"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



Crédito da imagem: jscreationzs / FreeDigitalPhotos.net

segunda-feira, 31 de março de 2014

Chamada pública de seleção de trabalhos para o Encontro sobre Tecnologia e Inclusão de Catadores de Materiais Recicláveis

A Secretaria-Geral da Presidência da República, o Instituto de pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA) e a Universidade de Brasília (UnB) divulgam nesta quarta-feira (19/3) o edital de chamada pública de seleção de trabalhos para o Encontro Nacional Conhecimento e Tecnologia: Inclusão Socioeconômica de catadores de Materiais Recicláveis. O evento será realizado de 20 a 22 de agosto em Brasília.
O Encontro tem o objetivo de debater tecnologias de gestão e de tratamento de resíduos sólidos urbanos que operam com a inclusão de catadores de materiais recicláveis e, ao mesmo tempo, promover o diálogo entre o campo científico e tecnológico e as experiências desenvolvidas por organizações de catadores.
Para apresentar trabalhos os participantes deverão, no momento da inscrição enviar resumo ou descrição do trabalho, juntamente com a ficha de inscrição. Serão aceitos artigos acadêmicos, relatos de experiências, artefatos ou equipamentos de processamento relacionados à reciclagem de resíduos sólidos e produto resultado de reciclagem ou reaproveitamento de material reciclado.
A data limite para inscrição dos trabalhos é dia 25/4 e a divulgação dos resumos selecionados para apresentação, no dia 8/6. A data para o envio de artigos completos e de postagem dos vídeos é até 27/7.

Mais informações sobre a Chamada Pública podem ser obtidos no email: encontrocatador@unb.br e no telefone (61) 3107-0373.

Fonte: Secretaria Geral da Presidência da República

sexta-feira, 21 de março de 2014

SORTEIO DO LIVRO: GESTÃO DE RESÍDUOS ELETROELETRÔNICOS - PARTICIPEM ATÉ 20/04/2014

O blog 'Logística Reversa e Sustentabilidade', em parceria com a Editora Elsevier, está sorteando um exemplar do livro: Gestão de Resíduos Eletroeletrônicos, organizado pelas professoras e pesquisadoras Dra. Tereza Cristina de Mello Brito Carvalho (USP) e Dra Lúcia Helena Xavier (FUNDAJ). 



Sinopse: A Política Nacional de Resíduos Sólidos - Lei 12.305, de agosto de 2010 - institui a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos abrangendo os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, os consumidores e os responsáveis pelos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos. Entre as obrigações dessa responsabilidade compartilhada está a estruturação e a implantação de sistemas de recolhimento, reuso, reciclagem e descarte dos produtos eletroeletrônicos após o uso pelo consumidor. E o prazo estipulado para adequação à Lei é agosto de 2014. Este livro tem por objetivo discutir os aspectos técnicos, sociais, ambientais, de saúde, ocupacionais e econômicos da gestão dos resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (REEE) no país, aliando os conceitos técnicos às orientações práticas de como gerir a logística reversa destes resíduos. Consolidação, até o momento, inexistente dos principais assuntos que interessam ao mercado, à indústria, às associações representativas da sociedade, à academia e ao governo.

O livro é composto por 13 capítulos de autores renomados na área, conforme a seguir:

1 Introdução à Gestão de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos
2 A Prevenção e a Análise do Ciclo de Vida na Gestão de Resíduos
3 Design e Sustentabilidade na Cadeia de REEE
4 Resíduos eletroeletrônicos e seus aspectos jurídicos no Brasil
5 Elementos Econômicos da Gestão de Resíduos Eletroeletrônicos
6 Catadores: uma reflexão sobre os aspectos socioambientais
da gestão de Resíduos dos Equipamentos Eletroeletrônicos
7 Os impactos dos resíduos de equipamentos eletroeletrônicos na saúde
8 Tecnologias de tratamento para resíduos de equipamentos eletroeletrônicos
9 Normalização para a cadeia reversa de eletroeletrônicos
10 Aspectos operacionais da Gestão de REEE
11 Desafios na gestão de REEE: panorama atual e perspectivas futuras
12 Estudo de Caso CEDIR
13 Estudo de Caso do RECICL@TESC

Tive o prazer de participar com um capítulo sobre Elementos Econômicos da Gestão de Resíduos Eletroeletrônicos juntamente com Sonia Séger,

Para baixar o sumário detalhado do livro CLIQUE AQUI

Para adquirir o livro CLIQUE AQUI

Para participar do sorteio de um exemplar é necessário:

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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Piloto para a implantação da logística reversa de eletroeletrônicos e lançado em alguns bairros de SP.

