"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Qual a forma mais ecológica de morrer?

Já há quem pense em como ir desta para a melhor sem deixar o mundo pior. Não há consenso de qual é a alternativa mais ecológica, já que todas têm algum defeito: a cremação joga CO2 na atmosfera, e soluções como transformar em diamante ou jogar no espaço obviamente consomem muita energia. Alguns especialistas apontam o método freeze-dry, por enquanto disponível apenas na Suécia, como a forma menos agressiva de deixar este mundo. Parece coisa de ficção científica, como você confere no quadro abaixo.
“Em resumo, o enterro mais ‘verde’ é o que evita desperdício de recursos, não utiliza substâncias tóxicas e opta por materiais biodegradáveis sem risco de extinção e protege áreas ameaçadas”, explica o biólogo Billy Campbell, fundador do primeiro cemitério verde dos EUA, o Ramsey Creek, em funcionamento desde 1996.
O problema dos cemitérios tradicionais (destino final de 80% dos brasileiros) é que 75% deles não respeitam determinações técnicas e acabam poluindo o ambiente com necrochorume (a substância tóxica produzida pelo cadáver em decomposição).
Um corpo de 70 quilos gera 30 quilos de necrochorume, por exemplo. “Os micro-organismos são levados pela água para fora do cemitério por quilômetros de distância, causando doenças como tétano, hepatite, febre tifoide e disenteria”, diz o geólogo e professor da Universidade São Judas Tadeu, Leziro Marques Silva.Veja abaixo as etapas do processo freeze-dry:
1 - ERA DO GELO - O método de congelamento e desidratação está disponível desde 2005 na Suécia. O primeiro passo é mergulhar o corpo em nitrogênio líquido, a -196 ˚C. Além de congelar, ambos se tornam extremamente quebradiços.
 2 - QUEBRA TUDO - O cadáver congelado é colocado para vibrar em uma esteira. Bastam alguns minutos para que tudo se estilhasse e vire pó. Equipamentos filtram água e um ímã retira qualquer metal proveniente de próteses ou obturações.
  

 3 - EMPACOTADO  - O pó resultante (20 kg a partir de um corpo de 80 kg, por exemplo) é colocado em uma caixa de amido de batata ou milho e enterrado em um túmulo raso.
4 RECICLAGEM - Planta-se uma árvore em cima da caixa para que ela aproveite seus nutrientes. Dentro de 6 meses a 1 ano, os restos desaparecem


Por: Inara Chayamiti
Fonte: Revista Super Interessante

5 comentários:

  1. Nossa, nunca tinha visto isso... pena que em nosso país a tecnologia mais modena para enterrar os mortos é construir luxuosos cemitérios particulares que custam um fortuna e poluem do mesmo jeito que os públicos.

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  2. não seria mais ecológico dar de comer aos animais carnivoros

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  3. É uma opção, talvez não muito bem vista, mas é uma opção. Agora depende do tipo de morte, não é? Imagine se a pessoa morre intoxicada por alguma substância... o animal carnívoro que a devorar também será intoxicado e geraremos mais um cadáver, e assim, sucessivamente.

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  4. Vivendo, morrendo e aprendendo!!
    Ótima reportagem!! Um dia chegamos lá!
    Parabéns!

    Plínio Mamprim

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  5. O MELHOR GEITO É NÃO MORRER AI NUM GASTA TANTO KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK POXA SERA QUE TODO MUNDO JA FICA PLANEJANDO A MORTE

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