"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



Crédito da imagem: jscreationzs / FreeDigitalPhotos.net
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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Gargalo no escoamento afeta logística reversa de embalagens de agrotóxicos

O gargalo que o País vive em sua rede de escoamento atingiu mais uma atividade da economia no primeiro trimestre: a logística reversa de embalagens de agrotóxicos. Pela primeira vez em 11 anos houve queda na quantidade de embalagens que foram destinadas para as recicladoras e incineradoras, localizadas em estados litorâneos.
De acordo com o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inPEV), 9,3 mil toneladas de recipientes tiveram algum fim, enquanto no mesmo trimestre do ano passado o volume superou as 9,4 mil toneladas, uma redução de 2,1%.
Apesar da queda no trimestre, o movimento de entrega final dos materiais tem crescido mês a mês. Enquanto em janeiro foram destinadas 2,688 mil toneladas de embalagens de agrotóxicos, em fevereiro esse número subiu para 3,279 mil toneladas e, em março, para 3,311 mil toneladas.
Dos 25 estados, além do Distrito Federal, em que há coleta dos vasilhames, Santa Catarina teve a maior retração em sua destinação. No primeiro trimestre foram destinadas 58 toneladas, contra 101 toneladas no mesmo período de 2012, queda de 43%. Outro estado em que a destinação também caiu fortemente neste começo de ano foi Minas Gerais, onde 680 toneladas de embalagens foram encaminhadas ao destino final, ante 945 toneladas entregues no primeiro trimestre do ano passado, o que representa um recuo de 28%.
O diretor-presidente do inpEV, João Cesar Rando, afirma que a redução da entrega dos recipientes usados aos pontos de reciclagem e incineração é resultado das dificuldades de escoamento de produtos pela qual passa o País. "Tanto que, nas unidades de recebimento, a entrada aumentou em comparação ao ano passado. O agricultor está devolvendo mais embalagens.
O problema é pontual, de logística", afirma. Segundo Rando, as unidades de coleta dos vasilhames receberam 8% a mais de volume neste primeiro trimestre, na comparação anual.
A Coletti, que recicla esse tipo de material para usar como matéria-prima para a siderurgia, confirmou que percebeu uma redução no volume de embalagens recebidas desde o começo do ano.
"[O nó logístico] faz com que a frota ande menos, fique mais tempo parada ou tenha que se movimentar mais por falta de capacidade de armazenamento. Isso faz com que tenhamos dificuldade de movimentar volumes maiores e o custo também sobe", critica Rando.
Com relação às diferenças regionais, o diretor-presidente do inpEV afirma que só será possível fazer um exame do que ocorreu com o balanço do ano inteiro, mas indica que fatores relativos aos próprios cultivos, como o clima, podem causar distorções, já que podem demandar mais ou menos agrotóxicos.
Apesar da redução observada nos destinos finais, a logística reversa de embalagens vazias de defensivos no Brasil alcança 80% de todas as embalagens comercializadas. Consideradas as embalagens primárias, que entram em contato direto com o produto, o retorno chega a 94%. As embalagens são entregues nas 112 centrais de recebimento ou nos caminhões de coleta itinerante e levadas para os nove recicladores e cinco incineradores do sistema.
Para este ano, Rando prevê que o Sistema Campo Limpo, programa que realiza a coleta de embalagens usadas, destine um volume 5% maior do que no ano passado, podendo passar de 37,3 mil toneladas em 2012 para até 40 mil toneladas. Em 2012, o avanço foi de 9%, ante uma coleta de 31,2 mil toneladas em 2011.

