"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



Crédito da imagem: jscreationzs / FreeDigitalPhotos.net
Mostrando postagens com marcador Moda verde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Moda verde. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

É possível ficar na moda e ser sustentável?

Muito se fala no contexto de sustentabilidade em reduzir o consumo e comprar produtos ambientalmente e socialmente mais corretos. Mas o que exatamente isso significa? E ainda mais, como isso funcionaria em setores em que a obsolescência dos produtos ocorre a cada estação? 

Esse é o caso da indústria da moda, ou indústria fashion!



Quando falamos em indústria da moda ou fashion nos referimos às indústrias têxteis, de vestuário e também de calçados e acessórios, além de todos os canais que fazem com que esses produtos de moda, primeiramente sejam "desejados" pelo consumidor e depois "distribuídos", para que efetivamente possam ser "comprados". Nesse contexto, frequentemente esquecemos de discutir como eles são "descartados" e também,  em que condições eles são "produzidos". 




Quando pensamos em todos os processos que são necessários para levar as roupas, calçados e acessórios até os consumidores, temos que considerar desde a matéria-prima que é utilizada, ou seja, algodão, seda, couro, metais, plástico, entre outros. E nesse sentido, temos que falar de ECONOMIA CIRCULAR, que é um modelo alternativo à atual ECONOMIA LINEAR. 

No conceito de economia linear, as matérias-primas são extraídas do meio ambiente, sem pensar muito na sua escassez futura e nos impactos ambientais da sua extração, depois são enviadas para a indústria, manufaturadas, distribuídas, entregues ao consumidor e descartadas. Esse tipo de modelo de negócios é conhecido como do BERÇO ao TÚMULO (cradle to grave). O berço sendo o meio ambiente e o túmulo sendo os aterros sanitários. 

No caso da ECONOMIA CIRCULAR, que é uma alternativa sustentável ao modelo linear tradicional, se pensa na utilização dos recursos do BERÇO ao BERÇO (cradle to cradle), em um ciclo infinito. Idealmente sem resíduos, ou reduzindo ao máximo os rejeitos, já que resíduo ZERO é quase impossível considerando o contexto atual. Dessa forma, se prioriza usar tudo aquilo que sobra ao final dos processos produtivos e de negócios como matéria-prima nos mesmos ou em outros processos industriais e de negócios.
Nesse conceito devemos pensar na sustentabilidade desde o design do produto, planejando seu design para facilitar a desmontagem ou reciclagem, na extração sustentável das matérias-primas e a eventual substituição de alguns insumos por outros que causam menos impacto, por exemplo, no caso da energia, a energia renovável causa menos impacto do que a energia não renovável. 👍

Mas não para por aí... 😑

Temos que pensar também em desenvolver os fornecedores locais, os de pequeno porte, os da comunidade, e também aqueles que têm práticas mais sustentáveis para inserí-los nesse processo. É necessário também saber se os trabalhadores são respeitados, se tem as condições adequadas de trabalho, se recebem uma remuneração justa, se têm qualidade de vida, se seus direitos humanos básicos são respeitados. Vamos ainda além, e quanto aos processos industriais? será que eles são pensados para reduzir as emissões de poluentes, sejam estes gasosos, sólidos ou líquidos? E a distribuição? será que é feita em menores distâncias? Utilizando veículos que usam combustíveis renováveis ou com controle de emissões de poluentes? 

E a fase do consumo? Aí entra um ator importantíssimo! Você, consumidor!


Será que você tem comprado somente por impulso? Será que realmente necessita daquele produto? Será que  esse produto que você está escolhendo tem uma vida útil mais longa ou será descartado em seguida ao primeiro, ou poucos usos? E quando você não deseja mais essa roupa, calçado ou acessório, o que faz com estes itens? Será que esses itens podem ser doados, reutilizados, reciclados? 


