"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



Crédito da imagem: jscreationzs / FreeDigitalPhotos.net

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Curt Trennepohl presidente do IBAMA e uma vergonha para o povo brasileiro

Quando assumiu a presidência do IBAMA no começo desse ano, Curt Trennepohl disse em entrevista a revista Exame que, em relação ao licenciamento da Hidrelétrica Belo Monte, faria o que a lei manda, analisando o impacto ambiental sem paixão e sem ater-se à questões de conveniência ou oportunidade. Pouco tempo depois, o Órgão concedeu uma Licença Parcial para instalação do canteiro de obras da usina, o que fez com que entidades reagissem, afirmando que a Licença Parcial não existe dentro do direito ambiental brasileiro.
Já era de se esperar que após a renúncia de Abelardo Azevedo, que não cedeu as pressões do governo para conceder o licenciamento a Belo Monte, o novo presidente do IBAMA seria bem menos rígido, e que abaixaria a cabeça diante da pressão. Foi o que então fez Curt Trennepohl, fazendo seu papel e concedendo a licença.
Curt Trennepohl é advogado e, antes de assumir a presidência do IBAMA, ocupou vários cargos dentro do órgão desde 1990, e sempre foi considerado um excelente técnico, e uma autoridade em direito ambiental. Apesar de ter jogado metade de sua reputação fora com a concessão do licenciamento da Belo Monte, o presidente do IBAMA parece não ter ligado muito, tendo jogado o restante de reputação que tinha após conceder entrevista ao programa 60 Minutes, da TV Australiana.
Perguntado pela jornalista Allison Langdon se seu trabalho não era cuidar do meio ambiente, o presidente do IBAMA afirmou que não, que seu trabalho é minimizar os impactos. A jornalista australiana foi mais incisiva e questionou Curt Trennepohl sobre quem cuida do Meio Ambiente no Brasil se o órgão responsável por isso não o faz. O renomado técnico se limita, porém, a responder que o problema é o que o Brasil precisa de energia.
Curt Trennepohl ainda afirma que nenhuma tribo indígena será atingida, e que nenhum rio secará. Me parece que o presidente do IBAMA desconhece a realidade do projeto de Belo Monte, e que a estimativa é de que 20 mil pessoas terão que mudar-se da área da construção da hidrelétrica, além de que cerca de 100 km de rio irão secar.
Como sabemos, a pior parte de uma entrevista aparece quando a câmera é desligada ou retirada do local, mas por sorte, nesse caso, o microfone não foi, e essa foi a pior parte da entrevista de Trennepohl ao 60 Minutes australiano:
Curt Trennepohl: Vocês têm os aborígenes na Austrália e não os respeitam.
Allison Langdon: Então você vai fazer com os indígenas o que nós fizemos com os aborígenes?
Curte Trennepohl: Sim, sim.
Allison Langdon: Você vai?
Curt Trennepohl: Sim.
Um pouco de história
Em meados dos anos 1900, com a Austrália já independente da Inglaterra, a discriminação racial contra qualquer indivíduo que não fosse de ascendência inglesa continuava. Entre 1910 e 1970, o governo da Austrália retirou cem mil crianças aborígenas – a maioria de pele clara – dos pais e internou-as em centros educativos para incutir nelas a cultura ocidental. Os australianos chamam de “geração roubada” a essas crianças.
Por volta de 1965, a população de aborígenes puros chegava a pouco mais de quarenta mil, pois foram massacrados pelos colonizadores e expulsos das terras produtivas, migrando para regiões desérticas ou para o norte da Austrália. Os soldados ingleses visitavam localidades aborígenes oferecendo presentes, artefatos e outras coisas de interesse da aldeia. E a festa acontecia, enquanto outros soldados envenenavam com arsênico a comida e toda a água potável que eles tinham. Vilas inteiras aborígenes foram dizimadas pelo uso de arsênico. (fonte: Wikipédia)
Função: Falar asneiras
O peso das declarações do presidente do IBAMA tem que ser mensurado, ele deve explicações sobre suas palavras e, se cabível, dever ser responsabilizado. Trennepohl foi preconceituoso e, de certa forma, incitou a violência contra os povos indígenas, ao afirmar que faria a mesma coisa que os australianos fizeram com os aborígenes.
A sociedade brasileira não pode ficar calada diante das atrocidades ditas pelo presidente do IBAMA, devemos lhe cobrar explicações, e cobrar dos órgãos competentes que responsabilize o Senhor Curt Trennepohl por suas palavras. Pedimos que divulguem essa notícia em suas redes, para seus amigos, é importante que o cidadão brasileiro saiba quem o está representando.

Nenhum comentário:

Postar um comentário