"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



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domingo, 13 de junho de 2010

Selos verdes são como âncoras

A desbaratada profusão de selos verdes é um fenômeno tipico dos Estados Unidos, mas que aos poucos começará a chegar no Brasil, como aconteceu com os tais selos de "qualidade", gestados à profusão no embalo das ISOs da vida. Segundo a pesquisa sobre greenwashing da Market Analysis,  o Brasil ainda engatinha nessa seara: em comparação com outros países que também participaram da pesquisa, o Brasil é a nação que apresenta a menor média de apelos ecológicos por produto, 1,8 por produto, enquanto os Estados Unidos lideram o ranking uma média de 2,3 apelos por produto.
Ocorre que, segundo o estudo Monitor de Responsabilidade Social Corporativa 2010, realizado anualmente pelo mesmo instituto de pesquisas MarketAnalysis, os consumidores brasileiros acreditam que uma etiqueta capaz de certificar que o produto foi produzido de forma responsável é a melhor indicação de cidadania corporativa. Este item foi eleito por 36% dos consumidores pesquisados, liderando a categoria - e à frente de outros itens igualmente relevantes, como trabalhos desenvolvidos junto a ONGs ou instituições de caridade e uma certificação governamental capaz de comprovar o comprometimento da organização.
Ou seja, precisamos ficar atentos para a resposta que as empresas darão a esta percepção do consumidor. Porque se for bem usado, o selo pode, sim, ser uma âncora de credibilidade. Mas se for apenas greenwashing, ou seja, se não comunicar nada - como o logo "eco" na embalagem do Bombril - aí a tal da âncora pode afundar sua embarcação, ooops, sua marca!

Por: Silvia Dias

Fonte: http://www.revistasustentabilidade.com.br/

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