"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Apple é acusada de não tomar iniciativas para frear a poluição de seus fornecedores na China

Grupos ambientalistas chineses acusaram a Apple de fechar os olhos para a poluição da sua cadeia de fornecedores no país, a mais recente crítica no histórico ambiental da empresa de tecnologias.
Descargas tóxicas de “fornecedores suspeitos da Apple” têm incomodado comunidades e prejudicado o meio ambiente, declarou uma coalizão de organizações ambientalistas na quarta-feira em um relatório de 46 páginas revelando esforços para esconder a poluição.
Degradação ambiental generalizada tem acompanhado o crescimento econômico explosivo na China e o governo tem sido criticado por não tomar medidas para acabar com a poluição.
“O grande volume de efluentes na cadeia de fornecedores da Apple coloca em perigo a saúde e segurança pública”, disse o relatório, publicado no website da ONG de Pequim Institute of Public and Environmental Affairs (www.ipe.org.cn).
O relatório alega que 27 fornecedores suspeitos tiverem problemas severos de poluição, desde gases tóxicos a efluentes com metais pesados. Em um caso, segundo o relatório, uma vila nas redondezas da fábrica apresentou um “aumento fenomenal nos casos de câncer”.
A Apple decidiu “tirar vantagem das brechas” nos sistemas de regulamentação ambiental dos países em desenvolvimento para se “apropriar de lucros enormes”, enfatizou.
A Apple não revela quem são os fornecedores. Os grupos ambientalistas disseram que documentos públicos, além de cinco meses de pesquisas e investigações em campo levaram às conclusões do relatório.
“O registro do grande número de violações dos fornecedores de TI (tecnologia da informação) já foi divulgado, porém a Apple prefere não encarar tais informações e continua a usar estas empresas como fornecedoras. Isto pode ser visto simplesmente como uma recusa deliberada da responsabilidade”, completa o relatório.
Esta não é a primeira queixa de infrações ambientais da Apple e do seu gerenciamento secreto da cadeia de fornecedores chineses, onde grande parte dos seus produtos são fabricados. Em janeiro, várias das mesmas organizações não governamentais publicaram um relatório demonstrando o péssimo histórico ambiental dos fabricantes chineses de iPad e iPhone.
Em fevereiro, trabalhadores de uma fábrica de propriedade Taiwanesa no leste da China que trabalha com telas sensíveis ao toque, contratada pela Apple, foram intoxicados após usar N-Hexano, um solvente tóxico.
A Apple alega que mantém um regime rígido de auditoria e que todos seus fornecedores são monitorados e investigados regularmente.
“A Apple está comprometida com os mais altos padrões de responsabilidade social ao longo da nossa base de fornecedores”, disse à Reuters a porta-voz Carolyn Wu. “Exigimos que nossos fornecedores ofereçam condições seguras de trabalho, tratem os trabalhadores com dignidade e respeito e usem processos de fabricação responsáveis ambientalmente, onde quer que os produtos sejam feitos”, completou.
A empresa não está sozinha no cenário de críticas de grupos ambientalistas. Algumas das maiores marcas do mundo dependem de fornecedores chineses que poluem o ambiente do país com químicos banidos na Europa e outros locais.
Muitas multinacionais ocidentais, incluindo a fabricante de brinquedos Mattel Inc, que passou por um escândalo em 2007 com uma tinta tóxica, têm lutado para regular a qualidade dos produtos em seus diversos fornecedores chineses.
A degradação ambiental emergiu como uma das maiores crises na sociedade chinesa. Pequim tem repetidamente se comprometido a melhorar a qualidade ambiental, mas freqüentemente não consegue combinar esta retórica com os recursos e vontade política para fazer valer suas regras.

Traduzido por Fernanda B. Müller

Fonte: Reuters/ Instituto Carbono Brasil

Disponível em: Vivagreen

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