, onde todo o material coletado é transformado em matéria-prima novamente e vendida para fornecedores diversos – não somente de materiais de escrita. Essa matéria-prima é introduzida na cadeia produtiva novamente e pode ser transformada em produtos variados, como por exemplo, uma lixeira. A TerraCycle transforma resíduos difíceis de reciclar em uma grande variedade de produtos de consumo. Estes novos produtos desviam os resíduos de aterros e contribuem para um mundo mais limpo.
Participar é fácil: basta algum responsável pela escola cadastrá-la na Brigada de Instrumentos de Escrita Faber-Castell no site da TerraCycle (http://www.terracycle.com.br/pt-BR/brigades/brigada-de-instrumentos-de-escrita-faber-castell.html). Os alunos e professores devem juntar os materiais de escrita para serem descartados e levá-los para as suas escolas. Podem ser enviados todos os instrumentos de escrita tais como lápis, lápis de cor, lapiseiras, canetas, canetinhas, borrachas, apontadores, destaca texto, marcadores permanentes e marcadores para quadro branco, de qualquer marca, que não funcionam mais ou estejam quebrados. Entre os diversos prêmios estão 55 mil pontos bônus que podem ser revertidos em doações (cada ponto equivale a R$ 0, 01) para uma escola ou fundação sem fins lucrativos. 
O programa também é estendido a empresas e organizações com interesse em enviar materiais para reciclagem. Além de colaborar com a redução de lixo por meio da reciclagem, o participante dos times de coleta da Brigada de Instrumentos de Escrita Faber-Castell junta pontos, que são convertidos em uma doação em dinheiro para as próprias escolas ou entidades sem fins lucrativos escolhidas pelos times.

As Brigadas

Qualquer pessoa pode montar um time de coleta de instrumentos de escrita para serem reciclados. Basta se cadastrar gratuitamente no site da TerraCycle, juntar os produtos e enviar sem custo pelo correio. Quem se cadastra pode formar um time de coleta com outras pessoas em casa, na empresa, na escola ou mesmo um grupo de amigos. Para cada 12g de resíduos (o que equivale ao peso de um lápis ou uma caneta), são doados R$ 0,02 para uma escola ou organização sem fins lucrativos, escolhida pelo próprio time de coleta. Além do programa gratuito, as brigadas são uma excelente oportunidade para arrecadar fundos para as escolas, incentivar a coleta de resíduos, e é uma maneira eficaz de inserir a educação ambiental na sala de aula. No sitewww.terracycle.com.br e nas redes sociais, os professores podem encontrar o passo-a-passo de objetos feitos a partir daquilo que viraria lixo.

Sobre a Faber-Castell

Líder mundial na produção de EcoLápis de madeira plantada, a história da Faber-Castell se confunde com a própria criação do lápis. Fundada em 1761 na Alemanha, hoje a empresa possui escritórios em mais de 100 países. No Brasil, onde está presente desde 1930, três fábricas (São Carlos-SP, Prata-MG e Manaus-AM) e 9.600 hectares de floresta cultivada (também em Prata-MG) são as responsáveis pela produção de 1,9 bilhão de EcoLápis por ano. Com mais de 69 mil postos de venda no Brasil, exporta também para mais de 70 países. Seu portfolio inclui: EcoLápis de cor e de grafite, giz de cera, tintas escolares, canetinhas hidrográficas, apontadores, borrachas, canetas, lapiseiras, kits criativos, produtos artísticos, e instrumentos e acessórios de luxo para escrita. Seu projeto de plantio e seus EcoLápis são certificados pelo FSC (Forest Stewardship Council). Em 2004, o processo produtivo da Faber-Castell também recebeu o certificado ISO 14001, conquistando a recertificação em 2010.

Em 2012, a Faber-Castell estabeleceu uma parceria com a TerraCycle e lançou um programa de coleta que permite a transformação de instrumentos de escrita em matéria prima reciclada, que substitui o material virgem que seria utilizado e evita o descarte de resíduos no meio ambiente. O consumidor pode ajudar se inscrevendo no Programa de Coleta e na Brigada de Instrumentos de Escrita Faber-Castell, gratuitamente, por meio do site (http://www.terracycle.com.br/pt-BR/brigades/brigada-de-instrumentos-de-escrita-faber-castell.html).

Fonte: Faber Castell

O perigo oculto das lâmpadas fluorescentes - Case da descontaminação da Apliquim Brasil Recicle


A edição sustentabilidade da NOI (que circula na Serra Gaúcha e Porto Alegre/RS) apresenta o case de descontaminação de lâmpadas fluorescentes e recuperação de mercúrio da Apliquim Brasil Recicle. 
Até 2020 devem ser proibidas a produção e o comércio internacional de itens que carreguem mercúrio pelo Programa Ambiental das Nações Unidas. “Se o Brasil tratasse os seus resíduos, e recuperasse todo o mercúrio que já manipula, nos tornaríamos autossuficientes no consumo do metal” explica o engenheiro Eduardo Sebben, na matéria publicada na página 20 da NOI. 
A edição online pode ser lida em: http://www.revistanoi.com.br/ed/24/index.html#p=20

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Fabricante de bebidas terá de recolher garrafas PET jogadas no ambiente

A logística reversa ganha força com uma recente decisão do STJ. Um caso parecido já havia ocorrido no estado do Paraná em 2010, quando o IAP autuou empresas de refrigerantes e bebidas em 14 milhões por descumprirem o plano estadual de resíduos sólidos. Veja a matéria na íntegra abaixo.

