"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



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domingo, 12 de junho de 2011

Seminário discute o papel do consumidor e do setor de transportes no cumprimento da PNRS

Foto:Julio Fernandes
O consumidor será o grande desafio para o cumprimento das exigências legais previstas na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A conclusão é da gerente de Resíduos Perigosos do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Zilda Veloso, que participou nesta quinta-feira (9) do Seminário sobre Logística Reversa e o Setor Transportador, organizado em Brasília pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). 
O evento foi aberto pelo diretor-executivo da CNT, Bruno Batista, que destacou os impactos da implantação da nova política no transporte. “O que se percebe hoje é que o setor precisa de um pouco mais de informação”, afirmou Batista. 
O dirigente prevê crescimento da demanda por serviços de transporte a partir da estruturação da cadeia de logística reversa, destinada a garantir o recolhimento, o tratamento e a reciclagem de resíduos pelo setor produtivo. “Isso vai fazer com que operadores planejem melhor a operação, com necessidade de investimento e de preparação maior para o setor.”
Em apresentação sobre a regulamentação e a aplicação da política de resíduos sólidos, Zilda Veloso lembrou que a legislação aprovada no ano passado pelo Congresso é uma luta de quase 20 anos. Falou dos desafios da regulamentação e do envolvimento dos setores produtivos, de recicladores e de outros segmentos econômicos nos debates. 
Afirmou também que o setor de transporte é o veículo que vai tornar viável a logística necessária para o recolhimento e a destinação adequada de embalagens, componentes eletrônicos, produtos químicos e outros resíduos gerados pelo consumo. Em relação ao consumidor, apontou a heterogeneidade e a dificuldade em prever como diferentes camadas da sociedade vão se comportar em relação ao lixo produzido e aos próprios hábitos de consumo.
Para a gerente do MMA, “há uma complexidade de atores” envolvidos na discussão sobre logística reversa, que será objeto de um termo de compromisso de diferentes setores. “Vamos ter um acordo setorial que vai ser colocado em consulta pública e vai gerar um regulamento. Pode ser um decreto novo ou uma portaria”, explicou.
Alem de destacar que a responsabilidade pelo tratamento de resíduos é compartilhada por todos os setores da sociedade, Zilda Veloso elogiou o trabalho desenvolvido pela CNT, por meio do Programa Ambiental do Transporte, o Despoluir. Classificou as ações do programa como importantes e necessárias para prepara o setor na questão do gerenciamento de resíduos.  Os debates do seminário continuam na tarde de hoje.
Além de Zilda Veloso e Bruno Batista, participam do evento o presidente do Conselho de Logística Reversa do Brasil (CLRB), Paulo Roberto Leite; o presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Logística (Aslog), Adalberto Panzan; o gerente de operações da empresa ADS Logística, Bruno Fernandes; e o chefe de encomendas dos Correios, Ricardo Fogos. As palestras foram assistidas por técnicos de instituições públicas e de empresas privadas.

Por: Sueli Montenegro
Fonte: Agência CNT de Notícias/Redação CNT

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