"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Resíduo de gesso é passível de reutilização e reciclagem segundo o Conama

Desde o 24 de maio de 2011, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) reclassificou o resíduo de gesso como passível de reutilização e reciclagem. Isso pode abrir um novo mercado para o resíduo.
Foi uma pequena mudança na resolução 307 de 2002 que considerava gesso como Classe C, sem processo ou tecnologia de reciclagem viável. O gesso era o único produto citadao como sendo Classe C na resolução.
Agora, o gesso de construção, que é composto de sulfato de cálcio (CaSo4.0,5H2O) e pode conter vários metais pesados, é classificado como Classe B, passível de reciclagem. Diversas pesquisas intenacionais e nacionais buscaram a reciclagem do resíduo, inclusive um grupo na Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da UNICAMP, com recursos do CNPq, que busca seu reaproveitamento.
Segundo o professor da Poli da USP, Wanderley John, o gesso pode ser usado como corretivo de solo, aditivo para compostagem, forração para animais, absovente de óleo e até para secagem de lodo de esgoto e até como insumo para a indústria cimenteira. No entanto, precisa ser devidamente processados para estes usos.
Hoje, apenas na grande São Paulo estima-se uma geração de 200 mil toneladas de gesso por mês e um desperdício de cerca de 30% do material.
A indústria de gesso indica alguns pontos de coleta do material descartado, mas a maioria vai para aterros de inertes mantidos pelas prefeituras. Lá ele se decompõe potencialmente contaminando solo e ar.
Com a nova classificação do gesso, o gerador fica obrigado a reduzir e destinar para a reciclagem o máximo possível do material descartado. Desenvolver os produtos com resíduos de gesso vira agora uma oportunidade de negócios, pois o setor de construção civil vai ter que olhar para a sua reciclagem que pode valer mais a pena do que pagar para descartar em aterros. Segundo o professor John, as prefeituras da grande São Paulo gastam R$2,6 milhões por ano para dispor corretamento do gesso.
A resolução do Conama é: Resolução nº 431 de 24/05/2011 / CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente
(D.O.U. 25/05/2011)

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