A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) que responsabilizou a empresa Refrigerantes Imperial S/A pelos danos ambientais decorrentes do descarte de garrafas PET. A Turma não entrou na discussão sobre a existência ou não de responsabilidade da empresa, como ela pretendia, pois o recurso não contestou os fundamentos legais da decisão de segunda instância.
A fabricante foi condenada pela Justiça do Paraná a recolher os vasilhames deixados pelos consumidores em ruas, córregos e qualquer outro lugar impróprio, e também a informar procedimento de recompra no rótulo dos produtos e aplicar 20% de sua verba publicitária em campanhas educativas.
O acórdão do STJ que negou provimento ao recurso da empresa deve ser publicado nos próximos dias.

Responsabilidade objetiva

O tribunal paranaense entendeu que a fabricante tem responsabilidade objetiva por dano causado pelo descarte de embalagens, nos termos das Leis 7.347/85 e 6.938/81 (artigos 3º e 14) e da Lei Estadual 12.943/99 (artigos 1º e 4º).
Ajuizada pela Habitat – Associação de Defesa e Educação Ambiental, a ação foi julgada improcedente em primeira instância, apesar de o juízo singular reconhecer a existência do dano. O TJPR reformou essa decisão ao argumento de que a responsabilidade pelo lixo resultante é da ré e não poderia ser transferida para o governo ou para a população.
Segundo o tribunal estadual, se o uso das garrafas PET permite que os fabricantes de bebidas reduzam custos e aumentem lucros, nada mais justo do que responsabilizá-los por isso. A empresa, portanto, deveria retirar as garrafas das ruas ou recomprá-las, além de investir na conscientização de consumidores.
Créditoda imagem: Folha Uol

Fora do pedido

No recurso ao STJ, a empresa afirmou que as provas relativas ao dano ambiental eram frágeis e que o reconhecimento de responsabilidade exigia a demonstração de nexo de causalidade, não presente no caso. Disse que não se enquadrava como agente poluidor e que o material utilizado para envasar os produtos não poderia ser entendido como resíduo industrial. O possível dano ambiental, acrescentou, seria decorrente da atitude dos consumidores ou da omissão da administração pública.
A fabricante alegou ainda que o TJPR teria feito julgamento extra ou ultra petita (fora ou além do pedido) quando determinou que fossem adotados procedimentos de recompra e reutilização das garrafas, com informações sobre isso nos rótulos, e também quando a obrigou a investir 20% dos recursos de publicidade na conscientização dos consumidores sobre o destino das embalagens 

Condenação alternativa

Para o relator, ministro Antonio Carlos Ferreira, a responsabilidade atribuída ao fabricante em relação aos resíduos gerados pelo consumo de seus produtos decorre de preceitos constitucionais, inseridos principalmente nos artigos 170, inciso VI, e 225 da Constituição Federal.
Ao negar o recurso, o relator concluiu que não houve julgamento fora do pedido no acórdão do TJPR. Os procedimentos de recompra e reutilização determinados pelo TJPR realmente não foram pedidos na ação, que pleiteava apenas a condenação da empresa a recolher os vasilhames espalhados no meio ambiente e a promover campanha publicitária para incentivar o recolhimento, sem definição de valor a ser investido.
No entanto, segundo o ministro Antonio Carlos, a recompra dos vasilhames foi uma condenação alternativa imposta pelo TJPR, cabendo à empresa aceitá-la, se preferir, ou cumprir a determinação para recolher diretamente as garrafas. Quanto à fixação do percentual dos gastos com campanha publicitária, o ministro afirmou que o TJPR apenas definiu uma forma eficaz de cumprimento da condenação, evitando discussões na fase executória.

Pós-consumo

Além disso, o relator observou que alguns dos dispositivos de lei citados pela empresa como supostamente violados não foram debatidos no tribunal de origem, o que leva, nesse ponto, ao não conhecimento do recurso por falta de prequestionamento.
Por outro lado, a recorrente não questionou a incidência de normas legais nas quais o TJPR se baseou para concluir que, em se tratando de responsabilidade pós-consumo de “produtos de alto poder poluente”, não se poderia poupar quem se beneficiou economicamente com a degradação ambiental resultante.
“Em tais circunstâncias, sendo incontroversos os fatos da causa e entendendo o tribunal de origem, com base em normas legais específicas sobre o mérito, haver responsabilidade e culpabilidade por parte da ré, que lucra com o uso das garrafas PET, caberia à recorrente apresentar normais legais igualmente meritórias em seu favor”, afirmou o ministro.

