"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



Crédito da imagem: jscreationzs / FreeDigitalPhotos.net

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Logística Reversa em empresa envasadora de água mineral: caso da Água Mineral Timbu

A logística reversa é a área da logística que trata dos aspectos de retornos de produtos, embalagens ou materiais ao seu centro produtivo. Apesar de ser um tema extremamente atual, esse processo já podia ser observado há alguns anos nas indústrias de bebidas, com a reutilização de seus vasilhames, isto é, o produto chegava ao consumidor e retornava ao seu centro produtivo para que sua embalagem fosse reutilizada e voltasse ao consumidor final.
A indústria paranaense Água Mineral Timbu aplica a logística reversa em praticamente 100% dos seus materiais. Segundo a diretora da empresa, Maria Alice Silveira Carneitro, a empresa não joga nada fora. "Ou é reutilizado, ou devolvido para os fornecedores ou encaminhado para reciclagem", comemora.
Pequenas atitudes, muitas vezes iniciativas dos funcionários, chamam a atenção. Com uma receita encontrada na internet, os funcionários da empresa desenvolveram uma vassoura de garras PET. Além de usar um material que seria jogado no lixo, a vassoura é ótima e está sendo usada todos os dias dentro da Timbu.
Caminhando pela fabrica, que fica em Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba, é possível perceber o reaproveitamento de materiais. Os lixos espalhados pelo terreno são feitos de galões vencidos, cortados e pintados. Os sacos de lixo são os plásticos nos quais os galões vem embalados.
Em uma pequena casa, uma garrafa PET com água e cloro foi colocada no telhado, fazendo com que a luz entre naturalmente na casa e gere economia de energia. Um espaço exclusivo é destinado ao lixo reciclável. Uma vez por mês, uma empresa de reciclagem vai até o local recolher o material.
A empresa ainda recolhe óleo de cozinha dos funcionários e devolve barras de sabão feitas com o material. Segundo Maria Alice, os colaboradores da fábrica estão acostumados com as ações e trazem sugestões sempre que encontram. "Se cortarmos apenas a rosca das tampas das garrafas PET, podem servir para lacrar pacotes de bolacha e sacos de farinha, por exemplo. São boas ideias que colaboram com o dia a dia e com o planeta", afirma.
A empresa realiza parcerias com seus fornecedores para devolver o material usado em embalagens e receber um desconto na próxima compra. Por exemplo, os plásticos que envolvem os protótipos das garrafinhas PET são devolvidos para o fornecedor para embalar novamente. As caixas de papelão são usadas como divisórias para armazenar o estoque. Os papeis usados no escritório são usados frente e verso, ou picotados e encaminhados para reciclagem.
No lago no terreno da empresa, um funcionário construiu um deque com galões de 20 litros vencidos. Agora, os colaboradores vão testar outra receita: construir um aquecedor de água com garrafas PET. ?Quando ficar pronto, a ideia é testar na própria empresa e se der certo, podemos ampliar para a residência dos funcionários?, explica a diretora.

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