Por: Camila Souza Ramos

sexta-feira, 30 de março de 2012

Brasil é exemplo mundial na logística reversa de agrotóxicos com um índice de 94% de destinação correta

A experiência brasileira no campo mostra que é possível resolver um problema complicado, e serve de exemplo para vários setores que vão precisar implantar sistemas de logística reversa. Estamos falando do descarte das embalagens de agrotóxicos, um material necessário nas grandes lavouras e que, se não for destinado corretamente, pode causar sérios danos ao ambiente e à saúde.
Essa experiência está sendo colocada em prática pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV), uma organização que agrega os principais elos da produção agrícola no campo, desde associações de agricultores até os fabricantes de agrotóxicos. Segundo dados do instituto, cerca de 94% das embalagens de agrotóxicos colocadas no mercado foram devolvidas para a indústria e tiveram destinação final correta.
O instituto foi criado para que as empresas que produzem agrotóxicos conseguissem cumprir a legislação, que obriga a destinação correta dessas embalagens. Segundo o pesquisador doutor da Embrapa Meio Ambiente, Marcelo Morandi, a iniciativa tem obtido êxito. "O Brasil atualmente é o líder mundial em recolhimento de embalagens vazias de agrotóxicos, atingindo alta porcentagem de recolhimento", diz, comparando com projetos similares em outros países, como os Estados Unidos, que não têm os mesmos resultados.
Chamados de defensivos agrícolas, os agrotóxicos são utilizados nas lavouras para matar pragas e doenças das plantas, e evitar que insetos e animais destruam uma plantação. Os agrotóxicos foram popularizados nas lavouras como uma das inovações trazidas pela chamada "Revolução Verde", uma série de técnicas agrícolas que melhoraram muito a produtividade no campo e firmaram a importância do agronegócio no mundo - só para se ter uma ideia, a exportação de produtos agropecúarios, como soja ou carne, é hoje a principal fonte de renda na balança comercial brasileira. Mas se as técnicas agrícolas possibilitaram aumentar a produção, elas também têm um efeito coletaral. O uso irresponsável de agrotóxicos pode contaminar o meio ambiente e trazer sérios prejuízos à saúde. As pessoas mais expostas a problemas são os próprios produtores, quando aplicam o produto sem proteção, ou quando reutilizam de forma inapropriada as embalagens de agrotóxicos.
Segundo o inpEV, essa realidade está mudando. O instituto foi criado para fazer a logística reversa das embalagens. A logística reversa é um conceito que diz que as empresas responsáveis por colocar um produto no mercado também devem se responsabilizar pela forma como esse produto é descartado. Ou seja, assim como é de responsabilidade da indústria do papel criar meios para que as pessoas possam reciclar o papel, a indústria dos agrotóxicos é responsável pelo descarte das embalagens utilizadas.
João Cesar Rando, presidente do instituto, afirma que o projeto já recolheu, nos dez anos de funcionamento, mais de 200 mil toneladas de embalagens de agrotóxicos. Em porcentagem, isso faz do Brasil um dos mais avançados na área, já que o país consegue dar um destino adequado a 94% das embalagens de agrotóxico colocadas no mercado. Só em 2011, foram 34 mil toneladas de embalagens.
Após o uso do agrotóxico, o agricultor é obrigado a descartar as embalagens em uma das unidades existentes para recolhimento. Hoje, há 425 unidades que recebem o produto, em quase todos os Estados do país - apenas o Amapá ainda não conta com uma unidade. Nas unidades, a maior parte das embalagens, cerca de 92%, passa por um processo de limpeza e é reciclada. As unidades aplicam uma tecnologia chamada de "tríplice lavagem" - as embalagens precisam ser "lavadas" três vezes, para reduzir o teor químico e viabilizar a reciclagem. Os 8% das embalagens não recicladas são destinados à incineração.
Rando diz que antes de se fazer a logística reversa no Brasil, os produtores e agricultores se viam obrigados a queimar as embalagens, e também era comum a reutilização delas. "Na época, a recomendação era que os agricultores enterrassem as embalagens. Isso era um grande problema para eles, que não queriam enterrar com medo de prejudicar a plantação".
O perigo do descarte incorreto é que a exposição pode causar doenças sérias, como distúrbios respiratórios, neurológicos e até câncer. Os riscos são graves. Os números mais recentes são de 2009, da Fundação Oswaldo Cruz, que mostram que mais de 180 pessoas morreram no ano por intoxicação de agrotóxicos. No total, foram 11.641 casos, o que faz dos agrotóxicos a segunda principal causa de intoxicação do país, atrás apenas de intoxicação por medicamentos.
O descarte correto reduz drasticamente esses riscos, e também mostra para a sociedade que é possível fazer a logística reversa dos produtos - nos debates da formulação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, empresas de vários setores argumentavam que criar um sistema para recolher embalagens aumentaria os custos para as empresas, e esse aumento seria repassado ao comsumidor. "No nosso setor, está ocorrendo queda de preço dos produtos. Ou seja, mesmo com a criação de um sistema de logística reversa, os preços não subiram. De toda forma, a logística reversa é lei e tem que ser cumprida. É uma responsabilidade compartilhada: cada elo da cadeia produtiva faz a sua parte", diz Rando.