Esta notícia se refere ao processo: REsp 684753

Fonte: ICNews
Fonte da imagem: Folha de São Paulo


Paraná – Governo autua empresas de refrigerantes e bebidas não alcoólicas em 14 milhões
Publicado em 31 de março de 2010

A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos autuou nesta quarta-feira (31) fabricantes de refrigerantes e bebidas não-alcoólicas em R$ 14 milhões – cada uma foi multada em R$ 1 milhão – pelo descumprimento da legislação ambiental no que se refere à destinação dos resíduos de embalagens que disponibilizam no mercado. As empresas multadas foram Alflash, Brasfrigo, Chocoleite, Ambev, Danone, Nestlé, Pepsi-Cola, Schincariol, Red Bull, Refrigerantes Pakera, SIG Combibloc, Coca-cola, Ultrapan, Yoki.
Para o secretário do Meio Ambiente, Rasca Rodrigues, os fabricantes não cumpriram com o planejamento previamente acordado – com a Secretaria e o Ministério Publico – para a logística reversa de suas embalagens. “O nosso entendimento foi que estas empresas não estão assumindo os passivos ambientais produzidos por suas práticas comerciais no Estado”, disse.
Desde maio de 2009 técnicos da Secretaria, por meio do Programa Desperdício Zero, mantiveram conversas e negociações com a Associação Brasileira de Refrigerantes e Bebidas Não-Alcoólicas (ABIR), instituição que foi eleita pelas empresas para mediar as discussões e elaborar um Plano de logística reversa, que deveria ser apresentado à Secretaria.
Rasca Rodrigues comentou ainda que esta atitude dos fabricantes acaba onerando os municípios, e ignora toda a cadeia de reciclagem que se inicia com os catadores até os recicladores que trabalham sem subsídios dos responsáveis pelas embalagens.
As empresas foram enquadradas no artigo 80 do decreto federal 6514/2008, por desrespeito a autoridade ambiental, falta do Plano de Gerenciamento de Resíduos, que se referem às embalagens pós-consumo dos seus produtos, entre outros dispositivos da Legislação Ambiental. Além da autuação, as empresas terão ainda que apresentar um novo Plano de Gerenciamento.

Histórico

Em maio de 2009, os fabricantes foram informados pela Secretaria e pelo Ministério Público do Paraná sobre as exigências ambientais quanto à geração de passivos ambientais, e da necessidade da formação de um Plano de logística reversa – que consiste no recolhimento das embalagens dos produtos por meio do fabricante. Somente no dia 21 de outubro a Abir apresentou projeto denominado “Multiplicadores ambientais e inclusão social no estado do Paraná” o qual recebeu parecer favorável do corpo técnico da Coordenadoria de Resíduos Sólidos.
Após esta data a Associação alterou unilateralmente o cronograma apresentado pelo projeto e tendo em vista que o termo não teve adesão de todas as empresas desta Associação, a multa foi aplicada.
O coordenador de resíduos sólidos da Secretaria, Laerty Dudas, declarou que ao analisar o histórico das negociações fica clara a postura adotada pelas empresas. “Elas optaram pela política do não fazer e de como ganhar tempo para não assumir suas responsabilidades como fabricante”, destacou.

Logística Reversa

Em 2003, a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos lançou o programa Desperdício Zero para reduzir em 30% o volume de resíduos depositados nos aterros sanitários paranaenses – cerca de 20 mil toneladas a cada dia. Uma de suas primeiras ações foi a identificação dos materiais que chegavam, desnecessariamente, em grandes quantidades nos aterros sanitários para colocar em prática a logística reversa.
Sacolas plásticas, embalagens longa vida, pilhas e baterias, papel, materiais de construção civil, pneus, lâmpadas, metais, orgânicos, vidros, óleo lubrificante eram alguns destes resíduos.

Resultados

Os primeiros resultados já estão aparecendo. A maioria dos supermercados instalados no Paraná já aderiu a sacolas ecologicamente corretas – como as feitas de plástico oxibiodegradável, tecido ou retornáveis. A Tetra Pak, por exemplo, fabricante exclusiva das embalagens longa vida cartonadas, também acatou a solicitação da Secretaria e desenvolveu, em parceria com o Desperdício Zero, um programa chamado “Paraná e Tetra Pak em ação” para o recolhimento dos seus produtos.
Já os postos de combustíveis, um dos principais distribuidores de óleo lubrificante, lançaram o programa Jogue Limpo, para recolhimento e reciclagem destas embalagens – elaborado de maneira inédita pelo Desperdício Zero em parceria com Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) e o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Derivados de Petróleo e Lojas de Conveniência do Paraná (Sindicombustíveis-PR).