Com a POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS – PNRS começam uma série de mudanças que muito tem a ver com nossos hábitos e com a maneira de percebermos os resíduos que geramos em função deles. O INRE – INSTITUTO NACIONAL DE RESÍDUOS foi criado em função dessa demanda. Tendo no seu DNA a vocação para trazer alternativas viáveis à sociedade, tanto em termos físicos, socioambientais, estruturais como econômicos.

Para os Resíduos Eletroeletrônicos (REEE) o INRE desenvolveu parcerias e criou um Sistema para Gestão de Resíduos, que vai desde a captação dos Resíduos à destinação ambientalmente correta. Certificando os participantes do processo, desde o CONSUMIDOR, que cumprindo com sua obrigação, retornará corretamente seus resíduos, passando pelos que farão parte da Logística e Manufatura Reversa, ou seja, os caminhos de volta dos Resíduos e destino ambientalmente adequado dos mesmos, através de reciclagem ou destinação dentro das melhores práticas socioambientais, até os fabricantes, responsáveis pela etapa final e que terá metas de produtos destinados corretamente para cumprir.

Para testar o SISTEMA para os REEE, pondo em prática o que estava pré-operacional, o INRE iniciou o PILOTO. Começou na cidade de São Paulo, com as Assistências Técnicas através da ABRASA (Associação Brasileira das Entidades Representativas e Empresas de Serviço Autorizado em Eletroeletrônicos) e Recicladores, através da RECICLO METAIS e a GEREE.

O PILOTO funciona da seguinte maneira: o CONSUMIDOR leva seus resíduos para uma das Assistências Técnicas participantes, que por sua vez entregarão os REEE coletados para os recicladores, a quem caberá a melhor destinação do que receber. Seja reciclando ou destinando corretamente. Como todas as etapas são acompanhadas e apontadas, todo o processo é rastreado, o que permite no final a certificação de todos os participantes.

Nesta etapa, que tem dois meses de duração (20/01/2014 a 20/03/2014), os equipamentos recolhidos são: aparelhos de TV, som, vídeos (videocassete/DVD), microondas, microcomputadores, notebooks e impressoras. Os postos de entrega não receberão os seguintes tipos de equipamentos: geladeiras, fogões, máquinas de lavar (roupas ou louças), freezers, condicionadores de ar, lâmpadas, pilhas e baterias (exceto as que fazem parte do equipamento). Será disponibilizado material informativo ao consumidor que for retornar seu equipamento bem como banners de marketing da campanha nos pontos de coleta. No momento da entrega do(s) aparelho(s), o consumidor deverá preencher e assinar o termo de doação do equipamento direto para o reciclador.

Assistências técnicas participantes do piloto:


- Canal Certo Eletros & Informática - Av.Pedroso de Moraes, 653 - Pinheiros - (11) 3815-2599

- Panafax Videoeletrônicos Ltda - Rua Celso Garcia, 2874 - Mooca - (11) 2612-1466

- Servicompo Eletronica Ltda - Rua Itapura, 999 - Tatuapé - (11) 2942-8982

- Longtec Eletrônica Comercial Ltda - Av. Moema, 391 - Moema – (11) 5096-1133


Na sequencia o PILOTO começará em mais sete municípios, entre capitais e cidades do interior. Para saber mais detalhes do PILOTO, assim como outras ações do INRE, solicitamos que entre em contato através do e-mail: retorne@inre.eco.br

Fonte: INRE

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Indústria farmacêutica tem mais 60 dias para submeter propostas de acordo setorial para a logística reversa

O Comitê Orientador para Implantação dos Sistemas de Logística Reversa (Cori) aprovou na quinta-feira, 30 de janeiro, o pedido de prorrogação do prazo de encerramento do edital, aberto desde outubro, para receber propostas de acordo setorial para implantação do sistema de logística reversa de resíduos de medicamentos. A reunião foi presidida pelo secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) define a logística reversa como instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos ou outra destinação.

