"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



Crédito da imagem: jscreationzs / FreeDigitalPhotos.net

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Agentes da Delegacia do Meio Ambiente da PF apreendem caminhão com lixo hospitalar no RJ

Conforme já foi citado anteriormente aqui no blog, existem regulamentações da ANVISA e MMA que proíbem o descarte de resíduos de saúde - lixo hospitalar em aterros sanitários comuns, este tipo de resíduo é considerado altamente tóxico e pode transmitir doenças. 
Por isso, antes de serem descartados em aterros próprios para resíduos hospitalares ou serem incinerados, alguns resíduos devem passar  por tratamentos químicos, biológicos e/ou físicos. Dentre os resíduos podem haver restos humanos, seringas, cateteres, luvas, lençóis sujos, entre tantos outros, o principal problema ocorre com relação aos perfurocortantes, que são a causa dos maiores acidentes.
Sabemos também, que no Brasil,  os catadores de materiais recicláveis manuseiam o lixo nos aterros sem nenhum equipamento de proteção individual (EPIs), o que os deixa totalmente sujeitos a se contaminarem com este tipo de resíduos. Isto além de ser um problema ambiental, se constitui em um problema de saúde pública, visto que os cidadãos expostos a este descarte irregular podem contrair  doenças, em alguns casos incuráveis, e  o Poder Público, por sua vez, terá que investir mais recursos na Saúde Pública.
Novamente, é com indignação que relato mais um caso de descaso ocorrido no nosso país, com relação a este tipo de resíduos.
Agentes da Delegacia do Meio Ambiente da Polícia Federal apreenderam, no início da noite de quinta-feira (20/10/2011), no hospital Quinta D’Or, na Quinta da Boa Vista (zona norte do Rio), um caminhão com lixo hospitalar que seria despejado em um aterro sanitário de Itaboraí, na região metropolitana do Estado.
Segundo o delegado Fábio Scliar, três funcionários da empresa de lixo extraordinário e um funcionário do hospital foram detidos e levados à sede da PF para prestar esclarecimentos.
Mais cedo, o chefe do setor do lixo do Barra D’Or, na zona oeste, foi preso após a polícia flagrar o despejo de lixo hospitalar no local destinado a material orgânico, o que caracteriza crime ambiental. O funcionário não tem direito a fiança.
O inquérito foi aberto após a polícia apreender cerca de 830 kg de tecidos, entre lençóis e roupas hospitalares, na quarta-feira (19), em Ilhéus, na Bahia. O material seria de instituições de saúde de São Paulo e do Rio, entre elas unidades da rede D’Or.
"A operação foi deflagrada após denúncia de venda de lençóis e tecidos hospitalares no Nordeste."
Segundo o Portal G1: "Tudo indica que não há separação correta de lixo ordinário e do lixo hospitalar", disse o delegado da PF, ao deixar o hospital.
De acordo com o delegado Fábio Sciliar, outros hospitais do Rio de Janeiro são suspeitos de participação no esquema.
"Ainda estamos no início da investigação. Por enquanto, é melhor não falar em nomes. Mas vamos investigar outras unidades."
Em nota, o hospital Barra D’Or informou que “dispõe de processos transparentes e bem gerenciados em relação ao seu fluxo de resíduos, de forma a garantir a segurança de suas operações. E que, na visita feita pela Polícia Federal (quinta-feira), não houve até o momento a constatação de nenhuma irregularidade que possa determinar risco para o consumidor, cliente ou colaborador”.
O hospital comunicou que aguarda a realização de perícia e se colocou à disposição para visitações em seus setores e para “apresentações dos processos de inventário e auditoria”.
Conforme informações do Portal G1, a investigação, segundo a assessoria da PF, foi desencadeada por uma reportagem do Jornal Nacional, de quarta-feira (19/10), onde aparecem imagens de material apreendido numa fábrica de roupas de Ilhéus, no Sul da Bahia. São mais de 800 quilos de tecidos, entre jalecos, fronhas e lençóis com marcas de um dos hospitais da rede do Rio. Há suspeita de que o lixo hospitalar seja usado na confecção de roupas, entre elas, calças jeans.
Ainda de acordo com a assessoria da PF, pelo menos outro hospital da rede ainda está sendo vistoriado no Rio.

Por: Bruno Rousso para o Portal R7  e Portal G1, adaptado por Patricia Guarnieri para o Blog Logística Reversa e Sustentabilidade

Nenhum comentário:

Postar um comentário