Fonte – Agência Estadual de Notícias de 31 de março de 2010

Foto - angelmaramot

Abaixo a carta de autuação constante no site da FunVerde

Curitiba, 30 de março de 2010.
Ofício nº 189/10 – SEMA/GS

Prezado Senhor:
Determino que sejam autuadas as empresa abaixo relacionadas, tendo em vista, que as mesmas até a presente data não apresentaram, a esta SEMA e ao Ministério Público, proposta para a implementação da logística reversa que permita o recolhimento das embalagens pós-consumo geradas no Estado do Paraná.
A morosidade com que essas empresas, através da Associação Brasileira de Refrigerantes e Bebidas Não Alcóolicas – ABIR, tratam o assunto, fica perfeitamente demonstrado no histórico em anexo, pois o mesmo reflete a estratégia aplicada pela ABIR de como “não fazer e de como ganhar tempo e não assumir suas responsabilidades pós-consumo de suas embalagens”.
Sendo assim, estas empresas deverão ser enquadradas, quanto ao aspecto de desrespeito a autoridade ambiental, falta do Plano de Gerenciamento de Resíduos que contemplem as embalagens pós-consumo, pelo passivo ambiental gerado pelas embalagens pós-consumo de seus produtos, entre outros dispositivos que ferem à Legislação Ambiental.
Empresas a serem autuadas:
1.Alflash Comércio de Bebidas
2. Brasfrigo S/A Alimentos
3. Chocoleite Indústria de Alimentos LTDA
4. Cia de Bebidas das Américas – AmBev
5. Danone LTDA
6. Nestlé Waters Brasil Bebidas e Alimentos LTDA
7. Pepsi-Cola Industrial da Amazônia
8. Primo Schincariol – Ind de Cervejas e Refrigerante
9. Red Bull do Brasil
10. Refrigerantes Pakera
11. SIG COMBIBLOC
12. SPAIPA S/A – Indústria Brasileira de Bebidas
13. ULTRAPAN Ind. Comércio LTDA
14. YOKI Alimentos S/A.
Cumpra-se
Lindsley da Silva RASCA RODRIGUES
Secretário de Estado

Ilustríssimo Senhor
Vitor Hugo Ribeiro Burko
Instituto Ambiental do Paraná – IAP

Fonte: Funverde

Pequenas e médias desconhecem a responsabilidade compartilhada estabelecida pela PNRS

Toda empresa terá de descrever o ciclo de vida de seu produto e a operação de tratamento dos resíduos gerados
Dórli: toda empresa terá de fazer um plano de gerenciamento de resíduos
Dórli: toda empresa terá de fazer um plano de gerenciamento de resíduos
Oito de cada dez pequenas e médias empresas (PMEs) não sabem, até o momento, que a lei que criou a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) já está em vigor e que elas têm prazo até agosto para começar a atender às suas determinações. Esta é a avaliação que Dórli Terezinha Martins, consultora do Sebrae, faz ao cabo de uma ampla programação de encontros com pequenos e médios empresários no âmbito do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), para explicar o conceito de logística reversa.

No entanto, a nova legislação ambiental, regulamentada em 2010, tem como eixo central a responsabilidade compartilhada entre governo, empresas e população na questão dos dejetos urbanos; obriga fabricantes, importadores, distribuidores e vendedores a recolher e destinar corretamente o lixo produzido ao longo do ciclo de vida do produto e determina que toda empresa faça um plano de gerenciamento de resíduos. 
À exceção das PMEs com faturamento anual inferior a R$ 2,4 milhões, que geram apenas resíduos sólidos domiciliares (papel e lixo comum), nenhum outro empresário poderá se furtar às exigências do Decreto nº 7.404, que regulamenta a PNRS, que também determina o fim dos lixões até 2014 e o descarte em aterros sanitários apenas dos materiais que não podem ser reciclados. A logística reversa - a coleta e retorno de materiais à indústria após o consumo - passa a ser obrigatória para alguns setores.
Sancionada a lei, resta saber: como motivar o grande contingente de PMEs a aderir à engrenagem da coleta e venda de materiais recicláveis, que, segundo estimativas da LCA Consultores para o Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), faturou nada menos que R$ 712 milhões em 2012? "Este setor ainda está em um processo incipiente; não tem ações definidas", lamenta a consultora do Sebrae, lembrando que, na maioria dos casos, circula a ideia errônea de que a lei só diz respeito aos grandes.Para que as PMEs contribuam com a logística reversa, é preciso investir em divulgação, insiste Dórli Terezinha: "Os sindicatos patronais, as prefeituras e estados e o próprio Sebrae devem destrinchar a informação e repassá-la ao empresariado".Elas devem ser informadas, por exemplo, que, pela nova lei, toda empresa terá de descrever o ciclo de vida de seu produto e a operação de tratamento dos resíduos gerados durante sua fabricação. Isso vai além do bê-á-bá de fazer uma coleta seletiva de materiais, reusar água, quando possível, e economizar energia. Consiste em ter um entendimento abrangente de toda a cadeia de matérias-primas e insumos da qual faz parte e supõe formar multiplicadores, treinando funcionários para que implantem e se adaptem a uma nova cultura sustentável. Ou, como explica o presidente do Cempre, Victor Bicca Neto, há que ter consciência de que, aos olhos da lei, não existem mais empresários individuais: "Arranjos produtivos que consideram os elos e engrenagens da atividade, desde o insumo básico até o reprocessamento da sucata para fabricação de novos produtos, são estratégicos para a expansão do mercado da reciclagem. Ou seja, a responsabilidade compartilhada pelos resíduos, eixo central da nova legislação para o setor, reforça a importância dos atores e seus diferentes papéis". 

