"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Falta de conscientização e altos custos com a logística reversa dificultam programas de coleta de eletrônicos

Para o Gartner, as grandes empresas gastam entre 4% e 8% do seu orçamento de TI com energia e às vezes, mais do que 10%; e a previsão é que este valor aumente quatro vezes nos próximos cinco anos.
Este cenário mostra que as empresas usuárias estão despertando para a importância de adotar soluções de tecnologia alinhadas com a sustentabilidade.
Por outro lado, a indústria de TIC vem se esforçando para reduzir a produzir equipamentos que consumam menos energia, que tenham maior quantidade de componentes recicláveis, data center mais eficientes, infraestrutura menos poluente e menor consumo de papel. 
Muitas outras iniciativas vêm despontando no mercado de TIC alinhadas às questões ambientais.
As empresas têm de aprender a fazer mais com menos e adequar os recursos tecnológicos às reais necessidades da empresa. As empresas têm de se modernizar, melhorar processos e inovar para não ceder espaço nesse novo ambiente de negócios.
Para discutir essas questões em 25/10/2011 foi realizado em São Paulo o Fórum Green Tech 2011, o qual apresentou uma grade de paineis e palestras que abrangem a discussão sobre estratégia, legislação, tecnologia, serviços e soluções dentro do conceito green e da sustentabilidade.
(Fonte: Marketing Ambiental)
Uma das discussões do Fórum Green Tech 2011, de acordo com o site TI Inside,  girou em torno das tentativas de coleta seletiva de lixo eletrônico, especialmente bens de consumo portáteis como celulares e laptops, ainda esbarram no alto custo da logística e na falta de conscientização da população sobre sua real importância. O debate sobre logística reversa – quando o fabricante é o responsável pelo descarte do produto após a venda – no Fórum Green Tech, realizado nesta terça-feira, 25, em São Paulo, expôs algumas boas iniciativas de empresas, mas criticou a morosidade do Congresso brasileiro na regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada pelo ex-presidente Lula em agosto do ano passado.
A lei que cria o novo plano de gestão de resíduos sólidos, que inclui toda a logística de produção e descarte de eletroeletrônicos, ainda não obteve consenso de todos os setores envolvidos para que seja regulamentada e possa ser colocada em prática. "O fato de não haver um sistema unificado que contribua para ganho de escala e o preço elevado para sua implantação dois pontos críticos, diz Marcio Quintino, gerente sênior de responsabilidade ambiental e sustentabilidade corporativa da Philips do Brasil. Ele ressalta que hoje, o custo da logística reversa dos programas da empresa representa 70% (segundo informações do Conselho de Logística Reversa do Brasil, este custo é de 50 a 60%) das despesas, enquanto ganha-se apenas 30% com a reciclagem dos materiais.
A Philips defende que uma parte dessa despesa deve ser repassada ao consumidor. Além disso, a empresa sugere a união de projetos de empresas distintas por meio de associações para que haja um ganho de escala e volume na coleta dos materiais. Atualmente, o porcentual recolhido é pequeno, o que dificulta ainda mais a redução das despesas de logística reversa. Uma pesquisa da Nokia destaca o desconhecimento das pessoas sobre a reciclagem de celulares, baterias e recarregadores, que tem um impacto direto no baixo índice de materiais coletados para reciclagem. Segundo o estudo, apenas 3% dos consumidores reciclam seus celulares obsoletos, enquanto 4% jogam fora no lixo comum, 24% transferem para conhecidos e 16% vendem os aparelhos.
As empresas também enfrentam problemas com o alto custo de reutilização dos reciclados no país. Hoje, todos os celulares, baterias e carregadores coletados nas 228 urnas do programa de sustentabilidade.
A educação do consumidor e iniciativas do governo para redução dos custos de logística reversa é uma bandeira da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). André Luis Saraiva, diretor de responsabilidade socioambiental da Abinee, é enfático ao criticar as políticas públicas sobre o destino do lixo eletrônico, que desprezam o uso de mecanismos de financiamento, que poderiam contar com agências de fomento, e educação dos cidadãos sobre as questões de sustentabilidade. “Isso sim é política pública, educação de uma nação e criação sustentada de uma política empresarial. Sem isso, não teremos ganho de escala que viabilize operações de logística reversa”, afirmou.

Por: Redação do site Marketing Ambiental e Gabriela Stripoli do site TI Inside, adaptado por Patricia Guarnieri para o Blog Logística Reversa e Sustentabilidade

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