"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Logística reversa de resíduos eletroeletrônicos

Não adianta só passar o problema para frente”No mês que vem entra em vigor o Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionado pelo presidente Lula em agosto passado, depois de quase 20 anos em tramitação. Em resumo, a nova lei proíbe os lixões e determina que os fabricantes sejam responsáveis pelo descarte de seus produtos ao final do ciclo de uso. Se por um lado muitos empresários começam a contabilizar os custos da obrigatoriedade, por outro há quem veja boas oportunidades de negócios neste novo cenário.

No segundo grupo estão as empresas que farão parte da cadeia de coleta, seleção e destinação dos resíduos. Isso inclui, por exemplo, cooperativas de catadores, reparadoras, recicladoras e empresas de logística reversa. “Começamos a identificar a oportunidade há dois anos porque sabíamos que, mais cedo ou mais tarde, a lei seria sancionada. Muitas empresas estavam só esperando a publicação para tomar uma atitude”, afirma Marcelo Sousa, diretor de logística da TGestiona, de São Paulo, unidade do Grupo Telefônica.
A empresa já trabalha com logística reversa de eletroeletrônicos para clientes como TVA, Lenovo e Positivo, recolhendo produtos devolvidos por clientes. Recentemente, a TGestiona criou uma central de logística reversa para reduzir custos de operação e ganhar o know-how necessário para atender às novas demandas previstas pelo PNRS. “Esse mercado vai demandar empresas especializadas porque a eficiência da logística reversa depende muito dos volumes. Se você trafega vazio e por longas distâncias, o custo aumenta muito”, explica.
Para o executivo, a associação entre fabricantes de um mesmo segmento é a saída mais fácil para reduzir as despesas que virão com logística reversa. O conselho vale especialmente para pequenas e médias empresas, que trabalham com volumes menores. “De qualquer forma, eu acredito que o consumidor vai começar a preferir comprar de quem estiver preparado para cumprir a legislação, ou seja, receber o resíduo de volta. Por isso, o caminho é sair na frente”, destaca Sousa.
A eficiência financeira das operações também depende da melhor estruturação da cadeia de coleta e destinação dos resíduos, afirma o executivo. É preciso, por exemplo, contar com uma ampla rede de postos para agrupamento dos volumes coletados. Quanto mais próximas estiverem as empresas de destinação, menores serão os custos porque o transporte é o item mais caro no processo de logística reversa. Segundo Sousa, o problema é que ainda há um número muito escasso de empresas reparadoras e recicladoras.
“A criação de uma infraestrutura para destinação correta dos resíduos será o primeiro desafio do PNRS após a fase de conscientização”, afirma Ernesto Watanabe, diretor-geral da Descarte Certo. Fundada em 2008, em São Paulo, a empresa lançou há seis meses um serviço pré-pago de descarte de itens eletroeletrônicos. Comercializado nas lojas da rede Carrefour, o serviço tem ganhado cada vez mais usuários. A Descarte Certo agenda o melhor dia e horário para fazer a coleta e entrega ao cliente um certificado de destinação correta do produto.
Por enquanto, o serviço está disponível em todo o Estado de São Paulo e em cidades de Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro. “Nossa meta de expansão é o Brasil inteiro”, afirma Watanabe. A empresa também projeta uma parceria com fabricantes para colocar o selo da Descarte Certo no momento em que a mercadoria estiver saindo da fábrica. Desta forma, o cliente teria a garantia do serviço de descarte desde a aquisição do produto. Hoje, empresas como o banco Santander dão descontos no serviço para clientes preferenciais.

Por: Cléia Schmitz
Fonte: Conselho de Logística Reversa do Brasil - CLRB

Um comentário:

  1. Olá Patrícia, gostei desse artigo que fala sobre LR dos aparelhos eletrônicos.Quero aproveitar e agradecer pela sua ajuda para que eu não desistisse da minha monografia com o tema L.R, tirei 9 na apresentação e gostei muito desse assunto, desejo fazer uma pós que seja direcionado a L.R, você poderia informar alguma instituição que ofereça pós nessa área.
    Obrigado.
    Rejane

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