Longe de gerar prejuízos e encarecer os custos de produção, as PMEs também devem estar cientes de que a aplicação da lei pode gerar novas oportunidades de negócio ao dar vazão a um maior volume de resíduos separados. Segundo Bicca Neto, "em 2012, a coleta, triagem e processamento dos materiais em indústrias recicladoras geraram um faturamento de R$ 10 bilhões no Brasil e a expectativa para os próximos anos é de uma significativa expansão no ritmo do desenvolvimento do parque industrial de reciclagem". Para Joseph Couri, presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi), caberá à imprensa veicular o papel de cada um no processo de logística reversa: "O comerciante terá de instalar locais específicos para recolher o lixo dentro do seu negócio, à indústria caberá retirar os produtos e encaminhá-los para reciclagem ou reúso", adverte.

Caio Magri, diretor-executivo de operações, práticas empresariais e políticas públicas do Instituto Ethos, acredita que a construção e o fortalecimento de vínculos de negócios sustentáveis entre empresas compradoras e fornecedoras, que incluam a figura do catador de materiais recicláveis e suas cooperativas, podem gerar bons resultados na direção da sustentabilidade. Para tanto, o Ethos vem apostando num novo paradigma para a cadeia produtiva da reciclagem, pelo qual as empresas são orientadas a adquirir matéria-prima e produtos reciclados e a doar materiais para as cooperativas e a sociedade a consumir mais e separar seus materiais recicláveis e doá-los para catadores e cooperativas. Segundo Magri, os resultados da aproximação do setor empresarial do trabalho desenvolvido pelas organizações de catadores têm sido promissores, em todo o País, desde 2006, quando, em parceria com a Fundação Avina, o Ethos lançou o programa Vínculos de Negócios Sustentáveis em Resíduos Sólidos. 

Segundo levantamento da LCA Consultores, o Brasil gera, diariamente, 193.642 toneladas de lixo. Em 2012, 27% dos resíduos urbanos recicláveis (fração seca) coletados foram efetivamente recuperados, sendo desviados dos lixões e aterros e retornando à atividade produtiva. Em se tratando de embalagens, por exemplo, o índice de recuperação é mais alto: 65,3%.

Autor: Marina Azulão

Fonte: DCI 

sexta-feira, 30 de maio de 2014

ONU lança cursos online grátis (com certificado), parte do Programa de Capacitação em Energias Renováveis

                                Foto: ONUDI

Com o objetivo de promover o acesso aos mais modernos serviços energéticos, o Observatório de Energias Renováveis para a América Latina e o Caribe, da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI), disponibiliza, online, sete cursos em português, inglês e espanhol, através de seu Programa de Capacitação em Energias Renováveis.

Este programa, desenvolvido pela ONUDI em cooperação com o Centro de Pesquisa para Energia, Meio Ambiente e Tecnologia (CIEMAT), a Universidade de Salamanca, e a Universidade Politécnica de Madrid, está focado no contexto das tecnologias de produção de energia que cumpram com as necessidades da América Latina e Caribe, fazendo com que os alunos estejam conscientes das oportunidades dentro do campo das energias renováveis.

O objetivo é promover o acesso aos mais modernos serviços de produção energética por meio de um programa de treinamento sobre as principais técnicas de geração limpa de energia e a construção de edifícios energeticamente eficientes.

Organizado em sete módulos de ensino equivalente a 16 horas-aula cada, o curso fornecerá uma revisão técnica sobre os diferentes temas e tecnologias, bem como suas aplicações e visão regional, incluindo a análise de exemplos práticos. Todos os módulos de e-learning estão disponíveis em três idiomas: inglês, espanhol e português. Os alunos irão encontrar em cada um dos módulos diferentes elementos de formação, como guia didático, apresentações em vídeo, conteúdo extenso, slides interativos e exercícios práticos.Conheça os assuntos de cada módulo clicando aqui.

Após completar os cursos, os alunos devem ser capazes de desenvolver projetos de energia renovável em um ambiente hidrogênio e dinâmico, e que os profissionais do setor de energia sejam treinados dentro de uma abordagem prática. Este programa de treinamento utiliza uma metodologia de ensino à distância em uma modalidade 100% autodidata.

O programa de capacitação é gratuito e aberto e, no final, os participantes receberão um certificado de aprovação acreditado pelas instituições que contribuíram em seu desenvolvimento.

Para saber mais informações sobre o curso, CLIQUE AQUI 

Para se inscrever, CLIQUE AQUI e caso precise de mais informações, envie um e-mail para renenergyobservatory@unido.org

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Recall - 76% das campanhas são de veículos automotores

Desde 2011 a Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, mantém um banco de dados de todos os recalls realizados no país desde 2002 (consulte aqui). Um levantamento feito pela fundação neste banco apontou que do total de 701 campanhas registradas até o dia 30 de abril de 2014, 76,03% (533 recalls), estão relacionados a problemas com veículos automotores.

