"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



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domingo, 15 de maio de 2011

Programa brasileiro de eliminação de HCFCs inclui a logística reversa de eletrodomésticos

O cronograma de eliminação de HCFCs, proposto pelo MMA prevê o congelamento em 2013; corte de 10% em 2015; de 35% em 2020; de 67,5% em 2025; 97,5% em 2030; e 100% em 2040.
O Brasil apresentou um desempenho positivo no cumprimento do Protocolo de Montreal, ao qual aderiu em 1990. O País se antecipou aos prazos determinados pelo acordo internacional ao publicar, em 2000, a Resolução 267 do Conama, que estabeleceu o cronograma de eliminação dos CFCs.
Magna Luduvice recomenda: "Não se deve incentivar o uso de geladeiras com mais de dez anos". Ela explica que uma das ações para que o Brasil conseguisse a eliminação total da produção dos clorofluorcarbonos foi a substituição das tecnologias de fabricação desse tipo de eletrodoméstico. Mas, os resultados foram obtidos por uma ampla rede de parcerias e ações.
Magna Luduvice relata que as geladeiras com mais de dez anos contêm os CFCs no sistema de refrigeração. Se antes eles passaram a ser banidos por causa dos danos à camada de ozônio, depois a preocupação passou também em relação à emissão de gases de efeito estufa liberados por vazamentos na tubulação.
"Além disso, as geladeiras antigas aumentam a conta de energia", afirma Magna. Ela lembra que os modelos novos são muito mais econômicos. 
Estas ações com certeza aumentarão o volume de resíduos provenientes deste tipo de eletrodomésticos, o que requer ações de logística reversa imediatas para evitar a disposição incorreta no meio ambiente. 
A saída é encaminhar a peça para reciclagem. Já existem empresas especializadas que reaproveitam o material sem danos ambientais.  Além disso, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10)  prevê que os fabricantes sejam responsáveis pelo recolhimento de produtos depois de usados.
Desta forma empresas de remanufatura reversa que realizam  a desmontagem,descaracterização,  reaproveitamento das partes utilizáveis e destinação final das partes não aproveitáveis de forma ambientalmente segura são essenciais. Já existem algumas empresas especializadas no Brasil, as quais são: Oxil e Essencis.
No dia 4 de abril, o MMA apresentou, na sede da Abrava (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar condicionado, Ventilação e Aquecimento), o texto do Programa Brasileiro de Eliminação de HCFCs (PBH) que será levado a Montreal. "Estavam presentes representantes de mais de 40 empresas privadas individuais, instituições do setor e do governo. Cada uma delas representando milhares; como a associação que de supermercados, que chegam a 80 mil estabelecimentos no País", relata Magna Luduvice.
O setor privado participou, em conjunto com o governo, nas ações para eliminação das SDOS, teve participação ativa nos grupos de trabalho GT-Ozônio e GT-HCFC (Portaria MMA 41/2010 e 319/2010) por meio de suas associações mais representativas (Abrava, Abras, Eletros, Abripur, Abiquim, Abinee). Por parte do governo, estão o MMA, Ibama, Abema, Anama, MCT, MRE e MDIC. Com a antecipação do cronograma de eliminação dos HCFCs, o setor privado contribuiu com a elaboração do PBH e terá papel fundamental para implementação do programa e de suas ações estratégicas.
Neste sentido, existem alguns projetos em execução atualmente, são eles:
  1. Diagnóstico da situação dos aparelhos de refrigeração presentes em restaurantes, padarias, mercearias e supermercados com açougues para análise de vazamentos de fluidos frigoríficos e de eficiência energética;
  2. Substituição ou retrofit de resfriadores centrífugos (centrais de água gelada) em edificações públicas, com ou sem fins lucrativos que utilizam CFCs;
  3. Distribuição de 114 equipamentos para reciclagem de fluidos frigoríficos em cidades não atendidas pelas Centrais de Regeneração;
  4. Elaboração de norma técnica para o setor de supermercados com o objetivo de eliminar o vazamento dos fluidos frigoríficos em conjunto com a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e Abrava (Associação Brasileira de Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento).
  5. Produção de vídeo sobre estratégia de substituição de MDIs com CFCs;
  6. Seminários para disseminação de tecnologias alternativas aos fluidos frigoríficos que destroem a camada de ozônio;
  7. Capacitação de fiscais do Ibama para controle do comércio ilícito de SDOs;
  8. Execução de projetos demonstrativos de tecnologias alternativas às SDOs para o setor de espumas.
Por: Cristina Ávila, adaptado por Patrícia Guarnieri para o blog "Logística Reversa e Sustentabilidade".
Fonte: MMA/Ascom

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