O edital, discutido e elaborado com a participação da indústria e dos ministérios membros do Cori – Meio Ambiente, Saúde, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Agricultura e Abastecimento e Fazenda – se encerraria na quinta-feira, 6 de fevereiro. O pedido de prorrogação veio do setor produtivo e foi atendido. “Vamos ampliar o prazo em 60 dias”, anunciou a diretora de Ambiente Urbano do ministério, Zilda Veloso.

“É essencial que o acordo setorial contemple todas as etapas do ciclo de vida dos medicamentos”, explicou o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Ney Maranhão. “O objetivo é garantir a destinação ambientalmente adequada de medicamentos e suas respectivas embalagens, após o uso pelo consumidor”.

Fonte: InforMMA

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Participem do sorteio do livro: LOGÍSTICA - UMA ABORDAGEM CONCEITUAL E PRÁTICA DE SUPRIMENTO, PRODUÇÃO, DISTRIBUIÇÃO E LOGÍSTICA REVERSA

Os blogs 'Logística e SCM' e 'Logística Reversa e Sustentabilidade', em parceria com a Editora Ulbra, estão sorteando um exemplar do livro: Logística - Uma abordagem conceitual e prática de suprimento, produção, distribuição e logística reversa, organizado pela professora e consultora Ms. Dalva Santana. 

Ah, a logística empresarial brasileira! Quanta evolução nos últimos anos. De praticamente inexistente, passou a desempenhar operações altamente sofisticadas e complexas. Ainda temos muito a avançar, mas não podemos deixar de considerar o quanto evoluímos e o quanto o pensamento logístico está hoje presente em nossas instituições de ensino. Seja por meio de cursos de graduação ou pós-graduação, seja pela produção intelectual, que tem crescido ano a ano, bastando ver a apresentação de artigos em eventos ou nas revistas acadêmicas por todo o país. Assim ao receber em primeira mão uma versão deste livro, fiquei maravilhado por encontrar uma obra escrita por autores nacionais que aborda os três principais sub-sistemas logísticos: suprimentos, produção e distribuição, além de logística reversa (fundamental quando se fala em empreendimentos sustentáveis). Além disso, o livro foi escrito por dez autores, o que permite uma visão abrangente e multidisciplinar (pelas diferentes formações dos seus autores). Inicia com uma visão da evolução histórica (essencial para quem quer compreender como essa disciplina evoluiu ao longo do tempo) e continua com um importante esclarecimento do conceito de gerenciamento integrado das cadeias de suprimentos, o SCM, tão mal compreendido pelas pessoas que atuam tanto na academia quanto no dia a dia das operações logísticas. Outro ponto que me chamou a atenção foi o capítulo sobre custos logísticos, uma vez que essa é uma área carente de suporte teórico-prático na maioria das organizações que prestam serviços logísticos. Ao encerrar tratando das operações de logística reversa, os autores demonstram a importância dessa atividade logística para os dias atuais, em que as organizações são cada vez mais exigidas em termos de responsabilidade sócio-ambiental, e a sociedade cobra dos agentes empresariais compromissos sérios com a questão da sustentabilidade. O livro está recheado de exemplos práticos (casos), apresentados pelos autores de forma límpida e extremamente didática, facilitando a compreensão do conteúdo teórico pelos leitores. Assim, somente me cabe parabenizar a iniciativa e saudar a vinda ao público leitor de uma importante obra que agrega importantes conhecimentos à comunidade logística brasileira. Parabéns aos autores, aos quais manifesto meus mais sinceros votos de sucesso, aliados ao desejo de que continuem produzindo nessa área. 
(Edelvino Razzolini Filho - Professor e Pesquisador da Universidade Federal do Paraná).

A iniciativa coordenada pela professora Dalva Santana em reunir os artigos de especialistas nas diversas áreas de estudo da logística é, primordialmente, audaciosa e abrangente. Comparativamente ao universo restrito de produção acadêmica e científica do país, destacam-se a versatilidade dos temas analisados e a variedade de estilo e forma na elaboração dos conteúdos publicados. Tem-se, inequivocamente, um exemplo a ser seguido e aperfeiçoado por outros autores, considerando também a imprescindível participação dos leitores da obra como corresponsáveis pelo seu contínuo aperfeiçoamento. Citando Aristóteles: “A educação tem raízes amargas, mas seus frutos são doces”. Recomendo a leitura, o debate e o enriquecimento dos temas apresentados nesta obra. 
(Adalberto Panzan Jr - Presidente da ADS Micrologística Ltda).

