"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



Crédito da imagem: jscreationzs / FreeDigitalPhotos.net

domingo, 15 de agosto de 2010

Influenciar a cadeia de consumidores


Susan Shelton, do Grupo Shelton, realizou uma palestra sobre um dos grandes temas de sustentabilidade: como fazer com que as pessoas que não se consideram verdes, adotarem comportamentos sustentáveis e apoiarem o crescimento da economia verde?
O Shelton realizou uma grande pesquisa com consumidores, onde foram deliberadamente excluídos os 15% de pessoas que simplesmente não estavam preocupadas com questões ambientais. Assim, os participantes estavam em algum estágio de preocupação verde. Assim a empresa detectou seis grandes insights sobre essa população:
1. Verde é o objetivo:
Não há surpresas aqui. Seus dados, no entanto, mostraram que as compras verdes são muito mais direcionadas para a compra de produtos baratos. A conclusão é que as pessoas estão dispostas a experimentar algo novo, o que não acontecia há alguns anos, desde que isso não custe-lhes muito. Bons exemplos são os produtos de higiene pessoal e alimentos.
2. As pessoas sabem muito menos do que gostaríamos:
Por exemplo, quando perguntado sobre uma única característica de um produto sustentável que o consumidor possui em casa, mais de metade eram incapazes de dizer sequer um nome de produto. Da mesma forma, quando perguntado se o produto pode ser orgânico sem ser sustentável, 50% não sabiam a resposta.
3. A maioria das pessoas não consome produtos verdes para salvar o planeta:
Embora os dados mostrem que o interesse por produtos verdes continua crescendo, a preocupação com a mudança climática global não é o principal motivo deste aumento. Aqui o estudo destaca que há um lado emocional e intelectual em cada decisão e que as suas motivações, variam muito de um tipo de produto para outro.
4. Conforto e conveniência são grandes motivadores:
Em 2008, quando pensávamos que estávamos à beira da segunda Grande Depressão, os entrevistados para o levantamento do Shelton, disseram que se ganhassem US $ 10.000 para gastar, poderiam substituir um velho sistema de ventilação ou adicionar isolamento em suas casas. Até 2009, a maioria dos consumidores tinha recuado para a estética e apontado itens de conforto como a remodelação de uma cozinha ou banheiro.
5. Os consumidores são céticos:
Mais uma vez, sem surpresas aqui. As pessoas não sabem o que os rótulos indicam. Apenas 6% dos entrevistados acreditam que as empresas de marketing verde atuam porque realmente se preocupam com o meio ambiente. Então, como resolver isso? O Shelton sugeriu que a melhor maneira de combater esse ceticismo é a transparência total.
6. Conversar sobre o assunto:
O estudo descobriu que 68% dos consumidores que tinham tido conversas com os filhos sobre os produtos sustentáveis mudaram seu comportamento sobre o assunto.

Por: Scott Cooney (GO Green)
Fonte: http://www.portaldasustentabilidade.com.br/Artigo.aspx?id=3739

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