"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



Crédito da imagem: jscreationzs / FreeDigitalPhotos.net

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Benchmarking de logística reversa da indústria pneumática

A falta de regras para o tratamento do lixo criou um grande problema ambiental, em especial nas grandes cidades, onde os aterros estão esgotados. A gravidade da situação fez o governo federal finalmente sancionar a Política Nacional de Resíduos Sólidos, em discussão havia 20 anos. 
Os setores de pneus, pilhas, baterias, eletroeletrônicos e agrotóxicos, primeiros a seguir a regulamentação, têm quatro anos para resolver como será feita a coleta, acondicionamento, tratamento e destinação final dos descartes. Um desafio e tanto. 
A partir de agora todos são responsáveis pelo ciclo de vida dos produtos: empresas, governos e consumidores. Os municípios precisam criar soluções para gerir melhor os resíduos e melhorar sua reciclagem. As empresas têm de aperfeiçoar o gerenciamento de resíduos. E a sociedade precisará ser reeducada, pois um ponto crucial é a logística reversa: o consumidor precisará devolver o produto usado para que seja reciclado.
O modelo adotado já pela indústria pneumática pode ser um benchmarking, pois há mais de uma década investe no recolhimento e destinação correta dos pneus inservíveis e praticamente liquidou seu passivo ambiental. Desde 1999, a ANIP instituiu o Programa Nacional de Coleta e Destinação de Pneus Inservíveis e, somente em 2009, foram coletadas e destinadas adequadamente 250 mil toneladas de pneus, mais de 1/4 do total recolhido nos dez anos anteriores. 
Reaproveitar resíduos sólidos significa dar um tratamento para que estes sejam reabsorvidos em alguma parte da cadeia produtiva. Isto requer tecnologias, incentivos, mobilização, responsabilidades, novos paradigmas. Este cenário pode representar problemas para alguns e oportunidades para outros. O maior beneficiado, sem sombra de dúvida, será o meio ambiente e, portanto, a população, com a decorrente melhoria da sua qualidade de vida.

Por: Roberto Falkenstein (Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Pirelli na América Latina)
Fonte: Jornal do Comércio - RS

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