O Sindicato das Empreas de Transporte de Cargas e Logística do Rio Grande do Sul (SETCERGS) sempre teve por objetivo fomentar e estimular o desenvolvimento das suas empresas associadas, através do conhecimento e de práticas que possam propiciar um crescimento sustentável. Esta obra nos inspira a isso. Estamos diuturnamente trabalhando conceitos e práticas para o desenvolvimento do país. Esperamos que todos estes conteúdos possam ser difundidos no meio acadêmico de forma muito ampla. Toda vez que nos cercamos de conteúdos mais técnicos, a cadeia de processos logísticos se amplia, reduzimos custos e os profissionais da área se valorizam, obtendo melhores colocações no mercado de trabalho. Por consequência, melhores serviços serão apresentados.
(Sérgio Gonçalves Neto - Presidente do SETCERGS)

O livro é composto por 11 capítulos de diversos autores:
Cap 1 - Apontamentos sobre a logística, Autora: Dalva Santana
Cap 2 - Logística e supply chain management, Autora: Patricia Guarnieri
Cap 3 - Armazenagem e movimentação de materiais, Autor: Guilherme Chagas Pereira
Cap 4 - Nível de serviço logístico, Autor: Mauro Roberto Schluter
Cap 5 - Logística de distribuição, Autor: José Antônio Sanz
Cap 6 - Estratégias de marketing e canais de distribuição, Autora: Paula Maines da Silva
Cap 7 - Análise da demanda e da oferta logística, Autor: Guilherme Chagas Pereira
Cap 8 - Custos aplicados à logística, Autor: Nestor Alberto Rancich Filho
Cap 9 - Pesquisa operacional aplicada à logística, Autores: Mauricio João Atamanczuk e João Carlos Colmenero
Cap 10 - Logística Reversa como uma ferramenta competitiva e sustentável na cadeia de suprimentos, Autora: Dalva Santana
Cap 11 - Desenvolvendo projetos de tecnologia de informação (TI) em logística, Autor: Attila Elod Blesz Junior

Para adquirir o livro CLIQUE AQUI

Aproveite e participe do sorteio de um exemplar, para participar é necessário:

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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Presidente da Apliquim coloca em xeque a implementação da Logística Reversa de lâmpadas no Brasil

O presidente da Apliquim Brasil Recicle, Mario Guilherme Sebben, participou do painel “Desafios e Oportunidades da Logística Reversa como instrumento da Política Nacional de Resíduos Sólidos” no Fórum Internacional de Resíduos Sólidos, realizado pelo Instituto Venturi em Porto Alegre em Julho de 2013. Sebben elogiou a Lei 12.305, que versa sobre o assunto, qualificando-a como “uma lei moderna, que honra a capacidade que o Brasil possui para se tornar uma potência econômica ambiental”. Porém, evidenciou as diversas e relevantes falhas de implementação e fiscalização do sistema. “Não devemos falar de desafios, e sim do risco de a Logística Reversa simplesmente não funcionar do modo como está atualmente gerida pelo governo no país”.
A partir daí, opresidente da Apliquim Brasil Recicle relacionou uma série de exemplos, dos mais simples aos mais absurdos, sobre a ineficiência da estrutura pública para transformar o discurso em prática. Acompanhado na plenária pela Professora da Universidade de Brasília e autora do livro "Logística reversa: em busca do equilíbrio econômico e ambiental", Patrícia Guarnieri, e pelo Diretor de Responsabilidade Socioambiental da Associação Brasileira da Indústria de Eletroeletrônicos (ABINEE), André Luis Saraiva, Sebben trouxe informações constrangedoras em termos de gestão pública.“Para coletas de lâmpadas em portos e aeroportos, por exemplo, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) exige um documento fornecido pela agência estadual do setor. Porém, quando as procuramos, as agências estaduais informam que somos dispensados deste documento, e não o fornece. Mas se seguimos em frente e somos fiscalizados pela Anvisa, somos multados e ficamos em um beco sem saída”, exemplificou.
Certificados de transporte que ficam pendentes por oito meses devido à licença de saúde de um único funcionário público; a inexistência de certificados interestaduais de transporte (exigindo esperas de um estado a outro); o longo tempo de espera por Notas Fiscais e sanções tributárias foram outros exemplos citados pelo empresário que incrementam custos e travam a gestão dos processos de logística reversa. Para completar, a recente criação da Licença Especial para Transporte de Produtos Perigosos (LETPP) na cidade de São Paulo vai abrir a discussão para que estes certificados de transporte passem a ser exigidos por município. “Em outras palavras, ao obedecer a lei, será praticamente impossível realizar a logística linearmente: imagine aguardar para obter autorização de cada cidade numa rota entre Porto Alegre São Paulo, por exemplo”.
Sebben, com a propriedade de ser membro integrante do Grupo de Trabalho do setor dentro do Ministério do Meio Ambiente, em Brasília, destacou que uma prática verdadeira da logística reversa para lâmpadas envolve sobretudo uma adaptação cultural, pois envolve a expansão da linha de processo em qualquer indústria. Esta passa a gerir um ciclo completo, envolvendo fornecedores e componentes de matérias primas, a indústria e os importadores, os comerciantes e distribuidores e a sociedade consumidora. “E, naturalmente, o poder público. Mas quando você se depara com o fato de que quase 25% dos municípios apenas no Rio Grande do Sul sequer possui fiscalização, e que muitas vezes agentes fiscalizadores são incapacitados a ponto de não saber que o mercúrio evapora em qualquer temperatura, a situação fica realmente complicada”, desabafou o empresário.