Entre as campanhas do período, a Ford lidera a lista com 44 recalls registrados. Chevrolet e Mercedes-bens ocupam respectivamente as próximas posições do ranking, cada uma com 38 registrados. A maioria dos defeitos estão no sistema de freios e no sistema elétrico – 188 dos casos. Outros problemas frequentemente encontrados envolvem falhas no projeto e fabricação, no sistema de combustível, direção, suspensão e amortecedores. Confira aqui a lista completa dos dez modelos, marcas e defeitos com maior número de campanhas de recall.

Entre os 23,97% restantes, constam outros produtos, tais como, alimentos, bebidas, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, de informática, beleza e higiene, que apresentaram defeitos que poderiam trazer riscos a saúde e a segurança do consumidor. Neste ano, entre outros, ocorreram recalls de câmara fotográfica, de gel modelador capilar, de agulhas e de leite UHT. A lista completa pode ser consultada no banco de dados do Procon-SP.

O que é recall e qual sua relação com a logística reversa?

O recall é um chamado que as empresas fazem quando um produto ou serviço apresenta um defeito que coloque em risco a saúde e a segurança do consumidor. O objetivo é corrigir problemas e prevenir acidentes e para isso, são as empresas acionam suas atividades de logística reversa, para coletar, triar, remanufaturar ou recondicionar, ou ainda substituir os produtos com tais problemas.

A medida está prevista no artigo 10 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) que estabelece que “O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança”.

O CDC determina que o fornecedor que verificar algum defeito após a colocação do produto ou serviço no mercado, deve comunicar o fato imediatamente às autoridades e aos consumidores. Além disso, qualquer pessoa pode comunicar o fornecedor, Procon ou demais autoridades sobre acidentes de consumo. Todos os recalls devem ser amplamente divulgados em mídias de grande circulação. O Procon-SP divulga regularmente qualquer tipo de recall registrado.

Mas nem sempre o consumidor atende ao chamado da empresa. Alguns por falta de informações a respeito da necessidade do recall - segundo a pesquisa, 72% dos consumidores acham que a convocação não é bem divulgada. Outros ignoram o chamado por causa do baixo risco à saúde ou por conta do baixo custo do produto. "A própria população não se ocupa em trocar o produto quando vê que ele não tem um custo significativo", diz o assessor-técnico do Procon-SP Carlos Alberto Nahas.

Ele afirma, porém, que o defeito, muitas vezes, pode afetar pessoas além do dono do produto. "Um veículo com defeito pode provocar acidentes envolvendo terceiros", comenta. O assessor lembra que, no caso de veículos, uma medida que entrou em vigor em março determina que o não atendimento ao chamado das montadoras para recall passará a constar no Registro Nacional de Veículos (Renavam). "Essa determinação não impede a venda do veículo, mas deixa no documento uma notação que pode prejudicar o vendedor em termos econômicos", afirma Nahas.

Com o intuito de conscientizar o consumidor sobre a importância de atender aos os chamados dos fornecedores para o reparo ou troca de produtos, o Ministério da Justiça lançou a campanha "recall: direito seu e dever do fabricante". A campanha foi desenvolvida em conjunto com o Grupo de Estudos Permanentes de Acidentes de Consumo (GEPAC) - grupo do qual o Procon-SP é integrante.


Assista o vídeo da campanha, clique sobre a imagem:



O vídeo foi produzido após acordo entre a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e a Fiat, que após ser multada por deixar de fazer o recall de veículo com defeito, encerrou o processo comprometendo-se a pagar a multa e financiar a produção de um vídeo educativo sobre a importância do procedimento. Confira no blog do Procon-SP.

Fonte: Adaptado por Patricia Guarnieri para o Blog Logística Reversa e Sustentabilidade da Fundação Procon-SP/Assessoria de Imprensa 13/05/2014
Vídeo: Youtube

quinta-feira, 8 de maio de 2014

XIII Encontro Verde das Américas - "Greenmeeting Brasilia 2014" - 13th Green Meeting of the Americas


Acontecerá nos dias 27 e 28 de maio de 2014, em Brasilia DF, o XIII Encontro Verde das Américas, o "Greenmeeting", importante e concorrido Fórum que reunirá lideranças nacionais e internacionais sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável, tanto governamental quanto não governamental, que entre outros acontecimentos, se dará a entrega do Premio Verde das Américas 2014.
O Encontro sem vinculo político partidário busca contribuir para as soluções dos grandes problemas sócio-ambientais que dificultam o desenvolvimento econômico, melhorando a qualidade de vida das comunidades locais e globais. Uma vez que a exploração inadequada dos recursos naturais demandado por hábitos predatórios de consumo está comprometendo o desenvolvimento humano, ambiental e econômico da população da terra.

