"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Economia verde - Negócios com crédito de carbono no Brasil

Conhecer sobre o Mercado de Carbono na atual conjuntura de negócios que acontecem no cenário brasileiro adquire notada relevância, pois se trata de um assunto contemporâneo e traz consigo mudanças significativas tanto no contexto econômico global quanto nos sistemas comportamentais locais.
Nas regiões norte e centro-oeste há uma intensa discussão sobre os projetos florestais, conhecidos por REDD, com uma expressiva interface aqui no Sudeste, pólo econômico-financeiro do país. Ao passo que projetos de lei correlatos aos créditos de carbono e suas interfaces disputam a atenção em Brasília.
Dias atrás, o governo federal divulgou que logo poderemos ter as metas de reduções de emissões de gases que provocam o efeito estufa, já segmentadas por setores da economia, nos levando a crer que não longe haverá um mercado brasileiro de carbono, regulamentado, funcionando “entre” e “intra” empresas.
No entanto, torna-se fundamental apontar que a relação do homem com a natureza não deve ser entendida apenas como uma relação polarizada entre extração, produção e descarte, mas que deve, sobretudo, ser considerada como uma experiência múltipla e integral a fim de garantir a sobrevivência da humanidade.
Mercados - Hoje existem basicamente dois tipos de mercado de carbono: o Mercado Regulador e o Mercado Voluntário de Carbono.
O Mercado Regulador se traduz pela existência da obrigatoriedade do atingimento às metas de redução dos GEE, pelos países do Anexo I, no caso do Protocolo de Quioto ou, do recém estruturado RGGI no Nordeste dos EUA.
O cumprimento das metas de redução pode se dar inclusive através da aquisição dos créditos de carbono gerados nos países em desenvolvimento.
O MDL, mecanismo de desenvolvimento limpo é um dos instrumentos desta operação e viabiliza a comercialização dos créditos de carbono junto aos principais mercados, o europeu e o japonês.
No Mercado Voluntário, os compradores adquirem os créditos de carbono de acordo com sua conveniência e necessidade, seja ela responsabilidade socioambiental, posicionamento competitivo ou investimento financeiro, já prevendo as oportunidades de um futuro “mercado regulador”. Não há regime de metas de redução neste mercado.
Os mecanismos de mercado são mais ágeis permitindo a negociação de créditos de carbono entre empresas e entre empresas e cidadãos.
Um destes mecanismos é o OTC – Over The Count, um esquema de mercado de balcão que viabiliza a comercialização dos créditos.
O mercado de carbono no Brasil – O país ocupa a terceira posição mundial como desenvolvedor de projetos de MDL, atrás da China e Índia.
As receitas geradas com as vendas de créditos de carbono, representam o 17° produto de maior valor entre as exportações brasileiras, correspondendo a uma receita anual de US$ 476,5 milhões. E tende a aumentar. Este mercado torna-se a cada ano, em seu contexto geral, mais atrativo para os investidores nacionais e estrangeiros por diversos motivos. Um deles é a capacidade do país em gerar projetos desta natureza.

Por: Laercio Bruno Filho

Para ler a matéria completa acesse:
http://www.ambienteenergia.com.br/2010/05/oportunidades-de-negocio-com-creditos-de-carbono-no-brasil/

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