Foto: Tatiane Cross

Fonte: Apliquim

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Baixe gratuitamente o CEMPRE Review 2013 - Panorama da reciclagem de embalagens pós-consumo no Brasil



Graças à proatividade do setor empresarial e ao esforço dos catadores, muito se avançou na reciclagem de embalagens pós-consumo no país. Ao longo do tempo, o trabalho junto aos setores que compõem o mercado de coleta seletiva, triagem e processamento de materiais para fabricação de produtos reciclados tornou-se uma referência. 

O modelo inspirou a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que veio em boa hora, a fim de impulsionar a reciclagem a partir da definição de regras claras dentro do princípio da responsabilidade compartilhada entre governo, empresas e população. Construir bases sólidas para que esse mercado – emergente e promissor – se desenvolva com viabilidade técnica e econômica é um dos principais desafios atuais. 

Esta publicação é a primeira de uma série que tem por objetivo  analisar e atualizar o panorama da reciclagem de embalagens pós-consumo no Brasil. Além de um diagnóstico de mercado,  contextualizado a partir dos aspectos econômicos, ambientais e sociais, a proposta é apresentar caminhos e subsidiar decisões no horizonte de três anos para o incremento dos índices de recuperação de embalagens e para a formulação de políticas públicas de incentivos, inclusive tributários, necessários para o combate à informalidade e crescimento do setor com geração de renda.

(Victor Bicca Neto  - Presidente do CEMPRE – Compromisso Empresarial para Reciclagem)

Fonte: CEMPRE

Projeto de Lei 6.383/2013 propõe a criação do CNPJ Verde para empresas que atuam com a reciclagem de resíduos

O Projeto de Lei nr 6.383 de 2013, do deputado Adrian propõe a criação do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – Verde para as pessoas jurídicas que exercem exclusivamente a atividade de reciclagem de resíduos sólidos. 

O objetivo deste projeto de lei é incentivar a atividade da  reciclagem, propondo a criação do CNPJ-VERDE às empresas que atuem  exclusivamente nesse ramo de negócios. Trata-se de uma medida sem custos  extras para a administração tributária. 

Premiará, outrossim, as empresas do setor tornando o  principal documento de identificação empresarial num cartão-de-visitas que  atestará, pela sua mera exibição, tratar-se de um empreendimento que auxilia  na preservação do meio ambiente. 

Então, considerando o que dispõe os arts. 170, VI, e 225  da Constituição Federal; considerando o que dispõe o art. 1º, § 1º, art. 6º, II e  VIII, art. 7º, VI, art. 8º, IX, todos da Lei 12.305, de 2010; considerando o  importante papel das empresas de reciclagem, indispensável à promoção da  sustentabilidade ambiental, com reconhecimento expresso pela Política Nacional  de Resíduos Sólidos; considerando a necessidade de se diferenciarem as  empresas protetoras do meio ambiente das potencialmente poluidoras, como é o caso da empresas de reciclagem, pedimos o apoio dos nobres Pares do  Congresso Nacional para o aprimoramento e aprovação da presente iniciativa.




terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Promoção Mundo Logística - Assine e ganhe um e-book do livro: Sistemas de Logística Reversa de autoria de Lucia Helena Xavier e Henrique Luiz Corrêa


