"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



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segunda-feira, 25 de março de 2013

Materiais grátis do Seminário Brasil-Japão sobre logística reversa de resíduos eletroeletrônicos

Na foto: Edvaldo Coutinho (LACIS/UnB); Patricia Guarnieri (ADM/UnB);
Arlinda Cezar (Instituto Venturi) e Vitória Ferrari (LACIS/UnB).
Tive a oportunidade de participar nos dias 12 e 13 de março do Seminário Internacional Brasil-Japão sobre reciclagem de resíduos eletroeletrônicos, no qual foram apresentadas iniciativas e experiências dos dois países que incluem a logística reversa (coleta, desmanche, reciclagem, reuso, descarte, incineração). O evento foi organizado pelo MDIC - Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e foi realizado em Brasilia-DF.

Sem dúvida, o ponto forte do evento foram os relatos dos participantes japoneses, os quais apresentaram todo o caminho percorrido desde o caos ambiental que enfrentaram, após a II Guerra Mundial, até os dias de hoje. Temos muito a aprender com a experiência dos japoneses e com certeza, todo o conhecimento adquirido no evento só me leva a concluir que, aqui no Brasil, ainda estamos engatinhando na gestão de resíduos sólidos.

A PNRS é uma iniciativa importante para o Brasil rever suas políticas de gestão de resíduos e de educação ambiental, no entanto percebo que há ainda muita disparidade no que pensa o Poder Público e a iniciativa privada. Um exemplo disso é a fala da representante do MMA que admite que os cidadãos são fator essencial para que a PNRS seja implementada com sucesso, porém quando questionada sobre programas de educação ambiental, afirmou que estes são de responsabilidade da iniciativa privada. Será? Não seria também papel do Poder Público educar os cidadãos? Tarefa esta que poderia perfeitamente ser realizada em conjunto com a iniciativa privada. Creio que seja extremamente importante que arestas sejam aparadas para que possamos efetivamente realizar uma adequada gestão de resíduos. As responsabilidades dos atores que estão definidas em Lei devem ser melhor "compreendidas" e, além disso, é essencial a mobilização da população. 

Desta forma ressalto que: Temos que unir esforços para que a PNRS dê certo!
Isso é comprovado pela experiência japonesa com o conceito de Eco-town (Clique aqui para conhecer esta iniciativa), que se iniciou pela mobilização de mulheres que queriam uma cidade mais limpa para suas famílias, pois os resíduos sólidos no Japão. já eram problema de saúde pública naquela época. Estas mulheres mobilizaram iniciativa privada e poder público e, desta forma o Japão iniciou a criação de leis ambientais, que até hoje estão sendo aprimoradas. Prova disso é a existência de uma lei para cada categoria de resíduos: Eletroeletrônicos; Veículos; Resíduos de Saúde; Resíduos da construção civil, etc.

Por isso temos que refletir: Qual é a nossa atitude perante o problema dos resíduos sólidos urbanos? O que podemos fazer para mudar esta realidade? 
Temos sim, que nos mobilizar e buscar soluções integradas, que envolvam todos os atores na gestão de resíduos (empresas privadas, poder público, catadores de materiais recicláveis, universidades, cidadãos).

Nesta semana o MDIC disponibilizou em seu site todos os materiais apresentados pelos palestrantes no Seminário Brasil-Japão sobre resíduos eletroeletrônicos. Para ter acesso ao material das palestras ministradas  CLIQUE AQUI

Por: Patricia Guarnieri para o Blog Logística Reversa e Sustentabilidade

3 comentários:

  1. Sou pesquisador para Logística Sustentável e parabenizo pela matéria. Recentemente assisti a uma entrevista de um tecnocrata do governo e é realmente notório a distancia que ainda existe o discurso político e a prática concebida. A base educacional realmente carece de apoio para sustentar uma maior conscientização. A diferença cultural é ainda fator preponderante para as melhores ações ainda assim acontecerem. É questão de tempo. Parabéns pelo artigo!

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  2. Obrigada pelo comentário! Concordo totalmente com sua fala. Espero que futuramente possamos presenciar iniciativas consolidadas com relação à educação ambiental. abçs

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  3. Professora boa noite. Estava na mesma data e fiz algumas críticas.
    Sou graduado em Administração e meus estudos direcionei para as questões da logística reversa de fato. Foi em minha percepção muito produtivo. Parabéns por este espaço. Gostaria de poder conversar e expor alguns entendimentos adquiridos ao logo de diversos estudos e vivência mesmo. Sou catador de Resíduo e quero muito a oportunidade de conversar com a senhora.

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