"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



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quarta-feira, 29 de junho de 2011

As federações das Indústrias dos estados de SC, PR e RS se unem pela melhoria da infraestrutura logística no sul

As federações das indústrias de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul (FIESC, FIEP e FIERGS), com o apoio da Confederação Nacional da Indústria, se unem para dar início ao que será o maior estudo até hoje realizado sobre modais logísticos na região Sul, interligados aos países vizinhos (Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile).
Na sexta-feira, dia 1° de julho, será feito o lançamento catarinense do projeto Sul Competitivo, que visa traçar uma radiografia do que há hoje e apresentar soluções integradas para o transporte de produtos através de portos, aeroportos, ferrovias, hidrovias, dutovias e rodovias.
A integração técnica desses modais pode gerar redução de custos e dar rapidez a todo o sistema de circulação de mercadorias, gerando maior competitividade da região. O pontapé inicial do estudo será na sede da FIESC, em Florianópolis, quando empresários, associações produtivas e autoridades estaduais se reúnem para conhecer detalhes sobre o desenvolvimento do projeto. A apresentação oficial também ocorrerá no Paraná, dia 30/6.
“O grande diferencial desse estudo é a busca por soluções integradas para os três estados, também com vistas ao Mercosul. Dessa forma, será possível otimizar os recursos buscando a competitividade da região”, diz o presidente do Sistema FIESC, Alcantaro Corrêa.
Durante a primeira fase do Sul Competitivo, uma equipe de 12 profissionais fará um amplo diagnóstico das condições da infraestrutura de transportes na região sul e no Mercosul, bem como estudará as 19 principais cadeias produtivas produzidas, exportadas e/ou importadas pela região Sul do país o que representa cerca de 70 produtos agrícolas, minerais, florestais e industriais -, levantando os gargalos logísticos e respectivas soluções.
“Também serão analisados números sobre a produção atual e futura e o local de consumo de todas essas cadeias, bem como as matrizes origem-destino e o impacto destas no custo logístico. E visitaremos portos e outros modais do Chile, Argentina, Uruguai e Paraguai para entender como funciona a logística de escoamento dos três estados sulistas por essas vias. O objetivo final será o de realizar uma priorização dos projetos de infra-estrutura de transportes necessários na região sul com base no seu potencial de redução do custo logístico e conseqüente aumento da competitividade da região”, explica Olivier Girard, sócio da Macrologística, consultoria que está à frente do desenvolvimento do estudo, incluindo diagnóstico e propostas de soluções.
A empresa também foi a responsável pelo Projeto Norte Competitivo, um conjunto de soluções logísticas para os nove estados que integram a Amazônia Legal, entregue ao governo federal em março de 2011.
“No estudo que culminou no Norte Competitivo, foram identificados 42 eixos Integrados de transporte. Desses, foram priorizados nove eixos capazes de gerar economia de R$ 3,8 bilhões anuais nos custos logísticos da região. Nesse novo estudo, que envolve os estados que servem de porta principal para o comércio com os países do Cone Sul, o setor privado novamente toma a iniciativa buscando redução semelhante, a fim de também tornar a região Sul do país mais competitiva”, afirma Girard.
As visitas técnicas começam em 11 de julho e, em três meses, os primeiros diagnósticos dos gargalos logísticos da região devem ser apresentados.

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