Transformar lixo em riqueza - por RICARDO ABRAMOVAY

O objetivo primeiro da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) não é aquele em que a discussão pública mais tem se concentrado: o fim dos lixões e de sua forma apenas um pouco menos nociva, os aterros controlados.
É vergonhoso, de fato, que às vésperas da determinação legal de que todo o lixo vá para aterros sanitários, 40% dele ainda tenha destinação inadequada. Mas suprimir lixões e aterros controlados é ponto de partida, e não de chegada.
Aprovada em 2010, a PNRS orienta-se por um valor: transformar o que hoje é lixo em base para a formação de nova riqueza. O Brasil é uma sociedade do "jogar fora". É fundamental, sobretudo considerando o crescente acesso de consumidores a bens e serviços, que ele se converta em uma sociedade saudável do ponto de vista do ciclo de materiais em que se apoia sua riqueza. E isso não vai acontecer se o esforço nessa direção depender apenas do poder público ou de apelos vagos à consciência da população.
Os países que conseguiram, nos últimos anos, aumentar a riqueza, reduzir os impactos dos remanescentes do consumo e dar-lhes uma destinação adequada são aqueles em que o setor privado paga inteiramente a conta da coleta e do uso correto dos materiais recicláveis.
No Brasil, isso já ocorre com baterias automotivas, pneus, óleos lubrificantes, embalagens de óleos lubrificantes e embalagens de agrotóxicos. São produtos que, durante muitos anos, foram descartados de forma predatória e hoje são encaminhados cada vez mais à reciclagem.
Os serviços públicos de limpeza não se envolvem com sua coleta, que é assegurada por organizações públicas e não estatais formadas por importadores e produtores. Mesmo que haja problemas de operacionalização, o sistema tem a virtude de aplicar o princípio do poluidor pagador à produção e ao uso dos bens e dos serviços. O que resta do consumo de um bem deve ser responsabilidade de quem produz, importa e, em última análise, consome.
Isso vai aumentar o preço do produto? Sim, e aí está a grande virtude do sistema: cobrar do agente privado a logística reversa é sinalizar a todos os elos da cadeia (da produção ao consumo) que existe um custo naquilo que subsiste de seu uso. Revelar esse custo estimula melhores soluções tanto na maneira como são embalados e utilizados os bens como no seu encaminhamento à reciclagem.
O principal instrumento que permitiu aos países desenvolvidos ampliar de maneira significativa a reciclagem de resíduos sólidos, desde o início do milênio, é a responsabilidade ampliada do produtor (EPR - extended producer responsibility, na expressão em inglês). Relatório recém-publicado pela agência ambiental europeia mostra que a quantidade de lixo incinerada ou mandada para aterros reduziu e que a reciclagem, no continente, passou de 23% a 35% dos resíduos, entre 2001 e 2010, um aumento muito considerável.
Mais que isso: a Alemanha vem conseguindo descasar a produção de riqueza da geração de lixo. Relatório do Bifa Enrironmental Institute mostra que, entre 2000 e 2008 (portanto, antes da crise), o PIB, em termos reais, cresceu quase dez por cento, e o volume de lixo caiu nada menos que 15%. A intensidade em lixo da vida econômica, medida decisiva para avaliar a qualidade da relação que uma sociedade mantém com seus recursos ecossistêmicos, declina mais de 22%.
Maior riqueza e menos lixo: como isso é possível?
A responsabilidade ampliada do produtor ajuda a responder essa pergunta. O conceito, que hoje se encontra no âmago das políticas europeias e é adotado também em vários Estados norte-americanos, foi usado pela primeira vez em 1990 pelo pesquisador Thomas Lindhqvist num relatório para o Ministério do Meio Ambiente da Suécia. Vale a pena citar sua própria definição: “A responsabilidade ampliada do produtor é uma estratégia de proteção ambiental para alcançar o objetivo de reduzir o impacto ambiental de um produto tornando seu fabricante responsável pelo conjunto do ciclo de vida do produto e, especialmente, por sua coleta, sua reciclagem e sua disposição final”.
É claro que, para que isso ocorra, o consumidor tem que fazer uma separação correta, os comerciantes devem possuir dispositivos onde alguns resíduos serão colocados, e o governo precisa organizar a coleta nos domicílios. Mas é ilusão imaginar que o avanço europeu recente na redução do lixo e na elevação da taxa de reciclagem seja apenas devido ao nível educacional da população e à eficiência das prefeituras.
