"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



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sábado, 5 de junho de 2010

São Paulo não dá conta do seu lixo reciclável

O jornal Folha de S.Paulo noticiou que a coleta seletiva de lixo na cidade de São Paulo foi reduzida, porque as 17 cooperativas de catadores conveniadas com a prefeitura não tem conseguido separar todo o material recebido. Sem ter onde guardá-lo, as cooperativas nem chegam a descarregar o material dos caminhões especiais. Os resíduos vão parar nos aterros.

As empresas responsáveis pela coleta (de resíduos e de lixo comum) na cidade são duas: a Loga e a EcoUrbis. Em média, elas recolhem 9 mil toneladas por dia de lixo comum e 120 toneladas de lixo reciclável. Este último é coletado em caminhões especiais e entregue às 17 cooperativas conveniadas com a prefeitura. Com o processo de separação mais lento, os caminhões esperam horas para descarregar e, às vezes, precisam retornar lotados às garagens.
De acordo com o Movimento Nacional dos Catadores de Resíduos (MNCR) e com as próprias empresas de coleta, o problema pode ser resolvido com o credenciamento de mais cooperativas. A cidade possui 94 cooperativas, mas apenas 17 são conveniadas, empregando cerca de 1.000 pessoas nas tarefas. É possível, de acordo o MNCR, conveniar todas as 94 cooperativas e elevar para 4.000 o número de cooperados trabalhando na separação dos materiais.
A prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Serviços, afirma que as empresas estão falhando na tarefa de entregar os resíduos às cooperativas. Mas empresas e cooperativas rebatem, alegando que faltam centros de triagem e mão de obra para dar a destinação correta aos resíduos coletados.
Esse problema demonstra que ainda faltam políticas públicas para lidar com a questão do lixo e da coleta seletiva. E que é preciso haver uma mudança de atitude fundamental para se encontrar uma solução. Qual seria essa transformação? Encarar o resíduo como matéria-prima para importantes setores industriais. De certa forma, é isso o que faz o estudo Pagamento por Serviços Ambientais Urbanos para a Gestão de Resíduos Sólidos, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Por:  Cristina Spera (Instituto Ethos)
Fonte: http://www1.ethos.org.br/

3 comentários:

  1. ESTE TEM POR OBJETIVO PARABENIZÁ-LA PELA DEDICAÇÃO AO TEMA DE ABRANGÊNCIA NACIONAL E INTERNACIONAL E APARENTEMENTE DIFÍCIL DE RESOLVER PELOS AMPLOS ASPECTOS DO ENVOLVIMENTO LEGAL, ESTRUTURAL, LOGÍSTICO/URBANO, FINANCEIRO, POLÍTICO E OUTROS.
    NO ENTANTO AFIRMO QUE: O CÁOS QUE O LIXO DEPOSITADO EM LIXÕES E TAMBÉM NOS ATERROS CONTROLADOS TEM PROVOCADO ATRAVÉS DAS DEZENAS DE ANOS, SEM A DEVIDA DESTIAÇÃO FINAL..., FINAL DE SEPARAÇÃO COM 98% (NOVENTA E OITO POR CENTO) DO APROVEITAMENTO TOTAL DO LIXO, COLETADO PELOS CAMINHÕES DAS EMPRESAS LICITADAS E QUE É RECEPCIONADO DIRETAMENTE NAS MÁQUINAS DE SEPARAÇÃO, QUE DESTE ESTÁGIO EM DIANTE O MATERIAL RECICLADO ESTARÁ DISPONIBILIZADO,PARA QUE A INICIATIVA PRIVADA ATRAVÉS DA PPP/SPE, EM PARCERIA COM AS COOPERATIVAS, DARÃO EFETIVAMENTE A DESTINAÇÃO FINAL DO PRODUTO RECICLADO.
    SEM CONTAMINAÇÃO DO SOLO E DO MEIO AMBIENTE.

    ESTA TECNOLOGIA, JÁ EXISTE E INTERROMPE O CÍCLO DO LIXO, EM CONTATO DIRETO COM O SOLO.

    PARA TANTO, SOLICITO SE POSSÍVEL UMA APROXIMAÇÃO COM O REPRESENTANTE DAS COOPERATIVAS ENVOLVIDAS, QUE MESMO RECEBENDO O PRODUTO JÁ RECICLADO O ESTÃO REJEITANDO.

    SAUDAÇÕES AMBIENTAIS.
    RONALDO A. ABREU
    TEL.: 21 78799956 - ID.: 12*38830
    E-MAIL: oestadorjcom@ig.com.br

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  2. Olá Ronaldo,
    Obrigada pelo comentário!
    Eu não tenho contato com os responsáveis pelas cooperativas de catadores de SP, sei que o secretário da Cooperativa "Cooperação" da Vila Leopoldina, chama-se Neilton Polido. Seria interessante contactar a Secretaria do Meio Ambiente de SP, para conseguir os contatos. Além disso, no site www.cempre.org.br, há dados de várias cooperativas de catadores para contato.
    Saudações ambientais.

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  3. Olá Patrícia Guarnieri,
    É com grande satisfação que recebo o acolhimento do comentário em seu blogspot, colocando-me à disposição pelo fato de melhor apresentar esta tecnologia de origem Sul Coreana e que conta com representação aqui no Rio de Janeiro RJ.
    Saudações ambientais.

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