Fonte: Época
Disponível em: CLRB

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Embalagens de agrotóxicos - Logística reversa desponta como saída para destinar e revalorizar resíduos plásticos contaminados



Rando: programa do inpEV atingiu ótimos resultados
É fato que a indústria brasileira alcançou índices invejáveis para a reciclagem de materiais plásticos. Estudo da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, divulgado no final do ano passado, situa o país entre os dez maiores recicladores mundiais desses resíduos pós-consumo, com um índice de 21,2%, aferido em 2007, quando quase um milhão de toneladas foram recicladas. Considerados os rejeitos industriais e de pós-consumo, a atividade de reciclagem cresceu à média anual de 9,2%, no período de 2003 a 2007. Projetos arrojados, ainda embrionários, como os empreendidos pela indústria dos compósitos termofixos, e outros bem articulados, como o do segmento de agroquímicos, prometem melhorar esse quadro. Há casos complicados, como o das embalagens pós-uso de óleos lubrificantes, geradas em larga escala no país, sem, contudo, um sistema de destinação adequada na mesma proporção.
Bem articulado, o trabalho capitaneado pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV) – entenda-se pós-consumo – representa uma experiência bem-sucedida para destinação e reciclagem de embalagens que requerem uma solução mais complexa, ao tratar de invólucros que acondicionam produtos considerados periculosos (tais como as de óleos lubrificantes).
Essa entidade representa a indústria fabricante de defensivos agrícolas em sua responsabilidade de destinar as embalagens pós-uso de seus produtos. Possui atualmente 77 empresas associadas. “Envolve praticamente 100% dos produtos agroquímicos”, comemora o diretor-presidente do inpEV, João Cesar M. Rando. Amparado por uma legislação federal (Lei nº 9.974/2000), que atribui obrigações ao agricultor, ao canal de distribuição, ao fabricante de defensivos agrícolas e ao poder público, o inpEV tem obtido ótimos resultados.
O programa gerenciado pelo inpEV mereceu reconhecimento internacional. No final do ano passado, Rando participou de um encontro global, organizado na Polônia, pela CropLife International, federação que congrega a indústria de produtos fitossanitários.
Para o presidente do instituto, os representantes de vinte países com programas semelhantes ficaram impressionados com os resultados do sistema brasileiro, elogiaram sua eficácia e o reconheceram como o melhor modelo.
No ano passado, a cadeia agrícola unida retirou do meio ambiente e deu destinação adequada a 24,4 mil toneladas de embalagens pós-consumo de defensivos agrícolas, volume 15,6% superior ao total de 2007. Essa soma engloba embalagens rígidas plásticas e metálicas, além das flexíveis, correspondentes a sacos plásticos, de papel ou alumínio (geralmente usados para formulações em pó). As plásticas rígidas representam em torno de 60% do total, nas estimativas de Rando, algo em torno de 20 mil toneladas/ano, composto por PEAD, PP e coextrudadas.
Todas as embalagens secundárias, as flexíveis e as rígidas que não utilizam água como veículo de pulverização, são consideradas não-laváveis. Mas esse volume é pequeno: 7,4% do total direcionado pelas unidades de recebimento. Mesmo assim, elas também devem ser devolvidas para encaminhamento e destinação adequada (seguem para a incineração, em locais licenciados). No caso dos plásticos, apenas os flexíveis não são tecnicamente laváveis.
A legislação estabelece a devolução tanto das embalagens primárias (70% do total), aquelas de contato direto com os fitossanitários, como as secundárias, em geral de papelão, que acondicionam as primárias. “A taxa de retorno ainda é baixa para as embalagens secundárias”, admite Rando. De todo o volume recolhido, ele estima retirar do meio ambiente 80% das embalagens utilizadas pelo setor, com índice de 95% das primárias. Desde março de 2002, quando o instituto entrou em funcionamento, até setembro do ano passado, foram investidos mais de R$ 270 milhões no projeto. Nesse período, a destinação correta abarcou mais de 100 mil toneladas de embalagens.
