"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O que os economistas pensam sobre sustentabilidade

Se na prática ainda não entrou totalmente na agenda de governantes, políticos e empresários, pelo menos no discurso de quase todos sustentabilidade virou um tema da ordem do dia. Por conta das mudanças climáticas e da busca por negócios sustentáveis em todas as áreas, fala-se numa nova economia, baseada na baixa emissão de carbono em todas as atividades humanas. Como será esta economia? Como precificar esta economia de carbono zero?, Quais são os impactos das novas tecnologias para esta mundo mais sustentável?. São perguntas que, certamente, passam na cabeça de muita gente. Mas, enfim, o que pensam os economistas sobre esta nova era da economia?
Quem procurou a resposta foi o jornalista Ricardo Arnt, ao reunir como organizador 15 grandes economistas brasileiros para tirar da gaveta o livro “O que os economistas pensam sobre sustentabilidade”, publicado pela Editora 34. Com larga experiência na área de economia, Arnt, além de trazer a questão para a seara econômica, tem a proeza de reunir uma nata formada por Antonio Delfim Netto, André Lara Resende, Edmar Bacha, Eduardo Giannetti, Luciano Coutinho, Gustavo Franco, José Roberto Mendonça de Barros, José Eli da Veiga, Luiz Gonzaga Belluzzo, Maílson da Nóbrega, Aloizio Mercadante, Sérgio Besserman Vianna, Pérsido Arida, Luiz Carlos Bresser-Pereira e Ricaro Abramovay.
No livro, este time de primeira discute, em entrevistas concedidas ao jornalista, a emergência das teses de sustentabilidade e seu discurso transformador, porém, frequentemente vago, genérico e sujeito a variadas interpretações e apropriações. Os economistas mais tradicionais, na obra, mostram como encaram as novas propostas, por que as aceitam ou refutam e o que consideram necessário, viável ou utópico. Já os economistas mais engajados com a agenda ambientalista apresentam suas críticas à teoria econômica.
Apesar das diferenças na hora de encarar a questão e a base conceitual que ampara as análises de cada um, o livro deixa uma boa indicação do que é preciso para alcançar o desenvolvimento sustentável, tão propalado por governantes, investidores, empresários e políticos: a qualidade do debate precisa evoluir, sendo necessário ampliar a discussão, superar impasses e construir consensos. E este bom debate, com certeza, temos neste livro de Ricardo Arnt. Já é um grande começo para entendermos esta nova ordem econômiza.

Fonte: Agência Ambiente Energia -

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