"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



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sábado, 8 de setembro de 2012

Caderno Especial de Resíduos Sólidos da Valor Econômico - 31/08/201

O Valor Econômico publicou em 31/08/2012 um caderno especial sobre resíduos sólidos, o qual tratou sobre os diversos assuntos pertinentes à Política Nacional de Resíduos Sólidos  (Lei 12.305/10). Desta forma os temas Logística Reversa, Acordos Setoriais, Coleta Seletiva, Plano de Logística Integrada do CEMPRE, Inclusão dos catadores de materiais recicláveis e Responsabilidade Compartilhada foram abordados, e vários especialistas foram convidados a dar sua opinião.
Participei de algumas matérias do caderno, expondo minha visão sobre o que ainda é necessário ser feito em termos de efetiva implementação da logística reversa. Comentei que a Lei não incluiu alguns resíduos importantes como é o caso dos medicamentos, sobre os quais estão sendo tomadas iniciativas mesmo sem a exigência legal. 
Além disso, expus a dificuldade do acompanhamento do ciclo de vida dos resíduos eletroeletrônicos pelos fabricantes, tendo em vista o forte mercado de segunda mão destes bens e, a necessidade de maior conscientização dos consumidores por parte dos fabricantes, a fim de tornar a logística reversa transparente e viável. Ademais, explicitei que há a intenção de algumas empresas repassar o custo da logística reversa para os consumidores, o que não é desejável, de acordo com pesquisas de opinião com consumidores. Este fator pode desestimular o efetivo funcionamento da logística reversa de eletroeletrônicos.   
Sobre o plano de logística reversa integrada do CEMPRE, acredito ser totalmente necessário, mas há de se ter o cuidado de não simplesmente "repassar" a responsabilidade das empresas ao Poder Público e às cooperativas de catadores, pois cada ator responsável pela geração dos resíduos deve contribuir, não só financeiramente, para a adequada gestão.
Caso tenham interesse em acessar o conteúdo, seguem os links das matérias que podem ser acessados no site do Valor Econômico:
"O conceito da parceria entre prefeituras, cooperativas e empresas é importante porque tem impacto no transporte dos descartes, o qual é responsável pelos maiores custos da logística reversa e poderia inviabilizar o processo de reciclagem", afirma Patrícia Guarnieri, professora da Universidade de Brasília (UnB).
"Algumas empresas pensam em transferir o custo da coleta de eletroeletrônicos para o consumidor, mas ele não está disposto a pagar mais. Nem todos os fabricantes alertam sobre o manuseio dos produtos. Mas é preciso também chegar a um ponto de equilíbrio de consumo. Há um aumento de descarte porque artigos como celulares têm um marketing agressivo para a troca por modelos mais novos, enquanto outros produtos têm obsolescência programada", afirma a professora Patrícia Guarnieri, da UnB.

Por: Patricia Guarnieri para o Blog Logística Reversa e Sustentabilidade

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