Podemos ainda pensar: Será que eu preciso deter a propriedade do produto de moda, seja uma roupa, calçado ou acessório? Será que eu não poderia apenas emprestá-lo ou ainda alugá-lo? Nesse caso estamos falando da economia compartilhada. ;-)
E enfim... existem canais de logística reversa para levar esse resíduo dos produtos de vestuário, calçados e acessórios a uma destinação adequada, ou ainda melhor, revalorizá-los, para que eles sejam reinseridos no sistema como matéria-prima novamente? 
No conceito de ECONOMIA CIRCULAR, o resíduo é visto como alimento para novos processos ou produtos. E quando falamos de resíduos, devemos pensar em resíduos gasosos, líquidos e sólidos! Ou seja, há uma infinidade de tipos de resíduos e opções de redução de consumo e geração, e também de revalorização!

Você quer saber se é possível ficar na moda e ao mesmo tempo ser sustentável? 
Então esse episódio do podcast Eu quero saber! é para você! A profa. Eluiza Watanabe entrevistou a profa. Patricia Guarnieri e a aluna Maísa Farias, do curso de Administração da UnB. Se você quer saber mais sobre o que é envolvido no termo “sustentabilidade”, como incluir a sustentabilidade na moda, tanto em nível de consumo como de produção e, conhecer exemplos de iniciativas de moda sustentável, vem com a gente! Deixamos também alguns links para quem quiser saber mais sobre o assunto! Para acessar o episódio CLIQUE AQUI



Link para um artigo científico que trata sobre o tema: CLIQUE AQUI

Link para o Grupo de Pesquisa GEALOGS, liderado pela profa. Patricia Guarnieri: CLIQUE AQUI

Sites e aplicativos de consumo sustentável:


Autoria: Patricia Guarnieri para o Blog Logística Reversa e Sustentabilidade
Fonte das imagens: Pixabay (atribuição não requerida). 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Marca de esmaltes oferece serviço de logística reversa - clientes poderão trocar as embalagens pós-consumo por novos esmaltes


A marca de esmaltes Maria Helena Misturinhas chega ao mercado com uma proposta ecológica. Além das cores exclusivas, a empresa oferecerá o serviço de logística reversa, em que os consumidores poderão trocar as embalagens vazias por novos esmaltes.
Ruchelle Crepaldi e Liliane Lelis, sócias da manicure e idealizadora do projeto Maria Helena, cuidam para que embalagem e composição tenham máxima qualidade. “Posso afirmar que apresentamos um produto diferente de tudo que existe no mercado nacional”, conta Ruchelle.
Além do produto em si, o grande diferencial da marca é que as embalagens são retornáveis. A preocupação com os recipientes usados faz parte do plano de logística reversa da empresa que, além de dar a destinação correta ao conteúdo que fica no final do vidro, também oferece aos seus consumidores uma redução no custo dos produtos.
Os clientes que juntarem cinco embalagens vazias podem ir até algum ponto de venda e trocar por um produto novo. Os vidros e tampas passam por um processo de limpeza de resíduos e são reaproveitados, o pincel é trocado. “Queremos nos antecipar aos projetos de lei que tramitam na Câmara dos Deputados, mas, independente da resolução, a consciência de cidadania é que dirige nossa empresa” ressalta Liliane. “A Maria Helena quer fazer esmaltes com histórias e deixar marcas na história de recicláveis” completa Ruchelle.
Os esmaltes Maria Helena são finos, secam rapidamente e tem ótima durabilidade. Com o selo Tox Free, são livres de DBP, tolueno e formoldeído, substituídos por resina natural. Pessoas com sensibilidade podem usar sem restrições.

