"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



Crédito da imagem: jscreationzs / FreeDigitalPhotos.net

domingo, 30 de setembro de 2012

HIdroanel metropolitano em SP possuirá 60 ecoportos e também viabilizará a reciclagem de resíduos sólidos

Atualmente, o trecho navegável do Rio Tietê possui 41 km,
 que ligam a Penha à cidade de Santana do Parnaíba.
 | Foto: 
Fernando Stankuns/Flick
O governo paulista deu o primeiro passo para a construção do hidroanel metropolitano, projeto de uma hidrovia de 170 km a ser implantada nos rios Tietê e Pinheiros e nas represas Billings e Taiçupeba, localizadas na grande São Paulo.
Os gastos para desenvolver o hidroanel deverão girar em torno dos R$ 4 bilhões e a previsão é de que a construção seja concluída em 2045. O governo pediu a licença ambiental à Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) para construir a primeira eclusa da hidrovia, na Penha, zona leste da cidade. O órgão ambiental poderá conceder a licença dentro de trinta dias.
O hidroanel deverá dispor de 60 ecoportos (postos de entrega de entulhos), 11 eclusas e três portos de destino, onde também ocorrerá a reciclagem dos resíduos. O objetivo principal do projeto não é conduzir pessoas, mas transportar cargas, materiais de dragagem dos rios, entulho e resíduos produzidos em São Paulo, reduzindo o número de caminhões que circulam levando lixo pelas vias expressas da metrópole. Embora a construção esteja prevista para 2045, existem obras que podem ser concluídas nos próximos cinco anos.
Atualmente, o trecho navegável do Rio Tietê possui 41 km, que ligam a Penha à cidade de Santana do Parnaíba. No entanto, a construção da eclusa deverá adicionar 14 km ao trajeto para ampliar o trecho navegável até o bairro de São Miguel Paulista, também na zona leste da capital.
Mesmo com a ideia de beneficiar, o projeto pode expor os mananciais a graves problemas ambientais: qualquer incidente no transporte de resíduos poderá não apenas poluir mais ainda os rios da capital, como também causar a contaminação das represas, locais estratégicos para a captação de água potável para toda a cidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário