"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



Crédito da imagem: jscreationzs / FreeDigitalPhotos.net

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Mc Donald's do Brasil e Martin-Brower desenvolvem parceria em Projeto de Logística Reversa de óleo de fritura para fabricar biodiesel

A Martin-Brower, operadora logística do McDonald’s no Brasil, apresentou à imprensa ontem, dia 08 de junho, o projeto-piloto de biodiesel que está desenvolvendo em parceria com a rede de fast food.
Produzido a partir da reciclagem do óleo usado para a fritura das batatas-fritas, o biocombustível já está sendo utilizado para mover a frota de caminhões que abastecem a própria rede. Ou seja, num processo de logística reversa, os caminhões da Martin-Brower que entregam produtos alimentícios nas lojas do McDonald’s aproveitam para recolher todo o óleo de cozinha que foi utilizado nos restaurantes. Esse óleo é transportado – em bombonas produzidas especialmente para o projeto – até a sede da Martin-Brower, em
Osasco, na região metropolitana de São Paulo, onde passa por uma primeira avaliação antes de ser enviado a usina da SP BIO, na cidade de Sumaré (SP), que realiza sua transformação em biodiesel. 
O biocombustível gerado é, então, utilizado para abastecer novamente os caminhões. “É o primeiro projeto do gênero em ciclo fechado no país e traz inúmeros benefícios do ponto de vista da sustentabilidade. O principal deles é que o projeto só usa óleo de cozinha usado e sua reciclagem  ajuda a evitar a contaminação do meio ambiente, uma vez que o planeta está chegando ao seu limite”, ressaltou, durante o evento, Ricardo Neuding, sócio da Ativos Técnicos Ambientais (ATA), empresa responsável pela coordenação, montagem técnica e consultoria do projeto. Característica louvável diante do cenário de constante preocupação ambiental: informações da Sabesp apontam que, quando descartado indevidamente, cada litro de óleo de cozinha pode contaminar até 20 mil litros de água. Isso sem contar problemas causados pelo entupimento das tubulações de esgoto, como o mal cheiro, proliferação de ratos e baratas e ainda aumento das enchentes. Nos rios, o óleo impede que as plantas e animais absorvam oxigênio e nutrientes fundamentais para a sobrevivência e reprodução saudáveis.
Os testes do projeto começaram em 2009 e já passaram por várias fases. No início, apenas um caminhão recolhia óleo de 17 restaurantes. Atualmente, 20 – das 580 lojas da rede – armazenam o óleo, que é recolhido por cinco caminhões, todos MAN-Volkswagen. Destes, quatro são abastecidos com biodiesel denominado B20, ou seja, produzido com 20% de concentração de óleo de cozinha transformado, e um com B100, isto é, com 100% de óleo reciclado. “A idéia é conseguir medir e comparar índices de consumo, manutenção dos veículos e emissão de gases, entre outros”, explicou Aroldo Barros, sócio-fundador da SP
BIO. O diretor Comercial da Martin Brower, José Augusto dos Santos, explicou que os restaurantes de toda a rede McDonald’s no Brasil utilizam cerca de três  milhões de litros de óleo de cozinha por ano  para
a fritura de batatas  e empanados.
Segundo ele, esse volume, quando destinado integralmente para a reciclagem em combustível, poderá abastecer com biodiesel toda a frota de caminhões que atendem a  rede no país. “Quando o programa for estendido para as outras 580 lojas do Brasil, teremos potencial para produzir até dois milhões de litros de biodiesel anualmente”, estima o executivo. Por enquanto, como cada loja gera cerca de sete a oito mil litros por mês de óleo usado é possível gerar entre 2,8 mil e 3,2 mil litros mensais de biodiesel. Hoje, o combustível gerado no projeto-piloto já é  suficiente para substituir 17% do consumo de diesel da empresa por ano. “Nosso objetivo é conseguir produzir biodiesel para substituir o diesel em 40% da frota e, com isso, reduzir a emissão de gases de  efeito estufa em 7%”, complementou Santos.
Além das empresas já citadas, participam do programa a Shell, Tek Diesel, Cummins, Thermo King, Comolatti e MWM International. O valor investido no projeto para desenvolvimento do biodiesel não foi
revelado pelos executivos. Os cinco caminhões MAN-VW que estão sendo utilizados no projeto-piloto  são equipados com tecnologia “dual fuel”, sistema que monitora a operação e ajusta o fornecimento do combustível apropriado para o  motor (biodiesel ou óleo diesel comum) por meio de unidade dosadora. A MAN informa que o sistema é gerenciado eletronicamente e dispensa qualquer aditivo. Para produzir essa tecnologia, foi formada uma  equipe de técnicos e engenheiros brasileiros e alemães, que trabalharam 12 meses no projeto.

Fonte: http://www.tecnologistica.com.br/site/5%2C1%2C16%2C26558.asp

Um comentário:

  1. MUITO BOA O TEMA ESCOLHIDO, MUITAS EMPRESAS DEVERIAM FAZER O MESMO.

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