Os participantes receberão certificado de participação 

Participação Gratuita com inscrições no site: www.greenmeeting.org


13th Green Meeting of the Americas - The "Greenmeeting Brasilia 2014"

From May 27 to 28, 2014, Brasilia - DF will host the 13th Green Meeting of the Americas - the Greenmeeting - an important and very popular Forum that will gather national and international leaderships - both governmental and non-governmental ones - on environment and sustainable development. Among other events, the 2014 Green Award of the Americas ceremony will be held during the meeting.
The Greenmeeting bears no party-political links, and aims at contributing to find solutions to major socio-environmental issues that hinder the economic development, thus improving the quality of local and global communities' lives, as uncontrolled exploitation of natural resources demanded by predatory consumption habits has jeopardized the human, environmental and economic development of the earth's populations.

Participants receive a certificate of participation

Participation is free with registration at: www.greenmeeting.org
contact: secretaria@greenmeeting.org




segunda-feira, 28 de abril de 2014

BVRio e Grupo Boticário fazem primeira operação de Créditos de Logística Reversa

A BVRio e o Grupo Boticário celebraram, nesta sexta-feira (25/04/2014), as primeiras negociações de Créditos de Logística Reversa de Embalagens, por meio da BVTrade, plataforma eletrônica da bolsa de valores ambientais BVRio. A atuação do Grupo Boticário neste mercado será continuada a partir destas primeiras operações, e o volume de créditos adquiridos pelo Grupo deve chegar a 1200 toneladas ao longo dos próximos dois meses. O sistema da BVRio permite que empresas de todo o país possam contribuir de forma efetiva para a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), ao mesmo tempo em que promovem a inclusão dos catadores no processo, que passam a receber o pagamento pelos serviços prestados ao meio ambiente e para toda a sociedade. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, já confirmou presença no evento. 
Para o presidente-executivo da BVRio, Pedro Moura Costa, o valor adicional gerado pela venda de créditos cria um incentivo para que uma gama maior de resíduos seja coletada e reciclada no país. “O sistema é uma forma eficiente e transparente de implementar a logística reversa, além de contribuir de forma não assistencialista ao desenvolvimento das cooperativas de catadores”, diz Moura Costa.
De acordo com o presidente do Grupo Boticário, Artur Grynbaum, com a negociação, a empresa reforça o seu pioneirismo. “Estamos alavancando o mercado de Créditos de Logística Reversa no país. Esta ação está conectada ao nosso plano estratégico de longo prazo em sustentabilidade. Nosso objetivo é contribuir, de forma efetiva, com o desenvolvimento da sociedade e a proteção do meio ambiente. E acreditamos que uma das etapas importantes para a redução do impacto ambiental é a destinação correta de embalagens pós-consumo”, afirma Grynbaum.
A Bolsa Verde do Rio de Janeiro foi criada em 2012 para operar mercados de ativos ambientais como meio de promover a economia verde no país. A instituição desenvolveu, em parceria com o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, o sistema de créditos de resíduos sólidos para facilitar operações entre cooperativas de catadores e o setor empresarial. A bolsa é um dos mecanismos que podem ser utilizados para que as empresas cumpram a PNRS, que determina que as organizações implementem a logística reversa de embalagens pós-consumo, num processo que envolva catadores e promova a sua emancipação econômica. Com a venda de Créditos de Logística Reversa, cooperativas de catadores são remuneradas pelos serviços ambientais prestados à sociedade. A BVRio também desenvolveu e opera um mercado de Créditos de Destinação Adequada de Pneus Inservíveis, assim como mercados florestais para cumprimento do novo Código Florestal Brasileiro.
A negociação com a BVRio se soma às outras ações do Grupo Boticário em Logística Reversa. Mesmo antes da aprovação da PNRS, a empresa já disponibilizava pontos de coleta das embalagens nas lojas da unidade O Boticário, para a destinação adequada dos resíduos. Até o fim deste ano, todas as outras unidades do Grupo (Eudora, quem disse, berenice? e The Beauty Box), lançadas mais recentemente, contarão igualmente com os pontos de coletas de embalagem. Desde 2004 o Grupo Boticário também apoia o programa da Associação Brasileira de Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) “Dê a Mão para o Futuro”, de capacitação e fomento financeiro para associações e cooperativas de catadores. 
Após a iniciativa do Boticário, outras empresas já demonstraram interesse em participar. Ontem a empresa Piraquê, fabricante de biscoitos, iniciou compras de Créditos de Logística Reversa, e as associações ANIB (de fabricantes de biscoitos), ABIMA (de massas, pães e bolos) e a empresa Marfrig, todas se manifestaram positivamente quanto à esse sistema.
Sobre a BVRio: A bolsa de valores ambientais BVRio é uma associação sem fins lucrativos formada para promover o uso de mecanismos de mercado que facilitem o cumprimento de leis ambientais brasileiras. Através da sua plataforma BVTrade, a BVRio apoia o desenvolvimento de mercados ambientais em todo o Brasil. A BVRio foi vencedora do Katerva Awards 2013, categoria Economia. Para saber mais, visite: www.bvrio.org e www.bvtrade.org
Assista ao vídeo sobre a BVTrade na logística reversa: https://www.youtube.com/canalbvrio
Sobre o Grupo Boticário:
Constituído em 2010, o Grupo Boticário é uma referência internacional no varejo de beleza. Controla quatro unidades de negócio (O Boticário, Eudora, quem disse, berenice? e The Beauty Box), e é mantenedor da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Está presente em sete países e conta com uma força de trabalho composta por 6 mil colaboradores diretos que acreditam que beleza não é o que a gente sonha, imagina ou quer. Beleza é o que a gente faz.