O fundamental, e que em última análise responde pelos bons resultados europeus, é a responsabilidade do fabricante pelo conjunto do ciclo de vida do produto. No caso francês, por exemplo, já existem 19 cadeias produtivas em que vigora um ecoimposto que contribui para financiar os sistemas municipais de coleta e reciclagem. Quem produz o detrito paga antecipadamente (e cobra de seu consumidor, é claro) por dar-lhe a destinação correta. Acaba de ser aprovada uma lei segundo a qual quem compra uma cadeira paga 0,20 euros por sua reciclagem futura e 4 euros para que um colchão não acabe na rua ou num rio. É uma prática contrária à que marcou o crescimento econômico do século 20.
Na prática corrente até aqui, a vida econômica se organiza de maneira linear, a partir do procedimento “pega-produz-consome-joga”. Os produtos vão do berço à sepultura e, para fazer novos produtos, recorre-se novamente a matérias-primas virgens, que alimentam processos produtivos, cujos resultados são consumidos e, em seguida, jogados fora. O problema é que não existe esse “fora”.
A escassez e o encarecimento das matérias-primas, as possibilidades cada vez mais limitadas de encontrar espaços para aterros e os custos exorbitantes da incineração abrem caminho a que os agentes econômicos passem a tratar como fonte de riqueza os materiais até então destinados ao lixo. Relatório recente da Fundação Ellen Macarthur fala em economia circular, em oposição à economia linear do “pega-produz-consome-joga”: a economia circular é aquela em que parte crescente dos resíduos é usada como insumo na fabricação de novos produtos.
Numa economia circular, a própria concepção do produto, seu design, já incorpora e amplia as possibilidades de recuperação e reutilização dos materiais nele contidos. Isso revoluciona, por exemplo, a maneira como são fabricados bens eletrônicos, cujas ligas devem prever recuperação e manuseio fácil, sem o que o destino de materiais, muitas vezes raros e preciosos, acabará sendo o lixo e, pior, o lixo tóxico, já que a separação dos componentes é muito difícil. Existindo responsabilidade ampliada do produtor, o fabricante exigirá de seus engenheiros um produto que, contrariamente ao que ocorre hoje, facilite o trabalho da reciclagem e, preferencialmente, o reuso da maior parte daquilo que o integra.
Os Estados Unidos são o país de pior desempenho em termos de reciclagem entre os desenvolvidos. A razão disso está no fato de que, na União Europeia, o custo da recuperação e da reciclagem é assumido pelo setor privado e exposto claramente e pago pelo consumidor.
O atraso dos Estados Unidos (os maiores geradores de lixo do mundo) poderá ser recuperado com o recente e alvissareiro compromisso assumido pela Coca-Cola e a Nestlé Waters segundo o qual passarão a se responsabilizar financeiramente pela organização do sistema de recolhimento e destinação correta das embalagens daquilo que vendem.
É fundamental que o passo dado por essas grandes corporações nos países desenvolvidos sirva como exemplo ao Brasil e alcance o conjunto do setor de embalagens. Ou então que se explique a razão de dois pesos e duas medidas.
O trabalho da Fundação Macarthur mostra que, na Grã-Bretanha, a substituição de garrafas descartáveis de cerveja pela velha prática do depósito de vasilhame permitiria, por exemplo, a redução de 20% do custo total do produto. Onze Estados norte-americanos já adotaram leis que obrigam a volta dessa prática. O consumo de cerveja “one-way”, por exemplo, pode ser mais confortável, mas, se o seu custo real estiver incorporado ao produto, caberá ao consumidor saber se deseja, de fato, pagar por ele.
São exemplos importantes e que oferecem lições valiosas, neste momento em que, no Brasil, se estabelecem os acordos setoriais que vão dar vida para a nossa Política Nacional de Resíduos Sólidos. Acabar com os lixões, melhorar a situação dos catadores e ampliar seu papel no interior da política são objetivos decisivos. Mas a capacidade de a PNRS diminuir a produção de lixo e ampliar a reciclagem depende, antes de tudo, de mecanismos que estimulem os fabricantes a usar menos materiais, menos energia e propiciar à sociedade maiores oportunidades de transformar lixo em riqueza. É fundamental então que fique claramente esclarecida sua responsabilidade pelos resíduos ligados aos produtos que colocam no mercado.