A cada elo o seu papel – Cabe ao agricultor a responsabilidade de lavar (lavagem tríplice ou sob pressão), inutilizar as embalagens, perfurando o fundo (para evitar o reúso), e devolvê-las ao local licenciado para o recebimento, indicado pelo revendedor, distribuidor ou cooperativa na nota fiscal. No ato da devolução, o agricultor recebe um comprovante. Também deve encaminhar as tecnicamente não-laváveis e as secundárias. O procedimento da lavagem tríplice reduz a substância química residual nas embalagens a menos de cem partes por milhão, teor considerado não-tóxico. As que não foram tríplice-lavadas pelos agricultores são direcionadas para a incineração. 
Os canais de distribuição, por seu turno, devem indicar o endereço de devolução na nota fiscal de venda, disponibilizar e gerenciar local de recebimento e, ainda, orientar e conscientizar os agricultores. Representada pelo inpEV, a indústria produtora de defensivos agrícolas assume toda a administração do transporte, promovendo a coleta e a destinação dos volumes às recicladoras ou incineradoras. “A indústria faz toda a logística de retirada e de dar destinação correta a essas embalagens”, informa o presidente do inpEV. O sistema conta com 388 unidades de recebimento autorizadas, onde os frascos descartados são inspecionados, separados e destinados. O material recolhido segue para os postos ou direto para uma unidade central.
Os primeiros constituem unidades menores, geridas por uma associação de distribuidores ou cooperativas, que recebem, inspecionam e encaminham as embalagens para uma unidade central, também gerida por uma associação de distribuidores ou cooperativas, com o cogerenciamento do inpEV. Nas centrais, além de todo o processo de inspeção e separação, a atividade inclui ainda a compactação das embalagens. Vantagem: um caminhão de material compactado equivale a seis de produto a granel. O transporte dos fardos de embalagens para o destino final – a reciclagem ou a incineração – é responsabilidade do inpEV.
O sistema envolve a parceria com dez empresas, localizadas em Mato Grosso, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e São Paulo, credenciadas a reciclar o material encaminhado pelas centrais e transformá-lo em embalagens para óleos lubrificantes e ainda em peças tais como tubos para esgoto, bombonas, conduítes e dutos corrugados, caixas para fiação elétrica e saco plástico de descarte e incineração de lixo hospitalar, entre outras. Mas só são fabricados produtos orientados e aprovados pelo inpEV, que prioriza artefatos para uso industrial.
As empresas recicladoras precisam ser ambientalmente licenciadas, cumprir as exigências legais para o recebimento das embalagens vazias de defensivos agrícolas e atender aos requisitos de qualidade e segurança estabelecidos pelo inpEV. “Toda a cadeia é rastreadora”, ressalta Rando. O excedente de material reciclado é vendido apenas para empresas de transformação com contratos de utilização autorizados pelo instituto, o que as coloca também no processo de rastreamento.
Sem fins lucrativos e instituído para cumprir a legislação, o sistema – integralmente financiado por agricultores, distribuidores, cooperativas e a indústria fabricante dos agroquímicos – beneficia o meio ambiente, porém é deficitário. Por essa razão, uma das preocupações da direção do inpEV é buscar mecanismos que tornem o programa autossustentável. O ganho ambiental proporcionado pelo sistema foi mensurado em estudo encomendado pelo inpEV e realizado pela Fundação Espaço ECO. A pesquisa apontou economia de 300 mil barris de petróleo, em cinco anos, e redução de 130 mil toneladas na emissão de CO2 na atmosfera, ganho atribuído ao modelo logístico adotado.
Para este ano, a estimativa do diretor-presidente do inpEV para o programa é de destinar 30 mil toneladas. Essa perspectiva, porém, dependerá de como a crise financeira afetará o mercado brasileiro de agroquímicos.