Informações à Imprensa

BVRio - Quartzo Comunicações
Atendimento: Maria Benevides
fone: (61) 3536-9475/(61) 8188-2973

Grupo Boticário - Brodeur Assessoria de Comunicação
Atendimentol: Liane Leonel
liane.leonel@brodeur.com.br – fone: (11) 3330-1821

Fonte: BVRio

Mini-curso Inovação e sustentabilidade na Logística reversa - X CNEG

Todos os minicursos ocorrem ao longo do segundo dia de atividades do X CNEG em 2014 (sábado), paralelamente às sessões de apresentações de artigos científicos.

Local: Escola de Engenharia da UFF
Endereço: Rua Passo da Pátria 156, bloco D, São Domingos, Niterói – RJ

Sobre: É possível participar de até dois minicursos, um na parte da manhã e outro na parte da tarde.

taxa de inscrição em cada minicurso é de R$ 50,00.

Para a realizacão do minicurso é obrigatório a inscrição de ao menos 10 alunos na turma até o dia 08 de junho de 2014. Se o curso em que você se inscrever não alcançar o número mínimo de inscritos, a coordenação do CNEG entrará em contato com você indicando os minicurso confirmados para que possa optar por migrar a inscrição para algum desses, ou será procedida a devolução da taxa paga.

A inscrição em minicurso independe da participação no CNEG.

Após a realização do CNEG será disponibilizado certificado de participação para aqueles que comparecerem às aulas.

A inscrição nos minicursos também poderá ser realizada durante o evento, dependendo nesse caso de disponibilidade de vagas.

Sinopse do mini-curso: Logística reversa: conceito e evolução. Logística e meio ambiente. Sistemas informatizados e o meio ambiente. Gestão de resíduos. A Politica Nacional de Resíduos Sólidos e os Sistemas de Logística Reversa. Inovação e sustentabilidade: DfX.
Lucia Xavier

Mini-currículo da ministrante: Lúcia Helena Xavier possui graduação em Biologia - Bacharelado em Genética pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1997), mestrado (2001) e doutorado (2005) em Gestão Ambiental pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Desenvolveu pesquisa em parceria com a Universidade de Oviedo (Espanha) em Logística reversa e ambiental. Bolsista PRODOC/CAPES pelo Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção da UFPB em 2006. Pesquisadora Adjunta na Coordenação de Estudos Ambientais da Fundação Joaquim Nabuco (CGEA/FUNDAJ). Professora Colaboradora no Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil na Universidade Federal de Pernambuco. Professora do MBA em Planejamento e Gestão Ambiental da Universidade Católica de Pernambuco. Pós-doutora pela Universidade de São Paulo (2011-2012). Coordenadora do projeto FACEPE/MIT 2012 (2013-2014) sobre Inovação e Sustentabilidade na Gestão de Resíduo Eletro elétrica na Região Metropolitana do Recife.

Informações no site: http://www.excelenciaemgestao.org/pt/minicursos.aspx




domingo, 20 de abril de 2014

Parmalat e Líder anunciam recall de 300 mil caixas de leite com formol

Ministério da Justiça afirmou que a LBR, responsável pelas empresas Parmalat e Líder, protocolou o pedido de recall de mais de 300 mil caixas de leite das duas marcas. Segundo o comunicado do ministério, foi detectada presença de formol na bebida.
A LBR afirma que a campanha de recolhimento teve início em 21 de março, com 101.220 unidades do leite UHT integral, de forma não sequencial dos lotes L11D00S1 a L11F23S1, produzidos na cidade de Guaratinguetá (SP) entre os dias 13 e 14 de fevereiro de 2014.
Da marca Líder, são 199.800 caixas do leite UHT integral, também produzidas em 13 e 14 de fevereiro, porém na fábrica de Lobato (PR). Os lotes afetados são A LOB 11, B LOB 9, C LOB 17, D LOB 04, A LOB 12, B LOB 19, C LOB 18 e D LOB 14.
A empresa informa que os produtos foram comercializados nos estados de São Paulo (Parmalat) e Paraná (Líder). Porém, em março, o Ministério Público gaúcho afirmou que o leite havia sido vendido no estado e o Procon de São Paulo notificou a LBR a se pronunciar, dizendo se havia risco para os consumidores.
Em nota, a LBR afirma que os produtos passaram por testes do Ministério da Agricultura, e não foram encontradas anormalidades. A LBR também coloca a disposição o telefone 0800-011-2222 para clientes tirarem dúvidas sobre a devolução e/ou troca dos produtos.
Saiba mais a respeito: