"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



Crédito da imagem: jscreationzs / FreeDigitalPhotos.net

domingo, 2 de janeiro de 2011

Natura adota novo modelo de produção e logística reduzindo impactos ambientais

Com ênfase na redução do impacto ambiental, empresa investe em infraestrutura local e estabelece o início de um novo ciclo de internacionalização, com países latino-americanos passando a produzir seus produtos...
A Natura, uma das maiores empresas nacionais do setor de cosméticos, apresentou, neste mês de dezembro, um novo modelo de produção e logística. A reformulação tem como principal finalidade a redução do impacto ambiental, além de dar suporte ao crescimento nacional e ao início de uma nova fase de internacionalização.
“Temos um apetite pelo crescimento. Estamos em um momento muito importante, orgulhosos do nosso avanço nos últimos três anos, sedimentamos a evolução que fizemos no nosso modelo de gestão”, afirma João Paulo Ferreira, vice-presidente de operações e logística da Natura. “E é um desafio triplo, porque queremos crescer e ao mesmo tempo reduzir nosso impacto ambiental e fazer isso em conjunto com nossos fornecedores, numa escala sem precedentes. Com esta nova rede estruturada, conseguiremos diminuir a emissão relativa de CO2 em 25% em nossa cadeia de fornecimento e, ao mesmo tempo, elevaremos a qualidade de nossas entregas”, ressalta.
Com base em princípios de ganhos econômicos, ambientais e sociais, a Natura vem selecionando fornecedores nacionais e internacionais para dar suporte à movimentação de suas cargas. Esta iniciativa facilitará a integração com os fornecedores, além da criação de uma rede de serviços que diminua a emissão de gases de efeito estufa e possa incrementar os impactos sociais positivos.
“Este é o primeiro exercício com este escopo e abrangência realizado na indústria. Sabemos que em alguns casos, os ativos terão que ser comprados de determinada comunidade, mas, em outros, conseguiremos ampliar a base de fornecedores, mesmo em outros países. Não é mais aceitável que as empresas exportem água, álcool, ar e embalagens, sendo que estes insumos podem ser conseguidos regionalmente. A Natura está dando seu primeiro passo”, explica Ferreira.
Investimentos no Brasil
Em 2010, a Natura duplicou a capacidade de seu CD em Canoas (RS), inaugurou outro em Uberlândia (MG) e mais um em Castanhal (PA). Para 2011, a empresa deve inaugurar um centro de distribuição em Curitiba (PR) e um novo para São Paulo. Este CD, que está sendo desenvolvido pela marca e seus fornecedores, permitirá a admissão de pessoas portadoras de necessidades especiais, podendo chegar a mais de 30% da equipe de funcionários.
Além do hub atual, situado em Jundiaí (SP), a Natura passará a atuar com mais duas unidades: um no CD de Salvador e outro em Castanhal (PA), que ajudarão a reduzir o tempo de entrega de seus produtos para as consultoras.
“A recombinação dos estoques e modais nos permitirão redução do tempo de entrega e também do impacto ambiental. E o mais importante é que tudo está sendo cocriado com fornecedores, para chegarmos às mais modernas tecnologias de separação, armazenagem e transporte”, detalha João Paulo.
De exportadora à fabricante
Em 2010, parte do portfólio da Natura passou a ser produzido pela Argentina. Já para 2011, por meio de parcerias com terceiros, a Colômbia e o México também fabricarão os produtos. Cerca de 7% do faturamento da empresa vem de operações internacionais. “Este volume ainda não justifica fabricação própria, mas já permite a operação por meio de terceiros”, explica o executivo. “Além disso, do ponto de vista ambiental, é uma iniciativa mais sustentável”. Esse plano permitirá uma redução relativa de cerca de 70% nas emissões de CO2 referentes ao transporte de abastecimento das operações internacionais, o que significa a redução de quase 2% da emissão total da empresa.
A Natura estima que em três anos, 50% do faturamento das operações internacionais na América Latina provenha de produtos fabricados fora do Brasil.

Fonte: Portal Transporta Brasil / Infologis

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