Fonte: Ciclo Vivo 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Moda sustentável: Empresa cria 'jeans' de luxo feito com fios de seda e de garrafa pet




Tecido 'jeans' de seda com garrafa PET pode ser
usado dos dois lados: o brilhante é o da seda, e o
azulado, do PET (Foto: Divulgação/ O Casulo Feliz)
Com um preço cerca de oito vezes maior que o do metro de um tecido jeans convencional de qualidade, uma pequena empresa de Maringá, no Paraná, criou um ‘jeans’ que, além de ecológico, é de luxo: 50% do material é composto por fios de seda e outros 50% de garrafa pet e de algodão. O metro custa R$ 80 – ante aproximadamente R$ 10 a R$ 12 de “um bom jeans tradicional”, afirma Gustavo Rocha, que está à frente da O Casulo Feliz e desenvolveu a novidade.
“Na comparação com o pano da calça jeans tradicional, a parte que fica por dentro, que tem o tom de branco, no nosso tecido fica a seda, que deixa um branco brilhante (...) Fica um prata metálico belíssimo”, explica, acrescentando que a seda dá ainda sensação de maciez no contato com a pele.
Segundo o empreendedor, a intenção é unir o luxo da seda com a sustentabilidade do pet e o tradicional jeans. “Nunca tínhamos trabalhado com pet. A ideia foi de ser um produto reciclado, preocupado com o meio ambiente”, afirma.
Após dez anos de pesquisa, a primeira amostra do ‘jeans’ ficou pronta há cerca de três meses. “Já apresentamos para os clientes (...). O pessoal não está usando só para fazer calça jeans convencional. Estão usando para fazer paletó, blazer, fica maravilho. Estão fazendo calça de tudo quanto é tipo”, diz, afirmando que, na maioria das vezes, o pano é usado com o lado de dentro para fora, que “é mais bonito.”
Empresa aproveita casulos de seda que eram impróprios para a indústria, por terem pequenos defeito (Foto: Divulgação/ O Casulo Feliz)
Empresa aproveita casulos de seda impróprios
para a indústria, por terem pequenos defeito
(Foto: Divulgação/ O Casulo Feliz)
Para a aparência do jeans, a parte macia, da seda, fica pelo lado de dentro das peças. O pet fica para o lado de fora.
A pretensão, contudo, não é vender o material em larga escala. “A gente não vai vender o tecido de grande forma comercial, mas passar uma ideia que o ser humano tem que também reciclar”. De acordo com ele, a empresa está fazendo o "jeans" só com o algodão e a seda também, mas o preço é o mesmo. “O foco mais comercial é só com algodão [e a seda]. Sai o mesmo preço, algodão custa R$ 8 o quilo. O pet, R$ 7”, diz. O que encarece o preço é a seda: R$ 400 o quilo.
A empresa sempre trabalhou para o segmento de luxo e vende tecidos para grifes. Por conta disso, o empresário diz acreditar que, em breve, o tecido será bem aceito pelo mercado.
“Tem a questão de preço, as pessoas não estão acostumadas, pois compram sempre de algodão. Aí, se vai comprar [o ‘jeans’] de seda e pensa, ‘nossa como é caro’. (...) Mas não estamos preocupados, estamos acreditando que o mercado vai absorver a ideia”, explica. “Hoje a mulherada vai comprar uma seda e paga em dez vezes. Antes, não comprava. Isso é questão de mercado”, avalia.
“Num tecido de R$ 10, R$ 12, o custo final para eles de uma marca boa, uma calça bem feita, é de R$ 50. O nosso fica em R$ 120.”
O tingimento das peças é vegetal (Foto: Divulgação/ O Casulo Feliz)
O tingimento das peças é vegetal
(Foto: Divulgação/ O Casulo Feliz)
Casulos ‘impróprios’
Criada há 25 anos, O Casulo Feliz é uma empresa familiar e nasceu após Rocha, que é zootecnista, enxergar a oportunidade de aproveitar casulos de seda que eram impróprios para a indústria, por terem pequenos defeitos.
“Estudei uma forma manual de fiar esses casulos que não eram aproveitados. Ficou um fio com pequenas irregularidades (...). Apresentei no mercado, comecei trabalhar com artistas plásticos em São Paulo e no Rio(...), eles acharam maravilhoso para fazer tricô, crochê, pela forma irregular, fazia produtos muito bacanas”.
Ele explica que trabalhou por muito tempo só com decoração, fazendo tecidos grossos para sofás, finos para cortina e revestimento em parede e tapetes. “Hoje a moda tem dinheiro, temos 80% do nosso trabalho para esse mercado. (...) Eles fazem tênis, roupa, chapéu, cinto, tudo com esse produto nosso”, explica.
Sustentabilidade
Desde a criação, a fábrica de tecidos trabalha com produtos naturais e sustentáveis – apesar de Rocha afirmar que a palavra “sustentabilidade” ainda não era muito pronunciada na época. “Hoje a moda está como nós pensávamos 25 anos atrás. Pensávamos na moda como ela está hoje, maluca”, afirma.
'[há 25 anos] Pensávamos na moda como ela está hoje, maluca', diz Rocha (Foto: Divulgação/ O Casulo Feliz)
'[Há 25 anos] pensávamos na moda como ela está
hoje, maluca', diz Rocha
(Foto: Divulgação/ O Casulo Feliz)
O fiado é todo feito a mão, com tear manual. A seda corresponde a 99% da matéria-prima. O resto são fibras naturais, como o algodão, lã, linho, rami e sisal. “É mais caro porque é tudo feito devagarinho, à mão”.
O tingimento das peças é vegetal. “A gente pega a casca de cebola, ferve, e tira a cor dourada. Pega 50 quilos de tomate, bota para ferver, cozinha e sai a tinta”, explica, acrescentando que, na época, fez várias viagens para aprender técnicas de tingimento com vegetais. “Não existia internet para pesquisar”, salienta.
Hoje, o quadro de funcionários varia de 30 a 80 pessoas, dependendo da época do ano e da demanda. A fábrica fica em bairro da periferia de Maringá e Rocha diz que sempre contratou mão de obra da comunidade carente.
O faturamento gira em torno de R$ 2 milhões ao ano. “Eu não sou um grande empresário, eu sou um empreendedor”, diz. De acordo com ele, a busca é trabalhar com exclusividade e criatividade, sempre pensando em fazer “algo de bom para o planeta”. “Tem muita coisa que é mais importante do que o dinheiro, o dinheiro tem que fazer só parte”, avalia.