Logística de Ciclo fechado 

Inaugurada em junho do ano passado, a Campo Limpo Reciclagem e Transformação de Plásticos S.A. movimenta mais um passo na consolidação do projeto desenvolvido pelo inpEV.
Material revalorizado compõe nova embalagem 
multicamadas para agroquímicos
Idealizada pelo instituto, a empresa deve cumprir o objetivo de fechar o ciclo de gestão das embalagens pós-consumo de defensivos agrícolas e promover a autossustentabilidade do sistema. “Seu papel é complementar o conjunto e produzir embalagens para envase de agroquímicos”, declara Rando, também diretor-presidente da recicladora.Os invólucros produzidos pela Campo Limpo resultam de tecnologia para sopro multicamadas sem barreira e atendem às especificações determinadas pelo Ministério da Agricultura, além de certificação das Nações Unidas. “A indústria fecha o ciclo e busca a atuação sustentável”, pondera o diretor-presidente. Na opinião dele, a produção de embalagens plásticas rígidas provenientes da reciclagem e transformação dos invólucros pós-uso de agrotóxicos constitui uma experiência única no mundo e ainda soma ponto extra ao possibilitar o seu uso até mesmo na própria indústria de defensivos agrícolas.
A recicladora opera dentro de conceitos de ecoeficiência e se dispõe a atuar como um centro de desenvolvimento de novas tecnologias voltadas à reciclagem. Em consonância com sua proposta, a construção expressa as preocupações de cuidados com o meio ambiente: possui uma moderna estação de tratamento de efluentes, sistema de reaproveitamento da água da chuva e uso racional da luz solar. 
Por ora, a Campo Limpo recicla as embalagens e as transforma em pellets. Sua capacidade instalada alcança 4.500 toneladas/ano, com projeção de transformar em frascos em torno de 60% a 70% desse volume, quando o projeto estiver concluído. Rando planeja iniciar ainda no primeiro trimestre deste ano a nova atividade, para a qual investiu em torno de R$ 6 milhões na aquisição de sopradoras da Bekum. A quantidade de embalagem produzida nesta primeira etapa não foi definida. “Ainda estamos estudando os volumes”, comenta. Segundo ele, os equipamentos permitem soprar multicamadas de diversas composições, com porcentagens variadas de resina reciclada e virgem.
A Campo Limpo opera em toda a sua capacidade e comercializa a resina revalorizada para empresas parceiras, nas quais o material é transformado em vários tipos de artefatos, tais como tubos diversos, conduítes, embalagens para óleos combustíveis, óleos lubrificantes, caixas de construção civil, entre outras. Até o momento, a recicladora absorveu recursos de R$ 12 milhões, com previsão de demandar ainda outros R$ 19 milhões até 2011.

Texto de Maria Aparecida de Sino Reto e fotos de Cuca Jorge

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