RICARDO ABRAMOVAY, 60, é professor titular de sociologia econômica da Universidade de São Paulo e coautor de "Lixo Zero"


Foto: nickwheeleroz/Creative Commons

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Feliz Natal e um 2014 repleto de realizações!

O Blog Logística Reversa e Sustentabilidade deseja a todos os seus seguidores um Natal repleto de muita paz, amor, saúde, união, fraternidade e um 2014 sustentável, com muitos senhos realizados!

Abraços a todos e obrigada pela companhia em 2013!

Patricia Guarnieri



segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Logística reversa de pós-venda de pneus: Recall de 1,2 milhão de pneus da Michelin


A fabricante de pneus Michelin anunciou o recall de 1,2 milhão de unidades nos Estados Unidos. De acordo com a marca, existe o risco de rompimento da banda de rodagem, o que pode provocar acidentes. A Michelin informou que, após reclamações de cliente, notou que o problema está em um cinto de resistência no pneu. 
Os pneus envolvidos foram desenhados para o uso em pequenos caminhões, vans, picapes, entre outros utilitários. As unidades foram produzidas em Nova Scotia, no Canadá, entre 2010 e 2012. O modelo envolvido é da linha LTX/M/S, tamanho LT225/75 R16 e 115/112R LRE. Não há informações se o recall afeta o Brasil.


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

LIVRO: Gestão de Resíduos Eletroeletrônicos: uma abordagem prática para a sustentabilidade

Caros leitores do Blog Logística Reversa e Sustentabilidade,

Gostaria de divulgar mais um livro que trata de Gestão de Resíduos Eletroeletrônicos e Logística Reversa, no qual contribuí com um capítulo, juntamente com Sonia Seger sobre: Elementos Econômicos da Gestão de Resíduos Eletroeletrônicos.


O livro acaba de ser lançado pela Editora Campus Elsevier e foi organizado por Tereza Cristina Melo de Brito Carvalho, Doutora em Engenharia Elétrica e Professora Associada da USP e Lúcia Helena Xavier, a qual é  Doutora em Gestão Ambiental e Pesquisadora Adjunta na Coordenação de Estudos Ambientais da Fundação Joaquim Nabuco.


Sinopse: A Política Nacional de Resíduos Sólidos - Lei 12.305, de agosto de 2010 - institui a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos abrangendo os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, os consumidores e os responsáveis pelos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos. Entre as obrigações dessa responsabilidade compartilhada está a estruturação e a implantação de sistemas de recolhimento, reuso, reciclagem e descarte dos produtos eletroeletrônicos após o uso pelo consumidor. E o prazo estipulado para adequação à Lei é agosto de 2014. Este livro tem por objetivo discutir os aspectos técnicos, sociais, ambientais, de saúde, ocupacionais e econômicos da gestão dos resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (REEE) no país, aliando os conceitos técnicos às orientações práticas de como gerir a logística reversa destes resíduos. Consolidação, até o momento, inexistente dos principais assuntos que interessam ao mercado, à indústria, às associações representativas da sociedade, à academia e ao governo.
A inovação e a sustentabilidade caracterizam os principais critérios a serem considerados na gestão dos REEE. As tecnologias hoje disponíveis nem sempre são suficientes para a efetiva gestão dos resíduos tecnológicos ou se adequam aos critérios de sustentabilidade. O descarte inadequado dos resíduos tecnológicos é uma questão que exige o desenvolvimento de soluções otimizadas e de baixo custo. Desta forma, a introdução de agentes inovadores na cadeia da destinação e disposição de REEE devem ser priorizados. A gestão de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE) é uma categoria específica que tem fomentado discussões no âmbito político e técnico por duas razões principais: o impacto negativo da contaminação ambiental por metais e o consumo energético ao longo de sua vida útil. A esse respeito, os países desenvolvidos consolidaram regulamentações sobre a sustentabilidade ambiental e os regulamentos de eficiência energética ao longo das últimas duas décadas. As Diretivas européias, bem como as respectivas leis de cada país membro, são reconhecidas como o mais rigoroso arcabouço relacionado à gestão ambiental de resíduos eletroeletrônicos até o momento. Os documentos que regulamentam a gestão de equipamentos eletroeletrônicos pós-consumo ainda não consideram o significativo passivo ambiental que já encontra-se estabelecido na maioria dos países.