Por: Gabriela GasparinDo G1, em São Paulo

Fonte: Portal G1

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Conheça a empresa Rio Eco Consciente - Para quem quer andar na moda e ser sustentável!

Quem foi que disse que não é possível andar na moda e ser sustentável?! A Empresa Rio Eco Consciente vem provar que isso é possível.
A Rio Eco Consciente é uma empresa que nasceu a partir da necessidade de oferecer para o mercado, alternativas para o consumo sustentável através de produtos e serviços com menor impacto ambiental. 
Conscientizar o consumidor sobre sua responsabilidade desde o momento da compra até a destinação adequada dos resíduos originários de seu consumo, também faz parte dos objetivos da Rio Eco Consciente.
Os produtos são feitos de matérias primas recicladas e produtos naturais, que não agridem o meio ambiente e nem a nossa consciência.
Além disso, a empresa  é consciente da sua responsabilidade socioambiental, e promove ações próprias, além de apoiar projetos que contribuem diretamente para desenvolvimento sustentável, como por exemplo o Programa Voluntário do Parque Nacional da Tijuca e o Programa Voluntário Ambiental do Grupo Ecogente/SESC, Projeto Limpa Brasil,  Grupo Girassol,  Programa Força Jovem Brasil e o Projeto Limpeza na Praia.
Por meio dessas parcerias, a Rio Eco busca conscientizar a sociedade sobre a importância de participar e contribuir com ações em prol do meio ambiente e das pessoas.
Caso tenha interesse em participar como voluntário, envie um e-mail com os seus dados para voluntario@rioecoconsciente.com.br, que a empresa entrará em contato para fornecer maiores informações.
Visite o site da empresa  Rio Eco Consciente e conheça mais sobre  seus produtos e ações sócio-ambientais, CLIQUE AQUI.



Livros - Submarino.com.br